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04/11/2010


Boceprevir - Dados finais dos ensaios clínicos


O Boceprevir é um inibidor de protease que atua inibindo a replicação do vírus na chamada proteína NS3. Tal qual o Telaprevir se o Boceprevir for utilizado em monoterapia em somente duas semanas o efeito fica neutralizado pela resistência criada pelo vírus, motivo pelo qual o tratamento será realizado combinando o Boceprevir com o interferon peguilado e a ribavirina.

A introdução do Boceprevir no tratamento vai depender da realização da carga viral na semana 4 do tratamento. Isto é, o tratamento começa tal qual o atual, utilizando somente o interferon peguilado e a ribavirina. Se na semana 4 do tratamento o paciente já estiver indetectável o tratamento continuará somente com o interferon peguilado e a ribavirina, sem necessidade de incluir o Boceprevir, pois um paciente respondedor rápido que consegue já na semana 4 estar indetectável possui uma possibilidade de cura de aproximadamente 90%. Aproximadamente 10% de todos os pacientes conseguem a resposta rápida na semana 4 do tratamento, para os quais não será necessária a utilização do inibidor de protease.

Já se o vírus ainda estiver presente na semana 4 do tratamento o Boceprevir passa a ser utilizado conjuntamente com o interferon peguilado e a ribavirina, continuando com a terapia tripla ate o final do tratamento.

A possibilidade de cura é diferente em pacientes nunca antes tratados que nos casos de retratamento de pacientes que não conseguiram sucesso com um tratamento anterior. No caso de retratamentos os pacientes recidivantes apresentam melhores possibilidades de cura que os não respondedores.

Um paciente nunca antes tratado possui uma possibilidade de cura de 68% se o tratamento é realizado nas primeiras 4 semanas com o interferon peguilado e a ribavirina e, se o vírus ainda se encontra detectável na semana 4 o tratamento continua com a introdução do Boceprevir juntamente com o interferon peguilado e a ribavirina.

Um paciente recidivante, considerado aquele que realizou um tratamento e nos seis meses após o final o vírus recidivou, terá 67% de possibilidade de cura com o retratamento utilizando a terapia tripla de Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina.

Um paciente não respondedor, isto é, aqueles que durante o tratamento conseguem em algum momento estar indetectáveis, mas durante o tratamento o vírus volta a ser detectado, terá uma possibilidade de cura de 52% com 48 semanas de tratamento.

A boa notícia é que dependendo dos resultados parciais o tratamento do genótipo 1 utilizando o Boceprevir poderá ser realizado em 28, 36 ou 48 semanas. Pacientes de pele negra e pele branca passam a ter praticamente a mesma possibilidade de sucesso quando utilizado o Boceprevir.

A chegada do medicamento será uma excelente noticia para os pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C, os quais hoje apresentam a possibilidade de cura em aproximadamente 45% passarão a ter 68% de possibilidades com a chegada do Boceprevir.

Para os pacientes que não tiveram sucesso com um tratamento anterior, as possibilidades são ainda maiores. Hoje um retratamento com interferon peguilado e ribavirina apresenta uma possibilidade de cura de ate 23%, mas dependendo de como foi o resultado do tratamento anterior ao se utilizar o Boceprevir à possibilidade de cura será entre 52 e 67%, dependendo do histórico clínico do primeiro tratamento.

No caso do Boceprevir um dos efeitos colaterais que será preocupante é o aumento da anemia, a qual aconteceu em 49% dos pacientes, o dobro do que acontece atualmente com o tratamento de interferon peguilado e ribavirina. A anemia foi tratada com a utilização da eritropoetina por períodos de aproximadamente 20 semanas. Náusea e diarréia são sintomas colaterais que também poderão acometer um numero considerável de pacientes.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
AASLD 2010 - HCV RESPOND-2 Final Results: High Sustained Virologic Response Among Genotype 1 Previous Non-Responders and Relapsers to Peginterferon/Ribavirin when Re-Treated with Boceprevir Plus PegIntron (Peginterferon alfa-2b)/Ribavirin.
AASLD 2010 - F Poordad, J McCone, BR Bacon, and others. Boceprevir (BOC) Combined with Peginterferon alfa-2b/Ribavirin (P/R) for Treatment-Naive Patients with Hepatitis C Virus (HCV) Genotype (G) 1: SPRINT-2 Final Results.
AASLD 2010 - Merck's Investigational Medicine Boceprevir Achieved Significantly Higher SVR Rates In Treatment-Failure and Treatment-Naive Adult Patients with Chronic Hepatitis C Genotype 1 Compared to Control. Press release. October 30, 2010.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




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04/11/2010


Boceprevir - Datos finales de los ensayos clínicos


El Boceprevir es un inhibidor de proteasa que actúa inhibiendo la replicación del virus en la llamada proteína NS3. Tal cual el Telaprevir si el Boceprevir es utilizado en monoterapia en solamente dos semanas el efecto queda neutralizado por la resistencia creada por el virus, motivo por el cual el tratamiento será realizado combinando el Boceprevir con el interferón pegilado y la ribavirina.

La introducción del Boceprevir en el tratamiento va a depender de la realización de la carga viral en la semana 4 del tratamiento. Esto es, el tratamiento empieza tal cual el actual, utilizando solamente el interferón pegilado y la ribavirina. Si en la semana 4 del tratamiento el paciente ya está indetectable el tratamiento continuará solamente con el interferón pegilado y la ribavirina, sin necesidad de incluir el Boceprevir, pues un paciente respondedor rápido que logra ya en la semana 4 estar indetectable posee una posibilidad de cura de aproximadamente 90%. Aproximadamente 10% de todos los pacientes consiguen la respuesta rápida en la semana 4 del tratamiento, para ellos no será necesaria la utilización del inhibidor de proteasa.

Ya si el virus todavía esté presente en la semana 4 del tratamiento el Boceprevir pasa a ser utilizado conjuntamente con el interferón pegilado y la ribavirina, continuando con la terapia tripla hasta el final del tratamiento.

La posibilidad de cura es diferente en pacientes nunca antes tratados que en los casos de retratamiento de pacientes que no lograron suceso con un tratamiento anterior. En el caso de retratamientos los pacientes recidivantes presentan mejores posibilidades de cura que los no respondedores.

Un paciente nunca antes tratado posee una posibilidad de cura del 68% si el tratamiento es realizado en las primeras 4 semanas con el interferón pegilado y la ribavirina y, si el virus todavía se encuentra detectable en la semana 4 el tratamiento continúa con la introducción del Boceprevir juntamente con el interferón pegilado y la ribavirina.

Un paciente recidivante, considerado aquél que realizó un tratamiento y en los seis meses después del final el virus recidivo, tendrá 67% de posibilidad de cura con el retratamiento utilizando la terapia tripla de Boceprevir, interferón pegilado y ribavirina.

Un paciente no respondedor, esto es, aquéllos que durante el tratamiento logran en algún momento estar indetectables, pero durante el tratamiento el virus vuelve a ser detectado, tendrá una posibilidad de cura del 52% con 48 semanas de tratamiento.

La buena noticia es que dependiendo de los resultados parciales el tratamiento del genotipo 1 utilizando el Boceprevir podrá ser realizado en 28, 36 ó 48 semanas. Pacientes de piel negra y piel blanca pasan a tener prácticamente la misma posibilidad de suceso cuando utilizado el Boceprevir.

La llegada del medicamento será una excelente noticia para los pacientes infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C, quiénes hoy presentan la posibilidad de cura en aproximadamente 45% pasarán a tener 68% de posibilidades con la llegada del Boceprevir.

Para los pacientes que no tuvieron suceso con un tratamiento anterior, las posibilidades son aún mayores. Hoy un retratamiento con interferón pegilado y ribavirina presenta una posibilidad de cura de hasta 23%, pero dependiendo de como fue el resultado del tratamiento anterior al se utilizar el Boceprevir la posibilidad de cura será entre 52 y 67%, dependiendo del histórico clínico del primer tratamiento.

En el caso del Boceprevir uno de los efectos secundario que será preocupante es el aumento de la anemia, la cual aconteció en 49% de los pacientes, el doble de lo que acontece actualmente con el tratamiento de interferón pegilado y ribavirina. La anemia fue tratada con la utilización de la eritropoetina por períodos de aproximadamente 20 semanas. Náusea y diarrea son síntomas secundarios que también podrán acometer un número considerable de pacientes.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
AASLD 2010 - HCV RESPOND-2 Final Results: High Sustained Virologic Response Among Genotype 1 Previous Non-Responders and Relapsers to Peginterferon/Ribavirin when Re-Treated with Boceprevir Plus PegIntron (Peginterferon alfa-2b)/Ribavirin.
AASLD 2010 - F Poordad, J McCone, BR Bacon, and others. Boceprevir (BOC) Combined with Peginterferon alfa-2b/Ribavirin (P/R) for Treatment-Naive Patients with Hepatitis C Virus (HCV) Genotype (G) 1: SPRINT-2 Final Results.
AASLD 2010 - Merck's Investigational Medicine Boceprevir Achieved Significantly Higher SVR Rates In Treatment-Failure and Treatment-Naive Adult Patients with Chronic Hepatitis C Genotype 1 Compared to Control. Press release. October 30, 2010.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




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Last updated 4.11.2010