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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
27/02/2006
Talassemia e hepatite C
Recebi dias passados um e-mail perguntando sobre o tratamento da hepatite C em pacientes com talassemia.
A talassemia é uma doença do sangue de natureza hereditária. Também denominada de Anemia do Mediterrâneo por ser mais comum nesta região ou em pessoas descendentes de Italianos, Gregos, Asiáticos e Africanos. Trata-se de uma doença genética do sangue que afeta a capacidade da pessoa de produzir hemoglobina. Hemoglobina é uma proteína que existe em nossas células vermelhas (hemácias) que transporta oxigênio para todas as partes do corpo.
Poucos estudos existem em relação à hepatite C em pacientes talassemicos, tanto na progressão da doença como no seu tratamento, os quais, pelas características da talassemia não podem fazer uso da ribavirina.
Um estudo neste sentido foi publicado no final do ano passado em J Chemother. 2005 Dec;17(6):651-5 relatando uma pesquisa realizada na Akdeniz University Faculty of Medicine Department of Pediatrics, Division of Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition, Antalya, Turquia por uma equipe coordenada pelo Dr. R. Artan.
O estudo incluiu 10 pacientes talassemicos com hepatite C, todos confirmados mediante PCR e biopsia do fígado. Dependendo do genótipo foram tratados durante 24 e 48 semanas em monoterapia com interferon alfa 2-a (convencional) três vezes por semana em dosagem de 5.000.000 UI. É impossível o uso da ribavirina nestes pacientes, já anêmicos pelas características da talassemia.
Todos os pacientes completaram o tratamento e após seis meses o final do tratamento foi realizado um PCR para se avaliar a resposta sustentada. Oitenta por cento deles (oito pacientes) se encontravam negativos, tendo apresentado a resposta sustentada.
O interferon alfa (convencional) em monoterapia provou ser um medicamento efetivo para o tratamento destes pacientes em que a ribavirina não pode ser utilizada.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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27/02/2006
Talasemia y hepatitis C
Recibí días pasados un e-mail preguntando sobre el tratamiento de la hepatitis C en pacientes con Talasemia.
La Talasemia es una enfermedad de la sangre de naturaleza hereditaria. También denominada de Anemia del Mediterráneo por ser más común en esta región o en personas descendentes de Italianos, Griegos, Asiáticos y Africanos. Se trata de una enfermedad genética de la sangre que afecta la capacidad de la persona de producir hemoglobina. Hemoglobina es una proteína que existe en nuestras células rojas (hematíes) que transporta oxígeno para todas las partes del cuerpo.
Pocos estudios existen con relación a la hepatitis C en pacientes talasemicos, tanto en la progresión de la enfermedad como en su tratamiento, quiénes, por las características de la Talasemia no pueden hacer uso de la ribavirina.
Un estudio en este sentido fue publicado al final del año pasado en 2005 Dec;17(6):651-5 relatando una pesquisa realizada en la Akdeniz University Faculty of Medicine Department of Pediatrics, Division of Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition, Antalya, Turquía por un equipo coordenado por el Dr. R. Artan.
El estudio incluyó 10 pacientes talasemicos con hepatitis C, todos confirmados mediante PCR y biopsia del hígado. Dependiendo del genotipo fueron tratados durante 24 o 48 semanas en monoterapia con interferón alfa 2-a (convencional) tres veces por semana en dosis de 5.000.000 UI. Es imposible el uso de la ribavirina en estos pacientes, ya anémicos por las características de la Talasemia.
Todos los pacientes completaron el tratamiento y después de seis meses del final del tratamiento fue realizado un PCR para evaluarse la respuesta sostenida. Un ochenta por ciento de ellos (ocho pacientes) se encontraban negativos, habiendo presentado la respuesta sostenida.
El interferón alfa (convencional) en monoterapia probó ser un medicamento efectivo para el tratamiento de estos pacientes en los que a ribavirina no puede ser utilizada.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo