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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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04/01/2010


Como andam as pesquisas na hepatite C?


Tenho por principio escrever sobre pesquisas de novos medicamentos somente quando eles se encontram na fase 2 (ou superior) das fases das pesquisas e, desde que por minha percepção possuam possibilidades de sucesso nos ensaios clínicos em execução. Objetivo com isso não criar falsas expectativas nos infectados, pois nas fases iniciais existem centenas de idéias e pesquisas, mas é conhecido que de cada dez delas mais de nove estarão apresentando algum problema e serão descontinuadas.

Já quando na fase 2 as possibilidades de uma pesquisa vir a dar certo são maiores, entre 30 e 50%, o que coloca esses medicamentos como potenciais possibilidades para serem comercializadas em um período que pode ser entre 1 e 4 anos.

Realize um levantamento, realmente exaustivo devido à complexidade, dos cinco inibidores de protease, de seis inibidores de polimerase, de dois inibidores de replicação do vírus, de oito novos interferons, de três vacinas e de quatro medicamentos auxiliares.

No total são vinte e oito novos medicamentos que provavelmente virão se somar aos atuais interferons peguilados e ribavirina. Considero que estamos no limiar de uma revolução no tratamento da hepatite C. Em 1997 somente 12% dos tratados conseguiam a cura. Hoje quase 60% no total de tratados, sendo 50% dos infectados com o genótipo 1, entre 70 e 80% dos infectados com o genótipo 3 e até quase 90% dos infectados com o genótipo 2 que conseguem a cura se tratados com interferon peguilado e ribavirina.

Com a chegada de alguns dos medicamentos listados no artigo, posso afirmar sem medo de errar que nos próximos anos mais de 80% dos infectados com o genótipo 1 da hepatite C serão curados. Nos infectados com os genótipos 2 e 3 a possibilidade de cura será superior aos 90%. Mas e muito importante destacar que o tratamento será realizado na metade do tempo atual na maioria dos pacientes. Pacientes que apresentem resposta rápida serão tratados entre 12 e 16 semanas se infectados com os genótipos 2 ou 3 e, em somente 24 ou 28 semanas se infectados com o genótipo 1. Bom, está e a boa notícia para iniciar 2010 com esperança. Por hoje está sendo colocada está única noticia. Nos próximos dias estarei enviando as minhas "previsões" em relação às hepatites B e C.


INIBIDORES DA PROTEASE PARA TRATAMENTO DA HEPATITE C EM FASE 2 DAS PESQUISAS (ou em fases mais adiantadas)


1- Boceprevir (SCH 503034) - Um inibidor de protease pesquisado pela empresa Schering-Plough (a qual após a incorporação pela Merck passa a se chamar MSD) que já se encontra na fase 3 do ensaio clínico (HCV SPRINT-2), devendo ser, em minha opinião pessoal, o primeiro a ser autorizado pelo FDA, o órgão que aprova os medicamentos nos Estados Unidos, já em 2010. A fase 3 da pesquisa inclui pacientes infectados com o genótipo 1 que serão tratados com o Boceprevir combinado com interferon peguilado e ribavirina durante 28 ou 36 semanas.

O Boceprevir, nos resultados apresentados na fase 2 do ensaio clínico logrou que 75% dos pacientes infectados com o genótipo 1 tratados durante 48 semanas conseguissem a resposta sustentada, considerada a cura da hepatite C.

2 - TELAPREVIR - (VX950) - Á empresa Vertex já se encontra iniciando a fase 3 da pesquisa, denominada ADVANCE que inclui 100 instituições de diversos países. O ensaio clínico inclui 1.050 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C nunca antes tratados, os quais serão tratados durante 24 semanas com o Telaprevir combinado ao interferon peguilado e ribavirina. Dados preliminares apresentados no mês de novembro mostravam que com somente 24 semanas de tratamento, 69% dos infectados com o genótipo 1 conseguiam a cura da hepatite C. Um braço controle estará recebendo o tratamento tradicional, de 48 semanas com interferon peguilado e ribavirina, sem Telaprevir. O objetivo do estudo é fornecer dados suficientes para solicitar ao organismo que autoriza medicamentos nos Estados Unidos, o FDA, a licença de comercialização, o que poderá acontecer já em 2010.

Outro estudo, de nome REALIZE, está sendo realizado com 650 pacientes não respondedores e recidivantes. Os resultados preliminares são fantásticos, uma verdadeira esperança para esses pacientes em particular. Dados prévios apresentados em novembro mostram que 39% dos não respondedores a um tratamento prévio e 76% dos recidivantes conseguem a cura com a combinação de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina.

Na minha apreciação pessoal o Telaprevir deverá ser o segundo inibidor de protease a ser aprovado pelo FDA, logo após a aprovação do Boceprevir.

3 - SCH900518 (Narlaprevir) - Em pesquisa pela empresa Schering-Plough (agora MSD), tratasse de um inibidor da protease - O estudo na fase 1 mostrou potente atividade antiviral. Neste momento se encontra em andamento a fase 2, combinado com interferon peguilado e ribavirina, se esperando para o mês de maio a publicação dos primeiros resultados. Outra pesquisa utiliza o SCH900518 (Narlaprevir) combinado com o Ritonavir (medicamento utilizado no tratamento do HIV) sendo observado que até 87% dos pacientes do estudo se encontravam indetectáveis na semana quatro do tratamento.

Na minha apreciação pessoal o Narlaprevir deverá ser o terceiro inibidor de protease a ser aprovado pelo FDA, provavelmente no inicio de 2011.

4 - MK-7009 - Um inibidor da protease em pesquisa da Merck que apresenta poderosos efeitos antivirais sendo ainda bem tolerado sem eventos adversos graves ou interrupções. Dependendo da dosagem dados preliminares informam que até 82% dos pacientes incluídos no estudo conseguiram a resposta virológica rápida e, desses, 89% conseguiram estar negativos ao final do tratamento. Os dados de resposta sustentada são esperados para o mês de maio de 2010.

5 - TMC435 - Um inibidor de protease em pesquisa pelas empresas Medivir / Tibotec em fase de ensaio clínico multicêntrico, duplo-cego os quais receberão o TMC435 conjuntamente com interferon peguilado e ribavirina durante 24 ou 48 semanas para verificar a resposta sustentada (cura da hepatite C) com a combinação testada.


INIBIDORES DA POLIMERASE PARA TRATAMENTO DA HEPATITE C EM FASE 2 DAS PESQUISAS (ou em fases mais adiantadas)


1 - IDX184 - Tratasse de um inibidor da polimerase em pesquisa pela empresa Idenix muito bem tolerado em 41 pacientes que receberam a droga em monoterapia, conseguindo em somente três dias uma redução de 0,74 Log.

2 - RG7227 (antigamente ITMN-191) - Um inibidor da polimerase em pesquisa pelas empresas InterMune / Roche em fases adiantadas das pesquisas. Esta sendo iniciado um estudo multicêntrico com 300 pacientes que estarão sendo tratados com interferon peguilado, ribavirina e o RG7227 objetivando estudar a segurança, tolerabilidade e efetividade.

3 - ANA598 - Um inibidor da polimerase em desenvolvimento pela empresa Anadys Pharmaceuticals o qual se encontra em fases aceleradas da pesquisa por ter recebido autorização de fast-track pelo organismo de controle de medicamentos dos Estados Unidos, o FDA. Acabam de ser divulgados dados preliminares mostrando que 56% dos pacientes infectados com o genótipo 1 que receberam o ANA598 junto ao interferon peguilado e ribavirina se encontravam indetectáveis na semana quatro do tratamento. Lembro que no tratamento tradicional com interferon peguilado e ribavirina somente 20% conseguem estar indetectáveis na semana quatro do tratamento.

4 - BI 207127 - Um inibidor da polimerase em pesquisa pela Boerhinger Ingelheim que demonstrou potente atividade antiviral quando empregado em monoterapia, reduzindo em somente 24 horas a carga viral em 4 LOG na metade dos pacientes incluídos nos estudos. Atualmente está sendo realizado um ensaio clínico na combinação com o interferon peguilado, sendo esperada a apresentação dos resultados para o mês de maio de 2010.

5 - GS 9191 - Um inibidor da polimerase em pesquisa da empresa Gilead com o qual está em andamento um ensaio clínico em combinação com interferon peguilado e ribavirina. Os resultados deverão ser publicados durante 2010.

6 - VCH-759 - Um inibidor da polimerase em pesquisa pela empresa Vertex - Encontrasse em andamento a fase 2 da pesquisa, um estudo multicêntrico, duplo-cego-placebo, controlado, para avaliar a atividade antiviral e sua segurança.


INIBIDORES DA REPLICAÇÃO DO VÍRUS DA HEPATITE C EM FASE 2 DAS PESQUISAS (ou em fases mais adiantadas)


1 - BMS-790052 - Um inibidor da porção do vírus denominada NS5A em pesquisa da empresa BMS. Encontrasse em andamento um ensaio clínico em fase 2 com pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C não respondedores a um tratamento anterior e, também, com pacientes nunca antes tratados.

2 - ITX5061 iTherx - Uma interessante abordagem desta pesquisa e inibir a entrada do vírus nas células do fígado. Teve inicio a fase 2 da pesquisa, incluindo 40 pacientes para testar o ITX5061, avaliando a redução da carga viral, a tolerabilidade e segurança.


PESQUISAS DE NOVOS INTERFERONS NA FASE 2 DAS PESQUISAS (ou em fases mais adiantadas)


1 - Albuferon (ZALBIN) - Um novo interferon desenvolvido pela empresa Human Genome Sciences, não peguilado, mas de longa duração no organismo, o qual apresenta a facilidade de ser aplicado a cada duas semanas. A resposta terapêutica e similar a do interferon peguilado. Este novo interferon já apresentou solicitação de registro ao FDA, organismo que controla os medicamentos nos Estados unidos e certamente estará autorizada a sua comercialização já em 2010. Será mais uma opção no arsenal terapêutico para o tratamento da hepatite C.

2 - Interferon de Consenso (Infergen) - Ensaios clínicos realizados pela empresa Three Rivers Pharma que se encontram na fase 3 estão avaliando a segurança e eficácia de uma aplicação diária do Infergen, em combinação com a ribavirina para o tratamento de pacientes não respondedores a um tratamento com interferon peguilado.

3 - IL-29 (Type III Interferon) - Um interferon de longa duração atualmente pesquisado em forma conjunta pela empresas ZymoGenetics e BMS (Bristol-Myers Squibb) se encontra em ensaios clínicos com não respondedores. Foi dado inicio a fase 2 do estudo EMERGE em pacientes infectados com o genótipo 1 e nunca antes tratados, empregando o IL-29 (também conhecido como PEG-Interferon lambda) combinado com a ribavirina.

4 - Oral Interferon - Um interferon oral em pesquisa da empresa Amarillo Biosciences que se encontra realizando um ensaio clínico em Taiwan com 165 pacientes infectados com o genótipo 1. O objetivo do estudo e confirmar se o interferon oral, empregado em conjunto com o interferon peguilado e a ribavirina pode reduzir o número de recidivas após o final do tratamento. Os resultados deste estudo são esperados para o final de 2010.

5 - BLX-883 (Locteron) - Um interferon de longa duração no organismo para ser aplicado a cada duas semanas em pesquisa das empresas Biolex Therapeutics e OctoPlus. Um pequeno estudo mostrou que possui menos efeitos colaterais que o interferon peguilado e aparentemente a mesma resposta terapêutica. Um ensaio clínico, denominado SELECT-2 já teve inicio, objetivando empregar o Locteron combinado com ribavirina para comparar a resposta terapêutica com pacientes tratados com interferon peguilado e ribavirina. Resultados preliminares deverão ser apresentados em maio de 2010.

6 - Omega Interferon - Uma inovadora forma de aplicação de interferon, de aplicação continua mediante uma bomba que e implantada junto à cintura do paciente. Um ensaio clínico com 102 pacientes obteve 36% de resposta sustentada, considerada a cura da doença. Um novo ensaio clínico, com doses maiores está sendo preparado.

7 - IFN-Alpha-2b XL - Em pesquisa na fase 2 da empresa Flamel Technologies, denominada de ANRS HC 23 COAT-IFN (COnfirmation of Anti-viral activity and Tolerance of Interferon alpha-2b XL) inclui 84 pacientes infectados com o genótipo 1 nunca antes tratados e pacientes não respondedores. Os resultados da fase 1 com o IFN-Alpha-2b XL mostraram ser um medicamento bem tolerado e com menores efeitos colaterais que o interferon peguilado.

8 - Interferon Peguilado Fio Cruz - No Brasil a Fio Cruz obteve a peguilação em laboratório, uma excelente notícia por se tratar de um laboratório oficial. Existe interesse do departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde em realizar um ensaio clínico para se constatar a sua eficácia e segurança e, caso isso seja comprovado se estudar a possibilidade de instalar os equipamentos necessários para a fabricação.

A realização das três fases do ensaio clínico para se ter total certeza da segurança do produto deverá levar no mínimo de três e até cinco anos, antes de poder colocar o produto no mercado. Existe um rumor que o departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde estaria por abrir uma consulta pública para mudar a legislação de autorização e registro dos medicamentos biológicos, acelerando os prazos das fases das pesquisas, tal qual existe com os medicamentos genéricos, uma espécie de bio-equivalencia.

Em relação ao interferon a questão é muito mais complicada, pois não se trata de um medicamento biológico simples, pelo contrario, ele e um imunobiologico que atua alterando a resposta imunomoduladora do organismo, daí que são conhecidas mais de sessenta doenças ou condições direta ou indiretamente ligadas a hepatite C e seu tratamento com o interferon que podem ser desencadeadas ou exacerbadas com a utilização do interferon. Querer acelerar prazos, encurtar as fases dos ensaios clínicos com o interferon poderá resultar em problemas gravíssimos para os pacientes que passem a utilizar o medicamento.

O Brasil já teve sérios problemas quando autorizou a utilização do interferon convencional sem exigir a realização de ensaios clínicos controlados. A importação de interferons convencionais de Cuba, Argentina e Coréia. O resultado foi triste, pois poucos conseguiram a cura com esses medicamentos e, hoje devem ser retratados com interferon peguilado.

Quando se compara as taxas de cura no Brasil na utilização desses interferons, que na época chamei de interferons "Tabajaras" com o logrado em países que somente autorizavam a utilização dos medicamentos originais (Intron-A e Roferon) vemos que somente conseguimos curar a metade do logrado nos outros países. Hoje o retratamento no Brasil de pacientes tratados com o interferon convencional consegue curar quase 200% a mais que na Europa ou nos Estados Unidos, demonstrando enfaticamente que os tais interferons eram ineficazes.

É por motivos assim que não se podem "queimar" etapas e aprovar apressadamente medicamentos não comprovadamente seguros e eficazes.


PESQUISAS DE VACINAS NA FASE 2 DAS PESQUISAS (ou em fases mais adiantadas)


1 - GI-5005 (Tarmogen) - A empresa Globe Immune está pesquisando uma vacina terapêutica, isto é, uma vacina para tratamento da hepatite C (não para prevenção) objetivando estimular o sistema imune do organismo para combater o vírus. No mês de novembro foram apresentados os resultados preliminares da fase 2 da pesquisa, na qual foram tratados 120 pacientes com a vacina Tamogem combinada com o interferon peguilado e ribavirina. Ao final do tratamento 74% dos pacientes se encontravam indetectáveis. Os dados finais, para se conhecer a resposta sustentada deverão ser apresentados no mês de maio de 2010.

2 - Civacir - NABI - Uma vacina combinada com imunoglobulina que objetiva evitar que pacientes transplantados de fígado passem a ter o novo fígado atacado pelo vírus da hepatite C. O estudo, que recebeu em 2006 autorização de fast track pelo FDA dos Estados Unidos e desenvolvido pela Clínica Mayo em conjunto com a empresa Biotest AG. Desde 2007 que não são apresentados novos dados sobre o andamento das pesquisas.

3 - IC41 - Intercell - Uma vacina terapêutica que objetiva aumentar a resposta imunológica aumentado a células T no organismo. Dados preliminares da fase 2 das pesquisas apresentados no mês de novembro não foram muito alentadores, pois não foram observadas reduções significativas na carga viral. Somente em altas cargas virais foi conseguida alguma redução.


PESQUISAS DE MEDICAMENTOS AUXILIARES NA FASE 2 (ou superior)


1 - GS-9450 - Um inibidor da caspase em desenvolvimento pela empresa Gilead - A fase 2 da pesquisa se encontra em andamento em pacientes infectados com hepatite C que apresentam esteatoses (gordura no fígado).

2 - CTS-1027 - Uma droga para inibir a inflamação do fígado em pesquisa da empresa Conatus - Atualmente está sendo realizado um ensaio clínico com 70 pacientes infectados com hepatite C os quais estão recebendo o CTS-1027 em monoterapia ou em combinação com a ribavirina.

3 - Alínea (nitazoxanide) - O Nitazoxanide, conhecido comercialmente como Alinia ou Annita e um medicamento utilizado para combater parasitas intestinais em crianças. Quando testado no tratamento da hepatite C em pacientes infectados com o genótipo 4, combinado com o interferon e ribavirina conseguiram dobrar em 100% a resposta terapêutica.

Estudos com o genótipo 1 estão em andamento. Dados preliminares mostram que e logrado um aumento na possibilidade de cura do genótipo 1 em pacientes não respondedores e com cirrose, mas estranhamente isso somente está sendo observado em pacientes brancos, sem nenhum benefício em pacientes de pele negra. Os resultados finais divulgando a resposta sustentada são esperados para o mês de maio de 2010.

4 - Nexavar (sorafenib) - Uma pesquisa está sendo realizada desde o mês de junho de 2009 pelas empresas Bayer e Ônix em 700 pacientes com câncer no fígado objetivando descobrir se a combinação de Nexavar e Tarceva (medicamento da Roche) consegue prolongar a sobrevivência dos pacientes. Resultados preliminares deverão ser apresentados durante 2010.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!

personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!

A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



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04/01/2010


Hepatitis C: expectativas en los estudios para futuros tratamientos


Tengo como norma escribir sobre los estudios de nuevos medicamentos, cuando se encuentran en la fase 2 (o más avanzados) y que me sugieran puedan poseer ciertas expectativas de eficacia en los ensayos clínicos en ejecución. Aún así este objetivo no es nada fácil, ni pretendo crear falsas expectativas en los afectados. Bien es sabido que en las fases iniciales se presentan cientos de ideas y estudios y que cada diez, nueve de ellas presentaran problemas y serán interrumpidas.

En cuanto a los que se encuentran en la fase 2 las posibilidades de una respuesta con ciertas garantías aumentan entre un 30 y 50%, lo que coloca a estos medicamentos potenciales con esperanzadoras posibilidades de poder ser comercializados en un período de entre 1 y 4 años.

Realicé un seguimiento exhaustivo y nada fácil, debido a la complejidad , de 5 inhibidores de proteasa, 6 inhibidores de polimerasa, 2 inhibidores de replicación del virus, 8 nuevos interferones, 3 vacunas y 4 medicamentos auxiliares.

Son 28 posibles nuevos medicamentos que probablemente vendrán a sumarse a los actuales interferones pegilados y ribavirina. Considero que estamos en el umbral de una revolución en el tratamiento de la hepatitis C. En 1997 solamente un 12% de los afectados tratados lograban curación. Hoy casi se alcanza el 60% del total de tratados, correspondiendo a un 50% de los infectados con el genotipo 1, entre el 70 y 80% de los infectados con el genotipo 3 y hasta casi el 90% de los infectados con el genotipo 2 quienes consiguen la curación tratándose con interferón pegilado y ribavirina.

Con la llegada de algunos de los medicamentos listados en este artículo, me atrevo a afirmar, que en los próximos años más del 80% de los infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C serán curados. En los infectados con los genotipos 2 y 3 la posibilidad de curación será superior al 90%.

Además y como importante a resaltar es que el tratamiento podrá verse reducido a la mitad de tiempo actual en la mayoría de los pacientes. Pacientes que presenten respuesta rápida serán tratados entre 12 y 16 semanas si tienen genotipos 2 ó 3 y, en 24 ó 28 semanas los infectados con el genotipo 1.

No cabe duda que ésta es la buena noticia para empezar el 2010 con esperanza. Aunque hoy sólo escribo esta única noticia, en los próximos días enviaré mis “previsiones” en relación a las hepatitis B y C.


INHIBIDORES DE LA PROTEASA PARA TRATAMIENTO DE LA HEPATITIS C EN FASE 2 DE LAS INVESTIGACIONES (o incluso más avanzadas)


1- Boceprevir (SCH 503034) - Un inhibidor de proteasa investigado por la empresa Schering-Plough (la cual después la asociación con la Merck pasa a llamarse MSD) y que ya se encuentra en la fase 3 del ensayo clínico (HCV SPRINT-2), viniendo a ser, según mi punto de vista personal, el primero en ser autorizado por el FDA, el órgano que aprueba los medicamentos en Estados Unidos, dentro de este 2010. La fase 3 de la investigación incluye pacientes infectados con el genotipo 1 que serán tratados con el Boceprevir combinado con interferón pegilado y ribavirina durante 28 ó 36 semanas.

El Boceprevir, ya en los resultados presentados en fase 2 del ensayo clínico, consiguió que un 75% de los pacientes infectados con el genotipo 1 tratados durante 48 semanas lograsen la respuesta sostenida, considerada curación de la hepatitis C.

2 - TELAPREVIR - (VX950) - La empresa Vertex ya inicia la fase 3 de la investigación, denominada ADVANCE que incluye 100 instituciones de diversos países. El ensayo clínico incluye a 1.050 pacientes infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C y que no han recibido tratamiento con anterioridad, los cuales serán tratados durante 24 semanas con el Telaprevir combinado al interferón pegilado y ribavirina. Datos preliminares presentados en el mes de noviembre mostraban que con solamente 24 semanas de tratamiento, un 69% de los infectados con el genotipo 1 lograron la curación de la hepatitis C. Un grupo control estará recibiendo el tratamiento tradicional, de 48 semanas con interferón pegilado y ribavirina, sin Telaprevir. El objetivo del estudio es suministrar datos suficientes para solicitar al organismo que autoriza medicamentos en Estados Unidos, el FDA, la licencia de comercialización, lo que también podría darse en este 2010.

Otro estudio, de nombre REALICE, está siendo aplicado a 650 pacientes no respondedores y recidivantes. Los resultados preliminares son fantásticos, una verdadera esperanza para esos pacientes en particular. Datos previos presentados en noviembre muestran que un 39% de los no respondedores a un tratamiento previo y un 76% de los recidivantes logran la curación con la combinación de Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina.

En mi apreciación personal el Telaprevir deberá ser el segundo inhibidor de proteasa a ser aprobado por el FDA, después de la aprobación del Boceprevir.

3 - SCH900518 (Narlaprevir) - Investigado por la empresa Schering-Plough (ahora MSD), tratándose de otro inhibidor de proteasa - El estudio en la fase 1 mostró potente actividad antiviral. En este momento se encuentra en trámite la fase 2, combinado con interferón pegilado y ribavirina, esperándose para el mes de mayo la publicación de los primeros resultados. Otra investigación, utiliza el SCH900518 (Narlaprevir) combinado con el Ritonavir (medicamento utilizado en el tratamiento del HIV) siendo observado que hasta el 87% de los pacientes del estudio se encontraban indetectables en la semana cuatro del tratamiento.

En mi apreciación personal el Narlaprevir deberá ser el tercer inhibidor de proteasa en ser aprobado por el FDA, probablemente al inicio de 2011.

4 - MK-7009 - Un inhibidor de proteasa en estudio por Merck que presenta poderosos efectos antivirales siendo bien tolerado sin eventos adversos graves o interrupciones. Dependiendo de la dosis, datos preliminares informan que hasta un 82% de los pacientes incluidos en el estudio lograron la respuesta virológica rápida y, de ésos, 89% consiguieron estar negativos al final del tratamiento. Los datos de respuesta sostenida son esperados para el mes de mayo de 2010.

5 - TMC435 - Un inhibidor de la proteasa en investigación por las empresas Medivir / Tibotec en fase de ensayo clínico multicéntrico, doble-ciego en el que es aplicado el TMC435 conjuntamente con interferón pegilado y ribavirina durante 24 ó 48 semanas para verificar la respuesta sostenida (curación de la hepatitis C) con la combinación testada.


INHIBIDORES DE LA POLIMERASA PARA TRATAMIENTO DE LA HEPATITIS C EN FASE 2 DE LAS INVESTIGACIONES (o en fases más adelantadas))


1 - IDX184 - Se trata de un inhibidor de la polimerasa en estudio por la empresa Idenix muy bien tolerado en 41 pacientes que recibieron la droga en monoterapia, lograndose en solamente tres días una reducción de 0,74 Log.

2 - RG7227 (antiguamente ITMN-191) - Un inhibidor de la polimerasa en investigación por las empresas InterMune / Roche en fases adelantadas del estudio. Ésta siendo iniciado un estudio multicéntrico con 300 pacientes que serán tratados con interferón pegilado, ribavirina y el RG7227 objetivando estudiar la seguridad, tolerabilidad y efectividad.

3 - ANA598 - Un inhibidor de la polimerasa en desarrollo por la empresa Anadys Pharmaceuticals el cual se encuentra en fases aceleradas de investigación por haber recibido autorización de fast-track por el organismo de control de medicamentos de Estados Unidos, el FDA. Acaban de ser divulgados datos preliminares mostrando que el 56% de los pacientes infectados con el genotipo 1 que recibieron el ANA598 junto al interferón pegilado y ribavirina se encontraban indetectables en la semana cuatro del tratamiento. Recuerdo que en el tratamiento tradicional con interferón pegilado y ribavirina solamente un 20% consiguen estar indetectables en la semana cuatro del tratamiento.

4 - BI 207127 - Un inhibidor de la polimerasa en estudio por la Boerhinger Ingelheim que demostró potente actividad antiviral cuando es empleado en monoterapia, reduciendo en solamente 24 horas la carga viral en 4 LOG en la mitad de los pacientes incluidos en los estudios. Actualmente está siendo realizado un ensayo clínico en la combinación con el interferón pegilado, siendo esperada la presentación de los resultados para el mes de mayo de 2010.

5 - GS 9191 - Un inhibidor de la polimerasa en investigación por la empresa Gilead en el cual está en trámite un ensayo clínico en combinación con interferón pegilado y ribavirina. Los resultados deberán ser publicados durante 2010.

6 - VCH-759 - Un inhibidor de la polimerasa en estudio por la empresa Vertex - Encontrándose en trámite la fase 2 de la investigación, un estudio multicéntrico, doble-ciego-placebo, controlado, para evaluar la actividad antiviral y su seguridad.


INHIBIDORES DE LA REPLICACIÓN DEL VIRUS DE LA HEPATITIS C EN FASE 2 DE INVESTIGACIÓN (o en fases más adelantadas)


1 - BMS-790052 - Un inhibidor de la porción del virus denominada NS5A en estudio por la empresa BMS. Encontrándose en trámite un ensayo clínico en fase 2 con pacientes infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C no respondedores a un tratamiento anterior y, también, con pacientes nunca antes tratados.

2 - ITX5061 iTherx - Un interesante abordaje de esta investigación es el de inhibir la entrada del virus en las células del hígado. Tuvo inicio la fase 2 del estudio, incluyendo 40 pacientes para testar el ITX5061, evaluando la reducción de carga viral, a tolerabilidad y seguridad.


INVESTIGACIONES DE NUEVOS INTERFERONES EN LA FASE 2 DE LOS ESTUDIOS (o en fases más adelantadas)
1 - Albuferon (ZALBIN) - Un nuevo interferón desarrollado por la empresa Human Genome Sciences, no pegilado, pero de larga duración en el organismo, el cual presenta la facilidad de ser aplicado cada dos semanas. La respuesta terapéutica es similar a la del interferón pegilado. Este nuevo interferón ya presentó solicitud de registro al FDA, organismo que controla los medicamentos en Estados Unidos y seguramente será autorizada su comercialización ya en 2010. Será una opción más en el arsenal terapéutico para el tratamiento de la hepatitis C.

2 - Interferón de Consenso (Infergen) - Ensayos clínicos realizados por la empresa Three Rivers Pharma que se encuentran en fase 3 están evaluando la seguridad y eficacia de una aplicación diaria del Infergen, en combinación con ribavirina para el tratamiento de pacientes no respondedores a un tratamiento con interferón pegilado.

3 - IL-29 (Type III Interferon) - Un interferón de larga duración actualmente investigado en forma conjunta por las empresas ZymoGenetics y BMS (Bristol-Myers Squibb) se encuentra en ensayos clínicos con no respondedores. Se ha dado inicio a la fase 2 del estudio EMERGE en pacientes infectados con el genotipo 1 y nunca antes tratados, empleando el IL-29 (también conocido como PEG-Interferon lambda) combinado con la ribavirina.

4 - Oral Interferón - Un interferón oral en estudio por la empresa Amarillo Biosciences que se encuentra realizando un ensayo clínico en Taiwán con 165 pacientes infectados con el genotipo 1. El objetivo del estudio es confirmar si el interferón oral, empleado en conjunto con el interferón pegilado y ribavirina puede reducir el número de recidivas después del final del tratamiento. Los resultados de este estudio son esperados para el final de 2010.

5 - BLX-883 (Locteron) - Un interferón de larga duración en el organismo para ser aplicado cada dos semanas en investigación por las empresas Biolex Therapeutics y OctoPlus. Un pequeño estudio mostró que posee menos efectos secundarios que el interferón pegilado y aparentemente la misma respuesta terapéutica. Un ensayo clínico, denominado SELECT-2 ya tuvo inicio, objetivando emplear el Locteron combinado con ribavirina para comparar la respuesta terapéutica con pacientes tratados con interferón pegilado y ribavirina. Resultados preliminares deberán ser presentados en mayo de 2010.

6 - Omega Interferón - Una innovadora forma de aplicación de interferón, de aplicación continúa mediante una bomba que es implantada junto a la cintura del paciente. Un ensayo clínico con 102 pacientes obtuvo un 36% de respuesta sostenida, considerada la curación de la enfermedad. Un nuevo ensayo clínico, con dosis mayores está siendo preparado.

7 - Interferon alpha-2b XL - En investigación en fase 2 por la empresa Flamel Technologies, denominada de ANRS HC 23 COAT-IFN (COnfirmation of Anti-viral activity and Tolerance of Interferon alpha-2b XL) incluye 84 pacientes infectados con el genotipo 1 nunca antes tratados y pacientes no respondedores. Los resultados de la fase 1 con el IFN-Alpha-2b XG mostraron ser un medicamento bien tolerado y con menores efectos secundarios que el interferón pegilado.

8 - Interferón Pegilado FioCruz - En Brasil el laboratorio oficial FioCruz obtuvo la pegilación en laboratorio, una excelente noticia por tratarse de un laboratorio oficial. Existe interés del Departamento de Ciencia y Tecnología del Ministerio de la Salud en realizar un ensayo clínico para constatar la eficacia y seguridad y caso de ser comprobado estudiarse la posibilidad de instalar los equipos necesarios para la fabricación.

La realización de las tres fases del ensayo clínico para una total certeza de la seguridad del producto deberá llevar por lo menos de tres y hasta cinco años, antes de poder colocar el producto en el mercado. Existe un rumor de que el departamento de Ciencia y Tecnología del Ministerio de la Salud estaría por abrir una consulta pública para modificar la legislación de autorización y registro de los medicamentos biológicos, acelerando los plazos de las fases de las investigaciones, tal y como ya existe con los medicamentos genéricos, una especie de bio-equivalencia.

Con relación al interferón la cuestión es mucho más complicada, pues no se trata de un medicamento biológico simple, sino que contrariamente, es un inmuno biológico que actúa alterando la respuesta inmunomoduladora del organismo, de ahí que son conocidas más de sesenta enfermedades o condiciones directa o indirectamente relacionadas a la hepatitis C y su tratamiento con el interferón que pueden ser desencadenadas o exacerbadas con la utilización del interferón. Querer acelerar plazos, acortar las fases de los ensayos clínicos con el interferón podría derivar en problemas graves para los pacientes que utilicen el medicamento.

Brasil ya tuvo serios problemas cuando autorizó la utilización del interferón convencional sin exigir la realización de ensayos clínicos controlados. La importación de interferones convencionales de Cuba, Argentina y Corea dió un triste resultado, pues muy pocos consiguieron la curación con esos medicamentos y, hoy deben ser retratados con interferón pegilado. Cuando se compara las tasas de cura en Brasil con la utilización de esos interferones, que en la época llamé de interferones “Tabajaras” (fajutos) comparando con países que solamente autorizaban la utilización de los medicamentos originales (Intron-A y Roferon) vemos que sólo conseguimos curar la mitad de los tratados. Hoy el retratamiento en Brasil de pacientes tratados con el interferón convencional logra curar casi un 200% a más que en Europa o en Estados Unidos, demostrando enfáticamente que los mencionados interferones eran ineficaces.

Por estos motivos no se pueden “quemar” etapas y aprobar apresuradamente medicamentos no comprobadamente seguros y eficaces.


INVESTIGACIONES DE VACUNAS EN LA FASE 2 DE SUS DESARROLLOS (o en fases más adelantadas)


1 - GI-5005 (Tarmogen) - La empresa Globe Immune está investigando una vacuna terapéutica, esto es, una vacuna para tratamiento de la hepatitis C (no para prevención) objetivando estimular el sistema inmune del organismo para combatir el virus. En el mes de noviembre fueron presentados los resultados preliminares de la fase 2 de estudios, en los cuales fueron tratados 120 pacientes con la vacuna Tamogem combinada con el interferón pegilado y ribavirina. Al final del tratamiento un 74% de los pacientes se encontraban indetectables. Los datos finales, para conocerse la respuesta sostenida deberán ser presentados en el mes de mayo de 2010.

2 - Civacir - NABI - Una vacuna combinada con inmunoglobulina cuyo objetivo es evitar que pacientes trasplantados de hígado pasen a tener su nuevo hígado afectado por el virus de la hepatitis C. El estudio, que recibió en 2006 autorización de fast track por el FDA Estados Unidos es desarrollado por la Clínica Mayo en conjunto con la empresa Biotest AG. Desde 2007, no se han presentados nuevos datos sobre estas investigaciones.

3 - IC41 - Intercell - Una vacuna terapéutica que objetiva aumentar la respuesta inmunológica aumentando las células T en el organismo. Datos preliminares de la fase 2 de los estudios presentados en el mes de noviembre no fueron muy alentadores, pues no se observaron reducciones significativas en la carga viral. Solamente en altas cargas virales se detectó alguna reducción.


INVESTIGACIONES DE MEDICAMENTOS AUXILIARES EN LA FASE 2 (o superior)


1 - GS-9450 - Un inhibidor de la caspase en desarrollo por la empresa Gilead - La fase 2 de la investigación se encuentra en tramitación en pacientes infectados con hepatitis C que presentan esteatosis (grasa en el hígado).

2 - CTS-1027 - Una droga para inhibir la inflamación del hígado en estudio por la empresa Conatus - Actualmente está siendo realizado un ensayo clínico con 70 pacientes infectados con hepatitis C los cuales están recibiendo el CTS-1027 en monoterapia o en combinación con ribavirina.

3 - Alínea (nitazoxanide) - El Nitazoxanide, conocido comercialmente como Alinia o Annita es un medicamento utilizado para combatir parásitos intestinales en niños. Cuando fue testado en el tratamiento de la hepatitis C en pacientes infectados con el genotipo 4, combinado con el interferón y ribavirina lograron doblar en un 100% la respuesta terapéutica.

Estudios con el genotipo 1 están en trámite. Datos preliminares muestran que se consigue un aumento en la posibilidad de curación del genotipo 1 en pacientes no respondedores y con cirrosis, pero eso solamente está siendo comprovado en pacientes blancos, sin ningún beneficio en pacientes de piel negra. Los resultados finales divulgando la respuesta sostenida se esperan para el mes de mayo de 2010 .

4 - Nexavar (sorafenib) - Una investigación está siendo realizada desde el mes de junio de 2009 por las empresas Bayer y Ónix en 700 pacientes con cáncer en el hígado objetivando descubrir si la combinación de Nexavar y Tarceva (medicamento de Roche) logra prolongar la supervivencia de los pacientes. Los resultados preliminares deberán ser presentados durante el 2010.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 10.1.2010