Doenças do fígado – Colangite biliar primária (Cirrose biliar primária)

120

Voltar

A idade afeta a resposta ao ácido ursodesoxicólico no tratamento da colangite biliar primária

A colangite biliar primária afeta predominantemente mulheres de meia-idade. Existem poucos dados sobre fenótipos da doença e resultados de tratamento da colangite biliar primária em homens e pacientes mais jovens. Pesquisadores investigaram se as diferenças no sexo e / ou idade no início do tratamento com ácido ursodesoxicólico (UDCA) estão associadas com a resposta à terapia, com base em marcadores bioquímicos, ou diferenças na sobrevida livre do transplante.

O estudo retrospectivo longitudinal de 4.355 adultos “Global PBC Study”, foi realizado em 17 centros da Europa e América do Norte. Os pacientes receberam um diagnóstico de colangite biliar primária entre os anos de 1961 e 2014.

A idade mais avançada dos pacientes com colangite biliar primária correlacionou-se com uma melhor resposta ao tratamento com ácido ursodesoxicólico e taxas mais baixas de transplante hepático e mortalidade em comparação com pacientes de idade mais jovem, enquanto o sexo não afetou os desfechos, de acordo com el estudo.

Os dados sugerem que os pacientes mais jovens devem ser monitorados cuidadosamente, com considerações iniciais para terapias adicionais, pois parecem estar em maior risco de não conseguir uma resposta bioquímica ao ácido ursodesoxicólico, ter a necessidade de um transplante de fígado e maior possibilidade de morte

A presença de atividade hepática bioquímica mais evidente sugere um fenótipo mais agressivo e inflamatório em pacientes mais jovens, em comparação com pacientes mais velhos.

Concluem os autores que é a idade do paciente, mas não o sexo, que apresenta melhor resposta ao tratamento com ácido ursodesoxicólico conseguindo ter uma sobrevida livre de transplante de fígado. A idade mais jovem no momento do diagnóstico da colangite biliar primária está associada ao aumento do risco de falha no tratamento, transplante de fígado e morte.

MEU COMENTÁRIO:

A cirrose biliar primária (Colangite biliar primária) é uma doença hepática crônica colestática, ou seja, ocorre um acúmulo de bile no fígado. Sua causa não está totalmente esclarecida, mas acredita-se que seja uma doença autoimune, onde o sistema imunológico do indivíduo produz anticorpos que atacam e causam destruição dos ductos biliares intra-hepáticos. A bile acumulada no fígado causa um processo inflamatório com dano aos canais biliares e aos hepatócitos, que são lentamente destruídos, com formação de fibrose e posterior cirrose.

Fonte: Effects of Age and Sex of on Response to Ursodeoxycholic Acid and Transplant-free Survival in Patients With Primary Biliary Cholangitis – Cheung AC et al. Clin Gastroenterol Hepatol . 2019, doi: 10.1016 / j.cgh.2018.12.028.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.

Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação médica.
É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte: WWW.HEPATO.COM

O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA – ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO

Compartilhar