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23/11/2009


A biopsia de fígado ainda é necessária para iniciar o tratamento?


A necessidade da realização de uma biopsia por procedimento cirúrgico para avaliar o estado do fígado e confirmar o nível de fibrose para se recomendar o tratamento da hepatite C está sendo questionado por muitos médicos e pesquisadores do mundo todo.

A biopsia por procedimento cirúrgico seja percutânea ou por vídeo laparoscopia e um procedimento invasivo, ruim para o paciente e não livre de riscos de complicações. Ainda, dependendo do tamanho da amostra e da experiência do médico patologista o resultado pode não ser confiável em relação ao real estado do fígado.

Muitos médicos já não recomendam a biopsia em pacientes infectados com os genótipos 2 e 3 da hepatite C, pois esses dois genótipos apresentam excelentes possibilidades de cura se tratados com interferon peguilado e ribavirina durante um período mínimo de 16 semanas se o paciente consegue resposta rápida na semana 4 ou um tratamento de 24 semanas nos outros casos.

No genótipo 3 se consegue a cura entre 70 e 80% dos casos e no genótipo 2 o percentual de curados chega aos 90%. Com essas possibilidades de cura o tratamento deveria ser realizado sem a necessidade da biopsia, pois a cura do paciente e quase certa.

Outros acham que avaliações fáceis e baratas de realizar deveriam ser utilizadas, eliminando a necessidade de realizar biopsias a todos os pacientes. Por exemplo, o índice APRI (AST-to-platelets rateio index), é um quociente entre a cifra das transaminases e plaquetas, muito útil e seguro na assertiva na predição do grau de fibroses hepática nas fases iniciais (F0 e F1) ou na cirrose (F4) em pacientes com hepatite C.

O índice APRI parece ser o método mais simples e fácil para fazer uma valoração prognostica sobre a progressão da doença durante a consulta médica. Trata-se de um índice que considera o número de vezes em que o valor normal máximo da TGO (AST) encontra-se duplicado e este numero de vezes é multiplicado por 100, depois, o resultado é dividido pelo número de plaquetas. Um resultado APRI por debaixo de 0,5 descarta fibrose relevante e um APRI superior a 1,5 indica progressão à cirrose.

O FIBRO TEST é uma forma de interpretar matematicamente diversos resultados de testes sangüíneos, mas ao igual que o APRI é impreciso nos estádios intermediários da determinação da fibrose. Em estádios F2 ou F3 (Índice Metavir) pode confundir os resultados apresentados.

Se a utilização de qualquer um desses dois métodos não invasivos fosse autorizada pelo SUS, pelo menos 50% das biopsias seriam desnecessárias. Os pacientes seriam poupados da biopsia e o governo estaria gastando menos dinheiro.

Atualmente vários países já autorizam o FIBROSCAN, um aparelho para avaliar o grau de fibrose no fígado sem necessidade de realizar uma biopsia. O FIBROSCAN é um aparelho que utiliza uma técnica chamada de elastografía, trabalhando de uma forma similar a um aparelho de ultrasonografia. O equipamento envia "ondas" lendo o tempo de retorno e, segundo a velocidade da onda se consegue estimar a fibrose existente no fígado.

O tempo para realizar o exame é de aproximadamente 15 minutos e o paciente simplesmente deve evitar comidas nas duas horas anteriores ao exame. O resultado final e imediato, sem necessidade de enviar a um patologista, sendo expresso em um número. Se for menor que 10 indica um fígado sadio, entre 10 e 40 indica graus de fibrose diversos e se acima de 40 indica claramente um fígado com cirrose.

O aparelho para realizar o FIBROSCAN e relativamente barato. Um método não invasivo que poderá substituir a biopsia em até 80% dos casos.

Mas a Portaria 34/2007 que regulamenta o tratamento do tratamento gratuito da hepatite C pelo SUS, aquela repleta de erros e muito criticada por médicos e pacientes, exige a biopsia como obrigatória, uma aberração imposta por prováveis mentes sádicas. Alguns estados exigem a realização da biopsia até de pacientes com plaquetas baixas e varizes no esôfago ou até de hemofílicos, os quais devem recorrer à justiça para não serem colocados em risco de vida.

Mês passado, por ocasião da cerimônia de lançamento da Portaria de tratamento da hepatite B, o ministro da saúde e a diretora do departamento DST/AIDS/Hepatites prometeram que no inicio de 2010 a portaria de tratamento da hepatite C seria revista, o que traz a esperança de atualizar os conceitos. Se a obrigatoriedade de realizar consulta pública antes da publicação for respeitada, todos os interessados poderão opinar e assim se chegar a um texto que não possa sofrer criticas.

O Grupo Otimismo será voz ativa não somente para cobrar a promessa, mas também para lutar pela limitação da biopsia em alguns casos em que existam duvidas sobre o estado do fígado ou a necessidade do médico querer observar situações específicas.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



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23/11/2009


¿La biopsia de hígado aún es necesaria para empezar el tratamiento?


La necesidad de la realización de una biopsia por procedimiento quirúrgico para evaluar el estado del hígado y confirmar el nivel de fibrosis para recomendarse el tratamiento de la hepatitis C está siendo cuestionado por muchos médicos e investigadores del mundo todo.

La biopsia por procedimiento quirúrgico sea percutánea o por vídeo laparoscopia es un procedimiento invasivo, ruin para el paciente y no libre de riesgos de complicaciones. Aún, dependiendo del tamaño de la muestra y de la experiencia del médico patólogo el resultado puede no ser confiable con relación al real estado del hígado.

Muchos médicos ya no recomiendan la biopsia en pacientes infectados con los genotipos 2 y 3 de la hepatitis C, pues ésos dos genotipos presentan excelentes posibilidades de cura si tratados con interferón pegilado y ribavirina durante un período mínimo de 16 semanas si el paciente logra respuesta rápida en la semana 4 o un tratamiento de 24 semanas en los otros casos.

En el genotipo 3 se consigue la cura entre 70 y 80% de los casos y en el genotipo 2 el porcentual de curados llega a los 90%. Con esas posibilidades de cura el tratamiento debería ser realizado sin la necesidad de la biopsia, pues la cura del paciente es prácticamente cierta.

Otros piensan que evaluaciones fáciles y baratas de realizar deberían ser utilizadas, eliminando la necesidad de realizar biopsias a todos los pacientes. Por ejemplo, el índice APRI (AST-to-platelets rateio index), es un cociente entre la cifra de las transaminasas y plaquetas, muy útil y seguro en la asertiva en la predicción del grado de fibrosis hepática en las fases iniciales (F0 y F1) o en el cirrosis (F4) en pacientes con hepatitis C.

El índice APRI parece ser el método más simple y fácil para hacer una valoración pronostica sobre la progresión de la enfermedad durante la consulta médica. Se trata de un índice que considera el número de veces en las que el valor normal máximo de la TGO (AST) se encuentra duplicado y éste numero de veces es multiplicado por 100, después, el resultado es dividido por el número de plaquetas. Un resultado APRI por debajo de 0,5 descarta fibrosis relevante y un APRI superior a 1,5 indica progresión a la cirrosis.

El FIBRO TEST es una forma de interpretar matemáticamente diversos resultados de pruebas de sangre, pero al igual que el APRI es impreciso en los estadios F2 y F3 de la determinación de la fibrosis. En estadios F2 ó F3 (Índice Metavir) puede confundir los resultados presentados.

Si la utilización de cualquier de un de ésos dos métodos no invasivos fuese autorizada por los consensos, por lo menos 50% de las biopsias serían innecesarias. Los pacientes serían beneficiados al no realizar la biopsia y el gobierno estaría gastando menos dinero.

Actualmente varios países ya autorizan el FIBROSCAN, un aparato para evaluar el grado de fibrosis en el hígado sin necesidad de realizar una biopsia. El FIBROSCAN es un aparato que utiliza una técnica llamada de elastografía, trabajando de una forma similar a un aparato de ecografía. El equipo envía "ondas" leyendo el tiempo de regreso y, según la velocidad de la onda se consigue estimar la fibrosis existente en el hígado.

El tiempo para realizar el examen es de aproximadamente 15 minutos y el paciente simplemente debe evitar comidas en las dos horas anteriores al examen. El resultado final es inmediato, sin necesidad de enviar a un patólogo, siendo expreso en un número. Si es menor que 10 indica un hígado sano, entre 10 y 40 indica grados de fibrosis diversos y si arriba de 40 indica claramente un hígado con cirrosis.

El aparato para realizar el FIBROSCAN es relativamente barato. Un método no invasivo que podrá sustituir la biopsia en hasta 80% de los casos.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 22.11.2009