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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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24/10/2005


Mudança no critério de alocação de fígados para transplantes


Durante o Congresso Brasileiro de Hepatologia realizado em Campos de Jordão foram apresentados diversos trabalhos sobre transplante de fígado e, alguns deles sobre o impacto da alocação cronologia ou da alocação por gravidade, sistema que deverá ser adotado no Brasil nos próximos meses.

O tema da mudança de critérios e altamente polemico e a mudança que pretende ser feita "na marra" pelo governo foi discutida durante uma mesa redonda onde se apresentaram as propriedades, vantagens e desvantagens de cada critério, os pontos de vista do paciente e do governo, a comparação com outros países e, finalizando, o ponto de vista ético.

Lamentavelmente o governo demonstrando total descaso em prestar contas e esclarecimentos à população não enviou os dois debatedores previstos e não autorizou que nenhum dos médicos presentes, entre os quais alguns fazem parte da Câmara Técnica em Brasília, pudesse falar em seu nome.

Assim, a mesa de debatedores ficou totalmente desproporcional, com três debatedores defendendo a mudança da lista para a ordem por gravidade e somente um debatedor defendendo a manutenção do atual critério cronológico. Apesar disto, este debate foi o mais acalorado de todo o Congresso, mostrando que o tema ainda necessita ser muito discutido, muito estudado.

Pessoalmente questionei o porquê de se realizar uma mudança drástica, às pressas, na calada de uma noite, relacionando então os problemas que isto poderá causar, responsabilizando em certa forma aqueles que defendem a mudança pelos graves problemas que isto poderá acarretar.

É sabido que assim que a mudança de critério for publicada muitos pacientes em lista de espera há dois, três ou quatro anos entrará na Justiça para preservar seu direito adquirido no lugar atualmente ocupado na lista de espera por um fígado. A simples divulgação em jornais destas ações irá prejudicar a captação de órgãos em geral, pois a população estará interpretando que se os pacientes já inscritos devem procurar a Justiça e por que alguma coisa escura esta acontecendo com o novo critério. Devemos lembrar que nenhuma portaria, lei ou legislação pode ser aplicada em caráter regressivo, assim, a Justiça estará do lado daqueles que recorrerem por se sentir injustiçado.

Mas minha maior preocupação e uma outra. Uma que poderá acabar com o sistema de captação de órgão em todo o País, e que passaremos meses sem captar não somente fígados, mas também sem captar rins, córneas, coração, pulmão, em fim, paralisando totalmente o sistema e prejudicando então milhares de pessoas.

O que vai acontecer se para determinado fígado, destinado a dois pacientes com o mesmo dano (MELD idêntico) o mesmo for destinado a "Fulano de Tal" pessoa endinheirada, influente no meio social e político, morador de uma grande cidade, deixando sem receber o órgão a "João Ninguém" cidadão pobre, com pouca instrução, lá de uma cidade do interior?

Vamos imaginar que "João Ninguém" aparece nos jornais, com o evidente sensacionalismo que o tema desperta nos meios, afirmando que foi preterido por que "Fulano de Tal" por ser rico e influente recebeu o fígado que a ele corresponderia. Alguém pode imaginar o impacto que uma noticia destas poderá causar?

Bom, se isto acontecer algum dia o sistema de transplantes como um todo estará amplamente prejudicado e passaremos meses, provavelmente anos, para que a população passe novamente a acreditar e realizar novamente doações de órgãos. Quem será então o responsável por esta tragédia?

Concordo que algumas mudanças devem ser feitas no atual sistema, mas não devem ser feitas de forma abruptas, impostas numa noite. É necessário se fazer um periodo de transição, onde então serão respeitados os direitos adquiridos e o critério de gravidade, e assim, paulatinamente em um ou dois anos estaríamos dentro do novo critério, sem traumas.

Se atualmente a lista de espera e grande devesse pura e exclusivamente por que a maioria destes pacientes não tem sequer indicação para transplante. Foram inscritos somente para guardar um eventual lugar caso o seu estado de saúde vier a piorar, prejudicando então aqueles que diagnosticados tardiamente tem uma maior pressa em conseguir o órgão que irá possibilitar a continuidade da vida. Se algumas equipes já inscreveram pacientes fora do estabelecido, burlando a lei, e estas serão as mesmas equipes que deverão decidir pela alocação dos órgãos, poderá a população confiar no sistema proposto?

Deixo então como reflexão para cada um pensar nos problemas que uma mudança brusca do atual sistema poderá ocasionar e conclamo os defensores da mudança de critérios, ou ao omisso governo que não comparece aos debates, para pensar duas vezes, para pensar se desejam com esta imposição arriscar a credibilidade do sistema de transplantes, hoje um orgulho do Brasil, o qual poderá ser detonado, explodido, com a forma como a mudança de critério de alocação de órgãos esta sendo proposta, ou melhor falando, imposta de forma antidemocrática.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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24/10/2005

Cambio en el criterio de distribución de hígados para trasplantes en Brasil


Durante el Congreso Brasileño de Hepatología realizado en Campos de Jordán, Brasil, fueron presentados diversos trabajos sobre trasplante de hígado y, algunos de ellos sobre el impacto de la distribución cronología o de la distribución por gravedad, sistema que deberá ser adoptado en Brasil en los próximos meses.

El tema del cambio de criterios es altamente polémico y el cambio que pretende ser realizado "en la marra" por el gobierno fue discutido durante una mesa redonda donde se presentaron las propiedades, ventajas y desventajas de cada criterio, los puntos de vista del paciente y del gobierno, la comparación con otros países y, finalizando, el punto de vista ético.

Lamentablemente el gobierno demostrando total descaso en prestar cuentas y aclaraciones a la población no envió los dos representantes previstos y no autorizó que ninguno de los médicos presentes, entre quiénes algunos hacen parte de la Cámara Técnica en Brasilia, pudiese hablar en su nombre.

Así, la mesa de especialistas se quedó totalmente desproporcional, con tres especialistas defendiendo el cambio de la lista para el orden por gravedad y solamente un especialista defendiendo el mantenimiento del actual criterio cronológico. A pesar de esto, este debate fue el más acalorado de todo el Congreso, mostrando que el tema aún necesita ser más discutido, más estudiado.

Personalmente cuestioné el porqué de realizarse un cambio drástico, aprisa, en la callada de una noche, relacionando entonces los problemas que esto podrá causar, responsabilizando en cierta forma aquéllos que defienden el cambio por los graves problemas que esto podrá acarrear.

Es sabido que cuando el cambio de criterio sea publicado muchos pacientes en lista de espera hace dos, tres o cuatro años entrarán en la Justicia para preservar su derecho adquirido en el lugar actualmente ocupado en la lista de espera por un hígado. La simple divulgación en diarios de estas acciones irá a perjudicar la captación de órganos en general, pues la población estará interpretando que si los pacientes ya inscritos deben buscar la Justicia es por qué algo oscuro ésta aconteciendo con el nuevo criterio. Debemos recordar que ninguna ley o legislación puede ser aplicada en carácter regresivo, así, la Justicia estará del lado de aquéllos que recurran por se sentir perjudicado.

Pero mi mayor preocupación es otra. Una que podrá acabar con el sistema de captación de órganos en todo el País, y que pasaremos meses sin captar no solamente hígados, pero también sin captar riñones, córneas, corazón, pulmón, en fin, paralizando totalmente el sistema y perjudicando entonces millares de personas.

Lo qué va a acontecer si para determinado hígado, destinado a dos pacientes con el mismo daño (MELD idéntico) el mismo sea destinado a "Fulano de Tal" persona adinerada, influyente en medio social y político, morador de una grande ciudad, dejando sin recibir el órgano a "Juan Nadie" ciudadano pobre, con poca instrucción, allá de una ciudad del interior?

Vamos a imaginar que "Juan Nadie" aparece en los diarios, con el evidente sensacionalismo que el tema despierta en los medios, afirmando que fue preterido por qué "Fulano de Tal" por ser rico e influyente recibió el hígado que a él correspondería. ¿Alguien puede imaginar el impacto qué una noticia de estas podrá causar?

Bueno, si esto acontece algún día el sistema de trasplantes como un todo estará ampliamente dañado y pasaremos meses, probablemente años, para que la población pase nuevamente a creer y realizar nuevamente donaciones de órganos. ¿Quién será entonces el responsable de esta tragedia?

Concuerdo que algunos cambios deben ser hechas en el actual sistema, pero no deben ser hechas de formas abruptas, impuestas en una noche. Es necesario si establecer un periodo de transición, donde entonces serán respetados los derechos adquiridos y el criterio de gravedad, y así, paulatinamente en un o dos años estaríamos adentro del nuevo criterio, sin traumas.

Si actualmente la lista de espera y grande debiese pura y exclusivamente por qué la mayoría de estos pacientes no tiene siquiera indicación para trasplante. Fueron inscritos solamente para guardar un eventual lugar caso su estado de salud venga a desmejorar, perjudicando entonces aquéllos que diagnosticados tardíamente tiene una mayor prisa en conseguir el órgano que irá a posibilitar la continuidad de la vida. ¿Si algunos grupos transplantadores ya inscribieron pacientes fuera de lo establecido, burlando la ley, y éstas serán las mismas qué deberán decidir por la distribución de los órganos, podrá la población confiar en el sistema propuesto?

Dejo entonces como ponderación para cada un pensar en los problemas que un cambio brusco del actual sistema podrá ocasionar y llamo a la reflexión a los defensores del cambio de criterios, o al omiso gobierno que no comparece a los debates, para pensar dos veces, para pensar se anhelan arriesgar la credibilidad del sistema de trasplantes, hoy un orgullo del Brasil, el cual podrá ser detonado, estallado, con la forma como el cambio de criterio de distribución de órganos está siendo propuesta, o mejor hablando, impuesta.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 23.10.2005