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PORTARIA 863/2002 PROTOCOLO DE TRAMENTO DA HEPATITE C SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA À
SAÚDE PORTARIA N° 863, DE 4 DE NOVEMBRO DE
2002 O
Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais, Considerando a necessidade de estabelecer Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas para o tratamento da Hepatite Viral Crônica C, que contenha
critérios de diagnóstico e tratamento, observando ética e tecnicamente a
prescrição médica, racionalize a dispensação dos medicamentos preconizados para
o tratamento da doença, regulamente suas indicações e seus esquemas terapêuticos
e estabeleça mecanismos de acompanhamento de uso e de avaliação de resultados,
garantindo assim a prescrição segura e eficaz; Considerando a Consulta Pública a que foi submetido o Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas - Hepatite Viral Crônica C, por meio da Consulta Pública
GM/MS nº 01, de 23 de julho de 2002 - Anexo VII, que promoveu sua ampla
discussão e possibilitou a participação efetiva da comunidade técnico
científica, sociedades médicas, profissionais de saúde e gestores do Sistema
Único de Saúde na sua formulação, e Considerando as sugestões apresentadas ao Departamento de Sistemas e
Redes Assistenciais no processo de Consulta Pública acima referido,
resolve: Art. 1º -
Aprovar o PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS -HEPATITE VIRAL CRÔNICA C
- Interferon-alfa, Interferon-alfa peguilado, Ribavirina, na forma do Anexo
desta Portaria. § 1º -
Este Protocolo, que contém o conceito geral da doença, os critérios de
inclusão/exclusão de pacientes no tratamento, critérios de diagnóstico, esquema
terapêutico preconizado e mecanismos de acompanhamento e avaliação deste
tratamento, é de caráter nacional, devendo ser utilizado pelas Secretarias de
Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, na regulação da
dispensação dos medicamentos nele previstos. § 2º - As
Secretarias de Saúde que já tenham definido Protocolo próprio com a mesma
finalidade, deverão adequá-lo de forma a observar a totalidade dos critérios
técnicos estabelecidos no Protocolo aprovado pela presente Portaria; § 3º - É
obrigatória a observância deste Protocolo para fins de dispensação dos
medicamentos nele previstos; § 4º - É
obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos
potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso dos medicamentos
preconizados para o tratamento da Hepatite Viral Crônica C, o que deverá ser
formalizado através da assinatura do respectivo Termo de Consentimento
Informado, conforme o modelo integrantes do Protocolo. Art. 2º -
Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário. RENILSON REHEM DE SOUZA ANEXO PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS HEPATITE
VIRAL CRÔNICA C Interferon-alfa, Interferon-alfa Peguilado, Ribavirina 1.
Introdução O vírus
da Hepatite C (HCV) é uma importante causa de cirrose em todo mundo1. Pertence
ao gênero Hepacivirus da família Flaviviridae, sendo seu genoma constituído por
uma hélice simples de RNA. Possui aproximadamente 9600 nucleotídeos, com uma
única região de leitura que produz uma proteína de cerca de 3000 aminoácidos.
Essa proteína é após partida por proteases virais e do hospedeiro em pelo menos
10 proteínas estruturais e não estruturais. Existe uma grande variabilidade na
seqüência genômica do HCV, sendo que as amostras isoladas em todo o mundo foram
agrupadas em 6 genótipos, sendo no Brasil os mais freqüentes os genótipos 1,2 e
32. Sabe-se que dentre esses, o genótipo 1 caracteriza-se pela maior resistência
ao tratamento antiviral1. Não se conhece ao certo a prevalência da infecção pelo
HCV no Brasil. Em estudo transversal realizado em bancos de sangue, a
prevalência de doadores com anti-HCV positivo foi de 1,23%2. Como nem todos
pacientes com o anticorpo portam o vírus, estima-se que a prevalência da
infecção crônica pelo HCV esteja ao redor de 1% da população em geral. Tanto a
infecção crônica quanto a infecção aguda pelo HCV são usualmente
assintomáticas3,4, estimando-se que apenas um terço dos pacientes com infecção
aguda pelo vírus C venham a ter sintomas ou icterícia5. A persistência do
HCV-RNA por mais do que seis meses após a infecção caracteriza a infecção
crônica pelo HCV. É tema controverso a proporção de pessoas infectadas pelo HCV
que desenvolverá infecção crônica, mas calcula-se que esse valor em média deve
ficar entre 70 a 80% dos infectados5. As
principais complicações potenciais da infecção crônica pelo vírus C, a longo
prazo, são a cirrose, a insuficiência hepática terminal e o carcinoma
hepatocelular5. O percentual de pacientes cronicamente infectados que evoluem
para cirrose após 20 anos do contágio varia entre diversos estudos, sendo que
estudos de base populacional resultaram em taxas de 4 a 10%, enquanto que em
estudos realizados em clínicas especializadas em doenças hepáticas a incidência
encontrada é de até cerca de 20%6, sendo que provavelmente a taxa correta
situe-se entre 10 e 15% 7. Entretanto pouco se sabe a respeito da evolução da
infecção crônica pelo HCV em períodos mais longos do que duas décadas. Uma vez
com cirrose, cerca de 1 a 4% dos pacientes por ano desenvolvem carcinoma
hepatocelular. Em 1998
foram publicados dois ensaios clínicos envolvendo 1744 pacientes que mostraram o
maior benefício da terapia combinada de interferon-alfa e ribavirina sobre a
monoterapia com interferon-alfa8,9, tendo sido mostrado maior benefício no
tratamento de pacientes com genótipo 1 por 48 semanas e genótipo não-1 por 24
semanas. Essa conduta foi posteriormente ratificada pelo Consenso Internacional
de Paris realizado em 199910. Uma nova
forma de interferon foi desenvolvida, que se chama interferon peguilado ou
peginterferon. A peguilação é uma técnica desenvolvida pela indústria de
cosméticos e também utilizada na produção de alimentos, que consiste em unir uma
molécula de polietilenoglicol à molécula de interferon. Tornando-se maior, o
interferon é mais dificilmente metabolizado, dessa forma suas dosagens
sangüíneas permaneceriam elevadas por um maior tempo. A atividade biológica do
interferon permanece qualitativamente inalterada, porém mais fraca do que a do
interferon livre11, e a sua administração, que ao invés de ser três vezes por
semana, passa a ser semanal. Um ensaio
clínico randomizado aberto de fase 3 comparando-se interferon convencional mais
ribavirina versus interferon peguilado mais ribavirina foi publicado por Manns e
colaboradores em setembro de 2001 na revista Lancet12, mostrando um pequeno
benefício da combinação utilizando interferon peguilado e ribavirina sobre a
combinação interferon convencional e ribavirina. O interferon peguilado na dose
de 1,5 mcg/kg mais ribavirina teve uma taxa de resposta viral sustentada de 54%
versus 47% do interferon convencional. O Food and Drug Administration nos
Estados Unidos da América, reanalizaram os dados de Manns13 e concluíram que a
diferença entre o interferon peguilado (resposta de 52%) e o interferon
convencional (resposta de 46%) foi de apenas 6%. Além disso, estatisticamente
(ainda com uma chance de erro de 5%) esse valor pode estar situado entre 0,18% e
11,63%. Outro
ensaio clínico randomizado aberto de fase 3 realizado por Fried e
colaboradores14, comparou três grupos. Um grupo utilizou interferon peguilado
associado à ribavirina, outro grupo utilizou interferon peguilado monoterapia e
um terceiro grupo utilizou interferon convencional associado a ribavirina, tendo
sido obtido uma taxa de resposta viral sustentada de 56% no grupo associando
interferon peguilado e ribavirina, 30% no grupo utilizando interferon peguilado
monoterapia e 44% no grupo associando interferon convencional e
ribavirina15. Outro
estudo foi realizado com a finalidade de se estabelecer a melhor dose de
ribavirina para ser associada ao interferon peguilado, assim como o tempo de
tratamento mais adequado16. Quatro grupos foram tratados, um associando-se
interferon peguilado e ribavirina 800 mg por 24 semanas, um grupo associando
interferon peguilado e ribavirina 1000-1200 mg por 24 semanas, outro grupo
utilizando interferon peguilado e ribavirina 800 mg por 48 semanas e um quarto
grupo tratado com interferon peguilado e ribavirina 1000-1200 mg por 48 semanas.
Nos grupos utilizando dose mais alta de ribavirina, 1000 mg foi administrada
para pacientes com menos de 75 kg e 1200 para pacientes com 75 kg ou mais. Os
pacientes com HCV genótipo tipo 1 foram distribuídos na proporção de 1:1:4:4 e
os do genótipo tipo não-1 foram distribuídos na proporção 1:1:1:1 entre os
grupos. O estudo mostrou que para pacientes com genótipo tipo 1, grupos que
utilizaram menores doses de ribavirina e/ou por 24 semanas tiveram um percentual
de resposta viral sustentada significativamente menor, recomendando-se portanto
a utilização de interferon peguilado associado a ribavirina 1000-1200 mg por 48
semanas para pacientes do genótipo tipo 1. Para pacientes com HCV tipo não-1 não
houve redução da eficácia na utilização do medicamento por 24 semanas associado
a doses de 800 mg de ribavirina em relação aos outros grupos, portanto podendo
ser esse o tempo de tratamento e dose de ribavirina empregada. Existem
algumas dúvidas sobre a superioridade do interferon peguilado versus interferon
convencional. A primeira delas é que todos os estudos realizados fazendo essa
comparação foram abertos, ou seja, todos os pacientes, assim como os médicos,
sabiam qual tratamento estava sendo dado para cada paciente. Estudos abertos
tendem a mostrar 17 a 30% a mais de resposta para a nova terapia, mesmo que na
realidade não exista diferença entre os tratamentos17. O ensaio
clínico de Manns e colaboradores não mostrou diferença estatística entre os
tratamentos com interferon peguilado e interferon nesses genótipos12,13. Na
versão final do documento elaborado no Instituto Nacional de Saúde dos Estados
Unidos sobre o tratamento da hepatite C, de autoria de 72 dos maiores
especialistas em doenças hepáticas dos Estados Unidos, França, Canadá e Itália,
divulgado dia 26 de agosto de 2002, consta que: ¿Entre pacientes com genótipo 2
e 3, respostas virais sustentadas com interferon convencional e ribavirina foram
comparáveis àquelas obtidas com interferon peguilado e ribavirina, e portanto
interferon convencional e ribavirina podem ser usados no tratamento de pacientes
com esses genótipos¿7. Outra
questão é a dose de interferon peguilado utilizada. Como os pacientes que
receberam interferon peguilado 1,5 mcg/kg, apresentaram mais efeitos adversos,
Manns e colaboradores12 justificaram que isso ocorreu devido a alta dose de
interferon peguilado utilizada comparada a dose de interferon convencional
3.000.000 UI 3 vezes por semana. Um estudo publicado por Mangia no Journal of
Hepatology18 comparou a utilização de 3.000.000 UI de interferon convencional
associado a ribavirina versus 5.000.000 UI de interferon associado a ribavirina.
Neste estudo observou-se maior taxa de resposta nos tratados com 5.000.000 UI de
interferon-alfa nos pacientes com genótipo tipo 1, exatamente o mesmo grupo
beneficiado com interferon peguilado no estudo de Manns12. Não existem estudos
clínicos de fase III comparando-se interferon peguilado com interferon
convencional 5.000.000 de UI. Dessa forma persiste a dúvida se a pequena
diferença observada foi devida ao processo de peguilação ou se foi devida a
maior dose de interferon molecular per se. Não
existem estudos comparativos entre os interferons peguilados alfa-2a e alfa-2b
e, tanto o Consenso francês19 quanto o realizado no Instituto Nacional de Saúde
dos Estados Unidos7, não fazem distinção entre esses dois interferons peguilados
disponíveis. Da mesma forma, estas duas apresentações de interferon peguilado,
observadas as diferentes dosagens, são consideradas equivalentes neste
protocolo, considerando a ausência de evidência de superioridade de uma sobre a
outra. 2.
Classificação CID 10 B18.2 -
Hepatite Viral Crônica C 3.
Critérios de INCLUSÃO NO PROTOCOLO DE TRATAMENTO 3.1.
Critérios Gerais de Inclusão Serão
incluídos no Protocolo de Tratamento aqueles pacientes que possuam todas as
seguintes características: a) ser
potador de HCV - detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico
(teste qualitativo) positiva; b)
apresentar transaminases acima de uma vez e meia o limite superior da
normalidade, em pelo menos três determinações com intervalo mínimo de um mês
entre elas, sendo pelo menos uma delas nos últimos seis meses; c) ter
realizado, nos últimos 24 meses, biópsia hepática onde tenha sido evidenciada
atividade necro-inflamatória de moderada a intensa (maior ou igual a A2 pela
classificação Metavir ou atividade portal ou peri-septal grau 2 da classificação
da Sociedade Brasileira de Patologia) e/ou presença de fibrose de moderada a
intensa (maior ou igual a F1 pelas classificações Metavir ou Sociedade
Brasileira de Patologia); d) ter
entre 12 e 70 anos; e) ter
contagem de plaquetas acima de 50.000/mm3 e de neutrófilos acima de
1.500/mm3. 3.2.
Critérios de Inclusão para Tratamento com Interferon Alfa Peguilado Os
pacientes poderão ser candidatos ao tratamento com interferon peguilado se
estiverem enquadrados, além dos critérios gerais mencionados nas alíneas ¿a + b¿
do item 3.1 acima, nos seguintes critérios: a) ser
portador do vírus da hepatite C do genótipo 1, segundo exame de reação em cadeia
da polimerase com genotipagem; b) ter
biópsia hepática nos últimos 24 meses com fibrose septal (maior ou igual a F2
pelas classificações Metavir ou Sociedade Brasileira de Patologia) 19; c) ter
entre 18 e 70 anos de idade; d) ter
contagem de plaquetas acima de 75.000/mm3 para cirróticos e de 90.000/mm3 para
não cirróticos e de neutrófilos acima de 1.500/mm3. 4.
Critérios de Exclusão DO protocolo de tratamento Não
deverão ser incluídos no Protocolo de Tratamento, tanto com intereferon-alfa
como com interferon peguilado, pacientes com as seguintes condições: ¿
tratamento prévio com interferon alfa associado à ribavirina19; ¿
tratamento prévio com interferon peguilado (associado ou não à ribavirina); ¿
tratamento prévio com monoterapia com interferon alfa previamente, não tendo
tido resposta virológica ou bioquímica ao tratamento20,21; ¿ consumo
abusivo de álcool nos últimos 6 meses; ¿ consumo
regular de drogas ilícitas (se o paciente estiver em tratamento para dependência
química com boa adesão, o tratamento para hepatite C poderá ser
considerado)7,19; ¿
pacientes transplantados (o tratamento do HCV em pacientes transplantados
hepáticos deve ser considerado experimental, e só realizado no âmbito de
protocolos de pesquisa7,19); ¿
hepatopatia descompensada; ¿
cardiopatia grave; ¿ doença
da tireóide descompensada; ¿
neoplasias; ¿ diabete
melito tipo 1 de difícil controle ou descompensada; ¿
convulsões não controladas; ¿
imunodeficiências primárias; ¿ homens
e mulheres sem adequado controle contraceptivo; ¿
gravidez (beta-HCG positivo); ¿ não
concordância com os termos do Consentimento Informado. 5.
Situações Especiais a)
paciente com co-infecção HIV-HCV: os pacientes com HIV estáveis clínica e
laboratorialmente (ausência de infecção oportunista ativa ou nos últimos seis
meses e com contagem de linfócitos TCD4+ > 200 céls/mm3 e com carga viral
menor que 5.000 cópias/mm3, ou contagem de linfócitos TCD4+ > 500 céls/mm3
independentemente da carga viral) poderão ser tratados seguindo as mesmas normas
deste protocolo. Em pacientes infectados pelo HIV com doença oportunista em
atividade ou sem estabilidade clínico-laboratorial, o tratamento da doença
oportunista e/ou HIV é prioridade. Deve haver cautela no uso simultâneo de
ribavirina e DDI, que pode aumentar o risco de acidose lática e pancreatite.
Também sugere-se cautela na associação de zidovudina com ribavirina, pois as
duas drogas tem como efeito adverso a anemia. Sempre que possível, durante o
tratamento com ribavirina, deve-se utilizar esquema antiretroviral que não
contenha essas drogas22. b)
pacientes pediátricos: não existem estudos controlados que assegurem a eficácia
e a segurança do tratamento de pacientes abaixo de 18 anos com hepatite
C7,13,19. Em uma revisão sistemática dos trabalhos publicados sobre tratamento
de crianças com interferon convencional monoterapia23 encontrou-se 35% de
resposta virológica sustentada. Essas altas taxas de resposta encontradas em
crianças, quando comparadas as taxas em adultos, podem ser devidas ao estágio
inicial da doença, a dosagem elevada relativa de interferon ou à ausência de
comorbidades nessa faixa etária24. Poucos estudos existem sobre o uso de
interferon convencional e ribavirina em crianças. Não existe nenhum estudo sobre
o uso de interferon peguilado em pacientes com menos de 18 anos24. Dessa forma,
pacientes abaixo de 12 anos de idade, em que se considere o tratamento para
hepatite C, devem ser avaliados por um comitê de especialistas nomeado pelo
Gestor Estadual do SUS para avaliar o uso de interferon convencional associado
ou não a ribavirina. c)
pacientes já tratados com interferon monoterapia: pacientes que tenham tido
resposta, bioquímica ou virológica, ao final do tratamento, podem ser retratados
com interferon convencional e ribavirina por 1 ano independente do genótipo,
seguindo as demais recomendações deste protocolo; d)
hepatite C aguda: não existem estudos controlados avaliando essa situação.
Devido a raridade do evento, tornando difícil a realização desses estudos, pode
ser considerado tratamento com interferon convencional 5.000.000 UI por dia por
4 semanas e após 3.000.000 UI por dia por 20 semanas25, associado ou não a
ribavirina26, para pacientes: ¿ que
tenham tido exposição ao HCV nos quatro meses prévios a soroconversão
documentada (de anti-HCV negativo para positivo) ou; ¿ que
tenham tido exposição ao HCV nos quatro meses prévios ao início de quadro de
icterícia e transaminases acima de 10 vezes os valores normais25. Deve-se ter o
cuidado, nesses casos, de excluir outras causas de elevação de transaminases com
icterícia. Ainda é
controverso o melhor momento de iniciar-se o tratamento, mas deve-se realizar
HCV-RNA após três a seis meses do momento provável do contágio e tratar apenas
os positivos. Dessa forma evita-se expor uma parcela dos pacientes que
eliminariam o vírus espontaneamente26. a)
paciente com distúrbios psiquiátricos: devem ter a sua condição psiquiátrica
estabilizada, estando realizando tratamento psiquiátrico regular e com avaliação
de especialista em psiquiatria liberando o paciente para o tratamento. Sugere-se
nesses casos avaliar a relação risco-benefício, reservando o tratamento para
pacientes com fibrose hepática avançada ou cirrose19; b)
paciente com doença cerebrovascular, coronária ou insuficiência cardíaca: devem
ter a sua condição clínica estabilizada. Esses pacientes são mais sujeitos a
efeitos adversos e sugere-se nesses casos avaliar a relação risco-benefício,
reservando o tratamento para pacientes com fibrose hepática avançada ou
cirrose; c)
pacientes com insuficiência renal crônica: pacientes com depuração da creatinina
endógena (DCE) abaixo de 50 ml/min e/ou em hemodiálise devem ser tratados em
Centros de Referência no tratamento da hepatite C. A ribavirina é
contra-indicada em pacientes com insuficiência renal terminal. Taxas de resposta
viral sustentada com interferon mais alta do que em pacientes sem insuficiência
renal são alcançadas nesses pacientes, possivelmente pelo aumento da meia vida
do medicamento nessa situação27. A atividade do interferon peguilado é diminuída
em pacientes com insuficiência renal crônica28 e não existem estudos nessa
população mostrando se o interferon peguilado é seguro e mais eficaz do que
interferon convencional29. d)
hemólise, hemoglobinopatias e supressão de medula óssea: nestas situações pode
ser considerada a possibilidade de monoterapia com interferon
peguilado-alfa; e)
Pacientes com genótipo 4,5,6: devem ser tratados com interferon convencional
associado à ribavirina por 48 semanas, devendo o tratamento ser suspenso de o
HCV-RNA estiver positivo ao final da semana 24; f)
pacientes com hemofilia podem realizar o tratamento sem a necessidade da biópsia
hepática; g)
pacientes com cirrose compensada diagnosticada clinicamente e/ou através de
exames laboratoriais, e que apresentem varizes de esôfago e indícios ecográficos
dessa situação, também podem realizar o tratamento sem a necessidade de biópsia
hepática. 6.
Tratamento 6.1.
Fármacos e Apresentações a)
interferon alfa-2a recombinante: frasco-ampola com 3.000.000 UI, 4.500.000 UI e
9.000.000 UI para uso sub-cutâneo; b)
interferon alfa-2b recombinante: frasco-ampola com 3.000.000 UI, 4.500.000 UI,
5.000.000 UI, 9.000.000 UI e 10.000.000 UI para uso sub-cutâneo; c)
interferon peguilado alfa-2a: frasco-ampola com 135* e 180 mcg; d)
interferon peguilado alfa-2b: frasco-ampola de 50*, 80, 100, 120 e 150* mcg (as
ampolas de 80, 100 e 120 mcg contém, respectivamente, segundo informações da
bula do medicamento registrada na ANVISA, 112, 140 e 168 mcg de interferon
peguilado11); e)
ribavirina: cápsulas com 250 mg. (* estas
apresentações, apesar de estarem registradas na ANVISA, não estão sendo
comercializadas, atualmente, no Brasil). 6.2.
Esquemas de Administração a)
interferon-alfa: 3.000.000 UI a 5.000.000 UI SC, três vezes por semana,
associado ou não à ribavirina 1000 mg por dia para pacientes com menos de 75 kg
e 1250 mg por dia para pacientes com 75 kg ou mais. A dose para pacientes com
menos de 40 Kg é de 3.000.000 UI/m2 de superfície corporal (não exceder
3.000.000UI) e a dose de ribavirina é de 15 mg/kg; b)
interferon peguilado alfa-2a: 180 mcg SC por semana associado ou não à
ribavirina 1000-1250 mg por dia para pacientes com genótipo tipo 1 (1000mg por
dia para pacientes com menos de 75 kg e 1250 mg por dia para pacientes com 75 kg
ou mais); c)
interferon peguilado alfa-2b em monoterapia (quando não associada a ribavirina):
a dose preconizada é de 1 mcg/kg SC por semana13,30. Tabela 1
- Modo de administração interferon peguilado alfa-2b em monoterapia13 (adaptado
conforme apresentações comerciais disponíveis11)
a)
interferon peguilado alfa-2b associado à ribavirina: 1,5 mcg/kg SC por semana
1000-1250 mg por dia para pacientes com genótipo tipo 1 (1000mg por dia para
pacientes com menos de 75 kg e 1250 mg por dia para pacientes com 75 kg ou
mais). Tabela 2
- Modo de administração interferon peguilado alfa-2b combinado com ribavirina13
(adaptado conforme apresentações comerciais disponíveis11)
6.3.
Tempo de Tratamento e Critérios de Interrupção do Tratamento 6.3.1.
Interferon-alfa não peguilado Nas
situações em que for utilizado interferon-alfa não peguilado, o tratamento deve
ser interrompido nos seguintes casos: ¿
pacientes com efeitos adversos sérios; ¿
pacientes intolerantes ao tratamento; ¿
pacientes com genótipo viral 2 e 3 e que tenham utilizado interferon-alfa não
peguilado associado à ribavirina por 24 semanas; ¿
pacientes com genótipo viral 4,5 e 6 utilizando interferon-alfa não peguilado
associado à ribavirina e que tenham HCV - detecção por tecnologia biomolecular
de ácido ribonucléico (teste qualitativo) positiva após 24 semanas de
tratamento; ¿
pacientes utilizando interferon alfa monoterapia e que tenham HCV - detecção por
tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo) positiva após
12 semanas de tratamento; ¿
pacientes que tenham completado 48 semanas de tratamento em quaisquer
circunstâncias. 6.3.2.
Interferon-alfa peguilado Nas
situações em que for utilizado interferon-alfa peguilado, o tratamento deve ser
interrompido nos seguintes casos: ¿
pacientes com efeitos adversos sérios; ¿
pacientes intolerantes ao tratamento; ¿
pacientes com HCV genótipo tipo 1, que após 12 semanas de tratamento com
interferon peguilado associado à ribavirina, não tenham negativado o exame HCV -
detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste quantitativo)
ou que não tenham obtido uma redução maior ou igual a 100 vezes (2 logs) no
número de cópias virais em relação à carga viral pré-tratamento14; ¿
pacientes utilizando interferon peguilado monoterapia, que após 12 semanas de
tratamento com interferon peguilado, não tenham negativado o exame HCV -
detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste quantitativo)
ou que não tenham obtido uma redução maior ou igual a 100 vezes (2 logs) no
número de cópias virais em relação à carga viral pré-tratamento31; ¿
pacientes que tenham completado 48 semanas de tratamento em quaisquer
circunstâncias. 6.4.
Logística Por
razões de fármaco-economia, racionalização de dose e aplicação, aqueles
pacientes que estiverem em tratamento com interferon peguilado devem ter suas
doses semanais aplicadas em serviço especialmente identificado para tal fim pela
Secretaria Estadual de Saúde. Assim, as ampolas ficarão em poder dos serviços já
mencionados e não dos pacientes em tratamento. Para facilitar o trabalho dos
serviços identificados, sugere-se que os pacientes sejam agrupados e previamente
agendados para a aplicação do medicamento. Dependendo da apresentação comercial
disponível na Secretaria, indicação e peso do paciente, o uso das ampolas do
medicamento poderá ser compartilhado, adotadas as medidas técnicas de segurança
de manipulação e aplicação do medicamento. Tendo em
vista que as Secretarias de Saúde poderão dispor de apenas uma das apresentações
comerciais de interferon peguilado existentes no país (alfa-2a ou alfa-2b) e o
fato de as mesmas terem a mesma eficácia clínica, recomenda-se que estas
Secretarias orientem os médicos prescritores a prescreverem interferon peguilado
para seus pacientes de acordo com as especificidades do produto disponível,
conforme preconizado neste Protocolo. 7.
Monitorização 7.1.
Avaliação Inicial Os
pacientes com hepatite C que são candidatos a tratamento devem ser submetidos a
uma avaliação inicial. Nessa avaliação devem constar anamnese completa, exame
físico e os seguintes exames complementares: a)
hemograma completo com contagem de plaquetas; b) ALT,
AST; c) tempo
de protrombina, bilirrubinas, albumina; d)
creatinina, ácido úrico, glicemia de jejum; e)
TSH; f)
anti-HIV; g)
HBsAg; h) para
mulheres em idade fértil que usarão ribavirina: beta-HCG; i)
biópsia hepática dos últimos dois anos, salvo nos casos definidos nas alíneas
¿j¿ e ¿k¿ do item 5 deste Protocolo; j)
Genotipagem do HCV - Biologia Molecular. O exame de genotipagem só se justifica
após para os pacientes que já tenham preenchido todos critérios de inclusão,
inclusive biópsia hepática (salvo nos casos definidos nas alíneas ¿j¿ e ¿k¿ do
item 5 deste Protocolo), e não apresentem critérios de exclusão. k)
pacientes com genótipo tipo 1 e que estejam sendo avaliados para o uso de
interferon peguilado-alfa associado à ribavirina ou pacientes que estejam sendo
avaliados para o uso de interferon peguilado-alfa monoterapia, já tendo
preenchido todos outros critérios de inclusão e não apresentem critérios de
exclusão, deverão realizar o exame HCV - Detecção por Tecnologia Biomolecular de
Ácido Ribonucléico (teste quantitativo) antes do início do tratamento; 7.2.
Monitorização Durante o Tratamento Aqueles
pacientes que, após a realização da avaliação inicial, se enquadrarem nos
critérios de inclusão e não apresentarem critérios de exclusão, poderão iniciar
com um dos tratamentos propostos nos itens 6.2.a a 6.2.d deste Protocolo. Os
pacientes em uso da medicação deverão ser monitorizados, principalmente nas
fases iniciais do tratamento. Os exames mínimos que o paciente deverá realizar
durante o tratamento são: ¿
hemograma, plaquetas, ALT, AST, creatinina a cada quinze dias no primeiro mês e
após mensalmente; ¿ TSH a
cada três meses; ¿ para
mulheres em idade fértil em uso de ribavirina: beta-HCG a cada três meses. 7.3.
Monitorização da Resposta Virológica 7.3.1.
Interferon não-peguilado monoterapia Os
pacientes que estiverem em uso de interferon não-peguilado monoterapia deverão
realizar os seguintes exames além dos expostos acima: HCV -
detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo)
na semana 12 de tratamento e caso o resultado seja positivo devem interromper o
tratamento, sendo considerados não-respondedores. Caso o exame seja negativo,
devem manter o tratamento, repetindo o exame na semana 48, momento em que o
tratamento será interrompido. Caso o exame na semana 48 seja negativo, o exame
será repetido após 24 semanas para avaliar resposta virológica sustentada. 7.3.2.
Interferon não-peguilado associado à ribavirina com genótipo tipo 1 Os
pacientes que estiverem em uso de interferon não-peguilado associado à
ribavirina com genótipo tipo 1 deverão realizar os seguintes exames de
monitorização da resposta virológica: HCV -
detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo)
na semana 24 de tratamento. Pacientes que tiverem resultado negativo desse exame
devem manter o tratamento, repetindo o exame na semana 48, momento em que o
tratamento será interrompido. Caso o exame na semana 48 seja negativo, o exame
será repetido após 24 semanas para avaliar resposta virológica sustentada.
Pacientes que tiverem HCV - detecção por tecnologia biomolecular de ácido
ribonucléico (teste qualitativo) positiva na semana 24 de tratamento deverão
interromper o tratamento, sendo considerados não-respondedores. 7.3.3.
Interferon não-peguilado associado à ribavirina com genótipo tipo 2 e 3 Os
pacientes que estiverem em uso de interferon não-peguilado associado à
ribavirina com genótipo tipo 2 e 3 deverão realizar os seguintes de
monitorização da resposta virológica: HCV -
detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo)
na semana 24 quando deverão interromper o tratamento. Pacientes que tiverem o
exame da HCV - detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste
qualitativo) positiva na semana 24 de tratamento serão considerados
não-respondedores. Os pacientes com esse exame negativo ao final do tratamento
(semana 24) devem repetí-lo após 24 semanas para avaliar resposta virológica
sustentada. 7.3.4.
Interferon peguilado associado à ribavirina com genótipo 1 ou interferon
peguilado monoterapia Os
pacientes que estiverem em uso de interferon peguilado associado à ribavirina
com genótipo 1 ou interferon peguilado monoterapia deverão realizar os seguintes
exames de monitorização da resposta virológica: HCV -
detecção por tecnologia biomolecular de ácido ribonucléico (teste quantitativo)
na semana 12 de tratamento. Pacientes que não tenham negativado o exame de carga
viral ou que não tenham obtido uma redução de 100x no número de cópias virais em
relação à carga viral pré-tratamento deverão interromper o tratamento. Caso
contrário deverão manter o tratamento, realizando HCV - detecção por tecnologia
biomolecular de ácido ribonucléico (teste qualitativo) na semana 48, momento em
que o tratamento será interrompido. Caso o exame na semana 48 seja negativo, o
exame será repetido após 24 semanas para avaliação da resposta virológica
sustentada. 8.
Benefícios Esperados com o Tratamento ¿ aumento
da expectativa de vida; ¿ melhora
da qualidade de vida; ¿ redução
da probabilidade de evolução para insuficiência hepática terminal que necessite
de transplante hepático; ¿
diminuição do risco de transmissão da doença; ¿
resposta viral sustentada, definida pela reação em cadeia da polimerase
qualitativa negativa após 24 semanas do final do tratamento. 9.
Consentimento Informado É
obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos
potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso dos medicamentos
preconizados nesse protocolo, o que deverá ser formalizado por meio da
assinatura de Termo de Consentimento Informado, de acordo com o modelo constante
neste Protocolo. 10.
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Heathcote EJ, Shiffman ML, Cooksley GE et al. Peginterferon alfa-2a in patients
with chronic hepatitis C and cirrhosis. N Engl J Med
2000;343(23):1673-1680. TERMO DE
CONSENTIMEMENTO INFORMADO Interferon alfa, Interferon alfa Peguilado e Ribavirina Eu,
_____________________ (nome do(a) paciente), abaixo identificado(a) e
firmado(a), declaro ter sido informado(a) claramente sobre todas as indicações,
contra-indicações, principais efeitos colaterais e riscos relacionados ao uso de
interferon alfa ou interferon alfa peguilado, associados ou não com ribavirina,
preconizados para o tratamento da Hepatite Viral Crônica C. Estou
ciente de que este(s) medicamento(s) somente poderá ser utilizado por mim,
comprometendo-me a devolvê-lo(s) caso o tratamento seja interrompido. Os termos
médicos foram explicados e todas as minhas dúvidas foram esclarecidas pelo
médico ___________________ (nome do médico que prescreve). Expresso
também minha concordância e espontânea vontade em submeter-me ao referido
tratamento, assumindo a responsabilidade e os riscos por eventuais efeitos
indesejáveis decorrentes. Assim,
declaro que: Fui
claramente informado que a associação de ribavirina + interferon alfa ou
ribavirina + Iinterferon peguilado podem trazer os seguintes benefícios no
tratamento da Hepatite Viral Crônica C: - Redução
da replicação viral; - Melhora
da inflamação e fibrose hepáticas; Ainda não
se sabe se esses benefícios irão significar no futuro cura da hepatite C,
prevenção de cirrose, de insuficiência hepática ou do câncer do fígado. Também
não está estabelecido se o tratamento previne a transmissão do vírus da hepatite
C para outras pessoas, mesmo em pacientes que tiveram boa resposta ao
tratamento. Fui
também claramente informado a respeito das seguintes contra-indicações,
potenciais efeitos adversos, riscos e advertências a respeito da associação de
ribavirina + interferon alfa ou ribavirina + interferon peguilado no tratamento
da Hepatite Viral Crônica C: -
Medicações classificadas na gestação como fator de risco X para ribavirina
(contra-indicada durante a gestação por causar graves defeitos, efeitos
teratogênicos, oncogênicos, mutagênicos e embriotóxicos significativos nos
bebês) e fator de risco C para interferon alfa e interferon peguilado (estudos
em animais mostraram anormalidades nos descendentes, porém não há estudos em
humanos; o risco para o bebê não pode ser descartado, mas um benefício potencial
pode ser maior que os riscos); - É
contra-indicado o uso da ribavirina em pacientes de ambos os sexos nos quais o
controle da contracepção não pode ser feito de maneira adequada e rigorosa,
devendo ser utilizado método seguro de contracepção para pacientes em idade
fértil até seis meses do final do tratamento; - Não é
recomendada a amamentação durante o tratamento com ribavirina, interferon alfa e
interferon peguilado; - Deve-se
evitar a gravidez durante a vigência do tratamento e por 6 meses após seu
término; - O
paciente não deve doar sangue; - Os
principais efeitos adversos relatados para o interferon alfa e interferon
peguilado são dor de cabeça, fadiga, depressão, ansiedade, irritabilidade,
insônia, febre, tontura, dor torácica dificuldade de concentração, dor, perda de
cabelo, coceiras, secura na pele, borramento da visão, alteração no paladar
gosto metálico na boca, estomatite, náuseas, perda de apetite, diarréia, dor
abdominal, perda de peso, dor muscular, infecções virais, reações alérgicas de
pele, hipertireoidismo e hipotireoidismo, vômitos, indigestão, diminuição das
células do sangue (plaquetas, neutrófilos, hemácias), tosse, faringite,
sinusite. Os efeitos adversos menos freqüentes incluem comportamento agressivo,
aumento da atividade de doenças auto-imunes, infarto do miocárdio, pneumonia,
arritmias, isquemias. - Os
principais efeitos adversos relatados para ribavirina incluem cansaço, fadiga,
dor de cabeça, insônia, náuseas, perda de apetite, anemia. Os efeitos adversos
menos freqüentes são dificuldade na respiração, conjuntivite, pressão baixa,
alergias de pele, rinite, faringite, lacrimejamento. - É
necessária a realização de exames hematológicos, especialmente durante as 4
primeiras semanas de tratamento, para detecção de alterações nas células do
sangue e, desta forma, quando for necessário, proceder ajuste de dose; - Estes
medicamentos podem interagir com vários outros medicamentos. Por isso, em caso
de uso de outros medicamentos, comunique ao médico. Estou
ciente de que posso suspender o tratamento a qualquer momento, sem que este fato
implique qualquer forma de constrangimento entre mim e meu médico, que se dispõe
a continuar me tratando em quaisquer circunstâncias. Autorizo
o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde a fazer uso de informações
relativas ao meu tratamento desde que assegurado o anonimato. Declaro
ter compreendido e concordado com todos os termos deste Consentimento
Informado. Assim, o
faço por livre e espontânea vontade e por decisão conjunta, minha e de meu
médico. Observações: a) o
preenchimento completo deste Termo e sua respectiva assinatura são
imprescindíveis para o fornecimento do medicamento; b) este Termo ficará arquivado na farmácia responsável pela dispensação dos medicamentos. Last updated 22.11.2004 Contatos: hepato@hepato.com | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||