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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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02/05/2005

A hepatite C sob a perspectiva da responsabilidade civil


O titulo deste artigo toma emprestado aquele que foi empregado pelo Dr. Marco Fridolin Sommer Santos em seu livro, hoje referencia nos meios jurídicos, sobre a responsabilidade civil na AIDS. Na ultima quinta-feira participei de uma mesa redonda em Porto Alegre, junto ao Dr. Marco, onde discutimos a experiência no direito e a responsabilidade civil na AIDS objetivando levar estes conhecimentos em relação aos portadores de hepatite C.

As ações por responsabilidade civil na AIDS são inúmeras, envolvendo fatos dos mais diversos os quais engendram conflitos jurídicos, indo desde a transmissão do HIV nas relações sexuais e no consumo de drogas, a violação da intimidade, o preconceito, a discriminação, os diagnósticos médicos falso-positivo ou falso-negativo, o erro médico no tratamento, a violação do segredo profissional e, a transmissão do vírus nas transfusões sangüíneas.

Cada situação engendra uma situação diferente entre a vitima e o responsável, devendo ser estudada caso a caso. Os fundamentos da responsabilidade civil (subjetiva ou objetiva) o nexo de causalidade, os danos patrimoniais e/ou extra-patrimoniais, bem como os princípios inerentes à reparação de danos podem ser diversos em cada situação.

Neste sentido, nada melhor que ter convidado o Dr. Marcos Fridolin Sommer Santos a nos contar a experiência na AIDS e nos mostrar o melhor caminho que deverá ser seguido pelos portadores de hepatite C. A intenção da abertura de ações indenizatórias para os portadores de hepatite C não e somente o valor reparador, o valor financeiro, pois dinheiro algum poderá devolver a saúde, porem, a abertura de ações deste tipo são moralizadoras, fazendo com que os responsáveis, na maioria dos casos o governo, passe a tomar maiores cuidados e providencias sem relação a atenção da doença. Como resultado será conseguido um efeito corretivo beneficiando toda a população.

O encontro foi motivado após observar que outros países, entre eles Canadá, Novos Zelândia, Irlanda e Austrália estão se mobilizando para reconhecer diversos direitos aos portadores de hepatite C, entre eles o da responsabilidade civil pela infecção. Estes países entendem que aqueles que receberam uma transfusão de sangue após 1985, independente de receber tratamento gratuito, devem ser financeiramente indenizados.

Assim, os portadores de hepatite C que comprovadamente tenham recebido uma transfusão de sangue após 1985 poderão vir a ser indenizados por aquele que foi responsável, seja pelo fornecimento do sangue, ou solidariamente pela sua aplicação, ou pela falta de vigilância sanitária ou normas disciplinadoras.

A hepatite C foi descoberta em 1989 e os testes para detecção nos bancos de sangue surgiram em 1992, porem, já em 1985 podia ser detectada uma hepatite que não era nenhuma das conhecidas na época e que por isto passou a ser chamada de "hepatite não-A-não-B" a qual posteriormente foi confirmada como sendo a hepatite C. Assim, entendem as autoridades destes países, que existindo a suspeita de uma hepatite, ainda que desconhecida quanto a sua gravidade, o sangue não poderia ter sido utilizado e sim rejeitado. O Canadá já fez uma reserva de duzentos milhões de dólares para indenizar estes infectados.

A Legislação também considera o chamado crime de omissão, o qual também deve ser indenizado quando comprovado. A hepatite C foi descoberta em 1989, há mais de 15 anos e, alguns países, entre eles o Brasil, ainda a mantém escondida da população ou dos próprios profissionais médicos, sem terem realizados esforços, correspondente ao tamanho da epidemia, na divulgação da doença ou na realização de campanhas de detecção dos infectados.

Aqueles infectados que descobrem a doença em data recente, já com elevado dano hepático, poderiam ter sido poupados do agravamento da saúde caso o governo tivesse feito sua obrigação, realizado campanhas de detecção há cinco ou dez anos, quando testes de detecção estavam disponíveis e já existiam medicamentos para tratamento ou formas de diminuir a progressão dos danos causados pelo vírus. O quadro atual do paciente, com elevado dano no fígado ou já com cirroses, pode juridicamente ser considerado de responsabilidade do estado por omissão de informações à população.

Acredito que inicialmente estes deverão ser os dois pontos principais nos quais os portadores deverão procurar por seus direitos.

Os portadores do Rio Grande do Sul, enquadrados nas duas situações acima, que desejarem se informar sobre as possibilidades de uma ação indenizatória, podem mercar uma entrevista com o escritório do Dr. Marcos Fridolin Sommer Santos pelo telefone (51) 3223.7908 ou 3022.3919.

Estaremos organizando junto aos grupos locais uma serie de palestras em outros estados, sempre convidando advogados com experiência em responsabilidade civil, para a realização de mesas redondas de discussão.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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02/05/2005

LA HEPATITIS C BAJO LA PERSPECTIVA DE LA RESPONSABILIDAD CIVIL


El titulo de este artículo lo tome prestado del que fue empleado por el Dr. Marco Fridolin Sommer Santos en su libro, hoy referencia en medios jurídicos brasileños, sobre la responsabilidad civil en el SIDA. El ultimo jueves participé de una mesa redonda en Porto Alegre, junto al Dr. Marco, donde discutimos la experiencia en el derecho y la responsabilidad civil en el SIDA objetivando llevar estos conocimientos con relación a los portadores de la hepatitis C.

Las acciones por responsabilidad civil en el SIDA son muchas, envolviendo hechos de los más diversos los cuales engendran conflictos jurídicos, yendo desde la transmisión del HIV en las relaciones sexuales y en el consumo de drogas, la violación de la intimidad, el preconcepto, la discriminación, los diagnósticos médicos falso-positivo o falso-negativo, el error médico en el tratamiento, la violación del secreto profesional y, la transmisión del virus en las transfusiones sanguíneas.

Cada situación engendra una situación diferente entre la victima y el responsable, debiendo ser estudiada caso a caso. Los fundamentos de la responsabilidad civil (subjetiva u objetiva) el nexo de causalidad, los daños patrimoniales e/o extra-patrimoniales, bien como los principios inherentes a la reparación de daños pueden ser diversos en cada situación.

En este sentido, nada mejor que haber invitado el Dr. Marcos Fridolin Sommer Santos a contarnos la experiencia en el SIDA y mostrarnos el mejor camino que deberá ser seguido por los portadores de hepatitis C. La intención de la apertura de acciones indemnizatorias para los portadores de hepatitis C no es solamente el valor reparador, el valor financiero, pues dinero alguno podrá devolver la salud, pero, la apertura de acciones de este tipo son moralizadoras, haciendo que los responsables, en la mayoría de los casos el gobierno, pase a tomar mayores cuidados y providencias en relación a la atención de la enfermedad. Como resultado será logrado un efecto correctivo beneficiando toda la población.

El encuentro fue motivado después de observar que otros países, entre ellos Canadá, Nueva Zelandia, Irlanda y Australia están se movilizando para reconocer diversos derechos a los portadores de hepatitis C, entre ellos el de la responsabilidad civil por la infección. Estos países entienden qué aquéllos que recibieron una transfusión de sangre después de 1985, independiente de recibir tratamiento gratuito, deben ser financieramente indemnizados.

Así, los portadores de hepatitis C que comprobadamente hayan recibido una transfusión de sangre después de 1985 podrán venir a ser indemnizados por aquél que fue responsable, sea por el suministro de la sangre, o solidariamente por su aplicación, o por la falta de vigilancia sanitaria o normas disciplinarias.

La hepatitis C fue descubierta en 1989 y las pruebas para detección en los bancos de sangre surgieron en 1992, pero, ya en 1985 podía ser detectada una hepatitis que no era ninguna de las conocidas en la época y que por esto pasó a ser llamada de "Hepatitis no-A-no-B" la cual posteriormente fue confirmada como siendo la hepatitis C. Así, entienden las autoridades de estos países, que existiendo a sospecha de una hepatitis, aunque desconocida en cuanto a su gravedad, la sangre no podría haber sido utilizada y sí rechazada. Canadá ya hizo una reserva de doscientos millones de dólares para indemnizar éstos infectados.

La legislación también considera el llamado crimen de omisión, el cual también debe ser indemnizado cuando comprobado. La hepatitis C fue descubierta en 1989, hace más de 15 años y, algunos países todavía la mantienen escondida de la población o de los propios profesionales médicos, sin haber realizados esfuerzos correspondientes al tamaño de la epidemia, sea en la divulgación de la enfermedad o en la realización de campañas de detección de los infectados.

Aquéllos infectados que descubren la enfermedad en fecha reciente, ya con elevado daño hepático, podrían haber sido ahorrados del agravamiento de la salud caso el gobierno hubiese hecho su deber, realizando campañas de detección hace cinco o diez años, cuando pruebas de detección estaban disponibles y ya existían medicamentos para tratamiento o formas de disminuir la progresión de los daños causados por el virus. El cuadro actual del paciente, con elevado daño en el hígado o ya con cirrosis, puede jurídicamente ser considerado de responsabilidad del estado por omisión de informaciones a la población.

Creo que inicialmente éstos deberán ser los dos puntos principales en los cuales los portadores deberán buscar por sus derechos.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 28.10.2005