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09/08/2010


Retratamento dos NÃO-RESPONDEDORES ao tratamento com interferon convencional


São considerados como pacientes não-respondedores os que na semana 24 do tratamento não conseguem eliminar o vírus da hepatite C e ante a falta de resposta devem interromper o tratamento. Esses pacientes são os mais difíceis de conseguir sucesso caso sejam retratados.

A UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, selecionou um grupo de 130 pacientes tratados com interferon convencional (alfa 2-a e alfa2-b) e ribavirina entre os anos de 2005 e 2007, todos eles não-respondedores, objetivando encontrar qual a eficácia no retratamento dos pacientes brasileiros utilizando o interferon peguilado alfa 2-b (PegIntron) seguindo o protocolo estabelecido pelo ministério da saúde. Os pacientes eram atendidos nos pólos de aplicação multidisciplinar onde eram aplicadas as doses e monitorados semanalmente.

No grupo selecionado, 90 pacientes estavam infectados com o genótipo 1 e 40 pacientes infectados com o genótipo 3. Os pacientes com genótipo 1 foram retratados por 48 semanas e os pacientes com genótipo 3 receberam retratamento por 24 semanas.

A interrupção do tratamento por problemas dos efeitos adversos ou colaterais aconteceu em 11 pacientes, correspondendo a 8,5% do total de tratados.

A resposta sustentada, considerada a cura da hepatite C, foi conseguida por 22,2% dos pacientes infectados com o genótipo 1 e por 40% dos infectados com o genótipo 3.

Concluem os autores que o retratamento dos pacientes não-respondedores ao tratamento prévio com interferon convencional e ribavirina é efetivo, resultando em excelentes possibilidades de cura da doença.

MEUS COMENTÁRIOS:

Não fico surpreso com o elevado número de pacientes curados. Grandes estudos internacionais, como o HALT-C e o EPIC3 obtiveram resultados inferiores, em média de 18% de cura no total dos genótipos em pacientes não-respondedores, contra uma média de aproximadamente 28% conseguida com os pacientes do estudo feito no Brasil, confirmando suspeitas de outros estudos já realizados no país.

Pesquisadores de Europa e Estados Unidos ao olhar os resultados conseguidos no Brasil sabem colocar em duvida os estudos, pois não conseguem entender o porquê do alto percentual de cura nesses pacientes difíceis de tratar. Os resultados no Brasil são 60% superiores aos resultados encontrados em outros países.

A resposta é fácil. Enquanto Europa e Estados Unidos sempre utilizaram os interferons convencionais de primeira marca (Intron e Roferon) o Ministério da Saúde do Brasil por meio da ANVISA autorizou a utilização de medicamentos similares, permitindo a entrada de interferons de Cuba, Argentina e Coréia. Tais interferons foram aprovados sem a exigência de estudos clínicos para verificar sua eficácia.

O resultado e que tais interferons apresentaram resultados pífios, assim, uma menor número de pacientes tratados conseguiram ficar curados com a utilização desses interferons. Os resultados eram tão ruins que chegaram a ser chamados de interferons Tabajaras!

É por isso que o retratamento no Brasil apresenta taxas de resposta muito superiores. Se os pacientes tivessem sido tratados com medicamentos de primeira linha a situação seria diferente. O fato de ter utilizado um medicamento similar simplesmente por ser barato acabou resultando numa despesa maior para o governo ao ser necessário o retratamento de um número grande de pacientes que não conseguiram a cura. É isso o que os gestores consideram ser fármaco economia?

Espero que a experiência de autorizar produtos similares sirva para que os gestores do Ministério da Saúde não voltem a repetir os mesmos erros e arquivem a irresponsável idéia de querer autorizar qualquer interferon peguilado "similar" sem a realização dos obrigatórios ensaios clínicos controlados que possam demonstrar não somente a sua efetividade como a sua segurança.

EM TEMPO: Os resultados no tratamento dos pacientes "recidivantes", isto é, aqueles que terminam o tratamento indetectáveis e nos seis meses seguintes o vírus retorna, apresentam percentuais de cura com o retratamento muito superiores aos pacientes não-respondedores.

O texto completo deste estudo é encontrado em: http://www.biomedcentral.com/1471-2334/10/212

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Retreatment of hepatitis C patients with pegylated interferon combined with ribavirin in non-responders to interferon plus ribavirin. Is it different in real life? - Gonçales FL Jr, Moma CA, Vigani AG, Angerami AF, Gonçales ES, Tozzo R, Pavan MH, Gonçales NS. - BMC Infectious Diseases. 2010 Jul 20;10:212.
Grupo de Estudo das Hepatites, Disciplina de Doenças Infecciosas, Departamento de Clínica Médica, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, São Paulo, Brazil.


Carlos Varaldo
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09/08/2010


Retratamiento de los NO RESPONDEDORES al tratamiento con interferón convencional


Son considerados como pacientes no respondedores los que en la semana 24 del tratamiento no consiguen eliminar el virus de la hepatitis C y ante la falta de respuesta deben interrumpir el tratamiento. Esos pacientes son los más difíciles de conseguir suceso caso sean retractados.

La UNICAMP, Universidad Estadual de Campinas, Sao Paulo, Brasil, seleccionó un grupo de 130 pacientes tratados con interferón convencional (alfa 2la y alfa2-b, aplicado tres veces por semana) y ribavirina entre los años de 2005 y 2007, todos ellos no respondedores, objetivando encontrar cual la eficacia en el retratamiento de los pacientes brasileños utilizando el interferón pegilado alfa 2-b (PegIntron) siguiendo el consenso establecido por el ministerio de la salud de Brasil. Los pacientes eran atendidos en los polos de aplicación multidisciplinar donde eran aplicadas las dosis y monitorizados semanalmente.

En el grupo seleccionado, 90 pacientes estaban infectados con el genotipo 1 y 40 pacientes infectados con el genotipo 3. Los pacientes con genotipo 1 fueron retratados por 48 semanas y los pacientes con genotipo 3 recibieron retratamiento por 24 semanas.

La interrupción del tratamiento por problemas de los efectos adversos o secundarios aconteció en 11 pacientes, correspondiendo a 8,5% del total de tratados.

La respuesta sostenida, considerada la cura de la hepatitis C, fue lograda por 22,2% de los pacientes infectados con el genotipo 1 y por 40% de los infectados con el genotipo 3.

Concluyen los autores que el retratamiento de los pacientes no respondedores al tratamiento previo con interferón convencional y ribavirina es efectivo, resultando en excelentes posibilidades de cura de la enfermedad.

MIS COMENTARIOS:

No quedo sorprendido con el elevado número de pacientes curados. Grandes estudios internacionales, como el HALT-C y el EPIC3 obtuvieron resultados inferiores, en media del 18% de cura en el total de los genotipos en pacientes no respondedores, contra una media de aproximadamente 28% lograda con los pacientes del estudio realizado en Brasil, confirmando sospechas de otros estudios ya realizados en el país.

Investigadores de Europa y Estados Unidos al mirar los resultados logrados en Brasil saben colocar en duda los estudios, pues no consiguen entender el porqué del alto porcentual de cura en esos pacientes difíciles de tratar. Los resultados en Brasil son 60% superiores a los resultados encontrados en otros países.

La respuesta es fácil. Mientras Europa y Estados Unidos siempre utilizaron los interferones convencionales de primera marca (Intron y Roferon) el Ministerio de la Salud de Brasil por medio de la ANVISA autorizó la utilización de medicamentos similares, permitiendo la entrada de interferones de Cuba, Argentina y Corea. Tales interferones fueron aprobados sin la exigencia de estudios clínicos para verificar su eficacia.

El resultado es que tales interferones presentaron resultados inferiores, así, un menor número de pacientes tratados consiguieron la cura con la utilización de ésos interferones.

Es por eso que el retratamiento en Brasil presenta tasas de respuesta muy superiores. Si los pacientes hubiesen sido tratados con medicamentos de primera línea la situación sería diferente. El hecho de haber utilizado un medicamento similar simplemente por ser barato acabó resultando en un gasto mayor para el gobierno al ser necesario el retratamiento de un número grande de pacientes que no consiguieron la cura. ¿Es eso qué los gestores consideran ser fármaco economía?

Espero que la experiencia de autorizar productos similares sirva para que los gestores del Ministerio de la Salud no vuelvan a repetir los mismos errores y archiven la irresponsable idea de querer autorizar cualquier interferón pegilado "similar" sin la realización de los obligatorios ensayos clínicos controlados que puedan demostrar no solamente su efectividad como su seguridad.

EN TIEMPO: Los resultados en el tratamiento de los pacientes "recidivantes", esto es, aquéllos que terminan el tratamiento indetectables y en los seis meses siguientes el virus retorna, presentan porcentuales de cura con el retratamiento muy superiores a los pacientes no respondedores.

El texto completo del estudio es encontrado en: http://www.biomedcentral.com/1471-2334/10/212

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Retreatment of hepatitis C patients with pegylated interferon combined with ribavirin in non-responders to interferon plus ribavirin. Is it different in real life? - Gonçales FL Jr, Moma CA, Vigani AG, Angerami AF, Gonçales ES, Tozzo R, Pavan MH, Gonçales NS. - BMC Infectious Diseases. 2010 Jul 20;10:212.
Grupo de Estudo das Hepatites, Disciplina de Doenças Infecciosas, Departamento de Clínica Médica, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, São Paulo, Brazil.


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Last updated 7.8.2010