25/03/2008
Como aumentar em 25% os casos curados na hepatite C?
No tratamento do genótipo 1 da hepatite C, genótipo com o qual três em cada quatro infectados são portadores com o agravante de ser o que apresenta menor resposta ao tratamento, as estatísticas demonstram que aproximadamente 42% dos pacientes que são tratados conseguem a almejada cura definitiva da doença. É um número muito baixo de pacientes curados sendo uma frustração para médicos e pacientes e um desperdício muito grande de dinheiro para os governos.
Mas estudos recentes confirmam que e possível aumentar em até 25% o número de pacientes curados realizando o mesmo tratamento. Um estudo realizado pelo Dr. Giovanni Faria Silva, publicado no The Brazilian Journal of Infectious Diseases obteve um percentual de cura de 52% nesse grupo especifico de pacientes, confirmando dados que se suspeitavam eram conseguidos em alguns centros médicos onde o tratamento já está sendo realizado na forma de tratamento assistido multidisciplinar.
O estudo do Dr. Giovanni foi realizado no ambulatório de Gastroenterologia da Escola de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (SP) incluindo 58 pacientes nunca antes tratados e todos portadores do genótipo 1 que preencheram os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde do Brasil para tratamento da hepatite C, seguindo totalmente as dosagens e recomendações do protocolo governamental. O medicamento utilizado foi o interferon peguilado alfa 2-b, PegIntron.
Todos os pacientes foram tratados e monitorados no meio acadêmico de uma instituição comunitária de saúde. Portanto, pode-se considerar que os dados coletados representam a prática clínica "real". Os pacientes recebiam as doses de interferon semanalmente no ambulatório do hospital onde eram atendidos e acompanhados por uma equipe de médicos, enfermeiras, psicólogos e nutricionistas resultando numa adesão total ao tratamento, com um mínimo de interrupções por qualquer tipo de motivo. Durante o tratamento, os pacientes foram submetidos a exames hematológicos e bioquímicos semanal ou mensalmente, dependendo da condição clínica do paciente.
Resumindo, vemos que de cada 100 pacientes tratados da forma convencional, isto é, recebendo as ampolas para aplicação em casa o simplesmente sendo aplicadas no hospital sem o atendimento por uma equipe multidisciplinar que possa diagnosticar de forma precoce os efeitos adversos e colaterais, 42 deles conseguiu a cura da hepatite C. Já se esses 100 pacientes são tratados com atendimento assistido multidisciplinar, o número de pacientes curados passa para 52. Um aumento de quase 25% no número de curados!
Sugiro que os três principais interessados, pacientes, médicos e governo deveriam pensar seriamente e discutir as vantagens do tratamento assistido multidisciplinar, com a utilização de qualquer um dos interferons peguilados hoje disponíveis no mercado, Pegasys ou PegIntron. Os pacientes, porque o desejo e curar da doença, os médicos, porque querem sempre oferecer o melhor tratamento para o paciente e o governo, porque a redução de custos e incrivelmente grande.
Tomando como base o estudo em questão e as outras tantas experiências com o tratamento assistido multidisciplinar, tomo a iniciativa de realizar três perguntas para cada um desses grupos interessados, esperando receber respostas, a favor ou contra, procurando assim abrir uma discussão em que todos os interessados podem sair ganhando. É necessário parar e discutir sobre a necessidade do tratamento assistido multidisciplinar da hepatite C.
PARA OS PACIENTES: Você prefere ser tratado recebendo as ampolas para aplicar em casa com possibilidade de cura de 42% podendo ter que interromper o tratamento por não ter diagnosticado efeitos adversos e colaterais sérios que até podem interromper o tratamento ou, receber tratamento de uma equipe médica multidisciplinar que toda semana avalia seu quadro clinico, evita progredir os efeitos colaterais e consegue que a cura aumente para 52%? Será que não vale a pena o sacrifício de ir ao hospital uma vez por semana, perder duas horas por semana?
PARA OS MÉDICOS: Eticamente, não é melhor recomendar a estratégia de cura que aumenta a possibilidade de cura em até 25%?
PARA O GOVERNO:Hoje e gasto com medicamentos e de aproximadamente 2,2 milhões de reais para tratar 100 pacientes, resultando num custo efetivo de R$. 54.500,00 por cada um dos 42 pacientes curados. Com o tratamento multidisciplinar e possível curar 52 de cada 100 pacientes tratados com a mesma despesa, resultando num custo efetivo por paciente curado de R$. 44.100,00. Em termos de fármaco economia uma substancial redução e, em termos de pacientes curados o tratamento assistido multidisciplinar teria possibilitado aumentar de 4.200 para mais de 5.200 os pacientes que conseguiram a cura com o tratamento oferecido pelo SUS a aproximadamente 10.000 pacientes durante o ano de 2007, conforme o protocolo 863/2002 que disponibilizava o peguilado somente para o genótipo 1 virgens de tratamento. Se o tratamento assistido multidisciplinar e uma exigência do protocolo de tratamento do ministério da saúde desde o ano de 2002, por que o ministério não faz cumprir obrigatoriamente isso? Estamos desperdiçando aproximadamente 55 milhões de reais a cada ano com esses 1.000 pacientes não beneficiados com a cura, simplesmente por não exigir que o protocolo seja cumprido pelos estados. Até quando?
Ainda, não constante do estudo, mas importante de colocar, é necessário compreender que não todos os pacientes devem permanecer as 48 semanas do tratamento com a aplicação assistida multidisciplinar. Aqueles que na semana 12 não apresentam maiores complicações clinicas e que nessa semana já se encontram indetectáveis ao PCR podem ser indicados a continuar o tratamento em casa e voltar ao centro assistido multidisciplinar a cada quatro semanas, isto porque estes são pacientes que por se encontrarem indetectáveis estarão altamente motivados a manter aderência total ao tratamento, deixando disponível o lugar para outro paciente ser admitido no centro de tratamento assistido multidisciplinar. Os pacientes que não negativaram ou que apresentam efeitos colaterais mais sérios deverão continuar sendo assistidos semanalmente.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Uso do Interferon Peguilado alfa-2b e Ribavirina no Tratamento da Hepatite Crônica de Pacientes Infectados pelo Genótipo 1 do Vírus da Hepatite C - The Brazilian Journal of Infectious Diseases 2007;11(6):554-560 - Giovanni Faria Silva, Rodrigo José Polônio, Maria Inês Moura Campos Pardini, Silvia Maria Corvino, Rita Maria Saccomano Henriques, Mari Nilce Peres, Liciana Vaz Arruda Silveira e Kunie Iabuki Rabello Coelho - Departamento de Medicina Interna; Laboratório de Virologia, Hemocentro de Botucatu; Departamento de Patologia; Botucatu, SP, Brasil.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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25/03/2008
¿Cómo aumentar en un 25% los casos curados en la hepatitis C?
En el tratamiento del genotipo 1 de la hepatitis C, genotipo con el cual tres en cada cuatro infectados son portadores con el agravante de ser el que presenta menor respuesta al tratamiento, las estadísticas demuestran que aproximadamente 42% de los pacientes que son tratados logran la anhelada cura definitiva de la enfermedad. Es un número muy bajo de pacientes curados siendo una frustración para médicos y pacientes y un desperdicio muy grande de dinero para los gobiernos.
Pero estudios recientes confirman que es posible aumentar en hasta 25% el número de pacientes curados realizando el mismo tratamiento. Un estudio realizado por el Dr. Giovanni Faria Silva, publicado en el The Brazilian Journal of Infectious Diseases logró un porcentual de cura del 52% en ese grupo especifico de pacientes, confirmando datos que se sospechaban eran conseguidos en algunos centros médicos donde el tratamiento ya está siendo realizado en la forma de tratamiento asistido multidisciplinar.
El estudio del Dr. Giovanni fue realizado en el ambulatorio de Gastroenterología de la Escuela de Medicina de Botucatu de la Universidad Estadual Paulista (SP - Brasil) incluyendo 58 pacientes nunca antes tratados y todos portadores del genotipo 1 que completaban los criterios establecidos por el Ministerio de la Salud de Brasil para tratamiento de la hepatitis C, siguiendo totalmente las dosis y recomendaciones del protocolo gubernamental. El medicamento utilizado fue el interferón pegilado alfa 2-b, PegIntron.
Todos los pacientes fueron tratados y monitorizados en medio académico de una institución comunitaria de salud. Por tanto, se puede considerar que los datos colectados representan la práctica clínica "real". Los pacientes recibían las dosis de interferón semanalmente en el ambulatorio del hospital donde eran atendidos y acompañados por un equipo de médicos, enfermeras, psicólogos y especialistas en nutrición resultando en una adhesión total al tratamiento, con un mínimo de interrupciones por cualquier tipo de motivo. Durante el tratamiento, los pacientes fueron sometidos a exámenes hematológicos y bioquímicos semanal o mensualmente, dependiendo de la condición clínica del paciente.
Resumiendo, vemos que de cada 100 pacientes tratados de la forma convencional, esto es, recibiendo las ampollas para aplicación en casa o simplemente siendo aplicadas en el hospital sin el servicio por un equipo multidisciplinar que pueda diagnosticar de forma precoz los efectos adversos y colaterales, 42 de ellos logró la cura de la hepatitis C. Ya si ésos 100 pacientes son tratados con servicio asistido multidisciplinar, el número de pacientes curados pasa para 52. ¡Un aumento de casi 25% en el número de curados!
Sugiero que los tres principales interesados, pacientes, médicos y gobierno deberían pensar seriamente y discutir las ventajas del tratamiento asistido multidisciplinar, con la utilización de cualquiera de los interferones pegilados hoy disponibles en el mercado, Pegasys o PegIntron. Los pacientes, porque el deseo es curar de la enfermedad, los médicos, porque quieren siempre proponer el mejor tratamiento para el paciente y el gobierno, porque la reducción de costos e increíblemente grande.
Tomando como base el estudio en cuestión y las otras tantas experiencias con el tratamiento asistido multidisciplinar, tomo la iniciativa de realizar tres preguntas para cada uno de ésos grupos interesados, esperando recibir respuestas, a favor o contra, procurando así abrir una discusión en la que todos los interesados pueden salir ganando. Es necesario parar y discutir sobre la necesidad del tratamiento asistido multidisciplinar de la hepatitis C.
PARA LOS PACIENTES: ¿Prefiere usted ser tratado recibiendo las ampollas para aplicar en casa con posibilidad de cura del 42% y pudiendo tener que interrumpir el tratamiento por no haber diagnosticado efectos adversos y secundarios serios qué hasta pueden interrumpir el tratamiento o, recibir tratamiento de un equipo médico multidisciplinar qué toda semana evalúa su cuadro clínico, evita progresar los efectos colaterales y consigue qué la cura aumente para 52%? ¿Será qué no vale la pena el sacrificio de ir al hospital una vez por semana, perder dos horas por semana?
PARA LOS MÉDICOS: ¿Éticamente, no es mejor recomendar la estrategia de cura qué aumenta la posibilidad de cura en hasta 25%?
PARA El GOBIERNO (los números son de Brasil): Hoy es gasto con medicamentos aproximadamente 1,25 millones de dólares para tratar 100 pacientes, resultando en un costo efectivo de 30.800.- dólares por cada uno de los 42 pacientes curados. Con el tratamiento multidisciplinar es posible curar 52 de cada 100 pacientes tratados con el mismo gasto, resultando en un costo efectivo por paciente curado de 24.900.- dólares. En fármaco economía esto representa una sustancial reducción y, en el número de pacientes curados el tratamiento asistido multidisciplinar habría posibilitado aumentar de 4.200 para más de 5.200 los pacientes que consiguieron la cura con el tratamiento ofrecido por el sistema público de salud brasileño a casi 10.000 pacientes durante el año de 2007 conforme el protocolo de tratamiento que solamente autoriza el pegilado para pacientes con genotipo 1 vírgenes de tratamiento. ¿Si el tratamiento asistido multidisciplinar es una exigencia del protocolo (consenso) de tratamiento del ministerio de la salud porque el ministerio no hace cumplir obligatoriamente eso? Estamos desperdiciando aproximadamente 31 millones de dólares a cada año con esos pacientes que no son curados, simplemente por no exigir que el protocolo (consenso) sea cumplido por las provincias. ¿Hasta cuándo?
Todavía, no constante del estudio, pero importante de colocar, es necesario comprender que no todos los pacientes deben permanecer las 48 semanas del tratamiento con la aplicación asistida multidisciplinar. Aquéllos que en la semana 12 no presentan mayores complicaciones clínicas y que en esa semana ya se encuentran no detectables al PCR pueden ser indicados a continuar el tratamiento en casa y volver al centro asistido multidisciplinar a cada cuatro semanas, esto porque éstos son pacientes que por se encontrar no detectables estarán altamente motivados a mantener adherencia total al tratamiento, dejando libre el lugar para otro paciente ser admitido en el centro de tratamiento asistido multidisciplinar. Los pacientes que no están negativos o que presentan efectos secundarios más serios deberán continuar siendo asistidos semanalmente.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Uso do Interferon Peguilado alfa-2b e Ribavirina no Tratamento da Hepatite Crônica de Pacientes Infectados pelo Genótipo 1 do Vírus da Hepatite C - The Brazilian Journal of Infectious Diseases 2007;11(6):554-560 - Giovanni Faria Silva, Rodrigo José Polônio, Maria Inês Moura Campos Pardini, Silvia Maria Corvino, Rita Maria Saccomano Henriques, Mari Nilce Peres, Liciana Vaz Arruda Silveira e Kunie Iabuki Rabello Coelho - Departamento de Medicina Interna; Laboratório de Virologia, Hemocentro de Botucatu; Departamento de Patologia; Botucatu, SP, Brasil.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo