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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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09/11/2009


Sobre a nova Portaria para tratamento da hepatite B


Muitas são as perguntas recebidas sobre dúvidas ou interpretações do texto da nova portaria, motivo pelo qual considero importante socializar as principais questões sobre o seu texto e sobre o medicamento Tenofovir.

1 - Sobre os medicamentos autorizados para o tratamento da hepatite B

A nova portaria autoriza a utilização dos medicamentos interferon alfa (interferon convencional), Lamivudina, Adefovir, Entecavir, Tenofovir e interferon peguilado (o interferon peguilado em situações específicas).

Mas o texto infelizmente colocou que existe uma "opção preferencial" em relação ao Tenofovir, causando confusão na sua interpretação. Muitos acham que a primeira indicação para tratamento deve ser o Tenofovir, mas "opção preferencial" não e uma obrigação e sim uma sugestão. O médico possui total liberdade de indicar o melhor medicamento, entre todos os constantes na portaria, para tratar o seu paciente, devendo se guiar pelo juramento de Hipocrates que fez quando da sua formação na faculdade. O governo colocou a disposição de médicos e pacientes "TODOS" os medicamentos.

2 - Sobre os efeitos adversos e colaterais do Tenofovir

A mencionada "opção preferencial" pelo Tenofovir foi colocada por se tratar do medicamento de menor preço existente no mercado. Ele é um excelente medicamento, muito conhecido no tratamento da AIDS, mas na hepatite B somente existem 2 anos de estudos que possam atestar sua segurança e eficácia, o que leva muitos médicos a ficarem receosos na sua indicação.

A própria portaria fez muito bem em alertar sobre restrições na sua utilização, colocando textualmente o seguinte parágrafo:

Como o Tenofovir apresenta potencial nefrotóxico, recomenda-se evitar seu uso em pacientes com alteração da função renal e/ou naqueles que apresentem comorbidades que possam determinar risco de desenvolvimento de disfunção renal, tais como:
a) diabéticos;
b) portadores de hipertensão arterial sistêmica;
c) pacientes que estejam em uso de drogas com potencial nefrotóxico.


Isto é, o Tenofovir pode em alguns (poucos) pacientes provocar problemas renais. Quando um paciente com problemas hepáticos passa a ter problemas no funcionamento dos rins a condição passa a ser chamada de um problema hepato-renal, o qual coloca em alto risco a vida do paciente. Não é somente pela creatinina que o paciente em uso do Tenofovir deve ser avaliado, pois a creatinina somente aparece alterada quando o funcionamento dos rins já se encontra afetado em 50%. Outros exames são necessários para se prever antecipadamente a perda da função renal.

Também, pacientes diabéticos (glicose em jejum acima de 110), pacientes que estejam utilizando outros medicamentos que possam afetar os rins e, pacientes com pressão alta (hipertensão) não deverão utilizar o Tenofovir para tratamento da hepatite B.

3 - Sobre a fabricação do Tenofovir

Todo o Tenofovir utilizado hoje pelo Ministério da Saúde no tratamento da AIDS e que também passa a ser utilizado no tratamento da Hepatite B e fabricado pelo detentor da patente, a empresa farmacêutica Gilead.

O Brasil fez o licenciamento compulsório sendo esperado que no segundo semestre de 2010 o laboratório Cristália através da Parceria Publico Privada com o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco passe a fabricar o Tenofovir, atendendo 50% do mercado. Além do Laboratório Cristália, o Tenofovir será produzido pelo Laboratório Notec feito em parceria coma a Fundação Ezequiel Dias (Funed). Dessa maneira, o Brasil vai diminuir o custo do medicamento, que até o ano passado era um dos mais caros usados no Programa Nacional de DST-AIDS.

Tenho certeza, pelo menos assim espero, que os testes de bio equivalência sejam realizados de forma rigorosa, para poder assegurar aos pacientes que as propriedades e o efeito do medicamento fabricado por essas empresas atendam todos os requisitos necessários.

Médicos e portadores de hepatite C ainda lembram os problemas causados com a utilização do interferon convencional no tratamento do genótipo 1. Naquela época existiam no Brasil os dois medicamentos de marca, o Roferon e o Intron-A, quando surgiram no mercado vários outros, entre eles um Cubano, um Coreano, um do laboratório Biosintética e um do laboratório Cristalia. Como pela lei de licitações os estados eram obrigados a comprar o de menor preço, em pouco tempo os medicamentos de marca perderam totalmente o mercado.

Na época muitos médicos, sociedades medicas e alguns poucos grupos de pacientes se manifestaram contra a política do menor preço, pois existiam duvidas sobre a eficácia dos interferons de segunda marca que por serem mais baratos eram comprados pelas secretarias estaduais da saúde. Até em um artigo questionei a sua eficácia e chamei esses interferons de "Interferons Tabajaras" em relação aos produtos do programa humorístico.

Hoje o retratamento dos pacientes infectados com o genótipo 1 que não conseguiram sucesso com os "Interferons Tabajaras" daquela época estão sendo retratados com o interferon peguilado e, surpreendentemente a resposta terapêutica conseguida no Brasil e 100% superior a conseguida com retratamentos em países que somente utilizaram os interferons de primeira marca (Roferon e Intron-A) ficando provado e constatado que realmente aqueles interferons não conseguiam curar a maioria dos pacientes.

O custo dessa política do menor preço causa hoje aos cofres do governo federal um custo muito maior, pois o número de pacientes que devem ser retratados por um período de 48 semanas utilizando interferon peguilado e ribavirina e o dobro dos outros países. Foi uma economia para os gestores da saúde da época, mas penalizam, de forma muito mais dispendiosa os atuais gestores. Resumindo, foi uma economia burra que, ainda, judia os pacientes que perderam o tratamento e hoje devem passar por mais um retratamento.

A colocação do que aconteceu com o interferon é somente para lembrar que os testes da validação do Tenofovir a ser fabricado e licenciado pela ANVISA, provavelmente no segundo semestre de 2010, deverão ser rigorosos e ter o acompanhamento das sociedades médicas, grupos de pacientes de AIDS e hepatites e até do Conselho Nacional da Saúde, evitando na forma do possível que aconteçam problemas com os pacientes em tratamento.

Tenham total certeza que o Grupo Otimismo estará atento a tudo o que acontecer, ficando sempre do lado dos infectados, na sua defesa. Alguns poucos gestores da saúde podem continuar a nos chamar de radicais, e isso é muito bom, pois o nosso sucesso é medido pelas críticas que recebemos pelos que se sentem incomodados quando existem reivindicações ou denuncias. Os bons gestores apóiam e incentivam nossa forma de atuação. A Constituição Federal e a Lei que regulamenta o SUS incentiva o controle social. Coordenar um grupo de apoio em qualquer patologia não é querer agradar o gestor de plantão e, sim, controlar a sua gestão.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!

personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!

A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



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19/10/2009


Sobre el nuevo consenso brasileño para tratamiento de la hepatitis B


Muchas son las preguntas recibidas sobre dudas o interpretaciones del texto del nuevo consenso para el tratamiento en el servicio público gratuito, motivo por el cual considero importante socializar las principales cuestiones sobre su texto y sobre el medicamento Tenofovir.

1 - Sobre los medicamentos autorizados para el tratamiento de la hepatitis B

El nuevo consenso autoriza la utilización de los medicamentos interferón alfa (interferón convencional), Lamivudina, Adefovir, Entecavir, Tenofovir e interferón pegilado (el interferón pegilado en situaciones específicas).

Pero el texto lamentablemente colocó que existe una "opción preferencial" con relación al Tenofovir, causando confusión en su interpretación. Muchos piensan que la primera indicación para tratamiento debe ser el Tenofovir, pero "opción preferencial" no es un obligación y sí una sugestión. El médico posee total libertad de indicar el mejor medicamento, entre todos los constantes en el consenso, para tratar su paciente, debiendo se guiar por el juramento de Hipócrates que hizo cuando de su formación en la facultad. El gobierno colocó a disposición de médicos y pacientes "TODOS" los medicamentos.

2 - Sobre los efectos adversos y secundarios del Tenofovir

La mencionada "opción preferencial" por el Tenofovir fue colocada por se tratar del medicamento de menor precio existente en el mercado. Es un excelente medicamento, muy conocido en el tratamiento del SIDA, pero en la hepatitis B solamente existen 2 años de estudios que puedan testificar su seguridad y eficacia, lo que lleva muchos médicos a quedar recelosos en su indicación.

El nuevo consenso hizo muy bien en alertar sobre restricciones en su utilización, colocando textualmente el siguiente párrafo:

Como el Tenofovir presenta potencial nefrotóxico, se recomienda evitar su uso en pacientes con alteración de la función renal e/o en aquéllos que presenten comorbidades que puedan determinar riesgo de desarrollo de disfunción renal, tales como:
a) diabéticos;
b) portadores de hipertensión arterial sistémica;
c) pacientes que estén en uso de drogas con potencial nefrotóxico.


Esto es, el Tenofovir puede en algunos (pocos) pacientes provocar problemas renales. Cuando un paciente con problemas hepáticos pasa a tener problemas en el funcionamiento de los riñones la condición pasa a ser llamada de un problema hepato-renal, lo cual coloca en alto riesgo la vida del paciente. No es solamente por la creatinina que el paciente en uso del Tenofovir debe ser evaluado, pues la creatinina solamente aparece alterada cuando el funcionamiento de los riñones ya se encuentra afectado en un 50%. Otros exámenes son necesarios para preverse anticipadamente la pérdida de la función renal.

También, pacientes diabéticos (glucosa en ayuno arriba de 110), pacientes que estén utilizando otros medicamentos que puedan afectar los riñones y, pacientes con presión alta (hipertensión) no deberán utilizar el Tenofovir para tratamiento de la hepatitis B.

3 - Sobre la fabricación del Tenofovir

Todo el Tenofovir utilizado hoy por el Ministerio de la Salud brasileño en el tratamiento del SIDA y que pasa a ser utilizado en el tratamiento de la Hepatitis B es fabricado por el detentor de la patente, la empresa farmacéutica Gilead.

Brasil hizo el licenciamiento compulsorio, siendo esperado que en el segundo semestre de 2010 el laboratorio Cristalia a través de la Aparcería Publico con el Laboratorio Farmacéutico del Estado de Pernambuco pase a fabricar el Tenofovir, atendiendo 50% del mercado. Además del Laboratorio Cristalia, el Tenofovir será producido por el Laboratorio Notec hecho en aparcería coma la Fundación Ezequiel Dias (Funed). De ésa manera, Brasil va a disminuir el costo del medicamento, que hasta el año pasado era uno de los más caros usados en el Programa Nacional de DST-SIDA.

Tengo certeza, por lo menos así espero, que las pruebas de bio equivalencia sean realizados de forma rigurosa, para poder asegurar a los pacientes que las propiedades y el efecto del medicamento fabricado por esas empresas atiendan todos los requisitos necesarios.

Médicos y portadores de hepatitis C aún recuerdan los problemas causados con la utilización del interferón convencional en el tratamiento del genotipo 1. Por aquel entonces existían en Brasil los dos medicamentos de marca, el Roferon y el Intron-A, cuando surgieron en el mercado varios otros, entre ellos un Cubano, un Coreano, un del laboratorio Biosintética y un del laboratorio Cristalia. Como por la ley de licitaciones los estados eran obligados a comprar el de menor precio, en poco tiempo los medicamentos de marca perdieron el mercado totalmente.

En la época muchos médicos, sociedades médicas y algunos pocos grupos de pacientes se manifestaron contra la política del menor precio, pues existían dudas sobre la eficacia de los interferones de segunda marca que por ser más baratos eran comprados por las secretarías estaduales de la salud. Hasta en un artículo cuestioné su eficacia y llamé esos interferones de "Interferones Tabajaras" (Tabajara es un programa cómico en Brasil, que presenta productos totalmente locos, sin ninguna utilidad) con relación a los productos del programa satírico.

Hoy el retratamiento de los pacientes infectados con el genotipo 1 que no lograron éxito con los "Interferones Tabajaras" de aquella época están siendo retratados con el interferón pegilado y, sorprendentemente la respuesta terapéutica conseguida en Brasil es 100% superior a la lograda con retratamientos en países que solamente utilizaron los interferones de primera marca (Roferon y Intron-A) quedando probado y constatado que realmente aquellos interferones no conseguían curar la mayoría de los pacientes.

El costo de ésa política del menor precio causa hoy a los cofres del gobierno federal un costo muy superior, pues el número de pacientes que deben ser retratados por un período de 48 semanas utilizando interferón pegilado y ribavirina es el doble de los otros países. Fue una economía para los gestores de la salud de la época, pero penalizan, de forma mucho más dispendiosa los actuales gestores. Resumiendo, fue una economía burra que aún, judía los pacientes que perdieron el tratamiento y hoy deben pasar por más un retratamiento.

La colocación de lo que aconteció con el interferón es solamente para recordar que las pruebas de la validación del Tenofovir a ser fabricado y licenciado por el ministerio de la salud, probablemente en el segundo semestre de 2010, deberán ser rigurosos y tener el acompañamiento de las sociedades médicas, grupos de pacientes de SIDA y hepatitis y hasta del Consejo Nacional de la Salud, evitando en la forma de lo posible que acontezcan problemas con los pacientes en tratamiento.

Tengan total certeza que el Grupo Optimismo estará atento a todo lo qué pasará, quedándose siempre del lado de los infectados, en su defensa. Algunos pocos gestores de la salud pueden continuar a llamarnos de radicales, y eso es muy bueno, pues nuestro suceso es medido por las críticas que recibimos por los que se sienten fastidiados cuando existen reivindicaciones o denuncias. Los buenos gestores del sistema público de salud incentivan el control social. Coordinar un grupo de apoyo en cualquier patología no es querer agradar el gestor de plantón y, sí, controlar su gestión.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.
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Last updated 16.11.2009