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11/08/2010


Telaprevir - Divulgados novos resultados da Fase III dos ensaios clínicos


Vertex Pharmaceuticals divulgou nesta terça-feira os resultados da Fase III do estudo ILUMINATE realizados com o inibidor de protease TELAPREVIR combinado a o interferon peguilado e ribavirina no tratamento da hepatite C.

O objetivo do estudo ILUMINATE era o de avaliar se os pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C que estão indetectáveis na semana 4 e 12 do tratamento, quando em utilização do Telaprevir, poderiam com segurança serem tratadas em somente 24 semanas ou se é necessário completar 48 semanas.

Não é fácil explicar com um texto compreensível para os pacientes como o estudo foi desenhado, assim, vou colocar os resultados conseguidos em cada uma das situações analisadas nesta pesquisa, o que acredito será mais fácil de compreender.

Participaram deste estudo 540 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C que nunca tinham recebido qualquer tratamento antiviral.

Todos os pacientes recebiam nas primeiras 12 semanas a combinação de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina e a partir desse ponto continuavam sendo tratados somente com o interferon peguilado e a ribavirina.

Os pacientes que apresentavam resposta virológica rápida, isto é, os que na semana 4 do tratamento se encontravam indetectáveis e assim permaneciam na semana 12 do tratamento, ao completar a semana 24 eram divididos em dois grupos, um deles interrompia totalmente o tratamento e o outro continuava até completar as 48 semanas. O objetivo era comparar a resposta terapêutica e saber se os pacientes que apresentam resposta virológica rápida poderiam se beneficiar de um tratamento de somente 24 semanas. O teste empregado foi o Roche COBAS TaqMan com sensibilidade de 25 UI/ml.

O resultado surpreende, pois 92% dos tratados em somente 24 semanas conseguiram a cura da hepatite C e nos que continuaram até a semana 48 a cura foi conseguida por 88% dos pacientes, uma diferença estatisticamente insignificante, demonstrando o resultado que os pacientes com resposta virológica rápida, na semana 4 do tratamento, poderão ser tratados em somente 24 semanas.

Os pacientes que não se encontravam indetectáveis na semana 4 do tratamento receberam o tratamento durante 48 semanas, continuando a partir da semana 12 e até o final do tratamento somente com o interferon peguilado e a ribavirina, sem o Telaprevir.

Quando se considera os 540 pacientes que iniciaram o estudo, independente de serem tratados em 24 ou 48 semanas, o percentual de cura foi de 72%. Tal qual aconteceu com o Boceprevir que divulgamos ontem, vemos que a possibilidade de cura já para 2011 passa a ser excelente para os infectados com o genótipo 1. O genótipo 1 é encontrado em 75% dos infectados com hepatite C e sempre foi o de mais difícil tratamento, não chegando atualmente aos 50% de chances de cura.

Vamos então aos resultados:

- De 162 pacientes que apresentaram resposta virológica rápida na semana 4 do tratamento e foram tratados durante 24 semanas, 149 conseguiram a cura, representando 92% desse grupo. A recidiva, que é quando o tratamento termina indetectável e nos seis meses seguintes o vírus reaparece, aconteceu em 5,7% dos pacientes.

- Dos 160 pacientes que apresentaram resposta virológica rápida na semana 4 do tratamento e foram tratados durante 48 semanas, 140 conseguiram a cura, representando 88% desse grupo. A recidiva, que é quando o tratamento termina indetectável e nos seis meses seguintes o vírus reaparece, foi menor, acontecendo somente em 1,9%.

- Ao se considerar o total dos 540 pacientes incluídos no ensaio clínico, 388 conseguiu a cura, representando 72% dos pacientes que iniciaram o tratamento. A recidiva, que é quando o tratamento termina indetectável e nos seis meses seguintes o vírus reaparece, foi menor, acontecendo somente em 7,7%.

Os efeitos adversos mais comuns observados foram a fadiga, coceira, náuseas, anemia, erupção cutânea e dor de cabeça. A maioria foram efeitos leves ou moderados. Um total de 6,9% dos pacientes interrompeu o tratamento por efeitos adversos maiores. A erupção cutânea severa resultou na interrupção do tratamento de 0,6% dos pacientes e a anemia foi responsável por 1,1% das interrupções durante o período de tratamento com o Telaprevir. Não foi utilizada a eritropoetina para tratar a anemia.

Os dados utilizados neste artigo foram divulgados em 10 de agosto de 2010 em release para a imprensa por Vertex Pharmaceuticals Incorporated. Os dados definitivos deverão ser apresentados ainda entes do final de 2010 e servirão para solicitar a autorização de comercialização às agencias reguladoras, se esperando que em 2011 o medicamento esteja à venda no mercado comercial.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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11/08/2010


Telaprevir - Divulgados nuevos resultados de la Fase III de los ensayos clínicos


Vertex Pharmaceuticals divulgó este martes los resultados de la Fase III del estudio ILUMINATE realizados con el inhibidor de proteasa TELAPREVIR combinado al interferón pegilado y ribavirina en el tratamiento de la hepatitis C.

El objetivo del estudio ILUMINATE era el de evaluar si los pacientes infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C que están indetectables en la semana 4 y 12 del tratamiento, cuando en utilización del Telaprevir, podrían con seguridad ser tratadas en solamente 24 semanas o si es necesario completar 48 semanas.

No es fácil explicar con un texto comprensible para los pacientes como el estudio fue diseñado, así, voy a colocar los resultados logrados en cada una de las situaciones analizadas en esta pesquisa, lo que creo será más fácil de comprender.

Participaron de este estudio 540 pacientes infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C que nunca habían recibido cualquier tratamiento antiviral.

Todos los pacientes recibían en las primeras 12 semanas la combinación de Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina y desde ése punto continuaban siendo tratados solamente con el interferón pegilado y la ribavirina.

Los pacientes que presentaban respuesta virológica rápida, esto es, los que en la semana 4 del tratamiento se encontraban indetectables y así permanecían en la semana 12 del tratamiento, al completar la semana 24 eran divididos en dos grupos, uno de ellos interrumpía totalmente el tratamiento y el otro continuaba hasta completar las 48 semanas. El objetivo era comparar la respuesta terapéutica y saber si los pacientes que presentan respuesta virológica rápida podrían se beneficiar de un tratamiento de solamente 24 semanas. La prueba empleada fue el Roche COBAS TaqMan con sensibilidad de 25 UI/ml.

El resultado sorprende, pues 92% de los tratados en solamente 24 semanas lograron la cura de la hepatitis C y en los que continuaron hasta la semana 48 la cura fue conseguida por 88% de los pacientes, una diferencia estadísticamente insignificante, demostrando el resultado que los pacientes con respuesta virológica rápida, en la semana 4 del tratamiento, podrán ser tratados en solamente 24 semanas.

Los pacientes que no se encontraban indetectables en la semana 4 del tratamiento recibieron el tratamiento durante 48 semanas, continuando desde la semana 12 y hasta el final del tratamiento solamente con el interferón pegilado y la ribavirina, sin el Telaprevir.

Cuando se considera los 540 pacientes que empezaron el estudio, independiente de ser tratados en 24 ó 48 semanas, el porcentual de cura fue del 72%. Tal cual aconteció con el Boceprevir que divulgamos ayer, vemos que la posibilidad de cura ya para 2011 pasa a ser excelente para los infectados con el genotipo 1. El genotipo 1 es encontrado en un 75% de los infectados con hepatitis C y siempre fue el de más difícil tratamiento, no llegando actualmente a los 50% de posibilidades de cura.

Vamos entonces a los resultados:

- De 162 pacientes que presentaron respuesta virológica rápida en la semana 4 del tratamiento y fueron tratados durante 24 semanas, 149 consiguieron la cura, representando 92% de ése grupo. La recidiva, que es cuando el tratamiento termina indetectable y en los seis meses siguientes el virus reaparece, aconteció en un 5,7% de los pacientes.

- De los 160 pacientes que presentaron respuesta virológica rápida en la semana 4 del tratamiento y fueron tratados durante 48 semanas, 140 lograron la cura, representando 88% de ése grupo. La recidiva, que es cuando el tratamiento termina indetectable y en los seis meses siguientes el virus reaparece, fue menor, aconteciendo solamente en un 1,9%.

- A se considerar el total de los 540 pacientes incluidos en el ensayo clínico, 388 consiguió la cura, representando 72% de los pacientes que empezaron el tratamiento. La recidiva, que es cuando el tratamiento termina indetectable y en los seis meses siguientes el virus reaparece, fue menor, aconteciendo solamente en un 7,7%.

Los efectos adversos más comunes observados fueron la fatiga, picazón, náuseas, anemia, erupción cutánea y dolor de cabeza. La mayoría fueron efectos leves o moderados. Un total del 6,9% de los pacientes interrumpió el tratamiento por efectos adversos mayores. La erupción cutánea severa resultó en la interrupción del tratamiento del 0,6% de los pacientes y la anemia fue responsable de 1,1% de las interrupciones durante el período de tratamiento con el Telaprevir. No fue utilizada a eritropoetina para tratar la anemia.

Los datos utilizados en este artículo fueron divulgados el 10 de agosto de 2010 en release para la prensa por Vertex Pharmaceuticals Incorporated. Los datos definitivos deberán ser presentados aún entes del final de 2010 y servirán para solicitar la autorización de comercialización a las agencias reguladores, se esperando que en 2011 el medicamento esté a la venta en el mercado comercial.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




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Last updated 10.8.2010