24/05/2009
A anemia durante o tratamento aumenta a possibilidade de cura da hepatite C
A anemia ocasionada pela ribavirina durante o tratamento da hepatite C e um dos efeitos colaterais que mais incomodam os pacientes, já que o cansaço e desanimo afetam a qualidade de vida. Uma apresentação realizada no Congresso da EASL 2009 de dados retirados do estudo IDEAL confirma uma suspeita já apresentada em estudos de menor número de participantes, a de que os pacientes que apresentam anemia durante o tratamento são os que possuem maior possibilidade de sucesso com o tratamento.
A anemia produzida pela ribavirina e uma anemia hemolítica, anemia muito diferente a causada pela falta de ferro no organismo. A anemia hemolítica e causada pela diminuição da sobrevida dos glóbulos vermelhos devido a que a ribavirina reduz o oxigênio da proteína existente no sangue. Não é conveniente a utilização de complementos de ferro durante o tratamento, sendo contraproducente a sua utilização.
Durante o tratamento da hepatite C aproximadamente 30% dos pacientes apresentam anemia. Para evitar uma anemia profunda a dose de ribavirina pode ser diminuída, mas isso reduz a possibilidade de cura da doença. É utilizada a Eritropoetina para aumentar a hemoglobina e evitar a redução da dosagem da ribavirina. A Eritropoetina e uma hormona que estimula a produção de células vermelhas.
No estudo IDEAL foram incluídos 3.070 pacientes infectados com o genótipo 1, divididos em três grupos. Um grupo recebeu a dosagem de 1,0 mcg de PEGINTRON, outros 1,5 mcg de PEGINTRON e um terceiro grupo PEGASYS na dosagem de 180 mcg. Todos foram tratados por 48 semanas e receberam ribavirina em função do peso do paciente.
A anemia era considerada quando a redução da hemoglobina era inferior a 10 g/dl. Dos 3.070 pacientes praticamente todos eles (3.023) apresentaram redução da hemoglobina em maior ou menor grau. Conforme o protocolo, quando a redução da hemoglobina era inferior a 10 g/dl era permitido o uso da Eritropoetina.
A redução da hemoglobina inferior a 10 g/dl aconteceu em 28% dos pacientes (865) e a Eritropoetina foi utilizada em 449 destes.
Ao final do tratamento foi observado que os pacientes que apresentaram maior anemia se encontravam entre os que se encontravam negativos.
Os pacientes que durante o tratamento tiveram uma redução da hemoglobina maior de 3 g/dl apresentaram 61,6% de carga viral indetectável ao final do tratamento e a resposta sustentada nesse grupo foi de 43,7%.
Já os pacientes que durante o tratamento tiveram uma redução da hemoglobina inferior a 3 g/dl apresentaram 41,86% de carga viral indetectável ao final do tratamento e a resposta sustentada nesse grupo foi de 29,9%.
Os pesquisadores afirmam que a utilização da Eritropoetina foi significativamente associada a uma maior resposta sustentada e que a redução da dosagem de ribavirina provocou uma menor possibilidade de sucesso no tratamento.
Mas foi comprovado que o inicio precoce da anemia e um fator importante na possibilidade de obter a cura. Os pacientes que apresentaram anemia mais rapidamente são os que respondem melhor, mas não aqueles com um início de anemia mais tardio.
Quando a anemia apareceu antes da semana quatro do tratamento os pacientes que receberam Eritropoetina apresentaram 43% de resposta sustentada e os pacientes que não receberam Eritropoetina conseguiram somente 23,5% de resposta sustentada.
Quando a anemia apareceu entre as semanas quatro e oito do tratamento os pacientes que receberam Eritropoetina apresentaram 47,6% de resposta sustentada e os pacientes que não receberam Eritropoetina conseguiram somente 29% de resposta sustentada.
Quando a anemia apareceu entre as semanas oito e doze do tratamento os pacientes que receberam Eritropoetina apresentaram 47,4% de resposta sustentada e os pacientes que não receberam Eritropoetina conseguiram somente 51,6% de resposta sustentada.
É quando a anemia apareceu após a semana doze do tratamento os pacientes que receberam Eritropoetina apresentaram 57,8% de resposta sustentada e os pacientes que não receberam Eritropoetina conseguiram somente 61,6% de resposta sustentada.
Concluem os pesquisadores que os pacientes com anemia nas primeiras semanas do tratamento que receberam Eritropoetina apresentaram menor interrupção do tratamento, conseguindo benefícios em conseguir a cura, mas nenhum beneficio com a administração da Eritropoetina foi conseguido naqueles pacientes que se tornaram anêmicos após a semana oito do tratamento.
Afirmam, ainda, que os resultados indicam que a redução da hemoglobina para nível inferior a 10 g/dl pode ser um indicador sobre a eficácia do tratamento e que o principal efeito da utilização da Eritropoetina foi para evitar a interrupção do tratamento nos pacientes com anemia precoce.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
M Sulkowski, M Shiffman, N Afdhal, and others. Hemoglobin Decline Is Associated With SVR among HCV Genotype 1-Infected Persons Treated with Peginterferon (Peg)/Ribavirin (RBV): Analysis from the IDEAL Study. 44th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL 2009). Copenhagen, Denmark. April 22-26, 2009.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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24/05/2009
La anemia durante el tratamiento aumenta la posibilidad de cura de la hepatitis C
La anemia ocasionada por la ribavirina durante el tratamiento de la hepatitis C es uno de los efectos colaterales que más fastidian los pacientes, ya que el cansancio y desanimo afectan la calidad de vida. Una presentación realizada en el Congreso de la EASL 2009 de datos retirados del estudio IDEAL confirma una sospecha ya presentada en estudios de menor número de participantes, a de que los pacientes que presentan anemia durante el tratamiento son los que poseen mayor posibilidad de suceso con el tratamiento.
La anemia producida por la ribavirina es una anemia hemolítica, anemia muy diferente a la causada por la falta de hierro en el organismo. La anemia hemolítica es causada por la disminución de la sobrevida de los glóbulos rojos debido a que la ribavirina reduce el oxígeno de la proteína existente en la sangre. No es conveniente la utilización de complementos de hierro durante el tratamiento, siendo contraproducente su utilización.
Durante el tratamiento de la hepatitis C aproximadamente 30% de los pacientes presentan anemia. Para evitar una anemia profunda la dosis de ribavirina puede ser disminuida, pero eso reduce la posibilidad de cura de la enfermedad. Es utilizada la Eritropoetina para aumentar la hemoglobina y evitar la reducción de la dosis de la ribavirina. La Eritropoetina es una hormona que estimula la producción de células rojas.
En el estudio IDEAL fueron incluidos 3.070 pacientes infectados con el genotipo 1, divididos en tres grupos. Un grupo recibió la dosis de 1,0 mcg de PegIntron, otros 1,5 mcg de PegIntron y un tercer grupo Pegasys en la dosis de 180 mcg. Todos fueron tratados por 48 semanas y recibieron ribavirina en función del peso del paciente.
La anemia era considerada cuando la reducción de la hemoglobina era inferior a 10 g/dl. De los 3.070 pacientes prácticamente todos ellos (3.023) presentaron reducción de la hemoglobina en mayor o menor grado. Conforme el protocolo, cuando la reducción de la hemoglobina era inferior a 10 g/dl era permitido el uso de la Eritropoetina.
La reducción de la hemoglobina inferior a 10 g/dl aconteció en un 28% de los pacientes (865) y la Eritropoetina fue utilizada en 449 de éstos.
Al final del tratamiento fue observado que los pacientes que presentaron mayor anemia se encontraban entre los que se encontraban negativos.
Los pacientes que durante el tratamiento tuvieron una reducción de la hemoglobina mayor de 3 g/dl presentaron 61,6% de carga viral indetectable al final del tratamiento y la respuesta sostenida en ese grupo fue del 43,7%.
Ya los pacientes que durante el tratamiento tuvieron una reducción de la hemoglobina inferior a 3 g/dl presentaron 41,86% de carga viral indetectable al final del tratamiento y la respuesta sostenida en ese grupo fue del 29,9%.
Los investigadores afirman que la utilización de la Eritropoetina fue significativamente asociada a una mayor respuesta sostenida y que la reducción de la dosis de ribavirina provocó una menor posibilidad de suceso en el tratamiento.
Pero fue comprobado que el inicio precoz de la anemia es un factor importante en la posibilidad de lograr la cura. Los pacientes que presentaron anemia más rápidamente son los que responden mejor, pero no aquéllos con un inicio de anemia más tardío.
Cuando la anemia apareció antes de la semana cuatro del tratamiento los pacientes que recibieron Eritropoetina presentaron 43% de respuesta sostenida y los pacientes que no recibieron Eritropoetina consiguieron solamente 23,5% de respuesta sostenida.
Cuando la anemia apareció entre las semanas cuatro y ocho del tratamiento los pacientes que recibieron Eritropoetina presentaron 47,6% de respuesta sostenida y los pacientes que no recibieron Eritropoetina consiguieron solamente 29% de respuesta sostenida.
Cuando la anemia apareció entre las semanas ocho y doce del tratamiento los pacientes que recibieron Eritropoetina presentaron 47,4% de respuesta sostenida y los pacientes que no recibieron Eritropoetina consiguieron solamente 51,6% de respuesta sostenida.
Y cuando la anemia apareció después de la semana doce del tratamiento los pacientes que recibieron Eritropoetina presentaron 57,8% de respuesta sostenida y los pacientes que no recibieron Eritropoetina consiguieron solamente 61,6% de respuesta sostenida.
Concluyen los investigadores que los pacientes con anemia en las primeras semanas del tratamiento que recibieron Eritropoetina presentaron menor interrupción del tratamiento, logrando beneficios en conseguir la cura, pero ningún beneficio con la administración de la Eritropoetina fue conseguido en aquellos pacientes que se volvieron anémicos después de la semana ocho del tratamiento.
Afirman, aún, que los resultados indican que la reducción de la hemoglobina para nivel inferior a 10 g/dl puede ser un indicador sobre la eficacia del tratamiento y que el principal efecto de la utilización de la Eritropoetina fue para evitar la interrupción del tratamiento en los pacientes con anemia precoz.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
M Sulkowski, M Shiffman, N Afdhal, and others. Hemoglobin Decline Is Associated With SVR among HCV Genotype 1-Infected Persons Treated with Peginterferon (Peg)/Ribavirin (RBV): Analysis from the IDEAL Study. 44th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL 2009). Copenhagen, Denmark. April 22-26, 2009.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo
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