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21/06/2010


Um novo interferon que poderia ser aplicado a cada duas semanas apresenta problemas

Exemplar posicionamento da Novartis e da Human Genome Sciences Inc.

Já falamos em varias oportunidades sobre pesquisas de novos interferons e aguardávamos ansiosamente a aprovação de um deles que poderia ser aplicado a cada duas semanas. As pesquisas já se encontravam de forma tão adiantada que até o nome comercial com que seria vendido, talvez já em agosto, já tinha sido divulgado, sendo "Joulferon" na Europa e "Zalbin" nos Estados Unidos.

Mas primeiro a EMEA, a seguir o FDA, solicitaram aos pesquisadores que deveriam ser avaliados novamente alguns riscos que poderiam estar associados com a sua utilização, mas não foi divulgado pelas agencias reguladoras quais são os riscos específicos.

Em uma atitude que deve ser aplaudida as duas empresas que estão pesquisando o novo interferon, a Novartis e a Human Genome Sciences Inc. decidiram não realizar o lançamento do produto até que novos testes confirmam a total segurança com o medicamento.

As pesquisas já tinham finalizado a fase 3, considerada a fase mais importante para aprovação de um medicamento e tudo parecia correr sem problemas, mas os dois organismos que regulam e autorizam os medicamentos observaram que por se tratar de um interferon, medicamento que pode desencadear outras doenças seriam necessários novos testes.

É muito bom saber que os organismos que regulam e autorizam medicamentos nos Estados Unidos e Europa não aceitam que os medicamentos biológicos sejam considerados similares em função da não inferioridade (as pesquisas mostravam uma resposta terapêutica similar ao do interferon peguilado), mas foram observados efeitos adversos em alguns casos superiores ao do interferon peguilado, assim, a não inferioridade não pode ser utilizada como argumento quando a segurança do paciente pode estar em risco maior.

É assim que devem atuar as agencias reguladoras, com total responsabilidade. A decisão do FDA e da EMEA acontece justamente quando a ANVISA quer facilitar o registro de produtos biológicos similares no Brasil, com instrumentos que permitem solicitar o registro sem a necessidade de se realizar as três fases dos estudos clínicos em seres humanos.

Qualquer laboratório poderá comprar o principio ativo em algum país que não respeita patentes, o fracionar e o colocar nas licitações do governo. Um excelente negocio, pois ao não necessitar de estudos clínicos será o medicamento mais barato é o governo deverá respeitar a lei das licitações e o adquirir. Tal laboratório passará a ser o maior vendedor, pois em muitos medicamentos o SUS e responsável por até 90% do consumo.

Carlos Varaldo
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21/06/2010


Un nuevo interferón que podría ser aplicado a cada dos semanas presenta problemas

Ejemplar posicionamiento de la Novartis y de la Human Genome Sciences Inc.


Ya hablamos en varias oportunidades sobre investigaciones de nuevos interferones y aguardábamos anhelosamente la aprobación de uno de ellos que podría ser aplicado a cada dos semanas. Los estudios ya se encontraban de forma tan adelantada que hasta el nombre comercial con que sería vendido, tal vez ya en agosto, ya había sido divulgado, siendo "Joulferon" en Europa y "Zalbin" en Estados Unidos.

Pero primero la EMEA, a continuación el FDA, solicitaron a los investigadores que deberían ser evaluados nuevamente algunos riesgos que podrían estar asociados con su utilización, pero no fue divulgado por las agencias reguladores cuales son los riesgos específicos.

En una actitud que debe ser aplaudida las dos empresas que están investigando el nuevo interferón, la Novartis y la Human Genome Sciences Inc. decidieron no realizar el lanzamiento del producto hasta que nuevas pruebas confirman la total seguridad con el medicamento.

Los ensayos clínicos ya habían finalizado la fase 3, considerada la fase más importante para aprobación de un medicamento y todo parecía correr sin problemas, pero los dos organismos que regulan y autorizan los medicamentos observaron que por se tratar de un interferón, medicamento que puede desencadenar otras enfermedades serían necesarios nuevas pruebas.

Es muy bueno saber que los organismos que regulan y autorizan medicamentos en Estados Unidos y Europa no aceptan que los medicamentos biológicos sean considerados similares en función de la no inferioridad (las pesquisas mostraban una respuesta terapéutica similar al del interferón pegilado), pero fueron observados efectos adversos en algunos casos superiores al del interferón pegilado, así, la no inferioridad no puede ser utilizada como argumento cuando la seguridad del paciente puede estar en riesgo mayor.

Es así que deben actuar las agencias reguladoras, con total responsabilidad. La decisión del FDA y de la EMEA acontece justamente cuando la ANVISA (órgano regulador en Brasil) quiere facilitar el registro de productos biológicos similares en Brasil, con instrumentos que permiten solicitar el registro sin la necesidad de realizarse las tres fases de los ensayos clínicos en seres humanos.

Un laboratorio podrá comprar el principio activo en algún país que no respeta patentes, fraccionarlo y colocarlo en las compras del gobierno. Un excelente negocio, pues al no necesitar estudios clínicos será el medicamento más barato y el gobierno deberá respetar la ley de las licitaciones y adquirirlo. Tal laboratorio pasará a ser el mayor vendedor, pues en muchos medicamentos el sistema público de salud es responsable por hasta 90% del consumo.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 20.6.2010