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Apesar de não conseguir a cura da hepatite C os pacientes recidivantes conseguem benefícios parciais

27/09/2010

Durante o congresso "50th Annual Interscience Conference on Antimicrobial Agents and Chemotherapy (ICAAC)" que aconteceu semana passada em Boston, Estados Unidos, foi apresentada uma pesquisa realizada na Espanha que estudou o que acontece nos quatro anos após o tratamento da hepatite C entre aqueles que conseguem a cura, os que acabam os tratamentos indetectáveis, mas nos seis meses após o final do tratamento o vírus recidiva e, também, nos pacientes não respondedores que devem interromper o tratamento por falta de resposta ou pelos problemas causados pelos efeitos adversos.

O estudo foi realizado em pacientes co-infectados com AIDS e hepatite C, mas as conclusões são totalmente aplicadas a pacientes que somente estão infectados com hepatite C, sendo que simplesmente seja provável ter que alterar a velocidade de progressão dos problemas.

O estudo foi realizado em 21 clínicas de diversas cidades da Espanha incluindo 1.428 pacientes co-infectados. Do total, 697 não responderam ao tratamento da hepatite C, 211 chegaram ao final do tratamento indetectáveis, mas nos seis meses seguintes ao final do tratamento o vírus voltou (pacientes recidivantes) e 520 conseguiram a cura da hepatite C.

Todos os pacientes foram acompanhados por quatro anos após o final do tratamento da Hepatite C para observar diversos problemas que poderiam acontecer, ou não, no fígado.

O resultado mostrou que os pacientes nos quais o vírus recidivou nos seis meses seguintes do final do tratamento apresentavam um prognostico pior que os pacientes que conseguiram a cura, mas apresentavam menos problemas que os pacientes que tiveram que interromper o tratamento por serem não respondedores.

Os pacientes recidivantes possuem 60% menos possibilidades de desenvolver descompensação hepática que os pacientes não respondedores, já entre os pacientes curados a possibilidade de progredir para a descompensação era 92% menor que nos não respondedores.

Os pacientes curados e os recidivantes possuem 95% menos possibilidade de vir a falecer por causas relacionadas ao fígado que os pacientes não respondedores.

Reiterando que o estudo foi realizado com pacientes co-infectados com AIDS e hepatite C, os dados podem ser interpretados também para pacientes somente infectados com hepatite C, nos quais muito provavelmente os problemas podem demorar um tempo maior em aparecer.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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