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04/11/2010


Telaprevir - Dados finais dos ensaios clínicos


O Telaprevir é um inibidor de protease que atua inibindo a replicação do vírus na chamada proteína NS3. Os inibidores de proteases sempre serão utilizados combinados com o interferon peguilado e a ribavirina, passando o tratamento a ser uma terapia tripla. Se o Telaprevir for utilizado em monoterapia em somente 14 dias o efeito fica neutralizado pela resistência criada pelo vírus.

Cada inibidor de protease terá uma estratégia diferente de tratamento. O Telaprevir será utilizado somente nas primeiras semanas do tratamento, já o interferon peguilado e a ribavirina continuam sendo utilizados durante todo o tratamento. O numero de semanas em que o Telaprevir será utilizado vai depender de quando a carga viral ficar indetectável.

Por exemplo, se na semana 4 do tratamento o paciente já estiver indetectável o Telaprevir é suspenso e o tratamento continuara somente com o interferon peguilado e a ribavirina. Já se na semana 4 ainda estiver o vírus presente, o Telaprevir continua sendo utilizado ate a semana 12, quando uma nova carga viral será realizada. Se a carga viral estiver indetectável se suspende o Telaprevir e continua o tratamento com interferon peguilado e ribavirina. O tempo máximo de utilização do Telaprevir será de 12 semanas.

A possibilidade de cura é diferente para os pacientes nunca antes tratados que naqueles que não responderam a um tratamento anterior e hoje precisam de um retratamento. No caso de retratamento os pacientes recidivantes apresentam melhores possibilidades de cura que os não respondedores ou os nulos de resposta terapêutica.

Um paciente nunca antes tratado possui uma possibilidade de cura de 75% se o tratamento é realizado nas primeiras 12 semanas utilizando a terapia tripla de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina e seguindo por mais 12 semanas somente com o interferon peguilado e a ribavirina. Passa a ser fantástico já que o tratamento será realizado em somente 24 semanas com 75% de possibilidade de cura.

Um paciente recidivante, que é aquele que realizou um tratamento e nos seis meses após o final o vírus recidivou, passa a ter 86% de possibilidade de cura com o retratamento utilizando a terapia tripla de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina.

Um paciente não respondedor, isto é, aquele que durante o tratamento consegue em algum momento estar indetectável, mas durante o tratamento o vírus volta a ser detectado, terá uma possibilidade de cura de 57%.

Os pacientes nulos de resposta terapêutica, isto é, aqueles que durante o tratamento anterior nunca conseguiram estar indetectáveis e por isso tiveram que interromper o tratamento (são os pacientes mais difíceis de tratar) passam a ter uma possibilidade de cura de 31% com o retratamento utilizando a terapia tripla de Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina.

Resumindo, podemos deduzir que o avanço é fantástico, pois em pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C, os quais hoje apresentam a possibilidade de cura em aproximadamente 45%, passam a ter 75% de possibilidades com a chegada do Telaprevir.

Pacientes de pele negra que hoje respondem a metade que os pacientes de pele branca, passam a ter praticamente a mesma possibilidade de cura que os pacientes de pele branca.

Para os pacientes que não tiveram sucesso com um tratamento anterior, as possibilidades são ainda maiores. Hoje um retratamento com interferon peguilado e ribavirina apresenta uma possibilidade de cura de no mais que 23%, mas dependendo de como foi o resultado do tratamento anterior ao se utilizar o Telaprevir à possibilidade de cura ficará entre 31 e 86%, dependendo do histórico clínico do primeiro tratamento.

Mas não tudo é alegria ao falarmos de maior possibilidade de cura e em muitos casos ate de uma diminuição do tempo de tratamento, já que, lamentavelmente, os novos medicamentos dependem de continuar utilizando o interferon peguilado e a ribavirina. Também, não podemos ignorar que os inibidores de proteases possuem efeitos colaterais, em alguns casos muito desagradáveis ou preocupantes, com o qual a qualidade de vida do paciente será pior que com o tratamento atual.

No caso do Telaprevir um dos efeitos colaterais que será preocupante é o prurido, efeito que poderá ser minorado com a utilização de medicamentos dermatológicos. Náusea, anemia e diarréia são sintomas colaterais que também poderão acometer um numero considerável de pacientes.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
AASLD 2010 - IM Jacobson, JG McHutchison, GM Dusheiko, and others. Telaprevir in Combination with Peginterferon and Ribavirin in Genotype 1 HCV Treatment-Naïve Patients: Final Results of Phase 3 ADVANCE Study.
AASLD 2010 - KE Sherman. SL Flamm, NH Afdhal, and others. Telaprevir in Combination with Peginterferon Alfa2a and Ribavirin for 24 or 48 weeks in Treatment-Naive Genotype 1 HCV Patients who Achieved an Extended Rapid Viral Response: Final Results of Phase 3 ILLUMINATE Study.
AASLD 2010 - Vertex Pharmaceuticals. New Data From Phase 3 Studies Showed Superior SVR (Viral Cure) Rates Achieved with Telaprevir-Based Combination Therapy in People with Hepatitis C, Regardless of Race or Stage of Liver Disease. Press release. October 30, 2010.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




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04/11/2010


Telaprevir - Datos finales de los ensayos clínicos


El Telaprevir es un inhibidor de proteasa que actúa inhibiendo la replicación del virus en la llamada proteína NS3. Los inhibidores de proteasas siempre serán utilizados combinados con el interferón pegilado y la ribavirina, pasando el tratamiento a ser una terapia triple. Si el Telaprevir es utilizado en monoterapia en solamente 14 días el efecto queda neutralizado por la resistencia creada por el virus.

Cada inhibidor de proteasa tendrá una estrategia diferente de tratamiento. El Telaprevir será utilizado solamente en las primeras semanas del tratamiento, ya el interferón pegilado y a ribavirina continúan siendo utilizados durante todo el tratamiento. El número de semanas en las que el Telaprevir será utilizado va a depender de cuando la carga viral quede indetectable.

Por ejemplo, si en la semana 4 del tratamiento el paciente ya está indetectable el Telaprevir es suspendido y el tratamiento continuara solamente con el interferón pegilado y la ribavirina. Ya si en la semana 4 todavía está el virus presente, el Telaprevir continúa siendo utilizado hasta la semana 12, cuando una nueva carga viral será realizada. Si la carga viral está indetectable se suspende el Telaprevir y continúa el tratamiento con interferón pegilado y ribavirina. El tiempo máximo de utilización del Telaprevir será de 12 semanas.

La posibilidad de cura es diferente para los pacientes nunca antes tratados que en aquéllos que no respondieron a un tratamiento anterior y hoy necesitan de un retratamiento. En el caso de retratamiento los pacientes recidivantes presentan mejores posibilidades de cura que los no respondedores o los nulos de respuesta terapéutica.

Un paciente nunca antes tratado posee una posibilidad de cura del 75% si el tratamiento es realizado en las primeras 12 semanas utilizando la terapia tripla de Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina y siguiendo por más 12 semanas solamente con el interferón pegilado y la ribavirina. Pasa a ser fantástico ya que el tratamiento será realizado en solamente 24 semanas con 75% de posibilidad de cura.

Un paciente recidivante, que es aquél que realizó un tratamiento y en los seis meses después del final el virus recidivo, pasa a tener 86% de posibilidad de cura con el retratamiento utilizando la terapia tripla de Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina.

Un paciente no respondedor, esto es, aquél que durante el tratamiento logra en algún momento estar indetectable, pero durante el tratamiento el virus vuelve a ser detectado, tendrá una posibilidad de cura del 57%.

Los pacientes nulos de respuesta terapéutica, esto es, aquéllos que durante el tratamiento anterior nunca lograron estar indetectables y por eso tuvieron que interrumpir el tratamiento (son los pacientes más difíciles de tratar) pasan a tener una posibilidad de cura del 31% con el retratamiento utilizando la terapia tripla de Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina.

Resumiendo, podemos deducir que el avance es fantástico, pues en pacientes infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C, quiénes hoy presentan la posibilidad de cura en aproximadamente 45%, pasan a tener 75% de posibilidades con la llegada del Telaprevir.

Pacientes de piel negra que hoy responden la mitad que los pacientes de piel blanca, pasan a tener prácticamente la misma posibilidad de cura que los pacientes de piel blanca.

Para los pacientes que no tuvieron suceso con un tratamiento anterior, las posibilidades son todavía mayores. Hoy un retratamiento con interferón pegilado y ribavirina presenta una posibilidad de cura de no más que 23%, pero dependiendo de como fue el resultado del tratamiento anterior al se utilizar el Telaprevir la posibilidad de cura quedará entre 31 y 86%, dependiendo del histórico clínico del primer tratamiento.

Pero no todo es alegría cuando hablamos de mayor posibilidad de cura y en muchos casos hasta de una disminución del tiempo de tratamiento, ya que, lamentablemente, los nuevos medicamentos dependen de continuar utilizando el interferón pegilado y la ribavirina. También, no podemos ignorar que los inhibidores de proteasas poseen efectos secundarios, en algunos casos muy desagradables o preocupantes, con lo cual la calidad de vida del paciente será peor que con el tratamiento actual.

En el caso del Telaprevir uno de los efectos secundarios que será preocupante es la picazón, efecto que podrá ser minorado con la utilización de medicamentos dermatológicos. Náusea, anemia y diarrea son síntomas secundarios que también podrán acometer un número considerable de pacientes.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
AASLD 2010 - IM Jacobson, JG McHutchison, GM Dusheiko, and others. Telaprevir in Combination with Peginterferon and Ribavirin in Genotype 1 HCV Treatment-Naïve Patients: Final Results of Phase 3 ADVANCE Study.
AASLD 2010 - KE Sherman. SL Flamm, NH Afdhal, and others. Telaprevir in Combination with Peginterferon Alfa2a and Ribavirin for 24 or 48 weeks in Treatment-Naive Genotype 1 HCV Patients who Achieved an Extended Rapid Viral Response: Final Results of Phase 3 ILLUMINATE Study.
AASLD 2010 - Vertex Pharmaceuticals. New Data From Phase 3 Studies Showed Superior SVR (Viral Cure) Rates Achieved with Telaprevir-Based Combination Therapy in People with Hepatitis C, Regardless of Race or Stage of Liver Disease. Press release. October 30, 2010.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




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Last updated 4.11.2010