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09/11/2009


Estudo de farmaeconomia comprova ser mais econômico tratar a hepatite C antes da cirrose descompensada


Alguns governos ocultam a hepatite C da população para evitar gastos com a saúde pública, alegando que o número de infectados e muito grande (até seis ou sete vezes maior que a epidemia de AIDS) e que o tratamento e muito caro. Atuando dessa forma acreditam que estão economizando recursos, mas estão cometendo um dos maiores erros gerenciais da historia.

Um estudo apresentado no congresso americano no inicio desta semana demonstra que a solução mais econômica para os governos é tratar a hepatite C antes que os pacientes cheguem a desenvolver uma cirrose descompensada, quando então já não é mais possível se realizar o tratamento e deverá se realizar um transplante de fígado ou aguardar simplesmente a morte.

Por ter sido realizado pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles todos os cálculos e valores são em dólares, mas perfeitamente são aplicados a qualquer país, pois a maioria dos preços e similar, inclusive, no Brasil. Como o governo do Brasil adquire o interferon peguilado por um preço que é a metade do pago nos Estados Unidos, assim, o tratamento e ainda infinitamente mais barato.

Foram estudados custos de tratamentos, hospitalares, de qualidade de vida e de expectativa de vida de quatro situações diferentes em grupos de infectados com hepatite C:

1 - Despesas se não é realizado nenhum tratamento antiviral;

2 - Despesas com o tratamento antiviral em pacientes já com cirrose compensada;

3 - Despesas com cuidados e tratamento de pacientes com cirrose descompensada e,

4 - Despesas com o tratamento da hepatite C recidivante em pacientes transplantados de fígado.

Utilizando o modelo de Markov foi construída uma tabela que permite comparar as diversas estratégias de tratamento. O estudo e de grande significância estatística, sendo que em cada um dos quatro grupos foram incluídos os dados de 1.000 pacientes.

O objetivo do estudo era o de determinar quando e o estagio ideal de um paciente para realizar o tratamento que represente a maior economia de recursos ao governo, reduzir o número de mortes diretamente relacionadas a doença, redução da incidência de câncer no fígado e a quantidade de transplantes.

O resultado mostrou que cuidar e tratar um paciente cirrótico, ainda na fase compensada, custa U$. 331.425 (inclui medicamentos para hepatite C, para complicações da cirrose, exames, consultas e internações), já as despesas totais que serão necessárias em qualquer um dos outros grupos de pacientes serão aproximadamente superiores em 50%.

A probabilidade de expectativa de vida para pacientes tratados já na fase cirrótica é de 10 anos QALY (Quality-Adjusted Life Year, índice que mede a expectativa de vida relacionada a uma doença) contra somente 7 anos para qualquer um dos outros três grupos de pacientes.

Em 10 anos de acompanhamento dos pacientes aconteceram aproximadamente 250 mortes no grupo de pacientes cirróticos que recebeu tratamento. O número de mortos em qualquer um dos outros três grupos foi o dobro, de aproximadamente 500 mortes em 10 anos em qualquer dos três grupos.

No grupo de cirróticos compensados que recebeu tratamento, 175 deles precisaram de um transplante de fígado nos 10 anos seguintes. Nos outros três grupos a media de transplantes foi de 200 em cada um dos três grupos.

Cinqüenta pacientes cirróticos compensados que receberam tratamento apresentaram regressão do grau de cirrose como conseqüência do tratamento.

Qualquer bom entendedor vai compreender que realizar o tratamento da hepatite C quando o paciente apresenta fibrose ou ainda, quando já está com cirrose compensada, e a estratégia que apresenta melhor custo/beneficio para o governo, quando comparado com a opção de não tratar, deixar descompesar a cirrose ou ter que realizar um transplante de fígado.

O tratamento de pacientes descompensados ou após o transplante também e necessário e efetivo, mas esses pacientes terão uma menor expectativa e qualidade de vida quando comparados com os pacientes tratados antes de descompensar a cirrose.

A pior das estratégias aconteceu com o grupo de pacientes que não recebeu tratamento, demonstrando ser a que gera mais despesas para o governo. Assim, não realizar campanhas para diagnosticar quem tem hepatite C não resulta em economia, pelo contrario, resultará em despesas maiores a médio prazo.

Recomendam os autores que as estratégias de custo/efetividade/beneficio devem ser consideradas pelos gestores públicos, devido a que é muito mais econômico oferecer tratamento antes do agravamento do quadro.

MEU COMENTÁRIO:


Qualquer economia que esteja sendo realizado para não diagnosticar os infectados e assim não gastar em tratamentos resultara em despesas incalculáveis ao sistema de saúde nos próximos 15 anos, quando 1 de cada 4 infectados com hepatite C estará na fase da cirrose.

O único beneficiado ao se continuar com o silencio em relação à hepatite C será o sistema previdenciário, pois 1 de cada 4 infectados estará perdendo 17 anos de vida. Dessa forma, esses que pagaram sua aposentadoria durante 35 anos de trabalho estarão morrendo em media aos 56 anos de idade, sem chegar a usufruir os benefícios da aposentadoria. Até que poderá se tratar de uma forma de solucionar o déficit da previdência.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Timing of Hepatitis C Antiviral Therapy Pre and Post Liver Transplantation: A Decision Analysis Model. Sammy Saab, MD, MPH, David Geffen School of Medicine, University of California, Los Angeles, California - AASLD 2009 - Abstract 503


Carlos Varaldo
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09/11/2009


Estudio de farmaeconomía comprueba ser más económico tratar la hepatitis C antes del cirrosis descompensado


Algunos gobiernos ocultan la hepatitis C de la población para evitar gastos con la salud pública, alegando que el número de infectados y muy grande (hasta seis o siete veces mayor que la epidemia de SIDA) y que el tratamiento es muy caro. Procediendo de ésa forma creen que están economizando recursos, pero están cometiendo un de los mayores errores gerenciales de la historia.

Un estudio presentado en el congreso americano al inicio de esta semana demuestra que la solución más económica para los gobiernos es tratar la hepatitis C antes que los pacientes lleguen a desarrollar cirrosis descompensada, cuando entonces ya no es más posible se realiza el tratamiento y deberá se realizar un trasplante de hígado o aguardar simplemente la muerte.

Por haber sido realizado por la Universidad de California, en Los Ángeles todos los cálculos y valores son en dólares, pero perfectamente son aplicados a cualquier país, pues la mayoría de los precios es similar, incluso, en Brasil. Como el gobierno brasileño adquiere el interferón pegilado por un precio que es la mitad de lo que se paga en Estados Unidos, así, el tratamiento es aún infinitamente más barato.

Fueron estudiados costos de tratamientos, hospitalarios, de calidad de vida y de expectativa de vida de cuatro situaciones diferentes en grupos de infectados con hepatitis C:

1 - Gastos necesarios si no es realizado ningún tratamiento antiviral;

2 - Gastos con el tratamiento antiviral en pacientes ya con cirrosis compensado;

3 - Gastos con cuidados y tratamiento de pacientes con cirrosis descompensada y,

4 - Gastos con el tratamiento de la hepatitis C recidivante en pacientes trasplantados de hígado.

Utilizando el modelo de Markov fue construida una tabla que permite comparar las diversas estrategias de tratamiento. El estudio es de gran significancia estadística, siendo que en cada un de los cuatro grupos fueron incluidos los datos de 1.000 pacientes.

El objetivo del estudio era el de determinar cuando es el estadio ideal de un paciente para realizar el tratamiento que represente la mayor economía de recursos al gobierno, reducir el número de muertes directamente relacionadas a la enfermedad, reducción de la incidencia de cáncer en el hígado y la cantidad de trasplantes.

El resultado mostró que cuidar y tratar un paciente cirrótico, aún en la fase compensada, cuesta U$. 331.425 (incluye medicamentos para hepatitis C, para complicaciones del cirrosis, exámenes, consultas e internaciones), ya los gastos totales que serán necesarias en cualquiera un de los otros grupos de pacientes serán aproximadamente superiores en un 50%.

La probabilidad de expectativa de vida para pacientes tratados ya en la fase cirrótica es de 10 años QALY (Quality-Adjusted Life Year, índice que mide la expectativa de vida relacionada a una enfermedad) contra solamente 7 años para cualquiera de los otros tres grupos de pacientes.

En 10 años de acompañamiento de los pacientes acontecieron aproximadamente 250 muertes en el grupo de pacientes cirróticos que recibió tratamiento. El número de muertos en cualquiera de los otros tres grupos fue el doble, de aproximadamente 500 muertes en 10 años en cualquiera de los tres grupos.

En el grupo de cirróticos compensados que recibió tratamiento, 175 de ellos necesitaron de un trasplante de hígado en los 10 años siguientes. En los otros tres grupos la medía de trasplantes fue de 200 en cada un de los tres grupos.

Cincuenta pacientes cirróticos compensados que recibieron tratamiento presentaron regresión del grado de cirrosis como consecuencia del tratamiento.

Cualquier buen entendedor va a comprender que realizar el tratamiento de la hepatitis C cuando el paciente presenta fibrosis o aún, cuando ya está con cirrosis compensada, es la estrategia que presenta mejor costo/beneficio para el gobierno, cuando comparado con la opción de no tratar, dejar descompensar el cirrosis o tener que realizar un trasplante de hígado.

El tratamiento de pacientes descompensados o después del trasplante también es necesario y efectivo, pero esos pacientes tendrán una menor expectativa y calidad de vida cuando comparados con los pacientes tratados antes de descompensar la cirrosis.

La peor de las estrategias aconteció con el grupo de pacientes que no recibió tratamiento, demostrando ser la que genera más gastos para el gobierno. Así, no realizar campañas para diagnosticar quien tiene hepatitis C no resulta en economía, por lo contrario, resultará en gastos mayores a medio plazo.

Recomiendan los autores que las estrategias de costo/efectividad/beneficio deben ser consideradas por los gestores públicos, debido a que es mucho más económico ofrecer tratamiento antes del agravamiento del cuadro.

MI COMENTARIO:


Cualquier economía que esté siendo realizada para no diagnosticar los infectados y así no gastar en tratamientos resultara en gastos incalculables al sistema de salud en los próximos 15 años, cuando 1 de cada 4 infectados con hepatitis C estará en la fase del cirrosis.

El único beneficiado al se continuar con el silencio con relación a la hepatitis C será el sistema de la seguridad social, pues 1 de cada 4 infectados estará perdiendo 17 años de vida. De ésa forma, ésos que pagaron su jubilación durante 35 años de trabajo estarán muriendo en medía a los 56 años de edad, sin llegar a usufructuar los beneficios de la jubilación. Hasta que podrá se considerar como una forma de solucionar el déficit del sistema de jubilación.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Timing of Hepatitis C Antiviral Therapy Pre and Post Liver Transplantation: A Decision Analysis Model. Sammy Saab, MD, MPH, David Geffen School of Medicine, University of California, Los Angeles, California - AASLD 2009 - Abstract 503


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 7.11.2009