Quem pode solucionar a falta de medicamentos para tratamento da hepatite C

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Se existir vontade na equipe do ministério da saúde, será fácil e rápido solucionar a falta de medicamentos para tratamento da hepatite C, em falta já há seis meses.

A solução está nas mãos dos responsáveis pela saúde dos brasileiros no ministério da saúde, principalmente na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, dirigida pelo Dr. Marco Antônio de Araújo Fireman, na Secretaria de Vigilância em Saúde, dirigida pelo Dr. Osnei Okumoto e, no Departamento IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, dirigido pela Dra. Adele Schwartz Benzaken.

Existem diferentes ações que podem ser realizadas para evitar o agravamento da saúde e até previsíveis mortes entre os infectados por falta de medicamentos. Quais são essas ações?

1 – ESCREVER UM NOVO PROTOCOLO DE TRATAMENTO

Seria uma ação demorada, pois é necessário convocar a Comissão Assessora do Departamento, o texto deveria ir para a Conitec e entrar em consulta pública. Dificilmente estaria pronto antes de dezembro e a compra somente seria feita em janeiro ou fevereiro, recebendo os medicamentos em março ou abril de 2019.

2 – EMITIR NOTA TÉCNICA INCLUINDO OS MEDICAMENTOS NO ATUAL PROTOCOLO

Este é o caminho mais rápido e logico. Ao incluir por meio de uma nota técnica do Departamento de Hepatites os medicamentos Epclusa e o Maviret no atual PCDT, ambos já aprovados e recomendados pela Conitec, seria possível realizar imediatamente uma licitação com os três tratamentos pan-genótipos, sofosbuvir/daclatasvir (genérico ou não), Epclusa e Maviret.

Nessa licitação, se for transparente e sem vícios, aquele que for o mais barato para o SUS será obrigatoriamente o medicamento a ser oferecido aos infectados, seja genérico ou de marca.

Isso pode ser feito já em outubro e os medicamentos estariam chegando ao Brasil ao final do ano e distribuídos em janeiro.

3 – DETERMINAR A COMPRA DIRETA DE UM DOS TRÊS MEDICAMENTOS SEM LICITAÇÃO

Seria a pior das opções, pois a compra seria contestada judicialmente por qualquer um dos fabricantes que se sentir prejudicado. A compra seria embargada e passariam meses de discussão jurídica. Ficaríamos pelo menos até metade de 2019 sem medicamentos.

Então, está na vontade política de somente três responsáveis na gestão do ministério da saúde para solucionarem a falta absurda dos medicamentos e evitarem serem responsabilizados pelo Ministério Público caso o problema persista.

Dr. Marco Antônio de Araújo Fireman, Dr. Osnei Okumoto e Dra. Adele Schwartz Benzaken, os infectados imploram para vocês sentarem juntos e tomarem alguma decisão. Mas por favor, que seja rapidamente para evitar piorar nossa saúde até para evitar mortes pela falta dos medicamentos.

Este é um apelo de mais de 12.000 infectados!

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

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