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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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31/05/2010


Motivos da necessidade de leis que protejam os infectados pela hepatite


Muito se fala de que as hepatites B e C são doenças assintomáticas. Isso leva a percepção geral que as hepatites B e C são doenças benignas e que os infectados podem levar uma vida totalmente normal, sem sintomas ou complicações.

Esse tal vez tenha sido o maior erro estratégico em relação às informações sobre as hepatites, resultando em que os infectados com as hepatites B e C estejam abandonados a sua própria sorte pelos governos. Ao final, se em nada afetam o ser humano não existe motivo de preocupação, não sendo necessário realizar campanhas de alerta, nem é necessário os diagnosticar e nem sequer os tratar.

A realidade já cansou de mostrar que a situação e muito mais preocupante que o velho e errado conceito original. Hoje sabemos que as hepatites B e C levam a cirrose ou ao câncer de fígado 1 de cada 4 infectados e que existem dezenas de complicações provocadas pelos dois vírus, sejam condições físicas, psíquicas ou doenças diretamente relacionadas.

Esse conhecimento das hepatites deve levar a necessidade de uma nova visão por parte da saúde pública e das políticas governamentais, não sendo mais possível continuar aceitando a passividade que esta sendo dada a maior epidemia da humanidade.

Acaba de ser publicado no Hepatology um interessante trabalho pelo qual se pesquisou nos indivíduos com hepatite C a produtividade no trabalho. O estudo foi desenhado para comparar os dias de trabalho perdidos, produtividade e custos com saúde entre empregados com hepatite C e empregados sem hepatite C nos Estados Unidos.

Foram utilizados os registros do banco de dados "Human Capital Management Services Research Reference Database" e avaliados pela demografia, salário, gastos com saúde e perda de dias trabalhados, entre outros parâmetros estudados. Em um total de 339.456 prontuários incluídos no estudo foram encontrados 1.664 empregados com hepatite C diagnosticada.

O resultado mostra que os empregados infectados com hepatite C apresentam um índice 4,15 vezes maior de dias não trabalhados que os empregados sem hepatite C. Por exemplo, se um empregado sem hepatite C falta 2 dias ao ano, um empregado infectado com hepatite C falta mais de 8 dias por ano, seja por motivo das consultas médicas ou por conseqüências da doença.

A produtividade de um empregado infectado com hepatite C foi estimada em 7,5% menos que a dos empregados sem hepatite C.

Os gastos com saúde (nos Estados Unidos são de responsabilidade da empresa) com os empregados infectados com hepatite C foram significativamente mais elevados que com os empregados sem hepatite C.

A conclusão a que podemos chegar ao analisar os dados do estudo e que um infectado com hepatite C sofrerá maiores restrições, seja para conseguir emprego, para ser promovido na empresa ou até corre o risco de ser demitido pelas faltas ou pela menor produtividade. São dados perigosos para divulgar, pois podem criar maior discriminação, mas são dados que não podem ser ignorados pelos responsáveis pela saúde pública e pelos representantes do povo que possuem a obrigação de elaborar leis que protejam os cidadãos. O Grupo Otimismo, em defesa dos infectados, se preocupa com tal problema.

Os dados citados foram retirados do estudo "The impact of hepatitis C virus infection on work absence, productivity, and healthcare benefit cost" de autoria de Jun Su, Richard A. Brook, Nathan L. Kleinman, Patricia Corey-Lisle, publicado Online na revista Hepatology em 19 de abril de 2010 - DOI: 10.1002/hep.23726

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

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31/05/2010


Motivos de la necesidad de leyes que protejan los infectados por la hepatitis


Mucho se habla de que las hepatitis B y C son enfermedades asintomáticas. Eso lleva a la percepción general que las hepatitis B y C son enfermedades benignas y que los infectados pueden llevar una vida totalmente normal, sin síntomas o complicaciones.

Ése tal vez haya sido el mayor error estratégico con relación a las informaciones sobre las hepatitis, resultando en que los infectados con las hepatitis B y C estén abandonados a su propia suerte por los gobiernos. Al final, si en nada afectan el ser humano no existe motivo de preocupación, no siendo necesario realizar campañas de alerta, ni es necesario los diagnosticar y ni siquiera los tratar.

La realidad ya cansó de mostrar que la situación es mucho más preocupante que el viejo y equivocado concepto original. Hoy sabemos que las hepatitis B y C llevan a la cirrosis o al cáncer de hígado 1 de cada 4 infectados y que existen decenas de complicaciones provocadas por los dos virus, sean condiciones físicas, psíquicas o enfermedades directamente relacionadas.

Ese conocimiento de las hepatitis debe llevar a la necesidad de una nueva visión por parte de la salud pública y de las políticas gubernamentales, no siendo más posible continuar aceptando la pasividad que ésta siendo dada a la mayor epidemia de la humanidad.

Acaba de ser publicado en el Hepatology un interesante trabajo por el cual se investigó en los individuos con hepatitis C la productividad en el trabajo. El estudio fue diseñado para comparar los días de trabajo perdidos, productividad y costos con salud entre empleados con hepatitis C y empleados sin hepatitis C en los Estados Unidos.

Fueron utilizados los registros del banco de datos "Human Capital Management Services Research Reference Database" y evaluados por la demografía, salario, gastos con salud y pérdida de días trabajados, entre otros parámetros estudiados. En un total de 339.456 históricos clínicos incluidos en el estudio fueron encontrados 1.664 empleados con hepatitis C diagnosticada.

El resultado muestra que los empleados infectados con hepatitis C presentan un índice 4,15 veces mayor de días no trabajados que los empleados sin hepatitis C. Por ejemplo, si un empleado sin hepatitis C falta 2 días al año, un empleado infectado con hepatitis C falta más de 8 días por año, sea por motivo de las consultas médicas o por consecuencias de la enfermedad.

La productividad de un empleado infectado con hepatitis C fue estimada en un 7,5% menos que la de los empleados sin hepatitis C.

Los gastos con salud (en Estados Unidos son de responsabilidad de la empresa) con los empleados infectados con hepatitis C fueron significativamente más elevados que con los empleados sin hepatitis C.

La conclusión a que podemos llegar al analizar los datos del estudio es que un infectado con hepatitis C sufrirá mayores restricciones, sea para conseguir empleo, para ser promovido en la empresa o hasta corre el riesgo de ser dimitido por las faltas o por la menor productividad. Son datos peligrosos para divulgar, pues pueden crear mayor discriminación, pero son datos que no pueden ser ignorados por los responsables por la salud pública y por los representantes del pueblo que poseen el deber de elaborar leyes que protejan los ciudadanos. El Grupo Optimismo, en defensa de los infectados, se preocupa por tal problema.

Los datos citados fueron retirados del estudio "The impact of hepatitis C virus infection on work absence, productivity, and healthcare benefit cost" de autoría de Jun Su, Richard A. Brook, Nathan L. Kleinman, Patricia Corey-Lisle, publicado Online en la revista Hepatology el 19 de abril de 2010 - DOI: 10.1002/hep.23726.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 29.5.2010