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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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06/02/2006


A fadiga da hepatite C poderia ser secundária a alterações cerebrais


A fadiga é um sintoma freqüente em pacientes com hepatite C. Se suspeita, ao igual que na síndrome de fadiga crônica, que esta poderia ser a manifestação de uma encefalite leve. Observaram-se signos compatíveis com infecção ativa pelo vírus da hepatite C (HCV) no tecido cerebral. Além disso, existem estudos que mostram alterações no eletro encefalograma e na espectroscopia por ressonância magnética em alguns pacientes com hepatite C. Entretanto, desconhece-se a importância que podem ter as alterações cerebrais no desenvolvimento da sintomatologia clínica.

Um estudo realizado na Alemanha pesquisou a presença de alterações cerebrais em pacientes com hepatite C. Para isto se compararam os resultados de provas neuropsicológicas, espectroscopia por ressonância magnética e eletro encefalograma de pacientes com hepatite C com ou sem fadiga, definida pela escala FIS (n= 15 em cada grupo).

Um grupo de 15 pacientes sadios serviu como referência. Os autores encontraram evidências de alterações da atenção e da função executiva nos pacientes com hepatite C. Além disso, estes se queixaram de ansiedade, depressão e pior qualidade de vida. Estas diferenças foram maiores nos pacientes com um grau de fadiga elevado. A ressonância magnética mostrou uma diminuição de N-acetilaspartato e o eletro encefalograma, uma diminuição da atividade cerebral de 25%. Não se observou nenhuma relação com o grau de fadiga.

Os resultados deste estudo indicam que existem sinais compatíveis com uma alteração cerebral nos pacientes com hepatite C. Não obstante, é difícil esclarecer a origem destas manifestações. Do mesmo modo, não é possível conhecer a importância das mesmas na origem de sintomas como a fadiga. Os dados deste estudo são interessantes, mas não concludentes. Será importante conhecer os efeitos da erradicação do vírus da hepatite C sobre as manifestações cerebrais. As correções destas alterações, junto com a fadiga, depois do tratamento seriam um argumento importante para respaldar a relação entre a fadiga e uma possível encefalite pelo vírus da hepatite C.

Fonte:
Weissenborn, K. e outros. J Hepatology 2004; 41(5): 845-851


Meu comentário:

Mas um argumento que a Sociedade Brasileira da Hepatologia deveria considerar já que seu conceito de "hepatopatia grave" é uma dá maiores aberrações científicas, uma vergonha para a classe médica brasileira.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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06/02/2006


La fatiga de la hepatitis C podría ser secundaria a alteraciones cerebrales


La fatiga es un síntoma frecuente en pacientes con hepatitis C. Se ha propuesto, al igual que en el síndrome de fatiga crónica, que ésta podría ser la manifestación de una encefalitis leve. Se han observado signos compatibles con infección activa por el virus de la hepatitis C (HCV) en el tejido cerebral. Además, existen estudios que muestran alteraciones en el electroencefalograma y en la espectroscopia por resonancia magnética en algunos pacientes con hepatitis C. Sin embargo, se desconoce la importancia que pueden tener las alteraciones cerebrales en el desarrollo de sintomatología clínica.

Un estudio realizado en Alemania ha investigado la presencia de alteraciones cerebrales en pacientes con hepatitis C. Para ello se han comparado los resultados de pruebas neuropsicológicas, espectroscopia por resonancia magnética y electroencefalograma de pacientes con hepatitis C con o sin fatiga, definida por la escala FIS (n= 15 en cada grupo).

Un grupo de 15 controles sanos sirvió de referencia. Los autores encontraron evidencias de alteraciones de la atención y la función ejecutiva en los pacientes con hepatitis C. Además, éstos se quejaron de ansiedad, depresión y peor calidad de vida. Estas diferencias fueron más acusadas en los pacientes con un grado de fatiga elevado. La resonancia magnética mostró una disminución de N-acetilaspartato y el electroencefalograma, un enlentecimiento cerebral en el 25%. No se observó ninguna relación con el grado de fatiga.

Los resultados de este estudio indican que existen signos compatibles con una alteración cerebral en los pacientes con hepatitis C. No obstante, es difícil aclarar el origen de estas manifestaciones. Asimismo, no es posible conocer la importancia de las mismas en el origen de síntomas como la fatiga. Los datos de este estudio son interesantes, pero no concluyentes. Será importante conocer los efectos de la erradicación del virus de la hepatitis C sobre las manifestaciones cerebrales. La corrección de estas alteraciones, junto con la fatiga, después del tratamiento serían un argumento importante para respaldar la relación entre la fatiga y una posible encefalitis por el virus de la hepatitis C.

Fuente:
Weissenborn, K. y cols. J Hepatology 2004; 41(5): 845-851


Mi comentario:

Mas un argumento que la Sociedad Brasileña de Hepatología debería considerar ya que su concepto de "hepatopatia grave" es una das mayores aberraciones científicas, una vergüenza para la clase médica brasileña.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 4.2.2006