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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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09/02/2009


Resultado indetectável (negativo) representa a cura da hepatite C?




A cura da hepatite C e considerada quando seis meses após o final do tratamento o PCR Qualitativo não consegue detectar o vírus circulando no organismo e assim permanece indefinidamente. Lamentavelmente ainda não temos um exame que consiga detectar somente uma partícula viral. Os mais sensíveis conseguem um resultado positivo com 5 UI/ml, mas sempre vai ficar a duvida se nada existe ou se podem existir 1, 2, 3 ou 4 partículas virais por mililitro de sangue. A historia natural da hepatite C naqueles que conseguiram a cura, quando seguidos por até 10 anos, demonstra que 99,8% continuam negativos. Caso tivesse existido uma só partícula viral residual no organismo, com certeza teria se multiplicado milhões de vezes nesse período.

Dois artigos que acabam de ser publicados nas revistas "Hepatology" e "Cases Journal" colocam em duvida se a cura da hepatite C acaba totalmente com tudo e qualquer problema futuro para o individuo. Para melhor entender o que foi colocado primeiro vou relatar em que consistem esses dois estudos e depois, no final, farei alguns comentários pessoais.

1 - Um estudo (Hepatitis C virus persisting after clinically apparent sustained virological response to antiviral therapy retains infectivity in vitro. - SA Macparland, TN Pham, CS Guy, and TI Michalak. - Hepatology. December 23, 2008) realizado no Canadá objetivava verificar se o vírus da hepatite C persiste no fígado, no soro e nas células linfáticas após o tratamento ou nos casos de cura espontânea. Para tal, células linfáticas de indivíduos não infectados com a hepatite C foram expostas "in vitro" ao plasma de indivíduos já curados da hepatite C (cura espontânea ou pelo tratamento). Após a exposição das culturas, de um total de 12 ensaios, em 11 deles o HCV-RNA teve resultado positivo.

Baseados nessa observação os autores do estudo concluem que o vírus da hepatite C persiste em níveis muito baixos após o tratamento naqueles pacientes considerados curados, mas que o sangue desses indivíduos pode permanecer infeccioso, motivo pelo qual poderia resultar em implicações epidemiológicas.

2 - Em outro estudo realizado no Japão (Development of hepatocellular carcinoma in a patient 13 years after sustained virological response to interferon against chronic hepatitis C: a case report. - T Mashitani, H Yoshiji, M Yamazaki, and others. - Cases Journal 2(1): 18. January 7, 2009.) e relatado o caso de um paciente que após um tratamento bem sucedido da hepatite C desenvolveu câncer no fígado. O paciente tratou e curou a hepatite C aos 60 anos e ao completar 73 anos (13 anos após o tratamento) apareceu o câncer no fígado.

Os autores do estudo concluem recomendando que os pacientes curados da hepatite C devem continuar periodicamente sendo avaliados para observar o seu dano hepático residual.


MEUS COMENTÁRIOS:

Em cada um dos estudos estarei fazendo o papel de advogado do diabo, pois como paciente, olhando do outro lado da mesa, temos esse direito.

ESTUDO 1 - O estudo realizado no Canadá não apresenta novidade cientifica alguma. Em virologia e conhecido que toda e qualquer doença viral, seja ela hepatite A, hepatite B, hepatite C, dengue, gripe, herpes, malaria e todas as outras existentes, a cura clinica consiste em "neutralizar" o invasor, fazendo com que o organismo não seja mais atacado pelo vírus e que as formas de transmissão especificas para essas doenças não mais contagiem. Assim mesmo na maioria das doenças causadas por vírus o individuo não poderá ser doador de sangue, pois é sabido que anticorpos e/ou restos virais sempre permanecem no organismo. Esse resultado ao que chegou o estudo Canadense e um velho conhecido da ciência. Ele simplesmente corrobora algo já conhecido.

O estudo foi realizado "in vitro", isto é, em laboratório. Não podemos esquecer que a reação no organismo é muito diferente. Uma célula linfática isolada no laboratório vai reagir de forma muito diferente se ela se encontra fazendo parte do organismo, pois no laboratório não existe a defesa do sistema imunológico do organismo. Militarmente uma guerra nunca e realizada somente por um único soldado. Para ganhar a guerra e necessário enviar logística, inteligência, artilharia, aviação, soldados, sargentos, tenentes, coronéis e generais, assim, uma célula isolada do sistema de defesa do organismo vai ser facilmente atacada por qualquer resto viral, até pelos anticorpos, que como sabemos podem reativar uma doença em indivíduos imuno-suprimidos.

ESTUDO 2 - O estudo Japonês e um estudo de caso, o relato de um único caso, daí ser publicado no "Cases Journal". Como tal, entre centenas de milhares de casos curados, não pode um único caso sequer ser levado em consideração como se isso fosse uma regra.

Desenvolver câncer no fígado é uma exclusividade da hepatite C? Essa pergunta os pesquisadores não levaram em consideração. Milhares de pessoas que nunca tiveram hepatite C desenvolvem câncer no fígado. Ainda, é se o tal paciente não tivesse tratado a hepatite C 13 anos atrás, ele ainda estaria vivo para chegar a desenvolver um câncer?

Posso aqui colocar meu caso pessoal. Estou por completar 12 anos de curado da hepatite C e nesse período o meu fígado foi lentamente se recuperando, porém, cinco anos atrás descobri que estava com esteatoses e resistência a insulina. O aparecimento da esteatose foi por culpa da hepatite C ou foi porque nesse momento estava com 8 kg a mais e com um estilo de vida totalmente sedentário? Certamente este último foi o fator que desenvolveu a esteatose, mas alguém poderia escrever que a culpa foi da hepatite C, tal qual aconteceu com o paciente japonês. Eu posso afirmar que em meu caso a culpa foi totalmente minha, de meu descaso pessoal e não da velha hepatite C curada anos atrás.

Não podemos atribuir à culpa de tudo o que acontece a pobre coitada da hepatite C, caso contrario algum dia alguém vai publicar um artigo afirmando que nunca acertou na loteria por que e portador da hepatite C!


IMPORTANTE:

Cuidado! Ao se ler uma notícia sobre um estudo o pesquisa e necessário não ser precipitado quanto à conclusão. É necessário ler, dar um passo atrás, pensar sobre o tema e voltar a ler desde o inicio e com maior atenção para então entender qual foi o objetivo da pesquisa, qual o tamanho da amostra (número de pacientes) e qual a conclusão.

Lembro aqui de Andy Warhol quando falou que "Um dia todos terão direito a 15 minutos de fama". Muitas vezes uma publicação consegue para o autor esses sonhados 15 minutos.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.





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09/02/2009


¿Resultado indetectable (negativo) representa la cura de la hepatitis C?


La cura de la hepatitis C es considerada cuando seis meses después del final del tratamiento el PCR Cualitativo no logra detectar el virus circulando en el organismo y así permanece indefinidamente. Lamentablemente todavía no tenemos un examen que consiga detectar solamente una partícula viral. Los más sensibles consiguen un resultado positivo con 5 UI/ml, pero siempre va a quedar la duda si nada existe o si pueden existir 1, 2, 3 ó 4 partículas virales por mililitro de sangre. La historia natural de la hepatitis C en aquéllos que lograron la cura, cuando seguidos por hasta 10 años, demuestra que 99,8% continúan negativos. Caso hubiese existido una solo partícula viral residual en el organismo, con seguridad se habría multiplicado millones de veces en ese período.

Dos artículos que acaban de ser publicados en las revistas "Hepatology" y "Cases Journal" colocan en duda si la cura de la hepatitis C acaba totalmente con todo y cualquier problema futuro para el individuo. Para mejor entender lo que fue colocado primero voy a relatar en que consisten ésos dos estudios y después, en el final, haré algunos comentarios personales.

1 - Un estudio (Hepatitis C virus persisting after clinically apparent sustained virological response to antiviral therapy retains infectivity in vitro. - SA Macparland, TN Pham, CS Guy, and TI Michalak. - Hepatology. December 23, 2008) realizado en Canadá objetivaba verificar si el virus de la hepatitis C persiste en el hígado, en el suero y en las células linfáticas después del tratamiento o en los casos de cura espontánea. Para tal, células linfáticas de individuos no infectados con hepatitis C fueron expuestas "in vitro" al plasma de individuos ya curados de la hepatitis C (cura espontánea o por el tratamiento). Después de la exposición de los cultivos, de un total de 12 ensayos, en 11 de ellos el HCV-RNA tuvo resultado positivo.

Basados en esa observación los autores del estudio concluyen que el virus de la hepatitis C persiste en niveles muy bajos después del tratamiento en aquellos pacientes considerados curados, pero que la sangre de ésos individuos puede permanecer infeccioso, motivo por el cual podría resultar en implicaciones epidemiológicas.

2 - En otro estudio realizado en Japón (Development of hepatocellular carcinoma in a patient 13 years after sustained virological response to interferon against chronic hepatitis C: a case report. - T Mashitani, H Yoshiji, M Yamazaki, and others. - Cases Journal 2(1): 18. January 7, 2009.) es relatado el caso de un paciente que después de un tratamiento exitoso de la hepatitis C desarrolló cáncer en el hígado. El paciente trató y curó la hepatitis C a los 60 años y al completar 73 años (13 años después el tratamiento) apareció el cáncer en el hígado.

Los autores del estudio concluyen recomendando que los pacientes curados de la hepatitis C deben continuar periódicamente siendo evaluados para observar su daño hepático residual.


MIS COMENTARIOS:

En cada uno de los estudios estaré haciendo el papel de abogado del diablo, pues como paciente, mirando del otro lado de la mesa, tenemos ese derecho.

ESTUDIO 1 - El estudio realizado en Canadá no presenta novedad científica alguna. En virología es conocido que toda y cualquier enfermedad viral, sea ella hepatitis A, hepatitis B, hepatitis C, dengue, gripe, herpes, malaria y todas las otras existentes, la cura clínica consiste en "neutralizar" el invasor, haciendo que el organismo no sea más atacado por el virus y, que las formas de transmisión especificas para esas enfermedades no más contagien. Así mismo en la mayoría de las enfermedades causadas por virus el individuo no podrá ser donador de sangre, pues es sabido que anticuerpos y/o restos virales siempre permanecen en el organismo. Ese resultado al que llegó el estudio Canadiense es un viejo conocido de la ciencia. Él simplemente corrobora algo ya conocido.

El estudio fue realizado "in vitro", esto es, en laboratorio. No podemos olvidar que la reacción en el organismo es muy diferente. Una célula linfática separada en el laboratorio va a reaccionar de forma muy diferente si ella se encuentra haciendo parte del organismo, pues en el laboratorio no existe la defensa del sistema inmunológico del organismo. Militarmente una guerra nunca es realizada solamente por un único soldado. Para ganar la guerra es necesario enviar logística, inteligencia, artillería, aviación, soldados, sargentos, tenientes, coroneles y generales, así, una célula separada del sistema de defensa del organismo va a ser fácilmente atacada por cualquier resto viral, hasta por los anticuerpos, que como sabemos pueden reactivar una enfermedad en individuos inmune-suprimidos.

ESTUDIO 2 - El estudio Japonés es un estudio de caso, el relato de un único caso, de allí ser publicado en el "Cases Journal". Como tal, entre cientos de millares de casos curados, no puede un único caso siquiera ser llevado en cuenta como si eso fuese una regla.

¿Desarrollar cáncer en el hígado es una exclusividad de la hepatitis C? Ésa pregunta los investigadores no tuvieron en cuenta. Millares de personas que nunca tuvieron hepatitis C desarrollan cáncer en el hígado. Todavía, si el tal paciente no hubiese tratado la hepatitis C 13 años atrás, ¿él todavía estaría vivo para llegar a desarrollar un cáncer?

Puedo aquí colocar mi caso personal. Estoy por completar 12 años de curado de la hepatitis C y en ese período mi hígado fue lentamente se recuperando, sin embargo, cinco años atrás descubrí que estaba con esteatosis y resistencia a la insulina. ¿El aparecimiento de la esteatosis fue por culpa de la hepatitis C o fue porque en ese momento estaba con 8 kg a más y con un estilo de vida totalmente sedentario? Seguramente este último fue el factor que desarrolló la esteatosis, pero alguien podría escribir que la culpa fue de la hepatitis C, tal cual aconteció con el paciente japonés. Puedo afirmar que en mi caso la culpa fue totalmente mía, de mí descaso personal y no de la vieja hepatitis C curada años atrás.

¡No podemos atribuir la culpa de todo qué pasa a la pobre infeliz de la hepatitis C, caso contrario algún día alguien va a publicar un artículo afirmando qué nunca acertó en la lotería por qué es portador de la hepatitis C!


IMPORTANTE:

¡Cuidado! Al se leer una noticia sobre un estudio o investigación es necesario no ser precipitado en cuanto a la conclusión. Es necesario leer, dar un paso atrás, pensar sobre el tema y volver a leer desde el inicio y con mayor atención para entonces entender cuál fue el objetivo de la investigación, cual el tamaño de la muestra (número de pacientes) y cual la conclusión.

Recuerdo aquí de Andy Warhol cuando habló que "Un día todos tendrán derecho a 15 minutos de fama". Muchas veces una publicación consigue para el autor ésos soñados 15 minutos.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.






Last updated 9.2.2009