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03/08/2010


Curiosidade ou preocupação? A hepatite C está associada com o aparecimento da arteriosclerose mais cedo


Acaba de ser publicado na GUT um estudo que associa o aparecimento da arteriosclerose em idades mais cedo da vida se o individuo está infectado com hepatite C. Já era conhecido que pessoas com hepatite C apresentam maior possibilidade de desenvolver distúrbios metabólicos podendo desenvolver esteatose (depósitos de gordura no fígado), gordura adiposa e diabetes, o que coloca os infectados com hepatite C que desenvolvem uma dessas condições em maior risco de problemas cardiovasculares.

Os pesquisadores incluíram 1.200 indivíduos residentes em Egito, todos com idade superior aos 35 anos. Entre eles 329 estavam infectados com hepatite C, 173 estavam curados da hepatite C e 795 não possuíam hepatite C. Aceitaram realizar uma ultrassonografia 192 pacientes infectados com a hepatite C, 115 dos já curados e 187 dos participantes sem hepatite C.

Foi medido o nível de glicemia em jejum para determinar a diabetes, os níveis dos lipídios (colesterol) e a deposição de gordura nos tecidos mediante métodos de ultrassom, calculando o diâmetro das paredes internas das artérias da carótida que irrigam o cérebro para avaliar o comprometimento pela arteriosclerose.

Em relação à diabete ficou confirmado tal quais outros estudos que ela é encontrada em maior grau entre os pacientes com hepatite C ativa e menor entre os que curam da doença.

A gordura visceral (nos tecidos) também foi encontrada em maior grau entre os infectados que na população não infectada.

O colesterol LDL (o bom colesterol) foi encontrado em nível mais baixo entre os infectados com hepatite C, mas em níveis similares ao da população sem hepatite C entre os pacientes que conseguiram a cura da doença.

Poucas diferenças foram encontradas na avaliação da arteriosclerose entre os três grupos, mas ao se ajustar os fatores tradicionais de risco cardiovascular o nível de risco (IMT) foi maior nas pessoas infectadas com hepatite C

Concluem os pesquisadores que a cura da hepatite C leva a normalização do colesterol, porém os níveis de glicose no sangue e a acumulação de gordura nos tecidos apresentam uma melhoria pouco significante com a cura da hepatite C.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatitis C infection and clearance: impact on atherosclerosis and cardiometabolic risk factors - A Mostafa, MK Mohamed, M Saeed, and others. - Gut 2010;59:1135-1140 doi:10.1136/gut.2009.202317 - Volume 59, Issue 8


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




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03/08/2010


¿Curiosidad o preocupación? La hepatitis C está asociada con el aparecimiento de la arteriosclerosis más cedo


Acaba de ser publicado en la GUT un estudio que asocia el aparecimiento de la arteriosclerosis en edades más cedo de la vida si el individuo está infectado con hepatitis C. Ya era conocido que personas con hepatitis C presentan mayor posibilidad de desarrollar disturbios metabólicos pudiendo desarrollar esteatosis (depósitos de grasa en el hígado), grasa adiposa y diabetes, lo que coloca los infectados con hepatitis C que desarrollan una de ésas condiciones en mayor riesgo de problemas cardiovasculares.

Los investigadores incluyeron 1.200 individuos residentes en Egipto, todos con edad superior a los 35 años. Entre ellos 329 estaban infectados con hepatitis C, 173 estaban curados de la hepatitis C y 795 no poseían hepatitis C. Aceptaron realizar una ecografía 192 pacientes infectados con la hepatitis C, 115 de los ya curados y 187 de los participantes sin hepatitis C.

Fue medido el nivel de glicemia en ayuno para determinar la diabetes, los niveles de los lípidos (colesterol) y la deposición de grasa en los tejidos mediante métodos de ultrasonido, calculando el diámetro de las paredes internas de las arterias de la carótida que irrigan el cerebro para evaluar el comprometimiento por la arteriosclerosis.

Con relación a la diabetes quedó confirmado tal cual otros estudios que ella es encontrada en mayor grado entre los pacientes con hepatitis C activa y menor entre los que curan de la enfermedad.

La grasa visceral (en los tejidos) también fue encontrada en mayor grado entre los infectados que en la población no infectada.

El colesterol LDL (el buen colesterol) fue encontrado en nivel más bajo entre los infectados con hepatitis C, pero en niveles similares al de la población sin hepatitis C entre los pacientes que consiguieron la cura de la enfermedad.

Pocas diferencias fueron encontradas en la evaluación de la arteriosclerosis entre los tres grupos, pero al se ajustar los factores tradicionales de riesgo cardiovascular el nivel de riesgo (IMT) fue mayor en las personas infectadas con hepatitis C

Concluyen los autores que la cura de la hepatitis C lleva a la normalización del colesterol, sin embargo los niveles de glucosa en la sangre y la acumulación de grasa en el organismo presentan una mejoría poco significante con la cura de la hepatitis C.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Hepatitis C infection and clearance: impact on atherosclerosis and cardiometabolic risk factors - A Mostafa, MK Mohamed, M Saeed, and others. - Gut 2010;59:1135-1140 doi:10.1136/gut.2009.202317 - Volume 59, Issue 8


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




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Last updated 2.8.2010