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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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15/03/2010


Triste futuro para os infectados com as hepatites B e C


As hepatites B e C possuem duas importantes características pelas quais deveriam ser consideradas doenças comuns e aceitas socialmente pela população, tal quais são aceitas sem maior temor de convívio social uma simples gripe, um resfriado, pressão alta ou o diabetes, mas lamentavelmente estamos caminhando aceleradamente para o difícil caminho do estigma em relação às hepatites e, como conseqüência a discriminação, sendo esse, tal vez, o maior efeito adverso que um infectado pode suportar.

Para falar nas características pelas quais as hepatites deveriam ser abertamente aceitas pela população no seu convívio social será necessário separar as hepatites. No caso da hepatite B existe uma vacina altamente efetiva, assim, na atualidade somente se contamina com a hepatite B quem bem quiser, o que deveria colocar a hepatite B como uma doença que não causasse temor em relação a poder ser infectado. Não podemos falar em cura para quem já está infectado com hepatite B, mas os medicamentos atuais oferecem um perfeito controle da doença evitando na grande maioria dos casos desenvolverem cirrose ou câncer no fígado.

Na hepatite C não existe uma vacina para prevenir o contagio, mas por ser uma doença que se transmite pelo sangue ou por instrumentos infectados com sangue, os casos de novos infectados e estatisticamente de significância reduzida quando comparado com o total de infectados existentes, haja visto que todo o sangue utilizado em transfusões passa por testes e que os instrumentos são descartáveis ou corretamente esterilizados. A transmissão ainda acontece, mas em grupos limitados e percentualmente de poucos indivíduos em relação ao total da população infectada. Aproximadamente 60% dos infectados com hepatite C que recebem tratamento curam definitivamente e, em curto espaço de tempo a cura superará os 80%, um panorama alentador.

Mas um dos principais efeitos arrasadores das hepatites B e C que afetam os infectados, tal vez um problema maior que desenvolver cirrose ou câncer no fígado, pode ser o estigma, a discriminação e a segregação no seu circulo familiar, social ou de trabalho causado pela falta de informação ou pela divulgação de informações erradas ou incompletas em relação a quem pode estar infectado e os motivos pelos quais um indivíduo pode ter sido infectado.

Faz já 12 anos que estou empenhado não somente na divulgação das hepatites, mas também para tentar evitar que informações distorcidas ou erradas cheguem à população, aos médios de comunicação, aos nossos governantes, pois devemos evitar que seja criada uma idéia totalmente errada do que realmente são as hepatites, como elas são transmitidas, quem pode ser infectado e quem pode estar infectado. Em saúde não existe pior medicamento que a informação incorreta ou incompleta, principalmente quando a informação afeta a qualidade de vida do infectado.

Tristemente devo reconhecer que a cada dia estamos caminhando no sentido inverso à boa e correta informação. Estimo que até estejamos correndo o risco de chegar ao extremo de considerar os infectados pelas hepatites B e C como parias humanos, culpando-os por um passado libertino, sem regras sociais e, por isso, hoje são os únicos culpados por estarem doentes com uma enfermidade de submundo. Se essa interpretação prevalecer, acabarão os infectados com as hepatites B e C excluídos do convívio social, das oportunidades de trabalho digno ou, até poderão ser segredados em guetos.

Para tentar explicar de maneira mais fácil e compreensível, pois o assunto e complexo, vou colocar alguns exemplos de situações que são vivenciadas atualmente, fazendo ao final o julgamento para tentar encontrar quem e o culpado em cada uma das situações. Uma leitura com calma pode explicar qual poderá ser o resultado desse tipo de ações e atitudes.


1 - Todo infectado com hepatite C é usuário de drogas!


Estamos caminhando para que a população acredite que todos os infectados com hepatite C utilizaram drogas ilícitas e, que durante sua vida se infectaram com múltiplas doenças sexualmente transmissíveis ou realizaram tatuagens despreocupadamente.

O resultado dessa interpretação e fruto de diversas situações. Por um lado pessoas famosas que somente tem hepatite C raramente querem dar um testemunho, em geral não querem falar publicamente que são portadores ou já curaram a hepatite C por achar que isso as pode prejudicar na sua vida social ou de trabalho.

Mas existem pessoas famosas que sim aparecem e dão testemunhos informando que eles estão com hepatite C, contando como aconteceu o contagio. O problema é que a grande maioria desses famosos se contaminou pelo uso de drogas ilícitas. Qualquer jornalista gosta de dar cobertura com amplo destaque quando alguém famoso decide contar sua historia e isso envolve sexo e drogas, como aconteceu com muitas estrelas internacionais como Keith Moon, Jimi Hendrix, Steven Tyler, o baterista Topper Headon do grupo Aerosmith's, Pamela Anderson, Jack Davenport, ator em Piratas do Caribe, Naomi Judd, David Crosby, etc..

Um anuncio publicitário alertando sobre a hepatite C que está sendo veiculado na TV da Inglaterra e pode ser visto em: http://www.healthcarerepublic.com/news/987634/Rock-stars-highlight-hepatitis-C-risks/ mostra claramente que se você foi ou continua sendo usuário de drogas ou fez tatuagens, pode estar infectado com hepatite C, mostrando todo tipo de instrumento para utilização de drogas.

Ao mesmo tempo, também na Inglaterra, a BBC NEWS dá destaque esta semana a uma matéria que leva o nome de "Meu estilo de vida me colocou em risco" onde a entrevistada e uma mulher que admite que foi por culpa de seu estilo de vida de alto risco, utilizando drogas injetáveis e praticando sexo não seguro que resultaram na contaminação com a hepatite C. "Eu gostava de ser muito rebelde, o uso de drogas foi escolha pessoal e sexo foi uma vontade de mulher". "Eu assumi um monte de riscos, de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, colocando-me em situações perigosas".

Matérias desse tipo não faltam nos jornais e nas TVs e isso está acontecendo não somente na Inglaterra e sim em muitos países, praticamente no mundo tudo. O resultado é que está se formando uma opinião errada sobre quem pode ter hepatite C devido a que somente a informação dos infectados pelo uso de drogas estarem sendo divulgadas.

Esse tipo de informação começou a ser divulgada nos últimos quatro ou cinco anos e, curiosamente nos países onde mais se divulga que o contagio aconteceu pelo uso de drogas se observa que o número de diagnósticos e de tratamentos está diminuindo. A causa dessa diminuição ainda não foi estabelecida, mas não podemos descartar que se uma pessoa se guia pelas informações mais divulgadas ela vai se questionar sobre a necessidade de realizar o teste, pois se nunca utilizou drogas ilícitas ou se teve uma vida sexual considerada normal, será praticamente certo que não apresenta possibilidades de ter contraído a hepatite C. Então, para que fazer o teste?

Podemos então culpar os famosos que pelo uso de drogas ilícitas contraíram hepatite C por divulgar informações que aumentam o estigma da população em relação a todos os infectados com hepatite C? A minha resposta é um categórico NÃO. Os culpados são os anônimos e famosos infectados somente com a hepatite C que preferem ficar calados e que por medo não assumem a sua condição.


2 - Somente pessoas com HIV/AIDS têm hepatite C!


No mundo todo o movimento social da AIDS e mais antigo e muito mais bem estruturado e capacitado que o movimento social das hepatites. Diversos motivos resultam nessa constatação por ter sido a descoberta da AIDS anterior a hepatite C e, ainda, porque a AIDS vinte anos atrás matava, o que levou os infectados a dar a cara e lutar por atenção por parte dos governos. Aconteceu uma mobilização geral, os governos estabeleceram programas, os infectados formaram ONGs e então passa a acontecer uma parceria onde os lideres do movimento passam a coordenar os programas de HIV/AIDS dos governos.

A contratação dos antigos lideres do movimento social para coordenar os programas governamentais tem seus prós e contras. Na ocasião se divulgava que a AIDS era uma epidemia que atingia somente homens, assim os programas objetivavam evitar a transmissão homossexual, pouco se alertando às mulheres sobre a possibilidade do contagio. As mulheres foram praticamente ignoradas e o resultado e que atualmente em alguns países o número de mulheres com AIDS e superior ao de homens.

Não somente aconteceu o erro estratégico de não discutir o assunto fora dos grupos homossexuais, como também os programas se concentraram na AIDS dando menor atenção a outras doenças sexualmente transmissíveis ou de contaminação pelo sangue, resultando em um efetivo controle da transmissão da AIDS, mas não conseguindo resultados nas outras doenças, até algumas delas tiveram aumento no número de casos.

A falta de dialogo com outros envolvidos fez que a transmissão de doenças entre usuários de drogas injetáveis fosse um sucesso em relação a AIDS. Estudos mostram que nos grupos de usuários de drogas injetáveis a contaminação pelo HIV/AIDS e de somente 3,4%, já nos mesmos grupos a infecção com a hepatite C chega aos 41,8%. (British Medical Journal, doi:10.1136/bmj.38286.841227.7C -published 12 November 2004).

Ao não consultar especialistas em outras doenças foi ignorado que o vírus da hepatite C permanece ativo por até 72 horas numa amostra de sangue com alta carga viral. O vírus da AIDS morre em minutos. Ao não discutir de forma ampla o assunto, o resultado foi o controle da transmissão do HIV/AIDS entre os usuários de drogas, mas a maioria acabou infectada com hepatite C.

Esses erros são coisa do passado e não adianta procurar os culpados, o importante e que não se repitam e devemos pensar no que fazer daqui para frente. Lamentavelmente não é o que podemos observar.

ONGs americanas denunciam que nos Estados Unidos a verba federal para cuidar da hepatite C representa somente 2% da verba destinada aos programas de HIV/AIDS é que a culpa disso e que os programas de hepatites são coordenados por pessoas com HIV/AIDS co-infectadas com hepatite C, assim, todos os esforços estão direcionados para os co-infectados e muito pouco e realizado para os que estão infectados somente com hepatite C.

No Brasil a situação não é muito diferente. As diretrizes de tratamento e os números demonstram isso de maneira fiel e contundente, de forma inquestionável. Por exemplo, um co-infectado HIV/HCV tem direito a tudo dentro da Portaria 34/2007 que regulamentou o tratamento pelo SUS, sem importar o genótipo nem o grau de fibrose. Já quem tem somente hepatite C deverá aguardar piorar seu estado de saúde até chegar a uma fibrose F2 para receber tratamento e, se estiverem infectados com os genótipos 2 e 3 estarão condenados a serem tratados com o ultrapassado interferon convencional.

Em relação aos números e só citar que dos 600.000 infectados com HIV/AIDS, 200.000 recebem tratamento pelo SUS, assim, 1 de cada 3 infectados está recebendo tratamento. Já na hepatite C existem entre 3 e 4 milhões de infectados dos quais aproximadamente 10.000 recebem tratamento a cada ano, a relação resulta em que aproximadamente 1 de cada 350 infectados recebe tratamento pelo SUS.

É necessário se repensar e discutir como os governos estão realizando as estratégias em relação à hepatite C antes que o problema chegue a um ponto irreversível.

Podemos então culpar os co-infectados com HIV/AIDS e hepatite C por terem tomado conta dos programas de hepatites? A minha resposta é um categórico NÃO, inclusive devemos bater palmas para eles, pois primeiro deram a cara assumindo a luta social sem medo de aparecer, depois estudaram como funciona o sistema público de saúde e como fazer o controle social dos governantes, passando então a reivindicar recursos e políticas públicas. Isso resultou em serem convidados para assumir programas de AIDS e agora de hepatites. Se o convite foi realizado para aproveitar o conhecimento ou para os "cooptar" já que eram responsáveis por denuncias, ações judiciais e exposição do problema na mídia não vêm ao caso de ser discutido neste momento. Fica obvio que se eles estão cuidando mais da co-infecção HIV/HCV em detrimento dos mono infectados com hepatite C isso e resultado de que cada um deve cuidar de seu jardim, dos problemas que atingem seu grupo em primeiro lugar, pois e ali que aperta o sapato.

Se os programas de hepatites não estão sendo conduzidos por infectados somente com hepatite a culpa e a falta de interes e de capacitação dos grupos de pacientes, os quais são tímidos nas reivindicações, poucos capacitados e preferem ser "amigos" do governante de plantão que ficar denunciando a falta de resultados.


3 - Pessoas com hepatite B ou C são altamente perigosas!


É só fazer uma leitura de qualquer edital de concurso público para admissão em qualquer repartição, inclusive no próprio ministério da saúde. Entre os exames solicitados se encontram os das hepatites B e C, mas não são exigidos exames para saber se o candidato tem HIV/AIDS, sífilis, clamídia, gonorréia, HTLV, etc..

Qualquer individuo que tomar conhecimento do exigido no edital vai interpretar que as hepatites B e C são as duas doenças mais perigosas do planeta, muito mais que o HIV/AIDS, sífilis, clamídia, gonorréia, HTLV, pois somente os testes das hepatites B e C são solicitados.

Se o próprio ministério da saúde faz essa exigência, podemos então avaliar o tamanho do descaso que os gestores estão tendo com as hepatites.

Podemos então culpar o governo e em especial o ministério da saúde por isso? A minha resposta, sem medo de estar fazendo novos inimigos é um rotundo e sonoro SIM.


4 - A hepatite B não é um problema!


Pelo menos, pelos critérios de vacinação estabelecidos pelo ministério da saúde do Brasil não parece ser um problema que possa atingir toda a população. Critérios esses incompressíveis já que a vacina custa muito pouco e, ainda, é fabricada pelos laboratórios oficiais, motivos pelos quais ampliar a vacinação não seria uma despesa muito alta.

Não deveriam existir doenças que possuem vacinas efetivas, pois vacinando a população a doença desaparece ou se transforma em um assunto de muitos poucos casos, fáceis de controlar, tal qual acontece com as bem sucedidas campanhas de vacinação na paralisia, febre amarela, rubéola, coqueluche, difteria, sarampo e caxumba.

Países vizinhos como o Peru e a Venezuela, bem mais pobres e com menor estrutura sanitária, já em 2009 e 2010 estão vacinando 80% da população para prevenir a hepatite B. Com certeza a hepatite B será controlada e em alguns anos estará eliminada. Cuba vacinou toda a população e acabou com novos casos de hepatite B. Porque não seguir esses exemplos de nossos vizinhos?

Não devemos esquecer que existem dois milhões de infectados cronicamente com hepatite B no Brasil, sendo por isso a hepatite B a maior DST e a que infecta um maior número de brasileiros. Pior ainda, a transmissão sexual da hepatite B acontece com uma facilidade até 100 vezes maior que a AIDS. Toda pessoa em idade sexual ativa está sujeita a ser infectada com hepatite B, por tanto, o problema de atingir toda a população existe e assim deveria ser interpretado.

A vacina para hepatite B é aplicada gratuitamente em postos de saúde em crianças e adolescentes de até 19 anos de idade e para alguns grupos especiais, como vítimas de abuso sexual, vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção por hepatite B (VHB), comunicadores sexuais de portadores do VHB, profissionais de saúde, hepatopatias crônicas e portadores de hepatite C, doadores de sangue, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea, doadores de órgãos sólidos ou de medula óssea, potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos, nefropatias crônicas/dialisados/síndrome nefrótica, convívio domiciliar contínuo com pessoas portadoras de VHB, asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas, fibrose cística (mucoviscidose), doença autoimune, imunodeprimidos, populações indígenas, usuários de drogas injetáveis, inaláveis ou pipadas, pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas etc.), carcereiros de delegacias e penitenciárias, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários, profissionais envolvidos em atividade de resgate.

Neste momento a vacinação gratuita está sendo ampliada, passando a incluir gestantes, após o primeiro trimestre de gestação, lésbicas, bissexuais e transgêneros, manicures, pedicures e podólogos, populações de assentamentos e acampamentos, portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), caminhoneiros, doenças do sangue e hemofílicos

Aplaudo a atitude da ampliação dos grupos de risco, evidentemente um resultado da incorporação da hepatite B no programa DST/AIDS, mas estão esquecendo que se adultos estão se infectando por via sexual com AIDS, também adultos com vida sexual ativa estão se infectando com hepatite B. Chegou a hora de avaliar a ampliação da faixa etária, fabricar mais vacinas e fazer uma campanha abrangente, pois insisto que a hepatite B é sim um grave problema, já que uma vez infectado não existe ainda a cura.

Em relação a programas do governo continuo a insistir para visitar a página com informações sobre doenças sexualmente transmissíveis do Programa DST/AIDS/Hepatites que se encontra em www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS8B526207PTBRIE.htm onde poderão verificar que absurdamente a hepatite B não está sequer relacionada como uma doença sexualmente transmissível e nenhuma informação e colocada sobre cuidados ou formas de prevenção.

Em palestras, pessoas acima dos 19 anos sem dinheiro para aplicar a vacina em clinicas particulares me perguntam se é possível receber a vacina gratuitamente, pois estão com medo de um possível contagio. Respondo perguntando se sabem se seu parceiro(a) está infectado com hepatite B, o que evidentemente desconhecem, então lembro a eles que a vacina e aplicada gratuitamente a pessoas de qualquer idade que sejam "comunicadores sexuais de portadores de hepatite B". Em resumo, se você suspeitar que esteja saindo com alguém suspeito de estar infectado com hepatite B, o melhor e informar isso no posto e assim receber a vacina gratuitamente.

Uma situação muito mais ética e benéfica para toda a sociedade e a pessoa tornar-se um doador de sangue, para o qual antes de doar é necessário que a pessoa tome a vacina. Nesta condição também a vacina e aplicada gratuitamente nos postos de saúde já que os doadores de sangue de qualquer idade estão incluídos nos grupos beneficiados.

Podemos então culpar o ministério da saúde por isso? A minha resposta é SIM.


FINALIZANDO:

Sei que a visão de um gestor público e muito diferente da que vê ou sente um individuo ou a família de um infectado com hepatite B ou C, com tempos, ansiedades e panoramas diferentes, mas os pontos acima colocados relatam situações reais, nada disso e ficção ou crônica de um romance.

A minha interpretação não é uma teoria conspiratória nem fruto de uma mente paranóica. Podem existir interpretações diferentes, as quais democraticamente respeito e me coloco a disposição para escutar e discutir. A minha interpretação não é uma verdade absoluta.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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15/03/2010


Triste futuro para los infectados con las hepatitis B y C


Las hepatitis B y C poseen dos importantes características por las cuales deberían ser consideradas enfermedades comunes y aceptadas socialmente por la población, tal cual son aceptadas sin mayor temor de convivencia social una simple gripe, un resfriado, presión alta o el diabetes, pero lamentablemente estamos caminando rápidamente para el difícil camino del estigma con relación a las hepatitis y, como consecuencia la discriminación, siendo ése, tal vez, el mayor efecto adverso que un infectado puede sobrellevar.

Para hablar en las características por las cuales las hepatitis deberían ser abiertamente aceptas por la población en su convivencia social será necesario separar las hepatitis. En el caso de la hepatitis B existe una vacuna altamente efectiva, así, en la actualidad solamente se contagia con la hepatitis B quien bien así lo quiera, lo que debería colocar la hepatitis B como una enfermedad que no causase temor con relación a poder ser infectado. No podemos hablar en cura para quien ya está infectado con hepatitis B, pero los medicamentos actuales ofrecen un perfecto control de la enfermedad evitando en la gran mayoría de los casos desarrollar cirrosis o cáncer en el hígado.

En la hepatitis C no existe una vacuna para prevenir el contagio, pero por ser una enfermedad que se transmite por la sangre o por instrumentos infectados con sangre, los casos de nuevos infectados son estadísticamente de significancia reducida cuando comparado con el total de infectados existentes, haya visto que toda la sangre utilizada en transfusiones pasa por pruebas y que los instrumentos son desechables o correctamente esterilizados. La transmisión aún acontece, pero en grupos limitados y porcentualmente de pocos individuos con relación al total de la población infectada. Aproximadamente 60% de los infectados con hepatitis C que reciben tratamiento curan definitivamente y, en corto espacio de tiempo la cura superará los 80%, un panorama alentador.

Pero uno de los principales efectos arrasadores de las hepatitis B y C que afectan los infectados, tal vez un problema mayor que desarrollar cirrosis o cáncer en el hígado, puede ser el estigma, la discriminación y la segregación en su circulo familiar, social o de trabajo causado por la falta de información o por la divulgación de informaciones erradas o incompletas con relación a quien pueda estar infectado y los motivos por los cuales un individuo puede haber sido infectado.

Hace ya 12 años que estoy empeñado no solamente en la divulgación de las hepatitis, pero también para intentar evitar que informaciones distorsionadas o equivocadas lleguen a la población, a los medios de comunicación, a nuestros gobernantes, pues debemos evitar que sea creada una idea totalmente errada de lo que realmente son las hepatitis, como ellas se transmiten, quien puede ser infectado y quien puede estar infectado. En salud no existe peor medicamento que la información incorrecta o incompleta, principalmente cuando la información afecta la calidad de vida del infectado.

Tristemente debo reconocer que a cada día estamos caminando en el sentido inverso a la buena y correcta información. Estimo que hasta estemos corriendo el riesgo de llegar al extremo de considerar los infectados por las hepatitis B y C como parías humanos, culpándolos por un pasado libertino, sin reglas sociales y, por eso, hoy son los únicos culpables por estar enfermos con una enfermedad de submundo. Si esa interpretación prevalece, acabarán los infectados con las hepatitis B y C excluidos de la convivencia social, de las oportunidades de trabajo digno o, hasta podrán ser segregados en guetos.

Para intentar explicar de manera más fácil y comprensible, pues el asunto es complejo, voy a colocar algunos ejemplos de situaciones que son vividas actualmente, haciendo al final el juicio para intentar encontrar quien es el culpable en cada una de las situaciones. Una lectura con calma puede explicar cual podrá ser el resultado de ése tipo de acciones y actitudes.


1 - ¡Todo infectado con hepatitis C es usuario de drogas!


Estamos caminando para que la población crea que todos los infectados con hepatitis C utilizaron drogas ilícitas y que durante su vida se infectaron con múltiplas enfermedades sexualmente transmisibles o realizaron tatuajes despreocupadamente.

El resultado de ésa interpretación es fruto de diversas situaciones. Por un lado personas famosas que solamente tienen hepatitis C raramente quieren dar un testimonio, en general no quieren hablar públicamente que son portadores o ya curaron la hepatitis C por pensar que eso las puede perjudicar en su vida social o de trabajo.

Pero existen personas famosas que sí aparecen y dan testimonios informando que ellos están con hepatitis C, contando como aconteció el contagio. El problema es que la gran mayoría de esos famosos se contagio por el uso de drogas ilícitas. A cualquier periodista le gusta dar cobertura con amplio destaque cuando alguien famoso decide contar su historia y eso envuelve sexo y drogas, como aconteció con muchas estrellas internacionales como Keith Moon, Jimi Hendrix, Steven Tyler, el baterista Topper Headon del grupo Aerosmith's, Pamela Anderson, Jack Davenport, actor en Piratas del Caribe, Naomi Judd, David Crosby, etc..

Un anuncio publicitario alertando sobre la hepatitis C que está siendo vehiculado en la TV de Inglaterra y puede ser visto en: http://www.healthcarerepublic.com/news/987634/Rock-stars-highlight-hepatitis-C-risks/ muestra claramente que si usted fue o continúa siendo usuario de drogas o hizo tatuajes, puede estar infectado con hepatitis C, mostrando todo tipo de instrumento para utilización de drogas.

Al mismo tiempo, también en Inglaterra, la BBC NEWS da destaque esta semana a una materia que lleva el nombre de "Mi estilo de vida me colocó en riesgo" donde la entrevistada es una mujer que admite que fue por culpa de su estilo de vida de alto riesgo, utilizando drogas inyectables y practicando sexo no seguro que resultaron en la contaminación con la hepatitis C. "Me gustaba ser muy rebelde, el uso de drogas fue elección personal y sexo fue una voluntad de mujer". "Asumí un monte de riesgos, de enfermedades sexualmente transmisibles, embarazo indeseado, metiéndome en situaciones peligrosas".

Materias de ése tipo no faltan en los periódicos y en las TVs y eso está aconteciendo no solamente en Inglaterra y sí en muchos países, prácticamente en el mundo todo. El resultado es que está se formando una opinión equivocada sobre quien puede tener hepatitis C debido a que solamente es la información de los infectados por el uso de drogas que están siendo divulgadas.

Ese tipo de información empezó a ser divulgada en los últimos cuatro o cinco años y, en los países donde más se divulga que el contagio aconteció por uso de drogas curiosamente se observa que el número de diagnósticos y de tratamientos está disminuyendo. La causa de ésa disminución todavía no fue establecida, pero no podemos descartar qué si una persona se guía por las informaciones más divulgadas ella va a se cuestionar sobre la necesidad de realizar la prueba, pues si nunca utilizó drogas ilícitas o si tuvo una vida sexual considerada normal, será prácticamente cierto qué no presenta posibilidades de haber contraído la hepatitis C. ¿Entonces, para que hacer la prueba?

¿Podemos entonces culpar los famosos qué por el uso de drogas ilícitas contrajeron hepatitis C por divulgar informaciones qué aumentan el estigma de la población con relación a todos los infectados con hepatitis C? Mi respuesta es un categórico NO. Los culpables son los anónimos y famosos infectados solamente con la hepatitis C que prefieren se quedar callados y que por miedo no asumen su condición.


2 - ¡Solamente personas con HIV/AIDS tienen hepatitis C!


En el mundo todo el movimiento social del SIDA es más antiguo y mucho más bien estructurado y capacitado que el movimiento social de las hepatitis. Diversos motivos resultan en esa constatación por haber sido el hallazgo del SIDA anterior a la hepatitis C y, aún, porque el SIDA veinte años atrás mataba, lo que llevó los infectados a dar la cara y luchar por atención por parte de los gobiernos. Aconteció una movilización general, los gobiernos establecieron programas, los infectados formaron ONGs y pasa a acontecer una aparcería donde los líderes del movimiento pasan a coordinar los programas de HIV/AIDS de los gobiernos.

La contratación de los antiguos líderes del movimiento social para coordinar los programas gubernamentales tiene sus pros y contras. En la ocasión se divulgaba que el SIDA era una epidemia que alcanzaba solamente hombres, así los programas objetivaban evitar la transmisión homosexual, poco se alertando a las mujeres sobre la posibilidad del contagio. Las mujeres fueron prácticamente ignoradas y el resultado es que actualmente en algunos países el número de mujeres con SIDA es superior al de hombres.

No solamente aconteció el error estratégico de no discutir el asunto fuera de los grupos homosexuales, como también los programas se concentraron en el SIDA dando menor atención a otras enfermedades sexualmente transmisibles o de contaminación por la sangre, resultando en un efectivo control de la transmisión del SIDA, pero no logrando resultados en las otras enfermedades, hasta algunas de ellas tuvieron aumento en el número de casos.

La falta de dialogo con otros involucrados hizo que la transmisión de enfermedades entre usuarios de drogas inyectables fuese un suceso con relación al SIDA. Estudios muestran que en los grupos de usuarios de drogas inyectables la contaminación por el HIV/AIDS es de solamente 3,4%, ya en los mismos grupos la infección con la hepatitis C llega a los 41,8%. (British Medical Journal, doi:10.1136/bmj.38286.841227.7C -published 12 November 2004).

Al no consultar especialistas en otras enfermedades fue ignorado que el virus de la hepatitis C permanece activo por hasta 72 horas en una muestra de sangre con alta carga vírica. El virus del SIDA muere en minutos. Al no discutir de forma amplia el asunto, el resultado fue el control de la transmisión del HIV/AIDS entre los usuarios de drogas, pero la mayoría acabó infectada con hepatitis C.

Esos errores son cosa del pasado y no adelanta buscar los culpables, lo importante es que no se repitan y pensemos en lo que hacer de aquí para frente. Lamentablemente no es lo que podemos observar.

ONGs americanas denuncian que en Estados Unidos el dinero federal para cuidar de la hepatitis C representa solamente 2% del dinero destinado a los programas de HIV/AIDS y, que la culpa de eso es que los programas de hepatitis son coordinados por personas con HIV/AIDS co-infectadas con hepatitis C, así, todos los esfuerzos están dirigidos para los co-infectados y muy poco es realizado para los que están infectados solamente con hepatitis C.

En Brasil la situación no es muy diferente. Las directrices de tratamiento y los números demuestran eso de manera fiel y contundente, de forma incuestionable. Por ejemplo, un co-infectado HIV/HCV tiene derecho a todo dentro del consenso 34/2007 que regula el tratamiento en el sistema público de salud, sin importar el genotipo ni el grado de fibrosis. Ya quien tiene solamente hepatitis C deberá aguardar empeorar su estado de salud hasta llegar a una fibrosis F2 para recibir tratamiento y, si están infectados con los genotipos 2 o 3 estarán condenados a ser tratados con el ultrapasado interferón convencional.

Con relación a los números es solo citar que de los 600.000 infectados con HIV/AIDS, 200.000 reciben tratamiento gratuitamente del gobierno, así, 1 de cada 3 infectados está recibiendo tratamiento. Ya en la hepatitis C existen entre 3 y 4 millones de infectados de los cuales aproximadamente 10.000 reciben tratamiento a cada año, la relación resulta en que aproximadamente 1 de cada 350 infectados recibe tratamiento gratuitamente.

Es necesario se discutir como los gobiernos están realizando las estrategias con relación a la hepatitis C antes que el problema llegue a un punto irreversible.

¿Podemos entonces culpar los co-infectados con HIV/AIDS y hepatitis C por haber tomado cuenta de los programas de hepatitis? Mi respuesta es un categórico NO, pienso inclusive que debemos aplaudir para ellos, pues fueron los primeros que dieron la cara asumiendo la lucha social sin miedo de aparecer, después estudiaron como funciona el sistema público de salud y como hacer el control social de los gobernantes, pasando entonces a reivindicar recursos y políticas públicas. Eso resultó en ser convidados para asumir programas de SIDA y ahora de hepatitis. Si la invitación fue realizada para aprovechar el conocimiento o para los "cooptar" ya que eran responsables de denuncias, acciones judiciales y exposición del problema en los medios de comunicación, no viene al caso de ser discutido en este momento. Queda evidente que si ellos están cuidando más de la co-infección HIV/HCV en detrimento de los solamente infectados con hepatitis C eso es resultado de que cada uno debe cuidar de su jardín, de los problemas que alcanzan su grupo en primer lugar, pues es allí que aprieta el zapato.

Si los programas de hepatitis no están siendo conducidos por infectados solamente por hepatitis, la culpa es la falta de interés y de capacitación de los grupos de pacientes, los cuales son tímidos en sus reivindicaciones, poco capacitados y prefieren ser "amigos" del gobernante que estar denunciando la falta de atenciones.


3 - ¡Personas con hepatitis B o C son altamente peligrosas!


Es solo hacer una lectura de cualquier llamado de concurso público para admisión en cualquier repartición del gobierno brasileño, incluso en el propio ministerio de la salud. Entre los exámenes solicitados se encuentran los de las hepatitis B y C, pero no son exigidos exámenes para saber si el candidato tiene HIV/AIDS, sífilis, clamidia, gonorrea, HTLV, etc..

Cualquier individuo que tomar conocimiento de lo exigido en la llamada va a interpretar qué las hepatitis B y C son las dos enfermedades más peligrosas del planeta, mucho más que el HIV/AIDS, sífilis, clamidia, gonorrea, HTLV, pues solamente las pruebas de las hepatitis B y C son solicitadas.

Si el propio ministerio de la salud hace esa exigencia, podemos entonces evaluar el tamaño del descaso que los gestores están teniendo con las hepatitis.

¿Podemos entonces culpar el gobierno y en especial el ministerio de la salud por eso? Mi respuesta, sin miedo de estar haciendo nuevos enemigos, es un rotundo y sonoro SI.


4 - ¡La hepatitis B no es un problema!


Por lo menos, por los criterios de vacunación establecidos por el ministerio de la salud de Brasil no parece ser un problema que pueda alcanzar toda la población. Criterios esos incompresibles ya que la vacuna cuesta muy poco y es fabricada por los laboratorios oficiales, motivos por los cuales ampliar la vacunación no sería un gasto muy alto.

No deberían existir enfermedades que poseen vacunas efectivas, pues vacunando la población la enfermedad desaparece o se transforma en un asunto de muy pocos casos, fáciles de controlar, tal cual acontece con las bien sucedidas campañas de vacunación en la parálisis, fiebre amarilla, rubéola, tos convulsa, difteria, sarampión y papera.

Países vecinos como Perú y Venezuela, bien más pobres y con menor estructura sanitaria, ya en 2009 y 2010 están vacunando 80% de la población para prevenir la hepatitis B. Con certeza la hepatitis B será controlada y en algunos años estará eliminada. Cuba vacuno toda la población y acabo con nuevos casos de hepatitis B. ¿Porque no seguir los buenos ejemplos de nuestros vecinos?

No debemos olvidar que existen dos millones de infectados crónicamente con hepatitis B en Brasil, siendo por eso la hepatitis B la mayor enfermedad sexualmente transmisible, la que infecta un mayor número de personas. Peor aún, la transmisión sexual de la hepatitis B pasa con una facilidad hasta 100 veces mayor que el SIDA. Toda persona en edad sexual activa está sujeta a ser infectada con hepatitis B, por tanto, el problema de alcanzar todo la población existe y así debería ser interpretado.

La vacuna para hepatitis B es aplicada gratuitamente en el sistema publico brasileño en niños y adolescentes de hasta 19 años de edad y para algunos grupos especiales, como víctimas de abuso sexual, víctimas de accidentes con material biológico positivo o fuertemente sospecho de infección por hepatitis B (VHB), comunicadores sexuales de portadores del VHB, profesionales de salud, hepatopatias crónicas y portadores de hepatitis C, donadores de sangre, trasplantados de órganos sólidos o de médula ósea, donadores de órganos sólidos o de médula ósea, potenciales receptores de múltiplas transfusiones de sangre o poli transfundidos, nefropatías crónicas/dializados/síndrome nefrótica, convivencia domiciliar continuo con personas portadoras de VHB, asplenia anatómica o funcional y enfermedades relacionadas, fibrosis cística (mucoviscidose), enfermedad auto inmune, inmuno deprimidos, poblaciones indígenas, usuarios de drogas inyectables o inaladas, personas reclusas (presidios, hospitales psiquiátricos, instituciones de menores, fuerzas armadas etc.), carceleros de comisarías y penitenciarías, hombres que hacen sexo con hombres, profesionales del sexo, recolectores de basura hospitalar y domiciliar, bomberos, policías militares, civiles y camineros, profesionales involucrados en actividad de rescate.

En este momento la vacunación gratuita está siendo ampliada, pasando a incluir embarazadas, después del primer trimestre de gestación, lesbianas, bisexuales y transgéneros, manicuras, pedicuras y podólogos, poblaciones de asentamientos y campamentos, portadores de Enfermedades Sexualmente Transmisibles (DST), camioneros, enfermedades de la sangre y hemofílicos

Aplaudo la actitud de la ampliación de los grupos de riesgo, evidentemente un resultado de la incorporación de la hepatitis B en el programa DST/AIDS, pero están olvidando que si adultos están se infectando por vía sexual con SIDA, también adultos con vida sexual activa están se infectando con hepatitis B. Llegó la hora de evaluar la ampliación de la faja de edad, fabricar más vacunas y hacer una campaña amplia, pues insisto que la hepatitis B es un grave problema, ya que una vez infectado no existe aún la cura.

Con relación a programas del gobierno continuo a insistir para visitar la página con informaciones sobre enfermedades sexualmente transmisibles del Programa DST/SIDA/Hepatitis que se encuentra el www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS8B526207PTBRIE.htm donde podrán verificar que absurdamente la hepatitis B no está siquiera relacionada como una enfermedad sexualmente transmisible y ninguna información es dada sobre cuidados o formas de prevención.

Durante las charlas, personas arriba de los 19 años sin dinero para aplicar la vacuna en clínicas particulares me preguntan si es posible recibir la vacuna gratuitamente, pues están con miedo de un posible contagio. Respondo preguntando se saben si su compañero(a) está infectado con hepatitis B, lo que evidentemente desconocen, entonces recuerdo a ellos que la vacuna es aplicada gratuitamente a personas de cualquier edad que sean "comunicadores sexuales de portadores de hepatitis B". En resumen, si usted sospecha que está saliendo con alguien sospechoso de estar infectado con hepatitis B, lo mejor e informar eso en el hospital y así recibir la vacuna gratuitamente.

Una situación mucho más ética y benéfica para toda la sociedad es la persona pasar a ser un donador de sangre, para lo cual antes de donar es necesario que la persona tome la vacuna. En esta condición también la vacuna es aplicada gratuitamente ya que los donadores de sangre de cualquier edad están incluidos en los grupos beneficiados.

¿Podemos entonces culpar el ministerio de la salud por eso? Mi respuesta es SI.

FINALIZANDO:

Sé que la visión de un gestor público es muy diferente de la que ve o siente un individuo o la familia de un infectado con hepatitis B o C, con tiempos, ansiedades y panoramas diferentes, pero los puntos arriba colocados relatan situaciones reales, nada de eso es ficción o crónica de un romance.

Mi interpretación no es una teoría conspiratoria ni fruto de una mente paranoica. Pueden existir interpretaciones diferentes, las cuales democráticamente respeto y me coloco a disposición para escuchar y discutir. Mi interpretación no es una verdad absoluta.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 14.3.2010