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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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24/03/2008


Com câncer no fígado "Resolvi arriscar", afirma advogado


Trechos retirados de reportagem de Márcio Pinho da Folhapress

O advogado A. S., 49, dono de um escritório e de uma editora em São Paulo, foi o primeiro a passar pelo procedimento no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, um dos pioneiros no uso da técnica no Brasil. Só assim ele pôde ir para uma cirurgia em que retirou uma parte do fígado com cirrose.

"Descobri que tinha um câncer de sete centímetros em um lado do fígado em setembro do ano passado. O tumor apareceu na parte cirrótica do fígado, que era uma conseqüência da hepatite C que tive no passado", afirma o advogado.

Passou então por diversos médicos, que diziam que não queriam operá-lo. Fez quimioterapia oral, mas não obteve resultado, a não ser alguns efeitos colaterais como bolhas no pé, estomatite e queda de cabelo. "Era algo preocupante, mas não me desesperei porque sou um otimista inveterado. Perguntei se já haviam consultado outros médicos, se já haviam perguntado até mesmo ao papa", afirma.

Após novas consultas, a saída escolhida foi a quimioembolização. "A médica me explicou que se tratava de uma técnica nova, e eu resolvi arriscar". Ficou três dias internado e, mais alguns, com a microesfera introduzida por um cateter na virilha. Isso lhe causou uma pequena dor, mas significava, segundo a médica, que o tumor estava sendo atacado. Após cerca de 14 dias, o tratamento acabou e seu tumor foi bastante reduzido. Em seguida, realizou a operação no fígado. "Estou livre desse problema", segundo o advogado.


Novo método de quimioterapia é menos invasivo

O tratamento envolve microesferas, espécie de esponjas que absorvem o remédio quimioterápico e o liberam no local do tumor. Elas são introduzidas por cateterismo e permanecem no corpo por 14 dias em média. Suas funções são bloquear vasos que nutrem o tumor e liberar o produto quimioterápico que destrói o hepatocarcinoma (câncer de fígado). Os benefícios são maior concentração do quimioterápico e menor toxicidade. Entretanto, a inovação ainda não representa um consenso.

Segundo Valéria Cardoso, especialista em radiologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz de São Paulo, onde oito pacientes já foram tratados com a técnica desde outubro, os benefícios das microesferas são a maior concentração do quimioterápico e a menor toxicidade. "A esfera vai liberando continuamente o remédio apenas no tumor. Na medida que você joga menos quimioterápico na corrente sangüínea, tem menos efeitos colaterais, como dores e náuseas, do que em outras técnicas", afirma a médica.

O paciente também se livra da queda de cabelos, mais comum na quimioterapia tradicional, em que os remédios são consumidos oralmente. Ela conta que a diminuição desses efeitos colaterais foi percebida nos oito pacientes já tratados com a técnica. Eles tiveram boa resposta e, praticamente, eliminaram os tumores.

Entretanto, não é possível falar em cura definitiva porque a maioria dos pacientes que chega a um tratamento quimioterápico tem cirrose, degeneração dos tecidos. "O tratamento é paliativo e pode aumentar a sobrevida. É indicado aos pacientes com cirrose hepática que não podem operar, aos que estão em fila de transplante de fígado que desenvolvem tumor e aos quais o transplante não é recomendado devido à presença de tumor avançado ou outras contra-indicações", afirma Valéria.


Novidade

As microesferas são uma nova ferramenta da quimioembolização, técnica já bastante difundida, em que o remédio é injetado no local do tumor por meio de um cateter. Com o novo método, porém, o quimioterápico é enviado dentro da esfera, o que permite uma concentração do produto até 70 vezes maior e que ele continue agindo mesmo após os três dias em que o paciente costuma ficar internado.

Um estudo publicado em 2007 no Journal of Hepatology comparou a quimioembolização feita com microesferas e sem elas. Descobriu que dois anos após o início do tratamento, 89% dos pacientes que usaram nova técnica ainda estavam vivos. Já no grupo que não usou a microesfera, 66% sobreviveram o mesmo tempo.

O tratamento, entretanto, não é visto como uma revolução por Ben-Hur Ferraz Neto, chefe da equipe de transplantes hepáticos do Hospital Albert Einstein, onde também se utilizam as microesferas desde o ano passado. Ele diz se tratar de "mais uma opção de tratamento que pode ter benefícios em relação às outras". O radiologista Breno Boueri, também do Albert Einstein, afirma que pesquisas internacionais já mostraram vantagens da microesfera, mas que ainda não chegaram a um consenso do melhor tratamento a ser aplicado.


COMO FUNCIONA


Como funciona

1 - A microesfera absorve o produto quimioterápico e é injetada direto no tumor, por meio de cateterismo, técnica conhecida como quimioembolização

2 - Ela permanece no local 14 dias em média, bloqueando a nutrição do tumor e liberando o medicamento que destrói o hepatocarcinoma (câncer de fígado)


Indicação


- Quando não se pode fazer transplante, em quem tem até três tumores de 3 cm ou um maior de 5 cm. A maioria dos pacientes tratados por essa técnica tem cirrose


Diferenças

- As microesferas são uma nova ferramenta da quimioembolização, antes feita com injeção de partículas de remédio. São menos invasivas que a quimioterapia clássica (sistêmica), em que os remédios são ingeridos e viajam pela circulação do sangue


Vantagens

- Melhora na resposta do tratamento, pois a concentração do medicamento é 400% vezes superior que a simples injeção no local

- Como ele é liberado no ponto do tumor, cai em menor quantidade na corrente sangüínea, produzindo menos efeitos colaterais, como náuseas, dores e queda de cabelo

- Permite o tratamento a pacientes com cirrose avançada, que antes não podiam fazê-lo por conta do despejo de substâncias químicas


Desvantagens

- Ação do produto não é ainda totalmente localizada sobre o tumor, podendo atingir outras regiões do fígado ou cair na corrente sangüínea

Números

89% dos pacientes tiveram sobrevida superior a dois anos após o tratamento com microesferas

66% dos pacientes que não usaram as microesferas tiveram o mesmo tempo de sobrevida

Fontes: Hospital Oswaldo Cruz, "European Oncologial Disease 2007" e "Journal of Hepatology"
Por Márcio Pinho da Folhapress


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
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24/03/2008


Con cáncer en el hígado "Resolví arriesgar", afirma abogado


Trechos retirados de reportaje de Márcio Pinho de la Folhapress, Brasil

El abogado A. S., 49, dueño de un despacho y de una editora en San Paulo, Brasil, fue el primero a pasar por el procedimiento en el Hospital Alemán Oswaldo Cruz, uno de los pioneros en el uso de la técnica en Brasil. Solo así él pudo ir para una cirugía en la que retiró una parte del hígado con cirrosis.

"Descubrí que tenía un cáncer de siete centímetros en un lado del hígado en septiembre del año pasado. El tumor apareció en la parte cirrótica del hígado, que era una consecuencia de la hepatitis C que tuve en el pasado", afirma el abogado.

Pasó entonces por diversos médicos, que decían que no querían operarlo. Hizo quimioterapia oral, pero no logró resultado, sino algunos efectos secundarios como bollas en el pie, estomatitis y caída de cabello. "Era algo preocupante, pero no me desesperé porque soy un optimista inveterado. Pregunté si ya habían consultado otros médicos, si ya habían preguntado incluso al papa", afirma.

Después de nuevas consultas, la salida escogida fue la quimio-embolización. "La médica me explicó que se trataba de una técnica reciente, y yo resolví arriesgar". Quedó tres días internado y, más algunos, con la micro esfera introducida por un catéter en la ingle. Eso le causó un pequeño dolor, pero significaba, según la médica, que el tumor estaba siendo atacado. Después de cerca de 14 días, el tratamiento acabó y su tumor fue bastante reducido. Enseguida, realizó la operación en el hígado. "Estoy libre de ese problema", según el abogado.


Nuevo método de quimioterapia es menos invasor

El tratamiento involucra micro esferas, especie de esponjas que absorben el remedio quimioterapico y lo liberan en el local del tumor. Son introducidas por cateterismo y permanecen en el cuerpo por 14 días en media. Sus funciones son bloquear los vasos que nutren el tumor y liberar el producto quimioterapico que destruye el hepatocarcinoma (cáncer de hígado). Los beneficios son mayor concentración del quimioterapico y menor toxicidad. Pero, la innovación todavía no representa un consenso.

Segundo Valeria Cardoso, especialista en radiología del Hospital Alemán Oswaldo Cruz de San Paulo, donde ocho pacientes ya fueron tratados con la técnica desde octubre, los beneficios de las micro esferas son la mayor concentración del quimioterapico y la menor toxicidad. "La esfera va liberando continuamente el remedio apenas en el tumor. En la medida que usted utiliza menos quimioterapico en la corriente sanguínea, tiene menos efectos secundarios, como dolores y náuseas, que en otras técnicas", afirma la médica.

El paciente también se libra de la caída de cabellos, más común en la quimioterapia tradicional, en que cuanto los medicamentos son consumidos oralmente. Cuenta que la disminución de esos efectos secundarios fue percibida en los ocho pacientes ya tratados con la técnica. Tuvieron buena respuesta y, prácticamente, eliminaron los tumores.

Por el momento no es posible hablar en cura definitiva porque la mayoría de los pacientes que llega a un tratamiento quimioterapico tiene cirrosis, degeneración de los tejidos del hígado. "El tratamiento es paliativo y puede aumentar la expectativa de vida. Es indicado a los pacientes con cirrosis hepático que no pueden operar, a los que están en fila de trasplante de hígado que desarrollan tumor y a los cuales el trasplante no es recomendado debido a la presencia de tumor avanzado u otras contraindicaciones", afirma Valeria.


Novedad

Las micro esferas son una nueva herramienta de la quimio-embolización, técnica ya bastante difundida, en que el medicamento es inyectado en el local del tumor por medio de un catéter. Con el nuevo método, sin embargo, el quimioterapico es enviado adentro de la esfera, lo que permite una concentración del producto hasta 70 veces mayor y que él continúe actuando mismo después los tres días que el paciente suele quedar internado.

Un estudio publicado en 2007 en el Journal of Hepatology comparó la quimio-embolización hecha con micro esferas y sin ellas. Descubrió que dos años después del inicio del tratamiento, 89% de los pacientes que usaron la nueva técnica aún estaban vivos. Ya en el grupo que no usó a micro esfera, 66% sobrevivieron el mismo tiempo.

El tratamiento no es visto como una revolución por Ben-Hur Ferraz Neto, jefe del equipo de trasplantes hepáticos del Hospital Albert Einstein, donde también se utilizan las micro esferas desde el año pasado. Dice se tratar de "más una opción de tratamiento que puede tener beneficios con relación a las otras". El radiólogo Breno Boueri, también del Albert Einstein, afirma que pesquisas internacionales ya mostraron ventajas de la micro esfera, pero que aún no llegaron a un consenso del mejor tratamiento a ser aplicado.


COMO FUNCIONA


Como funciona

1 - La micro esfera absorbe el producto quimioterapico y es inyectada directamente en el tumor, por medio de cateterismo, técnica conocida como quimio-embolización

2 - Permanece en el local 14 días en media, bloqueando la nutrición del tumor y liberando el medicamento que destruye el hepatocarcinoma (cáncer de hígado)


Indicación

- Cuando no se puede hacer trasplante, en quien tiene hasta tres tumores de 3 cm. o uno mayor de 5 cm. La mayoría de los pacientes tratados por esa técnica tiene cirrosis


Diferencias

- Las micro esferas son una nueva herramienta de la quimio-embolización, antes hecha con inyección de partículas de medicamentos. Son menos invasoras que la quimioterapia clásica (sistémica), en que los medicamentos son ingeridos y viajan por la circulación de la sangre


Ventajas

- Mejora en la respuesta del tratamiento, pues la concentración del medicamento es 400% veces superior que la simple inyección en el local

- Como él es liberado en el punto del tumor, cae en menor cantidad en la corriente sanguínea, produciendo menos efectos secundarios, como náuseas, dolores y caída de cabello

- Permite el tratamiento a pacientes con cirrosis avanzada, que antes no pudieron hacerlo por cuenta de los efectos de la quimioterapia


Desventajas

- Acción del producto no es todavía totalmente localizada sobre el tumor, pudiendo alcanzar otras regiones del hígado o caer en la corriente sanguínea


Números

89% de los pacientes presentaron expectativa de vida superior a dos años después el tratamiento con micro esferas

66% de los pacientes que no usaron las micro esferas tuvieron el mismo tiempo de expectativa de vida

Fuentes: Hospital Oswaldo Cruz, "European Oncologial Disease 2007" y "Journal of Hepatology"
Por Márcio Pinho de la Folhapress


Traducción:
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 21.3.2008