GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

18/08/2009


Em busca do ABC da hepatite


Por Amanda Almeida - Jornal Estado de Minas - MG (18/08/2009)

Parceria entre Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e UFMG resulta em pesquisa que deve abordar 10 mil mineiros de várias regiões para traçar quadro de doença silenciosa que pode ser letal.


Rogério Luiz Vanucci: "Fiquei abatido com o diagnóstico de hepatite e até entrei em depressão. Mas, quando me informei sobre a doença, me reanimei e hoje levo uma vida normal. Também pego no pé de todos: façam a prevenção"

Um simples exame de sangue pode tirar qualquer um de uma arriscada estatística, relacionada a um mal silencioso e que responde pela principal causa de transplantes de fígado no país: 90% dos infectados pelas hepatites B e C no Brasil não sabem que são portadores dos vírus. O alerta da Organização Mundial de Saúde em relação ao desconhecimento é tão assustador quanto o número de doentes. Estima-se que um em cada 30 brasileiros tem um dos dois tipos da doença. Preocupados com o quadro, especialistas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais vão percorrer 78 cidades mineiras para mapear a doença no estado.

O Inquérito Estadual de Base Populacional de Hepatites Virais entrevistará, a partir desta semana, 9.840 mineiros, entre 10 e 60 anos. Para a seleção das 78 cidades, distribuídas por todas as regiões do estado, foi considerado o número de habitantes. "O objetivo é obter dados clínicos e estatísticos que permitam elaborar políticas públicas de prevenção e assistência aos portadores de hepatites virais. Temos que percorrer Minas inteira para constatar se a prevalência da doença tem alguma coisa a ver com questões culturais, por exemplo", relata a coordenadora do projeto, Rosângela Teixeira, professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG.

Como a doença é silenciosa até que apareçam suas principais consequências, as pessoas que aceitarem participar do estudo também deverão permitir a coleta de uma amostra de sangue para testes de triagem de hepatite. A partir dos exames, será mapeada a frequência da doença nas diversas regiões, permitindo identificar também os principais fatores de risco das formas virais, especialmente as do tipo B e C.

"É muito importante que as pessoas nos recebam em suas casas, para que a gente comece a combater essa doença infecciosa que pode até matar", ressalta Rosângela. A equipe que visitará as moradias é formada por um entrevistador e um auxiliar de enfermagem. O resultado do inquérito deve ser divulgado em fevereiro de 2010.

HEPATITE

Conhecidas por sua ação silenciosa, as hepatites B e C podem evoluir para quadros graves, como câncer e cirrose, comprometendo o fígado a ponto de exigir transplante. O consultor imobiliário Rogério Luiz Vanucci, de 53 anos, descobriu que é portador de hepatite B há dois anos. "Foi um susto, porque nunca tive nenhum sintoma. Só descobri porque tive que fazer um exame de rotina", conta.

O quadro do consultor não estava tão avançado quando ele começou a ser tratado. Assim, Vanucci não precisou do transplante, o que mostra a importância do diagnóstico precoce. Mas não é o que ocorre na maioria dos casos: por falta de conhecimento da doença, os brasileiros não seguem orientações básicas dos médicos que poderiam atacar ou até prevenir os casos. É o caso da vacina contra a variedade B, que está disponível na rede pública de saúde há duas décadas, mas ainda não é registrada habitualmente nos cartões de vacinação. "Crianças e jovens de até 19 anos podem ser vacinados gratuitamente, mas pouca gente sabe disso", conta o bolsista do projeto de pesquisa sobre a doença Filipe Araújo.

Estudante do 10º período de medicina, Filipe explica a importância do conhecimento sobre o mal. "O inquérito também tem como intenção a mobilização contra a doença. Antes da evolução, é possível o tratamento e até a cura", lembra. O consultor Rogério Vanucci é um dos casos de recuperação. "Fiquei abatido com o diagnóstico de hepatite e até entrei em depressão. Mas, quando me informei sobre a doença, me reanimei e hoje levo uma vida normal. Também pego no pé de todos: façam a prevenção", relata.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal:
As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM


O Grupo Otimismo e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org



¡ALERTA!


Enquanto você realiza a leitura deste artigo,

¡Mientras usted realiza la lectura de este artículo,


1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!

personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!

A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!








Last updated 18.8.2009