Ao divulgar esta informação esperamos estar promovendo a conscientização de que este é um passo fundamental para
a contínua avaliação de segurança, efetividade e qualidade dos medicamentos.
É de conhecimento que muitos fármacos apresentam diferentes respostas terapêuticas e inclusive efeitos colaterais
diversos aos constantes na bula quando empregados em populações diferentes. Já esta provado que pacientes negros
respondem menos que pacientes brancos a maioria dos medicamentos de ultima geração. Fato que já é comprovado no
tratamento da AIDS, das hepatites, da hiperatividade. da quimioterapia, entre outros. Será isto conseqüência um
problema genético ou será que a pesquisa farmacêutica, objetivando retorno financeiro aos investidores tenta
atender o mercado com maior poder aquisitivo, que são os pacientes brancos do primeiro mundo? Sem duvida uma
duvida que deveria ser melhor discutida, principalmente no Brasil, onde praticamente toda a população tem algum
grau de genes de afro descendentes. Assim, será que a resposta terapêutica conseguida nos ensaios clínicos e a
mesma que se apresenta na população brasileira? Será que os efeitos colaterais são iguais? Na minha opinião
respondo enfaticamente com um sonoro NÃO.
Partindo do conceito de que o paciente não é só uma caixa de órgãos e sim um organismo complexo que se encontra
alterado momentaneamente pelo aparecimento de uma doença, devemos discutir e repensar em mecanismos para melhorar
as respostas terapêuticas dos medicamentos e melhor controlar seus efeitos colaterais, sejam eles momentâneos ou
permanentes.
A qualidade de vida quando relacionada com a doença existente no individuo deve ser considerada como uma das
alternativas terapêuticas a serem observadas. Sou do pensamento que a medicina moderna deveria se preocupar com
aquilo que sente o paciente e não simplesmente interpretando o que o médico acha que deveria sentir.
Incluir a opinião do paciente poderá ser de vital importância para se controlar a eficácia de um medicamento ou
tratamento. Estamos nos referindo a escutar a opinião dos pacientes, de forma independente, sem interferência do
médico, servindo como um complemento na avaliação dos resultados. Isto não somente deveria ser feito nas
diversas fases da pesquisa e estudos clínicos como também e de fundamental importância para todos os medicamentos
comercializados.
Poder escutar a opinião do paciente, ou de seu familiar no caso de falecimento, e uma forma da população fazer um
controle dos medicamentos aprovados pelo Ministério da Saúde, uma espécie de fase 4 dos ensaios clínicos feito
diretamente em campo pelo próprio usuário. Problemas e situações diversas daquelas constantes na bula que venham
a aparecer devem ser relatados a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, diretamente pelo paciente, e
afortunadamente já existe uma fácil forma de se fazer este tipo de comunicação, de forma totalmente direta e
confidencial. Um passo muito importante para o controle social.
A área de farmacovigilância da ANVISA está disponibilizando um formulário de comunicação alternativa em caso de
efeito adverso a medicamentos. Para comunicar o efeito adverso de um medicamento pelo paciente ou um familiar e
necessário acessar na Internet, clicando com o seu mouse no seguinte endereço::
http://www.anvisa.gov.br/sisfarmaco/notificacaotemp/notificacaotemp1.asp
Efeito adverso é um resultado nocivo que ocorre durante ou após o uso clínico de um medicamento que não conste da
bula do mesmo ou que esteja minimizado no seu texto explicativo.
Este formulário deve ser preenchido caso a pessoa interessada prefira enviar a comunicação diretamente à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária, sem o intermédio de um profissional de saúde.
A comunicação será recebida pela ANVISA que vai levá-la em consideração no momento da análise do referido
medicamento, mantendo total sigilo sobre a identidade do paciente ou de quem fez a comunicação.
PROBLEMAS EM PROCEDIMENTOS MÉDICOS OU DE LABORATÓRIOS DE EXAMES OU FALHAS
OCORRIDAS ENVOLVENDO EQUIPAMENTOS, ARTIGOS, IMPLANTES E KITS DIAGNÓSTICOS
Também existe a possibilidade de se comunicar um efeito adverso que possa acontecer num procedimento ou falha
ocorrida envolvendo equipamentos, artigos, implantes e kits diagnósticos, ou um problema que tenha ocorrido
durante seu uso, que tenha colocado em risco a vida, ou poderia ter colocado, resultando em estrago, prejuízo ou
lesão permanente às funções ou às estruturas corporais, ou ainda que necessite de intervenção médica/cirúrgica
para prevenir tais danos a estas funções ou estruturas.
O formulário para comunicar problemas nos procedimentos se encontra clicando com o seu mouse no seguinte endereço da Internet:
http://www.anvisa.gov.br/sistec/notificacaoavulsa/notificacaoavulsa1.asp
Lembre que a notificação de tais eventos adversos busca uma resposta construtiva e tem como objetivo sanar a
deficiência e resolver definitivamente os problemas que possam acontecer.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite C