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01/02/2010
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Ao final, a depressão prejudica, ou não prejudica, a resposta ao tratamento da hepatite C?


Varias vezes escrevi que ao sair de qualquer congresso de hepatites tenho a sensação de não ter ouvido sequer uma vez afirmações contundentes sobre os resultados apresentados nas pesquisas. Em geral as conclusões dos milhares de estudos acabam colocando que "é provável", "estimasse", "acreditasse", é possível" e, assim, todos conseguem opinar, mas ninguém se atreve a dar a palavra final sobre um tema.

É uma precaução necessária, pois o que hoje e colocado como encontrado numa pesquisa amanhã, e até muitas vezes no mesmo congresso, pode ser colocado de forma totalmente discordante por outros pesquisadores. Isso significa que os estudos e pesquisas são falhos? Posso responder, e desta vez com coragem de falar afirmativamente, que todos estão corretos, pois a divergência de resultados e fruto da medicina não ser uma ciência exata. Os avanços científicos e o conhecimento de uma doença e seu tratamento se dão por acertos e erros e, quanto maior o número de acertos mais se avança para se chegar ao tratamento ideal.

Faço essa colocação porque varias vezes escrevi comentários sobre pesquisas que colocavam que a depressão afeta a resposta ao tratamento da hepatite C, mas acaba de ser publicada no "American Journal of Gastroenterology" uma pesquisa realizada com 400 infectados com o genótipo 1 da hepatite C tratados com interferon peguilado e ribavirina incluídos no ensaio clínico "Virehep-C" que não acho diferença significativa na resposta sustentada (a cura da hepatite C) entre pacientes apresentaram depressão e pacientes sem depressão antes e durante o tratamento.

Antes do tratamento 12% dos pacientes apresentavam depressão. 45% desses pacientes apresentaram durante o tratamento efeitos adversos psiquiátricos, contra somente 28% dos pacientes que antes do tratamento não tinham sinais de depressão. O grupo de pacientes com depressão antes do tratamento foi o que apresentou maior possibilidade de interromper o tratamento, com 38% deles interrompendo contra 13% dos pacientes sem sinais de depressão antes do tratamento.

Durante o tratamento 33% dos pacientes receberam medicação antidepressiva. Nenhum caso grave de alteração psiquiátrica foi observado e nenhum paciente tentou ou apresentou tendência suicida durante o tratamento.

Ao analisar as características dos pacientes que apresentaram depressão foi encontrado que existe relação com a idade mais jovem do paciente, como um menor nível sócio econômico, com menor apoio social e se tratar de pessoas menos comunicativas. Mas não foram encontradas diferenças no percentual de casos de depressão durante o tratamento entre pacientes negros e brancos.

O resultado curioso e que entre os pacientes com depressão confirmada antes do tratamento a cura foi conseguida por 38% deles e no grupo sem depressão antes do tratamento a cura chegou a 40% dos pacientes, praticamente o mesmo resultado, mas totalmente diferente de tudo o já conhecido.

Concluindo, todos os estudos sobre depressão estão corretos, demonstrando que o que é necessário para evitar perder o tratamento por culpa da depressão vai depender da atenção e cuidado dado ao paciente depressivo, fornecendo informação e apoio de uma equipa multidisciplinar que inclua psiquiatras.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Division of Gastroenterology and Hepatology, University of North Carolina at Chapel Hill, NC; Epidemiology Data Center, Graduate School of Public Health, University of Pittsburgh, Pittsburgh, PA; Via Research, LLC, Princeton Junction, NJ; Division of Gastroenterology, University of California, San Francisco, CA.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



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01/02/2010


¿Al final, la depresión perjudica, o no perjudica, la respuesta al tratamiento de la hepatitis C?


Varias veces escribí que al salir de cualquier congreso de hepatitis tengo la sensación de no tener oído siquiera una vez afirmaciones contundentes sobre los resultados presentados en las investigaciones. En general las conclusiones de los millares de estudios acaban colocando que "es probable", "estimase", "creyese", es posible" y, así, todos logran opinar, pero nadie se atreve a dar la palabra final sobre un tema.

Es una precaución necesaria, pues lo que hoy es colocado como encontrado en una investigación mañana, y hasta muchas veces en el mismo congreso, puede ser puesto de forma totalmente discordante por otros investigadores. ¿Eso significa qué los estudios e investigaciones son fallos? Puedo responder, y de esta vez con coraje de hablar afirmativamente, que todos están correctos, pues la divergencia de resultados es fruto de la medicina no ser una ciencia exacta. Los avances científicos y el conocimiento de una enfermedad y su tratamiento se dan por aciertos y errores y, cuanto mayor el número de aciertos más se avanza para llegarse al tratamiento ideal.

Hago esa colocación porque varias veces escribí comentarios sobre investigaciones que colocaban que la depresión afecta la respuesta al tratamiento de la hepatitis C, pero acaba de ser publicada en el "American Journal of Gastroenterology" un estudio realizado con 400 infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C tratados con interferón pegilado y ribavirina incluidos en el ensayo clínico "Virehep-C" que no hallo diferencia significativa en la respuesta sostenida (la cura de la hepatitis C) entre pacientes que presentaron depresión y pacientes sin depresión antes y durante el tratamiento.

Antes del tratamiento 12% de los pacientes presentaban depresión. 45% de esos pacientes presentaron durante el tratamiento efectos adversos psiquiátricos, contra solamente 28% de los pacientes que antes del tratamiento no tenían señales de depresión. El grupo de pacientes con depresión antes del tratamiento fue el que presentó mayor posibilidad de interrumpir el tratamiento, con 38% de ellos interrumpiendo contra 13% de los pacientes sin señales de depresión antes del tratamiento.

Durante el tratamiento 33% de los pacientes recibieron medicación antidepresiva. Ningún caso grave de alteración psiquiátrica fue observado y ningún paciente tentó o presentó tendencia suicida durante el tratamiento.

Al analizar las características de los pacientes que presentaron depresión fue encontrado que existe relación con la edad más joven del paciente, como un menor nivel socio económico, con menor apoyo social y tratarse de personas menos comunicativas. Pero no fueron encontradas diferencias en el porcentual de casos de depresión durante el tratamiento entre pacientes negros y blancos.

El resultado curioso es que entre los pacientes con depresión confirmada antes del tratamiento la cura fue lograda por 38% de ellos y en el grupo sin depresión antes del tratamiento la cura llegó a 40% de los pacientes, prácticamente el mismo resultado, más totalmente diferente de todo lo ya conocido.

Concluyendo, todos los estudios sobre depresión están correctos, demostrando que lo que es necesario para evitar perder el tratamiento por culpa de la depresión va a depender de la atención y cuidado dado al paciente depresivo, suministrando información y apoyo de una equipa multidisciplinar que incluya psiquiatras.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Division of Gastroenterology and Hepatology, University of North Carolina at Chapel Hill, NC; Epidemiology Data Center, Graduate School of Public Health, University of Pittsburgh, Pittsburgh, PA; Via Research, LLC, Princeton Junction, NJ; Division of Gastroenterology, University of California, San Francisco, CA.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 1.2.2010