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06/07/2010


Continua sendo necessária a biopsia de fígado?


Um dos maiores inconvenientes para saber qual o dano existente no fígado é a necessidade de realizar uma biopsia. A biopsia por ser um procedimento invasivo não deixa de ter seu risco, sendo ainda um procedimento pouco aceito pelos pacientes.

Existem diversos índices para tentar avaliar o estado do fígado mediante o resultado de alguns exames de sangue e, atualmente um aparelho que emite ondas de choque está sendo cada vez mais utilizado. Chamado de FIBROSCAN e um exame similar a uma ultrasonografia, rápido e sem nenhum risco para o paciente.

Mas os resultados com tais métodos são seguros e confiáveis? Diversos estudos comparativos já foram realizados, alguns aprovam esses métodos e outros os condenam, mas praticamente todos os estudos aceitam que nos casos de pequeno dano hepático, assim como nos casos de cirrose, esses métodos apresentam resultados excelentes, sendo imprecisos nos casos de graus de fibrose intermediaria.

Na revista Gastroenterología y Hepatología foi publicado um interessante estudo retrospectivo incluindo 154 pacientes que realizaram biopsia e tiveram laudos na escala METAVIR. Em todos eles também realizaram um FIBROSCAN e retiraram amostras de sangue para realizar exames comparativos calculando os índices APRI, FIB-4 e FORNS para poder avaliar a capacidade preditiva da fibrose hepática em cada um dos métodos e comparar com o resultado da biopsia como referencia.

O índice APRI é calculado utilizando-se a formula: [(AST/LSN) / Plaquetas(109/L)] x 100

O FIB-4 é calculado utilizando-se a formula: Idade (anos) x AST (U/L) / Plaquetas (109/L) x Raiz Quadrada da ALT (U/L)

O FORNS utiliza uma formula que inclui a idade, Plaquetas, GGT e o colesterol.

Na comparação dos diferentes métodos com o resultado da biopsia foi encontrado que nos casos de cirrose (F4 na escala Metavir) todos os métodos de calculo e o FIBROSCAN obtiveram excelentes resultados, com sensibilidades entre 91 e 92% e especificidade entre 86 e 92%.

No caso de fibrose F1 pela escala METAVIR o FIBROSCAN e o índice FIB-4 apresentaram os resultados mais seguros, porém de menor sensibilidade. Na comparação com os pacientes com fibrose F1 da biopsia, 94% dos pacientes com resultados no FIBROSCAN maior de 6,7kPas ou de FIB-4 maior que 1,3 confirmaram o resultado.

Ficam ainda resultados relativamente insatisfatórios ou indeterminados por qualquer um dos métodos não invasivos quando o grau da fibrose mostrado na biopsia se situa na faixa intermediaria (F2 ou F3 pela escala METAVIR), quando a sensibilidade de acerto dos métodos ficou em 70% para o FIBROSCAN; em 54% para o índice APRI; em 59% para o FIB-4 e, em 54% pelo índice FORNS.

Concluem os autores que todos os métodos não invasivos possuem uma capacidade aceitável para avaliar graus de fibrose acima de F2 pela escala METAVIR (isso inclui pré cirróticos e cirróticos, em valores F3 e F4), porém a sensibilidade dos métodos e baixa para a detecção de fibrose leve ou moderada, indicando que a biopsia segue sendo necessária em casos de discordância e resultados indeterminados ao se usar os métodos não invasivos.

Pessoalmente acredito que empregando o FIBROSCAN conjuntamente a alguns dos outros métodos não invasivos, uma parte considerável das biopsias poderia ser evitada. Um paciente com cirrose mostrada por qualquer um dos métodos não invasivos, que ainda apresenta uma veia porta dilatada na ultrasonografia e, pior ainda se apresenta varizes no esôfago não deve ser submetido a uma biopsia, pois é mais que evidente que tal paciente é cirrótico. A portaria para tratamento gratuito no SUS exige a biopsia, mas nesses casos as secretarias estaduais devem ter a sensibilidade de aceitar o laudo do médico evitando colocar o paciente em risco para simplesmente confirmar o obvio.

Bom, em pouco tempo, acredito que entre 2 e 4 anos com o melhoramento dos métodos não invasivos a maioria das biopsias serão desnecessárias. Elas nunca deixarão de serem realizadas, pois a biopsia e evidentemente o melhor diagnostico, o mais preciso e, a biopsia mostra especificidades que os métodos não invasivos não conseguem diagnosticar, como esteatose, ferro, etc.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Estudio retrospectivo de la capacidad de evaluación de fibrosis hepática del FibroScan®, APRI, FIB-4 y FORNS con referencia a la biopsia hepática de pacientes con hepatitis crónica C, mono y coinfectados con VIH - Maria Isabel González Guilabert, Carmen Hinojosa Mena-Bernal, Jorge del Pozo González, Miguel Angel del Pozo Pérez - Gastroenterología y Hepatología - Vol.33 Núm. 06 - 2010;33:425-32.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






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06/07/2010


¿Continúa siendo necesaria la biopsia de hígado?


Uno de los mayores inconvenientes para saber cual es el daño existente en el hígado es la necesidad de realizar una biopsia. La biopsia por ser un procedimiento invasivo no deja de tener su riesgo, siendo todavía un procedimiento poco acepto por los pacientes.

Existen diversos índices para intentar evaluar el estado del hígado mediante el resultado de algunos exámenes de sangre y, actualmente un aparato que emite ondas de choque está siendo cada vez más utilizado. Llamado de FIBROSCAN es un examen similar a una ecografía, rápido y sin ningún riesgo para el paciente.

¿Pero los resultados con tales métodos son seguros y confiables? Diversos estudios comparativos ya fueron realizados, algunos aprueban esos métodos y otros los condenan, pero prácticamente todos los estudios aceptan que en los casos de pequeño daño hepático, así como en los casos de cirrosis, esos métodos presentan resultados excelentes, siendo indeterminados en los casos de grados de fibrosis intermediaría.

En la revista Gastroenterología y Hepatología fue publicado un interesante estudio retrospectivo incluyendo 154 pacientes que realizaron biopsia y tuvieron laudos en la escala METAVIR. En todos ellos también realizaron un FIBROSCAN y retiraron muestras de sangre para realizar exámenes comparativos calculando los índices APRI, FIB-4 y FORNS para poder evaluar la capacidad predictiva de la fibrosis hepática en cada uno de los métodos y comparar con el resultado de la biopsia como referencia.

El índice APRI es calculado utilizándose la formula: [(AST/LSN) / Plaquetas (109/L)] x 100

El FIB-4 es calculado utilizándose la formula: Edad (años) x AST (U/L) / Plaquetas (109/L) x Raíz Cuadrada de la ALT (U/L)

El FORNS utiliza una formula que incluye la edad, Plaquetas, GGT y el colesterol.

En la comparación de los diferentes métodos con el resultado de la biopsia fue encontrado que en los casos de cirrosis (F4 en la escala Metavir) todos los métodos de cálculo y el FIBROSCAN obtuvieron excelentes resultados, con sensibilidades entre 91 y 92% y especificidad entre 86 y 92%.

En el caso de fibrosis F1 por la escala METAVIR el FIBROSCAN y el índice FIB-4 presentaron los resultados más seguros, sin embargo de menor sensibilidad. En la comparación con los pacientes con fibrosis F1 de la biopsia, 94% de los pacientes con resultados en el FIBROSCAN mayor de 6,7kPas o de FIB-4 mayor que 1,3 confirmaron el resultado.

Quedan todavía resultados relativamente insatisfactorios o indeterminados por cualquiera uno de los métodos no invasivos cuando el grado de la fibrosis mostrado en la biopsia se sitúa en la banda intermediaría (F2 ó F3 por la escala METAVIR), cuando la sensibilidad de acierto de los métodos se quedó en un 70% para el FIBROSCAN; en un 54% para el índice APRI; en 59% para el FIB-4 y, en un 54% por el índice FORNS.

Concluyen los autores que todos los métodos no invasivos poseen una capacidad aceptable para evaluar grados de fibrosis arriba de F2 por la escala METAVIR (eso incluye pre cirróticos y cirróticos, en valores F3 y F4), sin embargo la sensibilidad de los métodos es baja para la detección de fibrosis leve o moderada, indicando que la biopsia sigue siendo necesaria en casos de discordancia y resultados indeterminados al se usar los métodos no invasivos.

Personalmente creo que empleando el FIBROSCAN conjuntamente a algunos de los otros métodos no invasivos, una parte considerable de las biopsias podría ser evitada. Un paciente con cirrosis mostrado por cualquiera uno de los métodos no invasivos, que aún presenta una vena puerta dilatada en la ecografía y, peor aún se presenta varices en el esófago no debe ser sometido a una biopsia, pues es más que evidente que tal paciente es cirrótico. La portería para tratamiento gratuito en el SUS exige a biopsia, pero en esos casos las secretarías estaduales deben tener la sensibilidad de aceptar el laudo del médico evitando colocar el paciente en riesgo para simplemente confirmar el obvio.

Bueno, en poco tiempo, creo que entre 2 y 4 años con el mejoramiento de los métodos no invasivos la mayoría de las biopsias serán innecesarias. Ellas nunca dejarán de ser realizadas, pues la biopsia es evidentemente el mejor diagnostico, el más preciso y, la biopsia muestra especificidades que los métodos no invasivos no logran diagnosticar, como esteatosis, hierro, etc.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Estudio retrospectivo de la capacidad de evaluación de fibrosis hepática del FibroScan®, APRI, FIB-4 y FORNS con referencia a la biopsia hepática de pacientes con hepatitis crónica C, mono y coinfectados con VIH - Maria Isabel González Guilabert, Carmen Hinojosa Mena-Bernal, Jorge del Pozo González, Miguel Angel del Pozo Pérez - Gastroenterología y Hepatología - Vol.33 Núm. 06 - 2010;33:425-32.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 6.7.2010