GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
05/09/2005
80 % dos infectados pela hepatite C desenvolverão cirroses
Esta sendo divulgado em jornais de todo o mundo um "release" de um estudo publicado na edição de 01/09/2005 da revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, da American Gastroenterological Association (AGA) realizado na Escola de Medicina e Odontologia da Rainha Mary, em Londres, Inglaterra e patrocinada por uma indústria multinacional fabricante de medicamentos para o tratamento da hepatite C.
Os jornais estão publicando de forma alarmista que 80% dos infectados com a hepatite C desenvolverão cirroses, sendo a mesma uma doença do fígado quase inevitável para indivíduos infectados pela hepatite C.
Lamentavelmente não é esclarecido que o percentual de 80% de cirróticos foi estimado que pudesse chegar a acontecer 60 anos após a infecção e, não explica que muito antes disto a maioria dos infectados deverão estar mortos, sem ter desenvolvido cirroses.
Objetivando assustar os infetados para que os mesmos procurem à farmácia da esquina em busca de tratamento, o informe enviado a imprensa ainda fala, também de forma alarmista, que a hepatite C é um vírus que ataca o fígado e se espalha principalmente por contato com sangue, por transfusões e no meio de usuários de drogas injetáveis. Que também e encontrado em crianças nascidas de mães portadoras, em pessoas com piercings e tatuagens e em indivíduos com comportamento sexual de risco. Não explicando que no caso das transfusões a possibilidade de contagio e mínima já que todo o sangue e testado.
Os pesquisadores, coordenados pelo Dr. Graham R. Foster realizaram estudos retrospectivos em 382 pacientes diagnosticados com hepatite C em hospitais de Londres entre os anos 1992 e 2003, metade deles pacientes asiáticos, provavelmente contaminados na infância e a outra metade de pacientes caucasianos (Europeus brancos).
O estudo não mostra se existiam prontuários confiáveis sobre o histórico clinico dos pacientes nos últimos 60 anos. Não indica se faziam uso freqüente de bebidas alcoólicas ou de drogas nem sequer informam o peso corporal dos pacientes incluídos no estudo. Não indica se eram diabéticos e nem sequer que outras doenças eles tiveram nestas seis décadas ou qual o meio ambiente em que residiam ou trabalhavam. Somente com estes dados e com um número maior de pacientes, selecionados em estudo multicentro, e que poderia se chegar a alguma conclusão.
Acho lastimável e irresponsável se empregar armas de marketing de baixo nível quando o assunto e saúde da população e pior ainda, uma sociedade médica aceitar para publicação um estudo deste tipo.
Por uma questão ética não colocarei, por enquanto, o nome do fabricante que patrocinou o estudo, mas, se o assunto continuar a ser utilizado com o objetivo de assustarem médicos e pacientes, para que todos se desesperem e queiram ser tratados, então, não terei duvidas em divulgar o nome do patrocinador.
Sempre estaremos defendendo os pacientes, ao final, somos um grupo de pacientes lutando por nossos direitos. A nossa situação independente nos permite, quando necessário, criticar tanto o governo, como os fabricantes de medicamentos, como profissionais médicos que não atuam corretamente com o paciente. Isto é possível pela independência financeira, obtida com a contribuição espontânea dos associados do Grupo Otimismo, os quais colaboram com o que for possível a cada um deles.
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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05/09/2005
80 % de los infectados por la hepatitis C desarrollarán cirrosis
Ésta siendo divulgado en periódicos de todo el mundo un "release" de un estudio publicado en la edición de 01/09/2005 de la revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, de la American Gastroenterological Association (AGA) realizado en la Escuela de Medicina y Odontología de la Reina Mary, en Londres, Inglaterra y patrocinada por una industria multinacional fabricante de medicamentos para el tratamiento de la hepatitis C.
Los periódicos están publicando de forma alarmista que 80% de los infectados con la hepatitis C desarrollarán cirrosis, siendo la misma una enfermedad del hígado casi inevitable para individuos infectados por la hepatitis C.
Lamentablemente no es informado que el porcentual del 80% de cirróticos fue estimado que pudiese llegar a acontecer 60 años después la infección y, no explica que muy antes de estos años la mayoría de los infectados deberán estar muertos, sin haber desarrollado cirrosis.
Objetivando asustar los infectados para que los mismos procuren a la farmacia de la esquina en busca de tratamiento, el informe enviado a la prensa todavía dice, también de forma alarmista, que la hepatitis C es un virus que ataca el hígado y se esparce principalmente por contacto con sangre, por transfusiones y en medio a usuarios de drogas inyectables. Que también es encontrado en niños nacidos de madres portadoras, en personas con piercings y tatuajes y en individuos con comportamiento sexual de riesgo. No explicando que en el caso de las transfusiones en la actualidad el contagio es muy difícil ya que toda la sangre es testado.
Los pesquisidores, coordinados por el Dr. Graham R. Foster realizaron estudios retrospectivos en 382 pacientes diagnosticados con hepatitis C en hospitales de Londres entre los años 1992 y 2003, mitad de ellos pacientes asiáticos, probablemente infectados en la infancia y la otra mitad de pacientes caucasianos (Europeos blancos).
El estudio no muestra se existían prontuarios confiables sobre el histórico clínico de los pacientes en los últimos 60 años. No indica si hacían uso frecuente de bebidas alcohólicas o de drogas ni también informa el peso corporal de los pacientes incluidos en el estudio. No indica si eran diabéticos y ni siquiera que otras enfermedades ellos sufrieron en éstas seis décadas y cual el medio ambiente en el que residían o trabajaban. Solamente con estos datos y con un número mayor de pacientes, seleccionados en estudio multicentro, es que podría se llega a alguna conclusión.
Hallo una acción triste e irresponsable se emplear armas de marketing de bajo nivel cuando el asunto es la salud de la población y peor aún, una sociedad médica aceptar para publicación un estudio de este tipo.
Por una cuestión ética no colocaré, por el momento, el nombre del fabricante que patrocinó el estudio, pero, si el asunto continúa a ser utilizado con el objetivo de que asusten médicos y pacientes, para que todos se desesperen y quieran ser tratados, entonces, no tendré dudas en divulgar el nombre del patrocinador.
Siempre estaremos defendiendo el paciente, al final, somos um grupo de pacientes luchando por nuestros derechos.