Texto en Español al final - Apriete aquí


GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

16/08/2010


Comentários sobre os inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir


Durante a semana divulguei os excelentes e promissores resultados das fases finais dos ensaios clínicos de dois inibidores de proteases para tratamento da hepatite C, o Telaprevir e o Boceprevir. Foram muitos os e-mails recebidos com perguntas dos mais diversos motivos, pelo que considero necessário oferecer algumas informações adicionais.

Muitos, provavelmente pela ansiedade, escreveram querendo saber como se inscrever como participante voluntario nas pesquisas, sem atentar para o fato que o divulgado já era o resultado, ou seja, os ensaios clínicos já estão concluídos.

Outros perguntavam onde poderiam comprar os medicamentos, isso apesar de que em ambos os textos está explicado que os medicamentos ainda não se encontram no mercado comercial, fato que vai acontecer após aprovação pelas autoridades que regulamentam os medicamentos em cada país, como o FDA nos estados Unidos, a EMEA na comunidade européia e a ANVISA no Brasil.

Outros perguntavam o preço, mas ele somente é apresentado após a aprovação pelas agencias reguladoras. Outros queriam saber quando estaria aprovado, mas uma data exata é impossível de estabelecer. Em geral as agencias demoram entre seis e doze meses para aprovar um medicamento, mas isso depende de tudo correr sem problemas ou de exigirem novos estudos. A aprovação por uma agencia não necessariamente garante que outras estarão aprovando, assim alguns países poderão dispor de um medicamento antes que outros, tudo dependendo da agilidade e até vontade política dos gestores de cada país.

A maioria dos e-mails perguntava se no Brasil os medicamentos seriam distribuídos gratuitamente pelo sistema publico da saúde, realmente uma pergunta difícil de responder. Pela experiência com outros medicamentos muito provavelmente será mais uma briga que os pacientes deverão se envolver para que o protocolo passe a incorporar todo novo medicamento que aparece. A experiência nos mostra que medicamentos para tratamento da AIDS são incorporados aos protocolos em questão de semanas, já para tratamento das hepatites podem levar anos, um tratamento desigual que deveria ser evitado caso a Constituição Federal fosse respeitada. Se aprovado pela ANVISA e não distribuído gratuitamente, a via judicial sempre será uma alternativa valida para o paciente.

A MSD, empresa responsável pelo Boceprevir, respondeu que já está preparando a documentação para dar entrada na solicitação de registro na ANVISA, no Brasil, confiando em ter tal aprovação praticamente ao mesmo tempo em que o FDA dos Estados unidos concederem a aprovação.

Em relação à forma de administração os dois inibidores são de uso oral e são empregados na forma de uma terapia triple, comumente chamada de coquetel, isto é, tanto o Telaprevir ou o Boceprevir deverão ser utilizados junto ao Interferon peguilado e ribavirina.

Os inibidores de proteases atuam sobre um setor da proteína do vírus necessária para sua reprodução, o bloqueio desse setor da proteína impede que novas partículas virales repliquem, diminuindo a carga viral e facilitando dessa forma a ação do interferon peguilado e da ribavirina.

O aumento na resposta terapêutica, isto é na possibilidade de cura dos pacientes e muito grande. No genótipo 1 passaremos de aproximadamente 44% de possibilidade de cura com o tratamento atual, para aproximadamente 70% ao se acrescentar ao tratamento os inibidores de proteases.

Os pacientes infectados com o genótipo 1 que fracassaram a um tratamento são os que podem comemorar antecipadamente, pois se hoje em dia um retratamento para quem já foi tratado com interferon peguilado apresenta uma possibilidade de sucesso entre 12 e 22% ao se retratar novamente com interferon peguilado, passará agora a ter a mesma possibilidade que um paciente nunca antes tratado, isto é, vai ter aproximadamente 70% de possibilidade de cura com o retratamento utilizando o Telaprevir ou o Boceprevir.

Pacientes que realizem o primeiro tratamento ou um retratamento, utilizando o coquetel de inibidor de proteases, interferon peguilado e ribavirina passam a ter a mesma possibilidade de cura. Ainda, pacientes de pele negra, que hoje respondem a metade que os de pele branca, também passarão a ter a mesma possibilidade de cura. Passaremos então a ter um tratamento democrático, com a mesma possibilidade de cura para todos.

É muito importante destacar que o tratamento aerá realizado a "la carte", isto é, dependendo da resposta inicial e conforme a redução da carga viral, os pacientes poderão ser tratados por um período de tempo diferente, que poderá ser de 24, 28, 36 ou 48 semanas, com a mesma possibilidade de cura da hepatite C. Isto consegue uma redução muito grande no custo do tratamento e no sofrimento do paciente. Hoje todos os pacientes recebem a mesma indicação de tratamento, como se fosse uma receita de bolo.

Também ficou a duvida sobre se os inibidores de proteases serão utilizados em todos os genótipos. Por ser o genótipo 1 responsável por 75% dos infectados e ser o genótipo que apresenta menor possibilidade de cura, as pesquisas por lógica se orientam inicialmente para o genótipo 1. Uma vez comprovada à eficácia no genótipo 1 os medicamentos são experimentados nos outros genótipos, mas não pode se assegurar que eles apresentem a mesma eficácia em todos os genótipos. Devemos aguardar para ver os resultados.

Em resumo, não estamos simplesmente progredindo mais um degrau na procura da cura total da hepatite C e, sim, estamos provocando uma verdadeira revolução dando um passo gigantesco na possibilidade de cura de praticamente três de cada quatro pacientes tratados.

Semana passada num evento em Florianópolis, Santa Catarina, um portador perguntou-me sobre a porcaria desta doença incurável. Expliquei a ele que a hepatite B já faz 46 anos que foi descoberta, a AIDS já faz 27 anos e a hepatite C completou 20 anos, mas no momento somente a hepatite C já tem um tratamento que comprovadamente cura a doença em muitos que realizam o tratamento, assim, não devemos tripudiar e agradecer aos pesquisadores que estudam a hepatite C.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal:
As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM


O Grupo Otimismo e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org


¡ALERTA!

Enquanto você realiza a leitura deste artigo,
¡Mientras usted realiza la lectura de este artículo,
1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - Brasil
Teléfonos: Rio de Janeiro (005521) 4063.4567 - São Paulo (005511) 3522.3154 (de 11.00 a las 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

16/08/2010


Comentarios sobre los inhibidores de proteasas Telaprevir y Boceprevir


Durante la semana divulgué los excelentes y promisorios resultados de las fases finales de los ensayos clínicos de dos inhibidores de proteasas para tratamiento de la hepatitis C, el Telaprevir y el Boceprevir. Fueron muchos los e-mails recibidos con preguntas de los más diversos motivos, por lo que considero necesario ofrecer algunas informaciones adicionales.

Muchos, probablemente por la ansiedad, escribieron queriendo saber como pueden se inscribir como participante voluntario en los ensayos clínicos, sin atentar para el hecho que lo divulgado ya era el resultado, o sea, los ensayos clínicos ya están concluidos.

Otros preguntaban dónde podrían comprar los medicamentos, eso a pesar de que en ambos los textos está explicado que los medicamentos todavía no se encuentran en el mercado comercial, hecho que va a acontecer después de la aprobación por las autoridades que reglamentan los medicamentos en cada país, como el FDA en Estados Unidos, la EMEA en la comunidad europea y la ANVISA en Brasil.

Otros preguntaban el precio, pero él solamente es presentado después de la aprobación por las agencias reguladoras. Otros querían saber cuando estaría aprobado, pero una fecha exacta es imposible de establecer. En general las agencias demoran entre seis y doce meses para aprobar un medicamento, pero eso depende de todo correr sin problemas o de que exijan nuevos estudios. La aprobación por una agencia no necesariamente garantiza que otras estarán aprobando, así algunos países podrán disponer de un medicamento antes que otros, todo dependiendo de la agilidad y hasta voluntad política de los gestores de cada país.

La mayoría de los e-mails preguntaba si en Brasil y en otros países los medicamentos serían distribuidos gratuitamente por el sistema público de la salud, realmente una pregunta difícil de responder. Por la experiencia con otros medicamentos muy probablemente será más una pelea que los pacientes deberán se envolver para que el consenso pase a incorporar todo nuevo medicamento que aparece. La experiencia nos muestra que medicamentos para tratamiento del SIDA son incorporados a los protocolos en cuestión de semanas, ya para tratamiento de las hepatitis pueden llevar años, un tratamiento desigual que debería ser evitado caso la Constitución Federal de cada país fuese respetada. Si aprobada la comercialización en el país y no distribuido gratuitamente, la vía judicial siempre será una alternativa valida para el paciente.

La MSD, empresa responsable por el Boceprevir, respondió que ya está preparando la documentación para dar entrada en la solicitación de registro en la ANVISA, en Brasil, confiando en tener tal aprobación prácticamente al mismo tiempo en el que el FDA de los Estados Unidos conceder la aprobación.

Con relación a la forma de administración los dos inhibidores son de uso oral y son empleados en la forma de una terapia triple, llamada generalmente de cóctel, esto es, tanto el Telaprevir o el Boceprevir deberán ser utilizados juntamente al Interferón pegilado y ribavirina.

Los inhibidores de proteasas actúan sobre un sector de la proteína del virus necesaria para su reproducción, el bloqueo de ése sector de la proteína impide que nuevas partículas víricas repliquen, disminuyendo la carga viral y facilitando de ésa forma la acción del interferón pegilado y de la ribavirina.

El aumento en la respuesta terapéutica, esto es en la posibilidad de cura de los pacientes es muy grande. En el genotipo 1 pasaremos de aproximadamente 44% de posibilidad de cura con el tratamiento actual, para aproximadamente 70% al se añadir al tratamiento los inhibidores de proteasas.

Los pacientes infectados con el genotipo 1 que fracasaron a un tratamiento son los que pueden conmemorar anticipadamente, pues se hoy en día un retratamiento para quien ya fue tratado con interferón pegilado presenta una posibilidad de suceso entre 12 y 22% al se retratar nuevamente con interferón pegilado, pasará ahora a tener la misma posibilidad que un paciente nunca antes tratado, esto es, va a tener aproximadamente 70% de posibilidad de cura con el retratamiento utilizando el Telaprevir o el Boceprevir.

Pacientes que realicen el primer tratamiento o un retratamiento, utilizando el cóctel de inhibidor de proteasas, interferón pegilado y ribavirina pasan a tener la misma posibilidad de cura. Aún, pacientes de piel negra, que hoy responden la mitad que los de piel blanca, también pasarán a tener la misma posibilidad de cura. Pasaremos entonces a tener un tratamiento democrático, con la misma posibilidad de cura para todos.

Es muy importante destacar que el tratamiento será realizado a "La carte", esto es, dependiendo de la respuesta inicial y conforme la reducción de la carga vírica, los pacientes podrán ser tratados por un período de tiempo diferente, que podrá ser de 24, 28, 36 ó 48 semanas, con la misma posibilidad de cura de la hepatitis C. Esto consigue una reducción muy grande en el coste del tratamiento y en el sufrimiento del paciente. Hoy en día todos los pacientes son tratados de forma igual, como si fuese una receta de repostería.

También quedó la duda sobre si los inhibidores de proteasas serán utilizados en todos los genotipos. Por ser el genotipo 1 responsable de 75% de los infectados y ser el genotipo que presenta menor posibilidad de cura, las pesquisas por lógica se orientan inicialmente para el genotipo 1. Una vez comprobada a la eficacia en el genotipo 1 los medicamentos son experimentados en los otros genotipos, pero no puede se asegurar que ellos presenten la misma eficacia en todos los genotipos. Debemos aguardar para ver los resultados.

En resumen, no estamos simplemente progresando más un peldaño en la busca de la cura total de la hepatitis C y, sí, estamos provocando una verdadera revolución dando un paso gigantesco en la posibilidad de cura de prácticamente tres de cada cuatro pacientes tratados.

Semana pasada en una charla en Florianópolis, en Santa Catarina, Brasil, un portador me preguntó sobre la porquería de esta enfermedad incurable. Expliqué a él que la hepatitis B hace 46 años que fue descubierta, el SIDA ya hace 27 años y la hepatitis C completó solo 20 años, pero en el momento solamente la hepatitis C ya tiene un tratamiento que comprobadamente cura la enfermedad en muchos que realizan el tratamiento, así, no debemos tripudiar y agradecer a los investigadores que estudian la hepatitis C.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
Aviso legal:
Las informaciones de este texto son meramente informativas y no pueden ser consideradas ni utilizadas como indicación médica. Es permitida la utilización de las informaciones contenidas en este mensaje si se cita la fuente como retiradas de WWW.HEPATO.COM







Last updated 15.8.2010