12/05/2008
Estudo internacional indica maior eficácia de Pegasys® na cura da hepatite C
Uma importante pesquisa internacional indica que o tratamento com alfapeginterferona 2a associado à ribavirina pode levar mais pacientes à cura da doença que já atinge 180 milhões no mundo
Dados obtidos em um importante estudo internacional, apresentado nesta semana no 43º Encontro Anual da Associação Européia para Estudo do Fígado (EASL), em Milão, na Itália, indicou que pacientes com hepatite crônica C que receberam tratamento com Pegasys® (alfapeginterferona 2a) mais Copegus® (ribavirina) tiveram maior chance de se curarem da doença comparados àqueles que receberam terapia combinada com outro interferon peguilado e ribavirina.
A pesquisa de maior destaque foi realizada pelo professor e diretor do Departamento de Gastroenterologia do Hospital Cardarelli, na Itália, Antonio Ascione. Trata-se de um estudo independente, ou seja, iniciado pelo próprio investigador, que comparou diretamente Pegasys® (alfapeginterferona 2a) com a alfapeginterferona 2b, ambos associados ao medicamento ribavirina. O estudo incluiu 320 pacientes na Itália que receberam, aleatoriamente, Pegasys® (alfapeginterferona 2a) na dose de 180 mcg/semana ou alfapeginterferona 2b, na dose de 1,5 mcg/kg/semana. É importante ressaltar que as doses iniciais e o manejo da ribavirina foram os mesmos para todos os pacientes.
Os resultados mostraram que 68,7% dos pacientes tratados com Pegasys® alcançaram a cura, comparados a apenas 54,4% dos pacientes tratados com alfapeginterferona 2b. Além disso, nos pacientes com genótipos 1 e 4 - grupo de mais difícil tratamento - Pegasys® proporcionou a cura em 54,8% dos casos, comparados a apenas 39,8% com alfapeginterferona 2b. Os efeitos colaterais foram semelhantes, embora no grupo tratado com alfapeginterferona 2b um número maior de pacientes tenha sido retirado do estudo por apresentar efeitos adversos.
"Ficamos satisfeitos por ver que este estudo apresentado no Encontro da EASL, indicou que Pegasys® (alfapeginterferona 2a) proporcionou aos pacientes maior chance de cura. Esses resultados ajudarão médicos e pacientes a fazerem uma escolha consciente do tratamento da hepatite crônica C. Na verdade, este estudo é particularmente importante porque é a primeira vez que os dois medicamentos são comparados de maneira cientificamente correta" disse o Dr. Ueli Fankhauser, Gerente Global de Pegasys® na Roche. "Temos um compromisso com o desenvolvimento de novos recursos para tratamento da hepatite C. A Roche é líder nessa área, e isso se reflete em nosso extenso programa de estudos clínicos que visa a otimizar o tratamento com Pegasys® e Copegus®, na esperança de proporcionar sucesso terapêutico a um número cada vez maior de pacientes", conclui.
Roche comenta o estudo "IDEAL" da Schering-Plough
Roche reiterou sua posição a respeito do estudo "IDEAL", patrocinado pela Schering-Plough, cujos resultados também foram apresentados no Encontro da EASL. Existem claras discrepâncias no desenho desse estudo que impedem qualquer comparação direta entre os interferons peguilados. Entre eles, podemos citar as diferenças nas doses do medicamento ribavirina nos braços do estudo. Atualmente, sabe-se que doses mais adequadas de ribavirina influenciam favoravelmente as chances de resposta ao tratamento.
Apesar dessas discrepâncias, é interessante notar que um número significativamente maior de pacientes do braço de tratamento com Pegasys® (alfapeginterferona 2a) apresentou uma maior taxa de eliminação do vírus da hepatite C durante o tratamento (resposta de "final do tratamento"). Esse é um dado promissor, considerando-se que a probabilidade de cura desses pacientes é ainda maior quando se aplicam novas estratégias de tratamento, como a extensão do período de terapia além de 48 semanas. Além disso, o estudo não mostrou benefício da dose de alfapeginterferona 2b baseada no peso (que exige ajustes de dose com base no peso corporal do paciente) em comparação a Pegasys® (alfapeginterferona 2a), administrado em dose fixa, independente do peso corporal do paciente.
Sobre a hepatite C
A hepatite C, a mais comum infecção crônica veiculada pelo sangue, é transmitida primariamente através do contato com sangue e derivados. O HCV afeta cronicamente 180 milhões de pessoas em todo o mundo, o que torna esse vírus quatro vezes mais prevalente que o HIV. A hepatite C é uma das principais causas de cirrose, câncer do fígado e insuficiência hepática, embora muitos pacientes possam ser curados da doença.
Sobre a Roche
Sediada na Basiléia, Suíça, a Roche é uma das empresas mundiais líderes na área de saúde, tendo como foco pesquisa nas áreas de produtos farmacêuticos e de diagnósticos. Líder mundial em biotecnologia e um dos maiores fornecedores de produtos e serviços para a detecção precoce, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, o Grupo Roche contribui de forma ampla à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida das pessoas. A companhia também é líder mundial no mercado de diagnóstico in-vitro, assim como no fornecimento de medicamentos para o tratamento de câncer, transplante, virologia (hepatites e AIDS), doenças auto-imunes, doenças inflamatórias, obesidade, osteoporose e sistema nervoso central. A Roche conta com uma equipe de cerca de 79.000 funcionários em mais de 150 países e possui alianças e parcerias estratégicas na área de Pesquisa & Desenvolvimento com várias companhias, incluindo uma participação acionista majoritária nas empresas Genentech e Chugai e investe anualmente mais de 8 bilhões de francos suíços em P&D. Mais informações estão disponíveis no site
www.roche.com.br .
Ascione A, De Luca M, Tartaglione MT et al. Peginterferon alpha-2a plus ribavirin versus peginterferon alpha-2b plus ribavirin in naive patients with chronic hepatits C virus infection: results of a prospective randomized trial. Program and abstracts of the 43rd Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver; April 23-27, 2008; Milan, Italy. Abstract 990.
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