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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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29/07/2010


28 de julho, dia Mundial da hepatite?


Este texto não deve ser considerado como uma critica ao dia 28 de julho instituído pela OMS como dia mundial da hepatite o qual foi aceito por alguns países, não todos, mas serve como uma explicação do ponto de vista dos infectados e até como um desabafo, em especial daqueles infectados com a hepatite C.

Desde o ano 2000 que os ativistas que lutam para divulgar e alertar sobre as hepatites instituíram o dia 19 de maio como o dia mundial das hepatites, evento ao qual mais de 600 ONGs e associações de pacientes se envolvem por meios próprios em atividades em quase 70 países. Alguns estados e países até já decretaram oficialmente, por lei, o dia 19 de maio como o dia da hepatite.

Estranhamente durante a Assembléia da Organização Mundial da Saúde, para agradar a China, os ministros presentes decidiram mudar a data para o dia 28 de julho. Curioso que o ministério da saúde do Brasil que fez a proposição do dia 19 de maio, assim como também a World Hepatitis Alliance, aceitaram calados e sem contra-argumentar a nova data. Devemos destacar que teve países que não aceitaram o 28 de julho, por isso a resolução da OMS deixa de livre escolha qualquer outra data aos países membros.

Mas porque a passividade sobre a mudança da data? Podemos considerar duas hipóteses em especial:

1 - Que a resolução da OMS não estabelece metas, datas ou a aplicação de recursos por parte dos estados, estabelecendo no item 8 que isso seja feito se for necessário, o que é muito bom para os países que não desejem se envolver seriamente para enfrentar o problema;

2 - A resolução excluiu os infectados com hepatite C de qualquer ação imediata. A força do lobby dos grupos de HIV/AIDS conseguiu se impor e desviar o foco das ações para os co infectados com hepatite e HIV/AIDS. O item 2 e claro e direto ao colocar textualmente que: a que apóiem ou possibilitem sistemas integrados e custo eficazes de prevenção, controle e tratamento das hepatites virais, tendo em conta sua relação com co-infecções associadas como o HIV.

Fica explicito que os infectados com hepatite C e AIDS terão direito a tudo o relativo a cuidados e tratamentos, já os infectados somente com a hepatite C ficarão como doentes de segunda classe.

Ainda, ontem, dia 28 de julho, foi observado que a maioria das informações divulgadas sobre prevenção da hepatite C informava que a melhor forma para evitar a hepatite C é o uso da camisinha ao praticar o ato sexual. Tais gestores da saúde consideram ser a hepatite C uma doença de transmissão sexual, desconhecendo ou discordando de todos os conceitos científicos que asseguram ser a transmissão sexual uma forma rara de acontecer a transmissão.

O que se consegue com uma informação que simplesmente desinforma e deseduca? Que a população, se não se considerar estar em um grupo promiscuo estará acreditando que não se encontra em um grupo de risco e, dessa forma, não achara necessário realizar o teste de detecção. Para o governo quanto menos souberem que estão doentes melhor, pois estará economizando em tratamentos e medicamentos e, ainda, como os infectados estarão morrendo mais jovens estarão num futuro próximo economizando no pagamento de aposentadorias.

Afortunadamente a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) junto com a Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP) deu inicio a uma campanha para alertar sobre a necessidade de realizar o teste, já que é uma doença silenciosa, sem sintomas. Destacamos que algumas poucas prefeituras realizam nesta semana ações de diagnostico. A SBH e as prefeituras merecem nosso aplauso.

Estou totalmente deprimido ao observar que o movimento da AIDS conseguiu colocar as hepatites sob seus cuidados e passou a ditar os rumos, mas eles merecem, pois são mais ativos, conhecedores e lutadores que os poucos grupos existentes nas hepatites. Lamento pelos infectados somente com as hepatites, em especial a hepatite C que nada tem a ver com AIDS ou hepatite B é deveria possuir um departamento próprio dentro da gestão da saúde.

Segue ao final a resolução da OMS, com grifos nossos em destaque.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



63.ª ASSEMBLÉIA MUNDIAL DA SAÚDE
WHA63.18
Item 11.12 da ordem do dia 21 de maio de 2010

Hepatite viral


A 63.ª Assembléia Mundial da Saúde,

Tendo examinado o relatório sobre hepatite viral; (Documento A63/15)

Tendo em consideração que ao redor de 2000 milhões de pessoas se infectaram com o vírus da hepatite B e que 350 milhões de pessoas padecem a forma crônica da doença;

Considerando que a hepatite C não ainda não pode ser prevenida mediante vacinação e que em aproximadamente 80% dos casos essa infecção se torna crônica;

Considerando a gravidade das hepatites virais como um problema de saúde pública mundial e a necessidade de sensibilizar aos governos, a todas as partes e às populações para que adotem medidas de promoção da saúde, e de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença;

Expressando sua preocupação pela falta de progressos em matéria de prevenção e controle das hepatites virais nos países em desenvolvimento, especialmente na África subsaariana, devido à falta de acesso a tratamentos e atenção acessíveis e apropriados, assim como de um enfoque integrado da prevenção e as medidas de controle da doença;

Considerando a necessidade de abordar com uma perspectiva global todas as formas de hepatite viral, dando especial atenção às hepatites B e C, que são as que apresentam maiores taxas de morbilidade;

Recordando que uma das vias de transmissão dos vírus das hepatites B e C é a parenteral e que a Assembléia da Saúde, em sua resolução WHA28.72 sobre a utilização e o fornecimento de sangue e produtos sangüíneos humanos recomendou o estabelecimento de serviços públicos nacionais de doação de sangue, e na resolução WHA58.13 acordou instituir o Dia Mundial do Doador de Sangue, e que em ambas as resoluções a Assembléia da Saúde reconheceu a necessidade de que as pessoas que recebem sangue tenham acesso a sangre segura;

Reafirmando a resolução WHA45.17 sobre imunização e qualidade das vacinas, que recomenda aos Estados Membros a incluir as vacinas contra a hepatite B nos programas nacionais de imunização;

Considerando a necessidade de reduzir as taxas de mortalidade por câncer hepático, e o fato de que as hepatites virais causam 78% dos casos de câncer hepático primário;

Considerando os vínculos de colaboração existentes entre as medidas de prevenção e controle das hepatites virais e as de enfermidades infecciosas como o HIV e outras doenças de transmissão sexual ou sangüínea;

Reconhecendo a necessidade de reduzir a incidência para prevenir e controlar as hepatites virais, de facilitar o acesso a um diagnóstico correto e de pôr em marcha programas de tratamento em todas as regiões;

Reconhecendo deste modo a necessidade de universalizar as práticas de injeção seguras que promove a Rede Mundial OMS em pró da Segurança das Injeções (SIGN),

1. RESOLVE que em 28 de julho, ou a data que cada Estado Membro decida, seja designado Dia Mundial contra a Hepatite, como oportunidade para educar a respeito e obter que se compreenda melhor o problema de saúde pública mundial que supõem as hepatites virais, assim como para estimular o fortalecimento das medidas preventivas e de controle dessas enfermidades nos Estados Membros;

2. RECOMENDA aos Estados Membros:

1) a que implementem sistemas de vigilância epidemiológica ou melhorem os existentes e reforcem a capacidade de laboratório, quando proceder, a fim de obter informação confiável para orientar as medidas de prevenção e controle;

2) a que apóiem ou possibilitem sistemas integrados e custo eficazes de prevenção, controle e tratamento das hepatites virais, tendo em conta sua relação com co-infecções associadas como o HIV, mediante a colaboração multi setorial entre as instituições sanitárias e educativas, organizações não governamentais e a sociedade civil, incluídas medidas para reforçar a segurança e qualidade e a regulação dos produtos sangüíneos;

3) a que incorporem em seu contexto específico as políticas, estratégias e instrumentos recomendados pela OMS com o fim de definir e aplicar medidas preventivas e diagnósticas e brindar assistência à população afetada pelas hepatites virais, e em particular às populações de imigrantes e vulneráveis; 4) a que fortaleçam os sistemas nacionais de saúde para abordar eficazmente a prevenção e o controle das hepatites virais mediante medidas de promoção da saúde e vigilância nacional, incluídos instrumentos para a prevenção, o diagnóstico, e o tratamento das hepatites virais, a vacinação, a informação, a comunicação e a segurança das injeções;

5) a que ofereçam estratégias de vacinação, medidas de controle das infecções e médios para garantir a segurança das injeções para os profissionais da saúde;

6) a que usem recursos nacionais e internacionais, já sejam humanos ou econômicos, para respaldar o fortalecimento dos sistemas de saúde a fim de oferecer às populações locais as intervenções mais custo eficazes e acessíveis adaptadas à situação epidemiológica local;

7) a que considerem, conforme seja necessário, mecanismos legislativos nacionais para o uso das flexibilidades mencionadas no Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio com o fim de fomentar o acesso a produtos farmacêuticos específicos; (O Conselho Geral da OMC, em sua decisão de 30 de agosto de 2003 sobre a Aplicação do parágrafo 6 da Declaração de Doha relativa ao Acordo sobre os ADPIC e a Saúde Pública decidiu que "por "produto farmacêutico" entende-se qualquer produto patenteado, ou produto manufaturado mediante um processo patenteado, do setor farmacêutico necessário para fazer frente aos problemas de saúde pública reconhecidos no parágrafo 1 da Declaração. Fica entendido que estariam incluídos os ingredientes ativos necessários para sua fabricação e os equipamentos de diagnóstico necessários para sua utilização)

8) a que considerem, se for necessário, a possibilidade de usar todos os meios administrativos e legais ao alcance para promover o acesso a tecnologias de prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais;

9) a que desenvolvam e ponham em marcha instrumentos de vigilância e avaliação com o fim de avaliar os progressos para a redução da carga das hepatites virais e de orientar estratégias apoiadas em dados probatórios para as decisões de política relacionadas com as atividades preventivas, diagnósticas e terapêuticas;

10) a que promovam a celebração do Dia Mundial contra a Hepatite em 28 de julho de cada ano, ou na data em que cada Estado Membro decida;

11) a que fomentem a completa segurança das injeções em todos os níveis dos sistemas nacionais de saúde;

3. SOLICITA à Diretora Geral:

1) que, em colaboração com os Estados Membros, estabeleça as diretrizes, estratégias, objetivos sujeitos a prazos e instrumentos para a vigilância, a prevenção e o controle das hepatites virais;

2) que brinde o apoio necessário para o desenvolvimento da investigação científica relacionada com a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das hepatites virais;

3) que melhore a avaliação do impacto econômico mundial e regional e estime a carga das hepatites virais;

4) que apóie, quando corresponder, aos Estados Membros com recursos limitados na realização de atividades para comemorar o Dia Mundial contra a Hepatite;

5) que convide às organizações internacionais, às instituições financeiras e a outros associados a apoiar e a atribuir de forma eqüitativa, eficiente e idônea recursos para o fortalecimento dos sistemas de vigilância, os programas de prevenção e controle, a capacidade diagnóstica e de laboratório, e o tratamento das hepatites virais nos países em desenvolvimento;

6) que reforce a Rede Mundial OMS em pró da Segurança das Injeções;

7) que colabore com outras organizações do sistema das Nações Unidas, associados, organizações internacionais e outros interessados pertinentes para potencializar o acesso a tratamentos acessíveis nos países em desenvolvimento;

8) que informe a 65.ª Assembléia Mundial da Saúde, por meio do Conselho Executivo, sobre a aplicação da presente resolução.

Oitava sessão plenária, 21 de maio de 2010
A63/VR/8





Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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¡ALERTA!

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¡Mientras usted realiza la lectura de este artículo,
1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

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29/07/2010


¿28 de julio, Día Mundial de la Hepatitis?


Este texto no debe ser considerado como una critica al día 28 de julio instituido por la OMS como día mundial de la hepatitis el cual fue aceptado por algunos países, no todos, pero sirve como una explicación del punto de vista de los infectados y hasta como un desahogo, en especial de aquéllos infectados con la hepatitis C.

Desde el año 2000 que los activistas que luchan para divulgar y alertar sobre las hepatitis instituyeron el día 19 de mayo como el día mundial de las hepatitis, evento en el cual más de 600 ONGs y asociaciones de pacientes se envuelven por medios propios en actividades en casi 70 países. Algunos estados y países hasta ya decretaron oficialmente, por ley, el día 19 de mayo como el día de la hepatitis.

Más durante la Asamblea de la Organización Mundial de la Salud, para agradar China, los ministros presentes decidieron alterar la fecha para el día 28 de julio. Curioso que el ministerio de la salud de Brasil que hizo la proposición del día 19 de mayo, así como también la World Hepatitis Alliance, aceptaron callados y sin contra-argumentar la nueva fecha. Debemos destacar que tuvo países que no aceptaron el 28 de julio, por eso la resolución de la OMS deja de libre elección cualquiera otra fecha a los países miembros.

¿Pero porque la pasividad sobre la mudanza de la fecha? Podemos considerar dos hipótesis en especial:

1 - Que la resolución de la OMS no establece metas, fechas o la aplicación de recursos por parte de los estados, estableciendo en el apartado 8 que eso sea hecho si es necesario, lo que es muy bueno para los países que no deseen se envolver seriamente para enfrentar el problema;

2 - La resolución excluyó los infectados con hepatitis C de cualquier acción inmediata. La fuerza del lobby de los grupos de HIV/SIDA logró se imponer y desviar el foco de las acciones para los co-infectados con hepatitis y HIV/SIDA. El apartado 2 es claro y directo al colocar textualmente que: a que apoyen o posibiliten sistemas integrados y costo eficaces de prevención, control y tratamiento de las hepatitis víricas, teniendo en cuenta su relación con co-infecciones asociadas como el HIV.

Queda explicito que los infectados con hepatitis C y SIDA tendrán derecho a todo lo relativo a cuidados y tratamientos, ya los infectados solamente con la hepatitis C quedarán como enfermos de segunda clase.

Aún, ayer, día 28 de julio, fue observado (en Brasil) que la mayoría de las informaciones divulgadas sobre prevención de la hepatitis C informaba que la mejor forma para evitar la hepatitis C es el uso del condón al practicar el acto sexual. Tales gestores de la salud consideran ser la hepatitis C una enfermedad de transmisión sexual, desconociendo o discordando de todos los conceptos científicos que aseguran ser la transmisión sexual una forma rara de acontecer la transmisión.

¿Qué se logra con una información qué simplemente desinforma y deseduca? Que la población, si no se considerar estar en un grupo promiscuo estará creyendo que no se encuentra en un grupo de riesgo y, de ésa forma, no pensara ser necesario realizar la prueba de detección. Para el gobierno cuanto menos sepan que están enfermos mejor, pues estará ahorrando en tratamientos y medicamentos y, aún, como los infectados estarán muriendo más jóvenes estarán en un futuro próximo ahorrando en el pago de jubilaciones.

Venturosamente la Sociedad Brasileña de Hepatología (SBH) junto con la Federación de las Asociaciones de Atletas Profesionales (FAAP) dio inicio a una campaña para alertar sobre la necesidad de realizar la prueba, ya que es una enfermedad silenciosa, sin síntomas. Destacamos que algunos pocos ayuntamientos realizan este semana acciones de diagnostico. La SBH y los ayuntamientos merecen nuestro aplauso.

Estoy totalmente deprimido al observar que el movimiento de SIDA logró colocar las hepatitis bajo su cuidados y pasó a dictar los rumbos, pero ellos merecen, pues son más activos, conocedores y luchadores que los pocos grupos existentes en las hepatitis. Lamento por los infectados solamente con las hepatitis, en especial la hepatitis C que nada tiene a ver con SIDA o hepatitis B y debería poseer un departamento propio dentro de la gestión de la salud.

Sigue al final la resolución de la OMS, con grifos nuestros en destaque.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



63.ª ASAMBLEA MUNDIAL DE LA SALUD
WHA63.18
Punto 11.12 del orden del día 21 de mayo de 2010

Hepatitis virales


La 63.ª Asamblea Mundial de la Salud,

Habiendo examinado el informe sobre hepatitis virales;(Documento A63/15)

Teniendo en cuenta que alrededor de 2000 millones de personas se han infectado con el virus de la hepatitis B y que unos 350 millones de personas padecen la forma crónica de la enfermedad;

Considerando que la hepatitis C no es aún prevenible mediante vacunación y que en aproximadamente el 80% de los casos esa infección se vuelve crónica;

Considerando la gravedad de las hepatitis virales como un problema de salud pública mundial y la necesidad de sensibilizar a los gobiernos, a todas las partes y a las poblaciones para que adopten medidas de promoción de la salud, y de prevención, diagnóstico y tratamiento de la enfermedad;

Expresando su preocupación por la falta de progresos en materia de prevención y control de las hepatitis virales en los países en desarrollo, especialmente en el África subsahariana, debido a la falta de acceso a tratamientos y atención asequibles y apropiados, así como de un enfoque integrado de la prevención y las medidas de control de la enfermedad;

Considerando la necesidad de abordar con una perspectiva global todas las formas de hepatitis viral, prestando especial atención a las hepatitis virales B y C, que son las que conllevan mayores tasas de morbilidad;

Recordando que una de las vías de transmisión de los virus de las hepatitis B y C es la parenteral y que la Asamblea de la Salud, en su resolución WHA28.72 sobre la utilización y el suministro de sangre y productos sanguíneos humanos recomendó el establecimiento de servicios públicos nacionales de donación de sangre, y en la resolución WHA58.13 acordó instituir el Día Mundial del Donante de Sangre, y que en ambas resoluciones la Asamblea de la Salud reconoció la necesidad de que las personas que reciben sangre tengan acceso a sangre segura;

Reafirmando la resolución WHA45.17 sobre inmunización y calidad de las vacunas, que insta a los Estados Miembros a incluir las vacunas contra la hepatitis B en los programas nacionales de inmunización;

Considerando la necesidad de reducir las tasas de mortalidad por cáncer hepático, y el hecho de que las hepatitis virales causan el 78% de los casos de cáncer hepático primario;

Considerando los vínculos de colaboración existentes entre las medidas de prevención y control de las hepatitis virales y las de enfermedades infecciosas como el VIH y otras enfermedades de transmisión sexual o sanguínea;

Reconociendo la necesidad de reducir la incidencia para prevenir y controlar las hepatitis virales, de facilitar el acceso a un diagnóstico correcto y de poner en marcha programas de tratamiento en todas las regiones;

Reconociendo asimismo la necesidad de universalizar las prácticas de inyección seguras que promueve la Red Mundial OMS en pro de la Seguridad de las Inyecciones (SIGN),

1. RESUELVE que el 28 de julio, o la fecha que cada Estado Miembro decida, sea designado Día Mundial contra la Hepatitis, como oportunidad para educar al respecto y lograr que se comprenda mejor el problema de salud pública mundial que suponen las hepatitis virales, así como para estimular el fortalecimiento de las medidas preventivas y de control de esas enfermedades en los Estados Miembros;

2. INSTA a los Estados Miembros:

1) a que implementen sistemas de vigilancia epidemiológica o mejoren los existentes y refuercen la capacidad de laboratorio, cuando proceda, a fin de obtener información fiable para orientar las medidas de prevención y control;

2) a que apoyen o posibiliten sistemas integrados y costoeficaces de prevención, control y tratamiento de las hepatitis virales, teniendo en cuenta su relación con coinfecciones asociadas como el VIH, mediante la colaboración multisectorial entre las instituciones sanitarias y educativas, organizaciones no gubernamentales y la sociedad civil, incluidas medidas para reforzar la seguridad y calidad y la regulación de los productos sanguíneos;

3) a que incorporen en su contexto específico las políticas, estrategias e instrumentos recomendados por la OMS con el fin de definir y aplicar medidas preventivas y diagnósticas y brindar asistencia a la población afectada por las hepatitis virales, y en particular a las poblaciones migrantes y vulnerables;

4) a que fortalezcan los sistemas nacionales de salud para abordar eficazmente la prevención y el control de las hepatitis virales mediante medidas de promoción de la salud y vigilancia nacional, incluidos instrumentos para la prevención, el diagnóstico, y el tratamiento de las hepatitis virales, la vacunación, la información, la comunicación y la seguridad de las inyecciones;

5) a que ofrezcan estrategias de vacunación, medidas de control de las infecciones y medios para garantizar la seguridad de las inyecciones para los profesionales de la salud;

6) a que usen recursos nacionales e internacionales, ya sea humanos o económicos, para respaldar el fortalecimiento de los sistemas de salud a fin de ofrecer a las poblaciones locales las intervenciones más costoeficaces y asequibles adaptadas a la situación epidemiológica local;

7) a que consideren, según sea necesario, mecanismos legislativos nacionales para el uso de las flexibilidades mencionadas en el Acuerdo sobre los Aspectos de los Derechos de Propiedad Intelectual relacionados con el Comercio con el fin de fomentar el acceso a productos farmacéuticos específicos;(El Consejo General de la OMC, en su decisión de 30 de agosto de 2003 sobre la Aplicación del párrafo 6 de la Declaración de Doha relativa al Acuerdo sobre los ADPIC y la Salud Pública decidió que "por "producto farmacéutico" se entiende cualquier producto patentado, o producto manufacturado mediante un proceso patentado, del sector farmacéutico necesario para hacer frente a los problemas de salud pública reconocidos en el párrafo 1 de la Declaración. Queda entendido que estarían incluidos los ingredientes activos necesarios para su fabricación y los equipos de diagnóstico necesarios para su utilización)

8) a que consideren, si es necesario, la posibilidad de usar todos los medios administrativos y legales al alcance para promover el acceso a tecnologías de prevención, diagnóstico y tratamiento de las hepatitis virales;

9) a que desarrollen y pongan en marcha instrumentos de vigilancia y evaluación con el fin de evaluar los progresos hacia la reducción de la carga de las hepatitis virales y de orientar estrategias basadas en datos probatorios para las decisiones de política relacionadas con las actividades preventivas, diagnósticas y terapéuticas;

10) a que promuevan la celebración del Día Mundial contra la Hepatitis el 28 de julio de cada año, o en la fecha en que cada Estado Miembro decida;

11) a que fomenten la completa seguridad de las inyecciones en todos los niveles de los sistemas nacionales de salud;

3. PIDE a la Directora General:

1) que, en colaboración con los Estados Miembros, establezca las directrices, estrategias, objetivos sujetos a plazos e instrumentos para la vigilancia, la prevención y el control de las hepatitis virales;

2) que brinde el apoyo necesario para el desarrollo de la investigación científica relacionada con la prevención, el diagnóstico y el tratamiento de las hepatitis virales;

3) que mejore la evaluación del impacto económico mundial y regional y estime la carga de las hepatitis virales;

4) que apoye, cuando corresponda, a los Estados Miembros con recursos limitados en la realización de actividades para conmemorar el Día Mundial contra la Hepatitis;

5) que invite a las organizaciones internacionales, a las instituciones financieras y a otros asociados a apoyar y a asignar de forma equitativa, eficiente e idónea recursos para el fortalecimiento de los sistemas de vigilancia, los programas de prevención y control, la capacidad diagnóstica y de laboratorio, y el tratamiento de las hepatitis virales en los países en desarrollo;

6) que refuerce la Red Mundial OMS en pro de la Seguridad de las Inyecciones;

7) que colabore con otras organizaciones del sistema de las Naciones Unidas, asociados, organizaciones internacionales y otros interesados pertinentes para potenciar el acceso a tratamientos asequibles en los países en desarrollo;

8) que informe a la 65.ª Asamblea Mundial de la Salud, por conducto del Consejo Ejecutivo, sobre la aplicación de la presente resolución.

Octava sesión plenaria, 21 de mayo de 2010
A63/VR/8





Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 28.7.2010