Texto en Español al final - Apriete aquí


GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

29/04/2008


Expectativa de vida ameaçada para quem apresenta enzimas hepáticas elevadas


Um estudo epidemiológico realizado pela Associação Americana para o Estudo de Doenças do Fígado (AASLD) e pesquisadores da Clinica Mayo dos Estados Unidos alerta que resultados elevados nos exames das enzimas do fígado são um prognostico de menor expectativa de vida. O alerta é importante por que aproximadamente uma em cada dez pessoas apresenta elevações em pelo menos uma das enzimas do fígado, sem necessidade de se tratar de um individuo que faça uso abusivo das bebidas alcoólicas ou esteja infectado com qualquer tipo de hepatite.

São duas as principais enzimas do fígado, conhecidas como aspartato aminotransferase (AST ou TGO) e alanina aminotransferase (ALT ou TGP). Concentrações altas dessas enzimas no sangue tendem a indicar alterações ou doenças no fígado. Presumivelmente, muitos casos são devidos a depósitos de gordura no figado, condição conhecida como esteatoses.

Os pesquisadores da Clinica Mayo, observando estudos que relacionavam mortalidade com níveis elevados de transaminases, publicados em outros países, realizaram a pesquisa para confirmar se na população dos Estados Unidos acontecia uma situação semelhante. Para tal utilizaram os prontuários dos pacientes atendidos na Clinica durante o ano de 1995 que, entre outros exames também tinham realizado o das transaminases. Os que apresentavam níveis acima do normal foram acompanhados até abril de 2006 para determinar a sobrevivência desses pacientes em comparação a dados estatísticos da população em geral.

De 6.823 pacientes atendidos que realizaram exames de transaminases, 911 (13%) apresentavam níveis acima do normal. Foram excluídos aqueles que mudaram da cidade ou os que morreram antes de completarem dois anos da data do exame, pois isso supõe se tratar de casos terminais.

Os pacientes que em 1995 apresentavam níveis de AST/TGO até duas vezes o valor máximo, o risco de morte aumentava em 39% quando comparado com indivíduos com transaminases normais. Já os que apresentavam níveis superiores a duas vezes o valor máximo, o risco de morte era elevado em 87%.

O aumento do risco de morte foi calculado considerando as estatísticas de óbitos do governo americano, as quais informam que na faixa etária dos participantes da pesquisa o risco de morte por qualquer motivo na população em geral e de 0,95% ao ano, passando a ser de 1,32% se o nível de AST/TGO dez anos antes era até duas vezes o valor máximo. Já nos indivíduos em que o nível da AST/TGO se encontrava em nível superior a duas vezes o valor máximo normal, o risco de morte nesses indivíduos aumenta para 1,78% ao ano.

O surpreendente do estudo e que 33,6% das mortes não foram ocasionadas por problemas hepáticos e, sim, por causas cardiovasculares, o que indica a necessidade de cuidados cardiológicos nos indivíduos que apresentam transaminases elevadas. É conhecido que problemas cardíacos podem aumentar os níveis das transaminases, mas não se conhecia a gravidade que isso representa no risco de morte.

Devido ao fato de aproximadamente 10% da população apresentar elevações nas transaminases seria prudente que em toda consulta médica ao se solicitar a realização do hemograma seja realizado ao mesmo tempo o exame das transaminases, o qual é um exame simples, barato, que utiliza o mesmo sangue coletado para o hemograma. Ante qualquer alteração o médico deverá solicitar exames complementares para realizar o diagnostico daquilo que está afetando o fígado e colocando em risco a vida do paciente.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatology; 2008 Mar;47(3):880-7. - "Serum aminotransferase activity and mortality risk in a United States community." Lee, Tae Hoon; Kim, W. Ray; Benson, Joanne; Therneau, Terry; Melton, III, L. Joseph.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
29/04/2008


Expectativa de vida amenazada para quien presenta enzimas hepáticas elevadas


Un estudio epidemiológico realizado por la Asociación Americana para el Estudio de Enfermedades del Hígado (AASLD) e investigadores de la Clínica Mayo Estados Unidos alerta que resultados elevados en los exámenes de las enzimas del hígado son un pronóstico de menor expectativa de vida. El alerta es importante por qué aproximadamente una en cada diez personas presenta elevaciones en por lo menos una de las enzimas del hígado, sin necesidad de tratarse de un individuo que haga uso abusivo de las bebidas alcohólicas o esté infectado con cualquier tipo de hepatitis.

Son dos las principales enzimas del hígado, conocidas como aspartato aminotransferase (AST o TGO) y alanina aminotransferase (ALT o TGP). Concentraciones altas de ésas enzimas en la sangre tienden a indicar alteraciones o enfermedades en el hígado. Presumiblemente, muchos casos son debidos a depósitos de grasa en el hígado, condición conocida como esteatosis.

Los investigadores de la Clínica Mayo, observando estudios que relacionaban mortalidad con niveles elevados de transaminasas, publicados en otros países, realizaron la investigación para confirmar si en la población de Estados Unidos acontecía una situación semejante. Para tal utilizaron los prontuarios de los pacientes atendidos en la Clínica durante el año de 1995 que, entre otros exámenes también habían realizado el de las transaminasas. Los que presentaban niveles arriba del normal fueron acompañados hasta abril de 2006 para determinar la supervivencia de ésos pacientes en comparación a datos estadísticos de la población en general.

De 6.823 pacientes atendidos que realizaron exámenes de transaminasas, 911 (13%) presentaban niveles arriba del normal. Fueron excluidos aquéllos que mudaron de la ciudad o los que murieron antes de que completen dos años de la fecha del examen, pues eso supone se tratar de casos terminales.

Los pacientes que en 1995 presentaban niveles de AST/TGO hasta dos veces el valor máximo, el riesgo de muerte aumentaba en un 39% cuando comparado con individuos con transaminasas normales. Ya los que presentaban niveles superiores a dos veces el valor máximo, el riesgo de muerte era elevado en un 87%.

El aumento del riesgo de muerte fue calculado considerando las estadísticas de óbitos del gobierno americano, las cuales informan que en la faja de edad de los participantes de la investigación el riesgo de muerte por cualquier motivo en la población en general es de 0,95% al año, pasando a ser del 1,32% si el nivel de AST/TGO diez años antes era hasta dos veces el valor máximo. Ya en los individuos en los que el nivel de la AST/TGO se encontraba en nivel superior a dos veces el valor máximo normal, el riesgo de muerte en esos individuos aumenta para 1,78% al año.

Lo sorprendente del estudio es que 33,6% de las muertes no fueron ocasionadas por problemas hepáticos y, sí, a causas cardiovasculares, lo que indica la necesidad de cuidados cardiológicos en los individuos que presentan transaminasas elevadas. Es conocido que problemas cardíacos pueden aumentar los niveles de las transaminasas, pero no se conocía la gravedad que eso representa en el riesgo de muerte.

Debido al hecho de aproximadamente 10% de la población presentar elevaciones en las transaminasas sería prudente que en toda consulta médica al se solicitar la realización del hemograma sea realizado al mismo tiempo el examen de las transaminasas, el cual es un examen simple, barato, que utiliza el mismo sangre colectada para el hemograma. Ante cualquier alteración el médico deberá solicitar exámenes complementarios para realizar el diagnostico de aquello que está afectando el hígado y colocando en riesgo la vida del paciente.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Hepatology; 2008 Mar;47(3):880-7. - "Serum aminotransferase activity and mortality risk in a United States community." Lee, Tae Hoon; Kim, W. Ray; Benson, Joanne; Therneau, Terry; Melton, III, L. Joseph.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 28.4.2008