14/06/2010
Efeitos adversos no tratamento da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina
O tratamento da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina pode ocasionar em alguns pacientes efeitos adversos, mas não todos os pacientes em tratamento necessariamente irão sofrer tais efeitos. Em geral todo paciente sofre de um efeito adverso com maior intensidade, podendo sofrer outros, mas de forma mais moderada. Entre os principais efeitos adversos temos os seguintes:
- A sensação gripal, que inclui a fadiga, dor de cabeça, febre e calafrios é o efeito adverso mais comum e acontece em praticamente a metade dos pacientes em tratamento.
- O segundo efeito mais sentido são os sintomas do comportamento emocional ou psiquiátrico, como a depressão, irritabilidade e insônia, os quais acontecem em até 31% dos pacientes.
- A neutropenia, caracterizada quando a contagem das células brancas e inferior a 1.500/mm3, colocando o paciente passível de sofrer infecções, prejudica aproximadamente 20% dos pacientes em tratamento. Já a neutropenia severa, considerada quando a contagem das células brancas e inferior a 500/mm3 atinge somente 4% dos pacientes em tratamento.
- A plaquetomia é um grave problema quando o numero de plaquetas chega a nível inferior a 50.000 ul, mas ela está relacionada ao dano hepático existente antes de iniciar o tratamento, assim um paciente com cirrose e que já possui uma contagem de plaquetas baixa poderá ter maior possibilidade de ter que interromper o tratamento ao utilizar o interferon, coisa que não acontecerá se alguém começa o tratamento com plaquetas em níveis normais.
- A anemia com resultado de hemoglobina inferior a 12g/dl atinge aproximadamente 30% dos pacientes, mas em nível que comprometa o tratamento, isto é, abaixo de 10g/dl, quando é considerada uma anemia severa, acontece entre 9 e 15% dos pacientes em tratamento.
- Na possibilidade e na freqüência de acontecerem efeitos colaterais e adversos não existem diferenças estatiticamentes significativas entre os interferons peguilados, Pegasys e PegIntron.
- Os efeitos colaterais e adversos afetam a qualidade de vida dos pacientes em tratamento, atingindo com maior intensidade e freqüência pacientes com menor informação sobre a doença e seu tratamento. Pesquisas mostram que pacientes com maior nível educacional e que se interessam por conhecer a doença e o seu tratamento apresentam menos efeitos colaterais e adversos.
- Efeitos adversos que possam provocar a interrupção do tratamento afetam entre 10 e 14% dos pacientes que utilizam o interferon peguilado e a ribavirina.
- Pesquisas comprovam que os pacientes atendidos semanalmente em centros de aplicação assistida multidisciplinar possuim maiores possibilidades de completar o tratamento. Nesses centros as interrupções do tratamento se situam entre 2 e 5% do total de tratados, resultando em maior resposta terapêutica.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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