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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

28/07/2010


Opinião publicada em 28 de julho de 2010 - Jornal da tarde - São Paulo


Hepatite C - Doença Negligenciada


Carlos Varaldo *

Segundo estatísticas oficiais, existem atualmente no Brasil mais de 5,5 milhões de infectados com as hepatites B e C


Estima-se que um dos maiores desafios da área de saúde pública brasileira nos próximos anos será o crescimento dos transplantes hepáticos conseqüentes das hepatites crônicas.

Segundo estatísticas oficiais, existem atualmente no Brasil mais de 5,5 milhões de cidadãos infectados com as hepatites B e C. O número, por si só, já preocupa, mas há um agravante: 95% dessas pessoas desconhecem que estão doentes. A falta de conhecimento contribui para que a doença evolua para um quadro clínico de cirrose e câncer de fígado. Se tratada em tempo, a hepatite C tem cura em mais de 60% dos casos.

Um em cada quatro desses brasileiros, se não diagnosticado, estará perdendo, em média, 17 anos da sua vida. Nesses casos, as mortes relacionadas a problemas decorrentes das hepatites ocorrem com, aproximadamente, 56 anos de idade. Atualmente, 1 em cada 350 pacientes infectados com hepatite C recebe algum tipo de tratamento e, no caso da hepatite B, o índice é ainda pior, pois somente um em cada 900 pacientes infectados recebe tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Criado em 1988, o SUS tem como objetivo universalizar os serviços relacionados à saúde da população. Contudo, mesmo completando mais de duas décadas de implantação, o SUS ainda tem problemas a serem equacionados. Entre os seus maiores déficits, estão a falta de diagnóstico das hepatites e os tratamentos obsoletos e pouco eficazes. Há também quem seja diagnosticado, mas encontra dificuldades no SUS para ser tratado.

Outro ponto a se discutir é o estigma que envolve os pacientes com hepatite. As pessoas tendem a achar que apenas drogados e promíscuos estão entre os infectados. Se você não se encaixa nesses perfis, achará que não tem a necessidade de fazer o teste, pois não corre riscos.

O maior número de infectados se encontra na faixa entre 35 e 50 anos. A média de idade do grupo de risco se explica pela formação médica, já que os profissionais dos anos 90 não estudaram a enfermidade, que não apresenta sintomas, dificultando assim o seu diagnóstico. Antes de 1993, a forma mais comum de contágio era pela transfussão, quando as bolsas de sangue não passavam por checagem de hepatite.

Motivo de discussões há tempos, em ano de eleição os questionamentos sobre a saúde pública são ainda mais pertinentes. Como representante de milhões de infectados e seus familiares e falando em nome do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, pergunto aos presidenciáveis: qual será sua proposta de governo para tratar da questão do diagnóstico e tratamento das hepatites B e C? Já está mais do que na hora de nossos representantes olharem para essa doença que afeta cada vez mais brasileiros.

* Carlos Varaldo
Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

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28/07/2010


Opinión publicada el 28 de julio de 2010 - Jornal da tarde - Sao Paulo - Brasil


Hepatitis C - Enfermedad Negligenciada


Carlos Varaldo *

Según estadísticas oficiales, existen actualmente en Brasil más de 5,5 millones de infectados con las hepatitis B y C


Estimase que uno de los mayores desafíos del área de salud pública brasileña en los próximos años será el crecimiento de los trasplantes hepáticos consecuentes de las hepatitis crónicas.

Según estadísticas oficiales, existen actualmente en Brasil más de 5,5 millones de ciudadanos infectados con las hepatitis B y C. El número, por sí solo, ya preocupa, pero hay un agravante: 95% de ésas personas desconocen que están enfermos. La falta de conocimiento contribuye para que la enfermedad evolucione para un cuadro clínico de cirrosis y cáncer de hígado. Si tratada en tiempo, la hepatitis C tiene cura en más del 60% de los casos.

Uno en cada cuatro de esos brasileños, si no diagnosticado, estará perdiendo, en media, 17 años de su vida. En esos casos, las muertes relacionadas a problemas consecuentes de las hepatitis ocurren con, aproximadamente, 56 años de edad. Actualmente, 1 en cada 350 pacientes infectados con hepatitis C recibe algún tipo de tratamiento y, en el caso de la hepatitis B, el índice es aún peor, pues solamente un en cada 900 pacientes infectados recibe tratamiento en el Sistema Único de Salud (SUS).

Creado en 1988, el SUS tiene como objetivo universalizar los servicios relacionados a la salud de la población. Sin embargo, mismo completando más de dos décadas de implantación, el SUS todavía tiene problemas a ser ecuacionados. Entre sus mayores déficits, están la falta de diagnóstico de las hepatitis y los tratamientos obsoletos y poco eficaces. Hay también quien sea diagnosticado, pero encuentra dificultades en el SUS para ser tratado.

Otro punto a se discutir es el estigma que envuelve los pacientes con hepatitis. Las personas tienden a pensar que apenas drogados y promiscuos están entre los infectados. Si usted no se encaja en esos perfiles, pensará que no tiene la necesidad de hacer la prueba, pues no corre riesgos.

El mayor número de infectados se encuentra en la faja entre 35 y 50 años. La media de edad del grupo de riesgo se explica por la formación médica, ya que los profesionales de los años 90 no estudiaron la enfermedad, que no presenta síntomas, dificultando así su diagnóstico. Antes de 1993, la forma más común de contagio era por la transfusión, cuando las bolsas de sangre no pasaban por las pruebas de hepatitis.

Motivo de discusiones hace tiempos, en año de elección para presidente los cuestionamientos sobre la salud pública son todavía más pertinentes. Como representante de millones de infectados y sus familiares y hablando en nombre del Grupo Optimismo de Apoyo al Portador de Hepatitis, pregunto a los presidenciables: ¿cuál será su propuesta de gobierno para tratar de la cuestión del diagnóstico y tratamiento de las hepatitis B y C? Ya está más de que en la hora de nuestros representantes miren para esa enfermedad que afecta cada vez más brasileños.

* Carlos Varaldo
Presidente del Grupo Optimismo de Apoyo al Portador de Hepatitis



Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 28.7.2010