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30/08/2010


Deficiência de Vitamina D pode estar associada com doenças auto-imunes e alguns tipos de câncer


Pesquisa publicada na revista Genome Research confirma suspeitas que evidenciam que a Vitamina D pode proteger contra as doenças auto-imunes e alguns tipos de câncer.

A pesquisa, realizada na Universidade de Oxford por analise genética identificou que a Vitamina D interage com genes específicos do DNA responsáveis pelo aparecimento dessas doenças. Diversas regiões dos genes previamente identificados com diversas doenças, como o câncer colorretal, esclerose múltipla, Doença de Crohn, lúpus, artrite reumatóide e leucemia linfática crônica e doenças auto-imunes apresentaram ligações com a ação da Vitamina D. O próximo passo será tentar compreender como essa regulação dos genes pela interação da Vitamina D pode levar a desenvolver as doenças.

No momento o papel do uso suplementar de Vitamina D para prevenir as doenças não é totalmente compreendido, pelo que se recomendam novos estudos, tal qual está acontecendo com a utilização da Vitamina D no tratamento da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina conforme comentamos em artigos anteriores.

A exposição ao sol é um caminho eficiente para elevar os níveis de Vitamina D no organismo, assim como a alimentação com leite e derivados, peixes com gordura como o salmão ou a sardinha e outros alimentos que contem cálcio.

Lamentavelmente com a recomendação de utilizar protetor solar para evitar o câncer de pele, a concentração de Vitamina D no organismo é prejudicada. Um estudo recente mostrou que metade da população dos Estados Unidos apresenta níveis inferiores aos recomendados de Vitamina D no organismo, situação que não acontecia na década passada.

As recomendações internacionais de suplementação diária de Vitamina D é de 200 IU para pessoas com menos de 50 anos; de 400 IU para pessoas entre 51 e 70 anos e de 600 IU para pessoas com mais de 70 anos, mas muitos especialistas criticam tais dosagens por considerá-las muito baixas.

O pesquisador chefe do estudo publicado em Genome Research, Dr. Sreeram V. Ramagopalan acredita que para prevenir as doenças estudadas na pesquisa seria necessária uma suplementação de até 2.000 IU ao dia de Vitamina D.

O nível de vitamina D no sangue é medido por um exame de sangue chamado 25-hidróxi-vitamina D. É considerado um normal nível de 25 ng/mL. Níveis inferiores a 20 ng/mL indicam deficiência de Vitamina D. Os pesquisadores indicam que o ideal seria manter um nível entre 30 e 40 ng/mL para reduzir o risco de aparecimento das doenças estudadas.

Um novo estudo será iniciado com 20.000 pacientes que estarão tomando 2.000 IU de Vitamina D ao dia durante cinco anos no Brigham and Women's Hospital de Boston, Estados Unidos, o qual irá contribuir significativamente na confirmação, ou não, dos possíveis benefícios da Vitamina D. O mesmo estudo também vai pesquisar os efeitos o Omega 3.

É importante destacar que os pesquisadores alertam que antes de recomendar altas doses de Vitamina D é necessária uma melhor compreensão da dose ideal e do melhor nível no sangue, com o qual se evitarão possíveis riscos ainda não verificados.

Resumindo, ainda faltam respostas para muitas perguntas, mas o caminho parece ser interessante por ser a Vitamina D um principio ativo barato e até encontrado fartamente em alimentos.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
A ChIP-seq defined genome-wide map of vitamin D receptor binding: Associations with disease and evolution - Sreeram V. Ramagopalan, Andreas Heger, Antonio J. Berlanga, et al. - Genome Research - Published in Advance August 24, 2010, doi: 10.1101/gr.107920.110


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




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30/08/2010


Deficiencia de Vitamina D puede estar asociada con enfermedades auto-inmunes y algunos tipos de cáncer


Investigación publicada en la revista Genome Research confirma sospechas que evidencian que la Vitamina D puede proteger contra las enfermedades auto-inmunes y algunos tipos de cáncer.

El estudio, realizado en la Universidad de Oxford por analice genética identificó que la Vitamina D reacciona con genes específicos del ADN responsables por el aparecimiento de ésas enfermedades. Diversas regiones de los genes previamente identificados con diversas enfermedades, como el cáncer colorrectal, esclerosis múltipla, Enfermedad de Crohn, lupus, artritis reumatoide y leucemia linfática crónica y enfermedades auto-inmunes presentaron ligazones con a acción de la Vitamina D. El próximo paso será intentar comprender como esa regulación de los genes por la interacción de la Vitamina D puede llevar a desarrollar las enfermedades.

En el momento el papel del uso suplementario de Vitamina D para prevenir las enfermedades no es totalmente comprendido, por lo que se recomiendan nuevos estudios, tal cual está aconteciendo con la utilización de la Vitamina D en el tratamiento de la hepatitis C con interferón pegilado y ribavirina según comentamos en artículos anteriores.

La exposición al sol es un camino eficiente para elevar los niveles de Vitamina D en el organismo, así como la alimentación con leche y derivados, peces con grasa como el salmón o la sardina y otros alimentos que contienen calcio.

Lamentablemente con la recomendación de utilizar protector solar para evitar el cáncer de piel, la concentración de Vitamina D en el organismo es perjudicada. Un estudio reciente mostró que mitad de la población de Estados Unidos presenta niveles inferiores a los recomendados de Vitamina D en el organismo, situación que no acontecía en la década pasada.

Las recomendaciones internacionales de suplementación diaria de Vitamina D es de 200 IU para personas con menos de 50 años; de 400 IU para personas entre 51 y 70 años y de 600 IU para personas con más de 70 años, pero muchos especialistas critican tales dosis por considerarlas muy bajas.

El investigador jefe del estudio publicado en Genome Research, Dr. Sreeram V. Ramagopalan cree que para prevenir las enfermedades estudiadas en la investigación sería necesaria una suplementación de hasta 2.000 IU al día de Vitamina D.

El nivel de vitamina D en la sangre es medido por un examen de sangre llamado 25-hidróxi-vitamina D. Es considerado normal un nivel de 25 ng/mL. Niveles inferiores a 20 ng/mL indican deficiencia de Vitamina D. Los investigadores indican que el ideal sería mantener un nivel entre 30 y 40 ng/mL para reducir el riesgo de aparecimiento de las enfermedades estudiadas.

Un nuevo estudio será iniciado con 20.000 pacientes que estarán tomando 2.000 IU de Vitamina D al día durante cinco años en el Brigham and Women's Hospital de Boston, Estados Unidos, el cual irá a contribuir significativamente en la confirmación, o no, de los posibles beneficios de la Vitamina D. El mismo estudio también va a investigar los efectos del Omega 3.

Es importante destacar que los investigadores alertan que antes de recomendar altas dosis de Vitamina D es necesaria una mejor comprensión de la dosis ideal y del mejor nivel en la sangre, con lo cual se evitarán posibles riesgos aún no verificados.

Resumiendo, todavía faltan respuestas para muchas preguntas, pero el camino parece ser interesante por ser la Vitamina D un principio activo barato y encontrado hartamente en alimentos.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
A ChIP-seq defined genome-wide map of vitamin D receptor binding: Associations with disease and evolution - Sreeram V. Ramagopalan, Andreas Heger, Antonio J. Berlanga, et al. - Genome Research - Published in Advance August 24, 2010, doi: 10.1101/gr.107920.110


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Last updated 29.8.2010