Transaminases elevadas: o que indicam?

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Muitos médicos ao solicitar exames de sangue incluem no pedido as transaminases, que são conhecidas pelas letras ALT (também identificada pelas abreviaturas TGP ou GPT ou SGPT) e a AST (também identificada pelas abreviaturas TGO ou GOT ou SGOT).

As transaminases são enzimas intracelulares que atuam catalisando diversas reações, principalmente no fígado, mas que também se encontram em outros tecidos do organismo, quando estão elevadas são um indicador importante indicando que existe algum problema, muito provavelmente no fígado.

O fígado é o maior órgão do organismo, responsável por muitas funções, mais de 500 conhecidas, sendo quem deve realizar a sínteses e destruição dos hidratos de carbono (carboidratos), lipídios e proteínas, modulando a resposta imunitária e até processar através da bílis a excreção dos resíduos, modulando a resposta imunitária.

Os resultados mostrados nos exames das duas transaminases fazem parte para avaliar a função hepática, mas sempre deve ser considerado que podem estar alteradas por alterações em outros órgãos do organismo, o que indica para o médico o prosseguimento da conduta diagnostica para chegar ao diagnóstico correto da causa.

A elevação considerada anormal é quando os valores se encontram acima de 30-40 UI/ML, o que mostra que existe alguma destruição celular.

As transaminases mais estudadas e solicitadas pelos médicos são a amino transferase de alanina ALT (também identificada pelas abreviaturas TGP ou GPT ou SGPT) e a amino transferase de aspartato, AST (também identificada pelas abreviaturas TGO ou GOT ou SGOT). A transaminase ALT quando é a mais específica para indicar algum problema no fígado.

As causas mais frequentes de enfermidades que atacam o fígado, são as hepatites virales, o abuso de bebidas alcoólicas, a toxicidade dos medicamentos, o deposito de gordura no fígado (esteatose) e a hepatite autoimune.

Quando de uma infecção pela hepatite A ou pelo Dengue, por exemplo, as transaminases podem se elevador a valores muito altos, em alguns casos acima de 3.000 UI/ML mostrando um ataque brutal as células do fígado.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

 

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