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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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26/10/2009


Existe economia ao se utilizar o velho e ultrapassado interferon convencional?


Em 25 de agosto último publiquei uma analise que realizei para mostrar que não é econômico o governo continuar a utilizar o interferon convencional no tratamento dos genótipos 2 e 3 da hepatite C. Aquilo que aparentemente parece ser mais econômico acaba, na realidade, resultando em um gasto muito maior, alem de judiar com os pacientes ao os submeter a tratamento com menor possibilidade cura. O artigo "Existe alguma economia utilizando o interferon convencional no tratamento dos genótipos 2 e 3 da hepatite C?" é encontrado em http://hepato.com:80/p_tratamentos_medicos/convencional_versus_peguilado_20090825.html

Vejo com agrado que um grupo que inclui respeitados pesquisadores apresentou no Congresso Brasileiro de Hepatologia um estudo comparativo, chegando a conclusão semelhante.

O curioso é que o estudo foi realizado no Rio Grande do Sul, estado onde existem gestores, alguns até atuando como consultores do ministério da saúde, que desejam que seja utilizado somente o interferon convencional, argumentando que o interferon peguilado e muito caro. Não sabem o mal que estão fazendo a saúde de seus irmãos. Parece que chegaram a ocupar os cargos públicos indicados para defender a ação do vírus e não para combater a epidemia.

A seguir coloco o resumo do estudo na integra, tal qual foi publicado.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




CUSTO "SUS" DE DUAS ESTRATÉGIAS PARA TRATAMENTO DE PACIENTES COM HEPATITE CRONICA C GENÓTIPO 2/3: PEG + RIBAVIRINA VS IFN + RIBAVIRINA

CHEINQUER, H; WOLFF, FH; CHEINQUER, N; ZWIRTES RF; STIFT J; SAMUEL M. - SERVIÇO DE GASTROENTEROLOGIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, RS. FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE, RS - BRASIL.

Introdução e Objetivos:

O tratamento da hepatite C com genótipo 2 e 3 no Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS) é realizado com interferon (IFN) e ribavirina (RBV) por 24 semanas, sendo que pacientes sem resposta virológica sustentada (RVS) recebem tratamento com interferon peguilado (PEG) e RBV por 48 semanas (Portaria SVS nº34, de 28/09/07).

Entretanto, consensos internacionais indicam PEG e RBV por 24 semanas como primeira linha de tratamento. O objetivo do presente estudo é comparar o custo direto relacionado à medicação nestas duas estratégias no âmbito do SUS.

Material e Métodos:

Foi criada árvore de decisão para a estratégia A (Portaria 34/07) e estratégia B (consensos internacionais) considerando as diferentes probabilidades de desfecho do tratamento para simulação com 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3.

Estratégia A: RVS em 400 pacientes (40%) após 24 semanas de IFN+RBV; novo tratamento com PEG+RBV em 550 pacientes (55%), sendo que destes 385 pacientes (70%) usariam por 48 semanas e 165 (30%) interromperiam prematuramente: 55 pacientes em 24 semanas por não resposta, 55 pacientes em 24 semanas por interrupção prematura e 55 pacientes em 12 semanas por queda do RNA-VHC inferior a 2 log.

Estratégia B: 800 pacientes (80%) usam PEG+RBV por 24 semanas; 200 pacientes (20%) interrompem após 12 semanas em média: 100 pacientes por não resposta (queda do RNA-VHC inferior a 2 log) e 100 pacientes por eventos adversos.

As probabilidades dos desfechos empregadas nesta análise foram extraídas da literatura nacional sempre que possível.

Assumiu-se custo zero para o primeiro tratamento com IFN na estratégia A e para RBV em ambas as estratégias. O custo do PEG-IFN para o SUS foi estimado em R$ 400,00 por dose (comunicação pessoal e publicação na imprensa leiga).

Resultados:

Estratégia A: custo global para o tratamento simulado de 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3 com IFN+RBV por até 24 semanas seguido por PEG+RBV por até 48 semanas: R$ 8.712.000,00.

Estratégia B: custo global para o tratamento simulado de 1.000 pacientes com genótipo 2 e 3 com PEG+RBV por até 24 semanas: R$ 8.640.000,00.

Conclusões:

A estratégia adotada atualmente pelo SUS para o tratamento da hepatite C no genótipo 2 e 3 além de potencialmente expor grande parte dos indivíduos a dois tratamentos, perfazendo até 72 semanas de tratamento total, não confere vantagem em termos de custos. Este dado torna-se ainda mais relevante considerando que a presente análise foi conservadora ao atribuir custo zero ao IFN e não considerar os custos indiretos, financeiros e pessoais associados ao maior tempo de tratamento.

Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal:
As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM


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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



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26/10/2009


¿Existe economía al se utilizar el viejo y ultrapasado interferón convencional?


El 25 de agosto último publiqué una analice que realicé para mostrar que no es económico el gobierno continuar a utilizar el interferón convencional en el tratamiento de los genotipos 2 y 3 de la hepatitis C. Aquello que aparentemente parece ser más económico acaba, en realidad, resultando en un gasto mayor, mas allá de perjudicar los pacientes al los someter a tratamiento con menor posibilidad cura. ¿El artículo "Existe alguna economía utilizando el interferón convencional en el tratamiento de los genotipos 2 3 de la hepatitis C?" es encontrado en http://hepato.com:80/p_tratamentos_medicos/convencional_versus_peguilado_20090825.html#esp

Veo con agrado que un grupo que incluye respetados investigadores presentó en el Congreso Brasileño de Hepatología un estudio comparativo, llegando a conclusión semejante.

Lo curioso es que el estudio fue realizado en Río Grande do Sul, estado (provincia) donde existen gestores, algunos hasta actuando como consultores del ministerio de la salud, que desean que sea utilizado solamente el interferón convencional, argumentando que el interferón pegilado es muy caro. No saben el mal que están haciendo a la salud de sus hermanos. Parece que llegaron a ocupar los cargos públicos indicados para defender la acción del virus y no para combatir la epidemia.

A continuación coloco el resumen del estudio en la integra, tal cual fue publicado.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




COSTO "SUS" DE DOS ESTRATEGIAS PARA TRATAMIENTO DE PACIENTES CON HEPATITIS CRÓNICA C GENOTIPO 2/3: Peg + RIBAVIRINA VS IFN + RIBAVIRINA

CHEINQUER, H; WOLFF, FH; CHEINQUER, N; ZWIRTES RF; STIFT J; SAMUEL M. - SERVIÇO DE GASTROENTEROLOGIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, RS. FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE, RS - BRASIL.

Introducción y Objetivos:

El tratamiento de la hepatitis C con genotipo 2 y 3 en el Sistema Público de Salud de Brasil (SUS) es realizado con interferón (IFN) y ribavirina (RBV) por 24 semanas, siendo que pacientes sin respuesta virológica sostenida (RVS) reciben tratamiento con interferón pegilado (Peg) y RBV por 48 semanas (Consenso SVS nº34, de 28/09/07).

Diferentemente, consensos internacionales indican Peg y RBV por 24 semanas como primera línea de tratamiento. El objetivo del presente estudio es comparar el costo directo relacionado a la medicación en éstas dos estrategias en el ámbito del SUS.

Material y Métodos:

Fue creada un árbol de decisión para la estrategia A (Consenso 34/07) y estrategia B (consensos internacionales) considerando las diferentes probabilidades de final del tratamiento para simulación con 1.000 pacientes con genotipo 2 y 3.

Estrategia A: RVS en 400 pacientes (40%) después de 24 semanas de IFN+RBV; nuevo tratamiento con Peg+RBV en 550 pacientes (55%), siendo que de éstos 385 pacientes (70%) usarían por 48 semanas y 165 (30%) interrumpirían prematuramente: 55 pacientes en 24 semanas por no respuesta, 55 pacientes en 24 semanas por interrupción prematura y 55 pacientes en 12 semanas por caída del RNA-VHC inferior a 2 log.

Estrategia B: 800 pacientes (80%) usan Peg+RBV por 24 semanas; 200 pacientes (20%) interrumpen después de 12 semanas en media: 100 pacientes por no respuesta (caída del RNA-VHC inferior a 2 log) y 100 pacientes por eventos adversos.

Las probabilidades de los finales empleadas en este análisis fueron extraídas de la literatura nacional siempre que posible.

Se asumió costo cero para el primer tratamiento con IFN en la estrategia A y para RBV en las dos estrategias. El costo del Peg-IFN para el SUS fue estimado en R$ 400,00 por dosis (comunicación personal y publicación en la prensa).

Resultados:

Estrategia A: costo global para el tratamiento simulado de 1.000 pacientes con genotipo 2 y 3 con IFN+RBV por hasta 24 semanas seguido por Peg+RBV por hasta 48 semanas: R$ 8.712.000,00.

Estrategia B: costo global para el tratamiento simulado de 1.000 pacientes con genotipo 2 y 3 con Peg+RBV por hasta 24 semanas: R$ 8.640.000,00.

Conclusiones:

La estrategia adoptada actualmente por el SUS para el tratamiento de la hepatitis C en el genotipo 2 y 3 allende potencialmente exponer gran parte de los individuos a dos tratamientos, rehaciendo hasta 72 semanas de tratamiento total, no confiere ventaja en tenemos que costos. Éste dato se vuelve aún más relevante considerando que el presente análisis fue conservadora al atribuir costo cero al IFN y no considerar los costos indirectos, financieros y personales asociados al mayor tiempo de tratamiento.

Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.
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Las informaciones de este texto son meramente informativas y no pueden ser consideradas ni utilizadas como indicación medica. Es permitida la utilización de las informaciones contenidas en este mensaje desde que citada la fuente como retiradas de WWW.HEPATO.COM







Last updated 25.10.2009