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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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22/03/2010


Pegasys e PegIntron são dois interferons peguilados idênticos nos efeitos colaterais?


Já em 2007 a minha recomendação pessoal era que pacientes mais temerosos psicologicamente dos efeitos colaterais do interferon peguilado deveriam receber a indicação de tratamento com o Pegasys. Na ocasião não estava baseado em nenhum estudo cientifico, simplesmente era a minha interpretação sobre os relatos que recebia dos pacientes.

É obvio que se acontece um efeito colateral muito forte imediatamente após a primeira aplicação de interferon em alguém que não está corretamente preparado para enfrentar o tratamento ou que apresenta sinais de pânico quanto ao aparecimento de efeitos colaterais, o ideal seria utilizar um medicamento que por atacar o vírus de forma mais lenta apresenta menores efeitos colaterais. Quando na semana 4 os dois medicamentos estão em pleno combate do vírus os efeitos serão semelhantes, mas o paciente já estará acostumado ao que acontece após cada aplicação.

Não podia realizar cientificamente tal afirmação, pois não sou médico, mas como recibo a cada dia entre 100 e 140 e-mails e, ainda, participo permanentemente de palestras para pacientes, a observação e compilação de todas as perguntas e relatos se transforma em uma importante base de dados, dos quais podem sair importantes observações, ao final, a medicina e baseada em evidencias e experiências e para tirar conclusões não e necessário ser médico e sim um simples observador.

Assim, observei que em alguns pacientes o interferon peguilado alfa 2-b, o PegIntron causava efeitos colaterais mais rapidamente que o interferon peguilado alfa 2-a, o Pegasys. O número de pacientes que relata sentir efeitos colaterais logo na primeira aplicação de PegIntron e bem superior ao numero de relatos daqueles que são tratados com Pegasys. Ressalvando que existe um número elevado de pacientes que não apresenta efeito colateral algum seja qual for o interferon utilizado. Já após as primeiras aplicações, aproximadamente na semana 4 do tratamento, todos os pacientes sentem efeitos similares, sem nenhuma diferenciação entre os dois medicamentos utilizados.

Pude observar e alertar sobre o tema, mas não tinha condições nem conhecimento para tentar investigar o porquê dessas diferenças entre os dois interferons peguilados.

Agora, a minha interpretação teórica parece encontrar uma resposta concreta, resultado de importantes estudos patrocinados pelos fabricantes dos medicamentos.

Hoje já e consenso que quanto mais rápida for a resposta virológica (negativar o vírus da hepatite C) maior será a possibilidade de se conseguir a cura da doença e menor será a possibilidade do vírus recidivar nos seis meses após o final do tratamento. Isso fica evidente, pois quando o vírus se torna indetectável mais rapidamente o paciente estará recebendo tratamento durante um maior número de semanas na condição de negativado, o que permite a total eliminação de qualquer vestígio residual do vírus no organismo.

Ao interpretar de forma conjunta estudos de grande significância, como o IDEAL que comparou não somente a resposta terapêutica dos dois interferons como a dosagem, o estudo COMPARE que comprovou que os níveis de atividade antiviral e imunomoduladora do Pegasys e do PegIntron são diferentes e, o estudo SUCESS sobre a prolongação do tratamento nos respondedores lentos, esses estudos permitem concluir que a rapidez com que os efeitos colaterais aparecem nos pacientes estão diretamente relacionados a rapidez com que inicialmente o interferon ataca o vírus, comprovado pela resposta virológica rápida.

A minha observação foi realizada pura e exclusivamente sobre os efeitos colaterais sentidos pelo paciente em tratamento durante as primeiras aplicações. Em relação à resposta terapêutica uma infinidade de estudos já demonstram de forma definitiva que praticamente não existem diferenças significativas entre Pegasys e PegIntron, sendo nesse sentido medicamentos equivalentes. A possibilidade de cura e similar com um ou outro.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






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22/03/2010


¿Pegasys y PegIntron son dos interferones pegilados idénticos en los efectos secundarios?


Ya en 2007 mi recomendación personal era que pacientes más temerosos psicológicamente de los efectos secundarios del interferón pegilado deberían recibir la indicación de tratamiento con el Pegasys. En la ocasión no estaba fundado en ningún estudio científico, simplemente era mi interpretación sobre los relatos que recibía de los pacientes.

Es fácil constatar que si acontece un efecto secundario muy fuerte inmediatamente después de la primera aplicación de interferón en alguien que no está correctamente preparado para enfrentar el tratamiento o que presenta señales de pánico en cuanto al aparecimiento de efectos secundarios, el ideal sería utilizar un medicamento que por atacar el virus de forma más lenta presenta menores efectos secundarios. Cuando en la semana 4 los dos medicamentos están en pleno combate del virus los efectos serán semejantes, pero el paciente ya estará acostumbrado a lo que pasa después cada aplicación.

No podía realizar científicamente tal afirmación, pues no soy médico, pero como recibo a cada día entre 100 y 140 e-mails y, aún, participo permanentemente de charlas para pacientes, la observación y compilación de todas las preguntas y relatos se transforma en una importante base de datos, de los cuales pueden salir importantes observaciones, al final, la medicina es basada en evidencias y experiencias y para tirar conclusiones no es necesario ser médico y sí un simple observador.

Así, observé que en algunos pacientes el interferón pegilado alfa 2-b, el PegIntron causaba efectos secundarios más rápidamente que el interferón pegilado alfa 2-a, el Pegasys. El número de pacientes que relata sentir efectos secundarios luego en la primera aplicación de PegIntron es bien superior al número de relatos de aquéllos que son tratados con Pegasys. Resaltando que también existen muchos pacientes que no sienten ningún tipo de efectos secundarios sea cual sea el interferón utilizado. Ya después de las primeras aplicaciones, aproximadamente en la semana 4 del tratamiento, todos los pacientes sienten efectos similares, sin ninguna diferenciación entre los dos medicamentos utilizados.

Pude observar y alertar sobre el tema, pero no tenía condiciones ni conocimiento para intentar investigar el porqué de ésas diferencias entre los dos interferones pegilados.

Ahora, mi interpretación teórica parece encontrar una respuesta concreta, resultado de importantes estudios patrocinados por los fabricantes de los medicamentos.

Hoy ya es consenso que cuanto más rápida sea la respuesta virológica (negativar el virus de la hepatitis C) mayor será la posibilidad de lograr la cura de la enfermedad y menor será la posibilidad del virus recidivar en los seis meses después del final del tratamiento. Eso queda evidente, pues cuando el virus se vuelve indetectable más rápidamente el paciente estará recibiendo tratamiento durante un mayor número de semanas en la condición de negativado, lo que permite la total eliminación de cualquier vestigio residual del virus en el organismo.

Al interpretar de forma conjunta estudios de gran significancia, como el IDEAL que comparó no solamente la respuesta terapéutica de los dos interferones como la dosis, el estudio COMPARE que comprobó que los niveles de actividad antiviral e inmunomoduladora del Pegasys y del PegIntron son diferentes y, el estudio SUCESS sobre la prolongación del tratamiento en los respondedores lentos, ellos permiten concluir que la rapidez con que los efectos secundarios aparecen en los pacientes están directamente relacionados a la rapidez con que inicialmente el interferón ataca el virus, comprobado por la respuesta virológica rápida.

Mi observación fue realizada pura y exclusivamente sobre los efectos secundarios sentidos por el paciente en tratamiento durante las primeras aplicaciones. Con relación a la respuesta terapéutica una infinidad de estudios ya demuestran de forma definitiva que prácticamente no existen diferencias significativas entre Pegasys y PegIntron, siendo en ese sentido medicamentos equivalentes. La posibilidad de cura es similar con uno u otro.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 21.3.2010