26/07/2010
Infectados com AIDS - Estigma e depressão
Uma pesquisa realizada com 2.035 homens e mulheres infectadas com HIV/AIDS em Estados Unidos, Brasil, Francia, Alemanha, Itália, Rússia, Espanha, Reino Unido, Austrália, Coréia, Sudáfrica e Costa de Marfim revela que os infectados se sentem isolados por causa do estigma que a doença causa na população.
Os dados foram apresentados durante o congresso internacional de HIV/AIDS que aconteceu semana passada em Viena, Áustria. O estudo foi patrocinado por Merck & Co (MSD).
Veja alguns dos resultados:
- 17% dos infectados não informaram o seu estado de saúde a sua família ou parceiros;
- 96% dos infectados informam ter falado da sua situação pelo menos a 1 pessoa;
- Nos Estados Unidos 42% dos infectados se sentem isolados. No restante do mundo o percentual é de 37%;
- Nos Estados Unidos 42% relatam se sentir deprimidos;
- 97% dos infectados estão satisfeitos com o atendimento medico que estão recebendo e 84% sentem que estão sendo tratados de forma individual e personalizada;
- 74% consideram que os benefícios do tratamento são maiores que os efeitos colaterais dos medicamentos;
- 50% dos infectados informam conviver com uma das comorbidades da doença, relatando problemas no coração, problemas gastrointestinais ou co-infecção com uma hepatite;
- 65% dos entrevistados consideram que a doença cardíaca por culpa da infecção é altamente preocupante, mas não estão falando do problema com os médicos sobre os riscos enfrentados;
- 62% dos entrevistados informaram não ter discutido com os médicos sobre deixar de fumar;
- 69% não falaram com seus médicos sobre a hepatite C;
- 43% dos pacientes informaram ter se esquecido de tomar alguma dose dos medicamentos nos últimos 30 dias.
Os coordenadores da pesquisa alertam sobre a necessidade de aumentar o dialogo entre a equipe médica e os pacientes. A falta de conversas mais abrangentes acaba em desinformação para o paciente, afetando a saúde e diminuindo a qualidade de vida.
Alertam também que ao decidir sobre a indicação do tratamento, os médicos devem considerar fatores tais como antecedentes familiares, outras doenças existentes, se o paciente fuma, bebe, faz uso de drogas, se é diabético, se apresenta problemas cardiovasculares ou depressão, questões que são fundamentais para indicar o melhor tratamento individualizado ao paciente.
Concluem os pesquisadores que os dados apresentados devem servir para a necessidade de aumentar o dialogo entre o médico e o paciente. A equipe médica deve ser multidisciplinar e oferecer atendimento personalizado, individual para cada paciente.
MEU COMENTÁRIO:
Sem tirar ou colocar uma só vírgula, todos os resultados e as recomendações dos pesquisadores se aplicam de forma integral aos infectados com as hepatites B e C.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!