O conteúdo desta página e extraído dos livros "Convivendo com a Hepatite C" e "A Cura da Hepatite C" - Proibida sua reprodução total ou parcial sem autorização expressa do autor, Carlos Varaldo
| |||||
Como é transmitida – Prevenção
A
transmissão da infecção acontece pelo sangue, seja por transfusões, contato
direto ou compartilhamento de seringas. A transmissão sexual ainda não está
comprovada. Porém, se no momento do ato sexual existir contato com sangue devido
a pequenos ferimentos em ambos os parceiros, o contágio é provável. Use sempre a camisinha como
prevenção. Evite o sexo violento ou o sexo anal, pois é comum ocorrerem pequenas
feridas durante o ato. Recente estudo de casais heterossexuais, nos quais um dos
parceiros estava infectado pela hepatite C, mostrou uma incidência de
transmissão inferior a 0,6% ao ano.
O vírus pode ser transmitido da mãe
para o filho, ao que parece, se no momento do parto existir contato do
sangue da mãe com o sangue do filho (somente 5% das crianças filhas de
portadoras nascem com o vírus). Existem casos isolados de transmissão dentro do
próprio lar.
Instrumentos como escovas de dentes, alicates de unhas ou de cutículas e
aparelhos de barbear não devem ser compartilhados, pois podem transmitir o
vírus. Instrumentos dentários devem ser esterilizados e desinfectados. Se você
precisar receber sangue, exija o teste da hepatite C.
Grande parte da população infectada com hepatite C contraiu o vírus numa
transfusão de sangue ou recebendo um produto derivado de sangue, ou
compartilhando agulhas com usuários de droga que eram infectados com hepatite C.
Antes de 1990, não havia como testar o sangue à procura do vírus da hepatite C. Graças ao teste
Anti-HCV, que usa métodos sensíveis modernos,
o risco de se adquirir hepatite C numa transfusão de sangue é agora de menos de
0,001%.
Outros segmentos expostos à hepatite C são os trabalhadores dos serviços
médicos e de laboratórios de exames, que podem ser infectados acidentalmente; as
pessoas que fizeram tratamentos médicos e odontológicos invasivos; os pacientes
submetidos a hemodiálises; as pessoas que perfuraram o corpo para colocar piercings, fizeram acupuntura com
agulhas usadas ou as que compartilharam navalhas, escovas de dente, cortadores
de unha, e; as pessoas em que se fizeram tatuagens ou que trataram as mãos e os
pés com manicures, usando equipamento não-esterilizado
corretamente.
As mães infectadas podem passar o vírus ao feto no útero mas isto
acontece em menos 5% dos casos.
Quarenta por cento de todos os casos de hepatite C foram contraídos por
meios desconhecidos, por pessoas que não se enquadram em nenhuma categoria de
risco atual. O que significa que todos correm o risco de contrair hepatite
C.
Que
possibilidades tenho
de
estar contaminado ?
Muitas
pessoas contaminadas há muito tempo podem não sentir sintomas de nenhum tipo. Se
você suspeitar de alguma possibilidade de ter sofrido contágio, consulte o seu
médico e faça um exame de sangue chamado de Anti-HCV. O sintoma mais comum na
maioria dos infectados é a fadiga.
Freqüentemente
me perguntam se a hepatite C é uma epidemia em crescimento, se existem muitos
novos infectados. Afortunadamente, podemos comprovar que a maioria das
modalidades de infecção, nas últimas décadas, já se encontra relativamente
controlada. Desde 1992, muitos países vêm realizando testes no sangue
utilizado nas transfusões, como também nos fatores sanguíneos retirados do
sangue. Desde a década de 1980,
foram extintas as seringas de injeção de vidro – todas as seringas e agulhas de
injeção hoje são descartáveis – e as pistolas de vacinação foram aposentadas, e
isso, é óbvio, contribuiu enormemente para a diminuição da incidência de
contaminações.
No entanto, ainda se observam algumas modalidades de contaminação muito
preocupantes. Atualmente, dois terços de todos os casos novos de infecção pela
hepatite C são atribuídos ao uso de drogas injetáveis ou aspiradas (neste caso,
através dos canudos de aspiração, que
podem ferir as fossas nasais, ou serem contaminados por sangramentos, nessas
mesmas fossas nasais, muito comuns em usuários de cocaína), transmitidas ao se
compartilharem seringas, agulhas ou alguns dos utensílios utilizados para este
fim, devido ao prolongado tempo de vida do vírus fora do
organismo.
Entre os usuários de drogas injetáveis, a transmissão da hepatite C
ocorre no momento da aplicação da droga. Por este motivo, a prevalência da
hepatite C neste grupo é muito alta, estimando-se em 90% nos Estados
Unidos. Os índices de infecção nos
adolescentes usuários de drogas injetáveis são de quatro a dez vezes superiores
aos índices de infecção pelo HIV/AIDS.
A Proposta de Consenso da Hepatite C, realizada do mês de junho de 2002
pelo Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, indica, conforme a ordem de
importância, as seguintes formas de contaminação:
A transmissão da hepatite C acontece
principalmente por exposição a sangue infectado. Esta exposição
acontece:
1.
pelo uso
de drogas injetáveis;
2.
por
transfusão de sangue não-testada;
3.
nos
transplantes de órgãos sólidos provenientes de doadores infectados, situação hoje
difícil de acontecer;
4.
pela
realização de práticas médicas inseguras;
5.
pela
exposição profissional ao sangue infectado;
6.
durante o parto, nos nascimentos de mães
infectadas;
7.
em
pessoas com múltiplos parceiros sexuais e práticas sexuais de alto
risco.
Como a transmissão da hepatite C ocorre mais facilmente por meio de
seringas, agulhas e canudos, utilizados pelos usuários de drogas injetáveis ou
aspiradas, a distribuição de utensílios descartáveis deveria ser um dos maiores
focos de prevenção neste grupo.
A hepatite C é prevalente em usuários de drogas e se transmite facilmente
devido ao prolongado tempo de vida do vírus, sendo assim difícil de ser
prevenida. É possível que a transmissão aconteça de várias formas:
compartilhando seringas e agulhas, ou até a água para lavar os utensílios;
compartilhando os utensílios que se utilizam para injetar as drogas, como os
canudos, cotonetes, torniquetes ou o algodão; quando o usuário se fura
acidentalmente, ou ao receber a seringa de outra pessoa. Os programas de
prevenção necessitam considerar todas estas atividades como possíveis riscos.
Na ausência de uma vacina para hepatite C, a prevenção consiste em evitar
a exposição ao sangue contaminado. Programas de informação são essenciais,
divulgando os cuidados necessários com materiais que possam conter sangue
contaminado, como alicates de unha, lâminas, barbeadores, escovas de dente,
agulhas e seringas compartilhadas e materiais cirúrgicos.
Para entender os métodos de
transmissão da hepatite C, é necessário um maior conhecimento do que acontece
nos hábitos culturais de cada região e dentro de cada grupo de risco. Alguns países costumam compartilhar a
escova de dentes, outros compartilham os aparelhos de barbear ou de
manicura.
Também é necessário ter um melhor
conhecimento da história natural da hepatite C, pois a maioria dos estudos realizados enfoca pessoas que já estão
com a doença, a maioria detectadas ao doar sangue ou por sintomas de dano
hepático considerável, sem levar em conta que a grande maioria dos
portadores ainda não foi detectada, não sabe que está infectada e nem sequer
recebe atenção médica.
A hepatite C tem uma alta
prevalência em todo o mundo, sendo facilmente transmissível por via sanguínea.
Mas, a maioria das pessoas provavelmente infectadas com a hepatite C não é
identificada porque não realiza o
teste. A melhor campanha de prevenção seria inicialmente detectar os infectados,
pois estes, sabendo da sua condição, evitariam a possível transmissão.
Testar toda a população seria
economicamente inviável, porém os grupos de maior risco de infecção deveriam
receber a indicação para fazer o teste gratuitamente. Os bancos de sangue e os
hospitais deveriam enviar notificações, chamando para fazer o teste toda pessoa
que recebeu uma transfusão de sangue antes de 1993. Os governos devem disponibilizar
recursos no orçamento para enfrentar o problema. Os mesmos recursos e esforços destinados
aos programas de prevenção do HIV/AIDS e das doenças sexualmente transmissíveis
deveriam cobrir também a prevenção da hepatite C, sendo que estes programas
podem e devem trabalhar com metas comuns, ou seja, os programas de prevenção do
HIV/AIDS devem incorporar a prevenção da hepatite C, incluindo informação,
testes de detecção e a vacinação contra as hepatites A e B de todos os infetados
com a hepatite C.
Acredito que deve ser dada
prioridade urgentíssima à detecção
dos portadores. Com isso,
impediríamos a evolução para danos hepáticos irreparáveis nestes indivíduos,
ficando óbvio, insisto, que estes portadores, cientes da sua condição, evitariam
contaminar outras pessoas, ajudando nas formas de
prevenção.
O custo econômico e social
representado pela evolução para a cirrose dos atuais contaminados, na próxima
década, não pode ser ignorado. A
hepatite C pode ser uma doença silenciosa, assintomática, porém não podemos
ficar cegos, surdos ou mudos, no
papel de simples espectadores do problema. Senão, todos seremos coniventes com um dos
maiores genocídios da história da saúde pública.
Campanhas de prevenção são
necessárias. E muitas vezes foram discutidas e prometidas pelo Ministério da
Saúde, porém nunca foram
realizadas. Campanhas de detecção
nos grupos de maior prevalência sequer foram
cogitadas.
Quem deve ser
testado para hepatite C ?
Para
determinar que indivíduos, entre os recebidos pelo atendimento primário,
geralmente realizado nos postos de saúde, deveriam, ou não, ser testados para
hepatite C, é preciso que seja distribuído material informativo, já que estes
clínicos e paramédicos alocados na triagem não são especialistas no
assunto.
Este
material pode ser um simples cartaz, como o que está abaixo, que serve de base a médicos e profissionais
de saúde não-especializados nem familiarizados com a hepatite C, evitando desta
forma o gasto desnecessário com testes em grupos populacionais onde não existem
riscos de contaminação.
INDICAÇÕES
PARA TESTAR A INFECÇÃO PELA HEPATITE C, EM PACIENTES DE ACORDO COM O NÍVEL DE
RISCO
1-
PACIENTES
DE MAIOR RISCO, E QUE DEVEM REALIZAR O TESTE
:
?
usuários de drogas injetáveis, inclusive aqueles que o fizeram só uma vez em
qualquer época da vida;
? pessoas que receberam fatores sanguíneos antes de 1993;
?
pessoas que receberam transfusão de sangue ou
transplantes de órgãos antes
de 1993;
? pessoas em hemodiálise;
? pessoas que apresentem dois resultados de
transaminases
anormais, ou que apresentem qualquer outra evidência de dano
hepático;
? profissionais da área da saúde após acidente
biológico
ou exposição percutânea ou nas mucosas
com
sangue contaminado;
? filhos de mães contaminadas;
? HIV positivos.
2- O TESTE DEVE SER CONSIDERADO OU AVALIADO NOS
GRUPOS DE RISCO INDEFINIDO:
? pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou histórico de doenças
sexualmente transmissíveis;
? parceiros sexuais, por longo tempo, de infectados
com hepatite C;
? usuários de cocaína inalada;
? pessoas com tatuagens ou piercings no corpo
(brincos ou piercings no lóbulo da orelha não é
considerado risco);
? transplantados que receberam tecidos, como córneas, pele, esperma ou
óvulos.
3 – O TESTE NÃO E NECESSÁRIO NOS GRUPOS DE BAIXO
RISCO:
? profissionais da saúde sem evidências de exposição
acidental;
? companheiros ou familiares (sem contato sexual) de
portadores
de hepatite C;
? mulheres grávidas;
? população em geral.
ATENÇÃO:
? O
teste deve ser oferecido às pessoas com possibilidade de infecção. Para
identificar esses indivíduos, todos os pacientes devem ser questionados durante
a entrevista prévia sobre os fatores de risco.
? Os
médicos devem considerar a possibilidade de fazer o teste, a partir de uma
avaliação individual, pois pacientes que relatam fatores de risco de exposição
ao vírus da hepatite C são de grupos muito indefinidos.
? As
pessoas com possibilidades de exposição ao vírus da hepatite devem ser
informadas sobre a disponibilidade do teste para detecção do
vírus.
Não,
porque a hepatite C não é transmitida por:
? abraços,
? alimentação
materna (amamentação),
? beijos,
? comida ou água,
? contato
casual,
? espirros,
? por
compartilhar copos, garfos, facas, pratos etc.,
?
suor,
? tosse,
? urina ou
fezes.
O contágio sexual é raro nos casais monogâmicos, sem ferimentos na região
genital. A existência de outras
doenças sexualmente transmissíveis poderá transmitir conjuntamente a hepatite
C.
Lembre que o contágio somente acontece no contato com sangue contaminado,
sendo necessário que ele penetre na corrente sanguínea da outra pessoa.
Entre
os contaminados com hepatite C, somente em 7% dos casos o parceiro sexual também
está contaminado. Isso demonstra ser muito baixo o índice de transmissão
sexual.
Um amplo estudo coordenado pelo CDC, Centro de Controle de Doenças do
governo dos Estados Unidos, encontrou a hepatite C entre 1,8 e 2% da população
em geral. Nos fatores em que o sexo
poderia ser um dos contaminadores, foi observado que em somente 3% dos casos o
parceiro de um portador se encontrava contaminado, sendo que em muitos casos por
um genótipo diferente do vírus, o que exclui a contaminação pelo parceiro
infectado.
A hepatite C foi encontrada em 4% dos homossexuais masculinos. Entre pessoas com múltiplos parceiros
sexuais, foi observado que aqueles que tiveram entre dois e nove parceiros
sexuais na sua vida, a hepatite C se encontrava na média da população, de 2%; já
entre os que tiveram entre 10 e 49 parceiros sexuais, a incidência encontrada
foi de 3%, e nas pessoas com comportamento sexual de risco, com mais de 49
relacionamentos sexuais na sua vida, o índice encontrado foi de 9%. Devemos observar que nas pessoas
com múltiplos parceiros sexuais, existem chances de contaminação por muitas
outras doenças sexualmente transmissíveis, as quais podem “levar” junto a
hepatite C.
Apesar disso, para evitar ser contaminado com a hepatite C, AIDS,
hepatite B, gonorréia, clamídia, sífilis e muitas outras doenças sexualmente
transmissíveis e atualmente em franca expansão, use sempre a camisinha. É a
melhor das prevenções.
Uma
pessoa tatuada possui nove vezes mais possibilidades de estar contaminada com a
hepatite C do que uma pessoa sem tatuagens. Aqueles que possuem várias tatuagens ou
áreas muitos grandes tatuadas têm maior risco de estar contaminados pela
hepatite C. Estudos comprovam que
os que têm tatuagens com profusão da cor vermelha, amarela, laranja ou branca
apresentam maior incidência de hepatite C do que aqueles que só possuem
tatuagens pretas. Geralmente, as
tatuagens com muitas cores são feitas por profissionais clandestinos,
não-regulamentados, que não seguem as regras de segurança
recomendadas.
Durante a tatuagem, a hepatite C pode ser transmitida pelo uso das
agulhas, compartilhadas por diferentes pacientes, pela falta de higiene na sala
e nos equipamentos do profissional, ou ainda pela contaminação das tintas, já
que o vírus da hepatite C é altamente resistente, podendo sobreviver até três
dias fora do organismo, em qualquer objeto contaminado. Estudos ¾
se bem que limitados ¾
encontraram o vírus da hepatite C na tinta para tatuagem, carregada pelo
instrumento utilizado. Apesar da
troca da agulha, o vírus que permanece na tinta por até três dias poderá
contaminar o próximo cliente a ser tatuado.
É recomendável que, a cada novo cliente, o profissional separe uma
pequena quantidade de tinta, tal qual uma paleta de pintor, e no final do
atendimento os restos sejam descartados.
A tinta que sobrou nunca deve ser reaproveitada ou recolocada no frasco.
Para uma tatuagem totalmente segura, o cliente pode levar sua própria
tinta e exigir o uso de agulhas descartáveis.
Como
acontece o contágio nos usuários de drogas
O
vírus da hepatite C é altamente resistente, tanto que não é eliminado pela
acidez das drogas, permanecendo ativo por muito tempo. O vírus foi encontrado em
recipientes usados por drogados em heroína, que apesar de não compartilharem as
seringas, fazem uso da mesma colher para esquentar a droga ¾
e é este objeto, então, que transmite o vírus. Entre os usuários de cocaína injetável,
o vírus foi encontrado na água destilada usada para lavar as seringas, muita
vezes compartilhadas, apesar de cada usuário ter sua própria
seringa.
Dois terços dos novos contaminados pela hepatite C são usuários de
drogas. Entre os usuários de drogas
injetáveis, logo no primeiro ano de uso, 79% deles se contaminam com a hepatite
C.
No caso de drogas inaladas, em que é comum a utilização do mesmo canudo,
a acidez da cocaína não mata o vírus da hepatite C e, como geralmente existem
feridas nas narinas, a contaminação é altamente provável.
É
possível o contágio no consultório dentário?
Em geral, é de se supor que todos os profissionais da área odontológica
sigam as normas e recomendações dos conselhos de odontologia, sob as quais o
contágio de qualquer doença torna-se bastante improvável, incluindo-se aí o
tratamento dentário. É de se supor
também que todos os instrumentos, inclusive a base do micromotor, sejam
esterilizados em autoclave para cada novo paciente.
Porém, um dos fatores de contaminação pode estar na asa do foco de luz,
já que constantemente o profissional redireciona o foco de luz, com as luvas
impregnadas pela saliva dos pacientes sem usar um protetor descartável na asa do
aparelho. Exija de seu dentista o
uso de um protetor descartável na asa do foco de luz, podendo ser um simples
filtro plástico, daquele utilizado para embrulhar alimentos, trocado a cada novo
paciente.
Aparelhos
de barbear e os de manicure ou pedicure são perigosos
?
É
possível que escovas de dente, navalhas, cortadores de unha, pinças e artigos de
uso pessoal semelhantes possam contaminar, se tiveram entrado em contato com
sangue infectado. Assim, não é recomendado compartilhar estes artigos .
Assim como cada pessoa tem a sua escova de dentes, é muito importante que
tenha os seus próprios aparelhos de manicure e que não os compartilhe com
ninguém.
A
hepatite C é uma infecção bastante comum em unidades de hemodiálise. Estudos
americanos indicam uma incidência de contaminação que varia, conforme a clínica,
de ZERO a 67% em pacientes de diálise sem uma história de transfusão de sangue.
Uma taxa consideravelmente mais alta do que a observada na população em geral.
O maior fator de contaminação é
devido ao descaso dos operadores das máquinas. Em muitos casos, nem sequer as luvas são
trocadas entre um e outro paciente.
Os
seguintes meios de transmissão são considerados altamentes especulativos porque,
em qualquer dos três tópicos abaixo, nenhum estudo foi conclusivo. Ou seja, não
há razão científica para acreditar que sejam modos de transmissão. Mas,
repetimos, não há nenhum estudo conclusivo a ponto de podermos ignorar essas
possibilidades.
Lágrimas,
saliva, urina e outros fluidos de corpo podem contaminar
?
Os fluidos corporais dos pacientes com hepatite C com alta carga viral,
ao serem analisados pelo método RNA-PCR, podem detectar, em alguns poucos
portadores, o genoma na saliva ou amostra de sêmen. Estes achados sugerem que
fluidos do corpo de pacientes com hepatite C raramente contenham o vírus. Porém,
não existe comprovação da ocorrência da transmissão desta doença através de
contato físico ou íntimo, quando se trata de fluidos corporais. A saliva, durante o beijo ou em
algum utensílio, o suor, as lágrimas, o sêmen, a urina ou ainda as fezes não
transmitem a hepatite C.
Um
arranhão do gato pode contaminar ?
É desconhecido se a hepatite C pode ser transmitida pelas unhas dos
gatos, se acontecer de o gato arranhar uma pessoa infectada e imediatamente
arranhar outra. Não existem
relatos; porém a unha contendo sangue infectado poderia eventualmente transmitir
a doença.
Mosquitos
contaminam ?
Pesquisadores afirmam que a hepatite C não é transmitida por mosquitos.
Há duas situações em que mosquitos podem transmitir doenças a humanos. A
primeira é transmissão mecânica, na qual uma quantidade pequena de sangue
pode estar presente no bico do mosquito que se está alimentando. Este tipo de
transmissão não foi confirmada em nenhum caso com doenças como HCV, HBV, ou HIV.
A segunda situação é chamada de transmissão biológica. Estudos mostram
que mosquitos podem carregar o vírus no intestino mediano, mas uma vez lá o
vírus morre e é digerido da mesma maneira que nós digerimos comida, eliminando o
vírus pela digestão ácida.
Carrapatos
contaminam ?
Há dúvidas sobre a possível contaminação por um carrapato que possa ter
sugado sangue de uma pessoa contaminada e logo a seguir sugue sangue de um
indivíduo sadio. Não existem
estudos apresentados a respeito.
Alguns
casos de contaminação podem estar relacionados com o uso de agulhas mal
esterilizadas, como também medicamentos populares e práticas culturais que
perfuram a pele. Procedimentos médicos alternativos que envolvem invasão do
corpo, particularmente se executados em instalações inadequadas, ou envolvendo
sangue (como a ozônio-terapia do sangue) podem transmitir a hepatite C.
Algumas
pessoas levam o vírus na circulação sangüínea durante toda a vida e podem
permanecer como agentes de contágio por anos.
Todo portador de hepatite C, tenha ou não os sintomas, pode transmitir a
infecção a outros. A
facilidade de transmitir o vírus esta diretamente relacionada à quantidade de
vírus no sangue do portador.
Não, a
saliva não transmite a hepatite C.
Não,
a mãe pode amamentar o filho sem problemas, desde que não tenha ferimentos nos
mamilos.
Uma vez
que você se recupere completamente das hepatites A ou B, não poderá contrair
outra hepatite A ou B, embora em algumas pessoas a condição torne-se crônica e
possa durar a vida inteira. Existem cinco vírus diferentes que causam hepatite e
você pode contaminar-se, novamente, com um vírus diferente (entretanto não com a
D, se você é imune à B).
Ficar infectado ao mesmo tempo com B e C é muito perigoso, pois pode
resultar num caso muito mais severo. Uma pessoa recuperada de um caso de
hepatite viral também poderá desenvolver novamente hepatite devido a outras
causas, como álcool ou drogas.
Se você teve hepatite C e negativou o vírus, pode ser infectado novamente
com a hepatite C. Isso porque há muitos genótipos diferentes de hepatite C e
porque o vírus transforma-se muito rapidamente. Não se desenvolve imunidade
natural para a hepatite C.
A transmissão doméstica de hepatite C é rara. Pode acontecer com o
contato de sangue-para-sangue. Ou seja, quando o sangue de alguém entra em
contato com o de outra pessoa que
tenha um corte ou ferida abertos, ou compartilhando aparelhos de barbear,
escovas de dente, ou ajudando pessoas acidentadas.
É aconselhável lavar imediatamente com água corrente derramamentos de
sangue e, se possível, desinfetar o local com água sanitária. Também é
aconselhável manter navalhas e escovas de dente separadas das de seus
familiares.
Se você
não possui anticorpos destes vírus, é necessário vacinar-se o quanto antes. O
fato de você já estar com o fígado danificado pela hepatite C aumenta os perigos
de você vir a contrair uma outra
hepatite e ter um dano hepático agravado, provavelmente fulminante.
Não
existe vacina contra a hepatite C. A melhor vacina é a prevenção e os cuidados
gerais.
Se você
é portador de hepatite C:
? Não doe órgãos, sangue, esperma ou
tecidos (escreva isto nos seus documentos);
? Não compartilhe seus artigos de uso
pessoal;
? Cubra imediatamente qualquer ferida
que possa ter;
? Use camisinha no ato
sexual;
? Tenha cuidados com o sangue da
menstruação.
É
possível a transferência do vírus durante o parto ?
Por ser pequena a incidência, os médicos não estão muito preocupados
sobre a transmissão da hepatite C durante o parto, e muitas mulheres positivas
deram à luz crianças que eram negativas ao vírus da hepatite C.
A probabilidade de transmissão pelo leite materno também é muito pequena,
para as portadoras de hepatite C. Médicos não desaconselham amamentar.
A transmissão neonatal entre mulheres
infectadas com a hepatite C foi informada em 5% dos nascimentos, mas pode chegar
a 25%, se a mãe também for positiva de HIV. Os recém-nascidos apresentam anticorpos
no nascimento, mas a maioria fica livre do vírus antes dos 18 meses. Este não é
o caso se a transmissão é simultânea com HIV ou a hepatite B. É provável, porém ainda não confirmado,
que no parto normal as chances de contaminação sejam um pouco superiores do que
nos partos por cesárea.
A transmissão da mãe para o bebê pode ser aumentada se a mãe tiver altos
índices de vírus no sangue. Nesta circunstância, calcularam os investigadores
japoneses que o risco de transmissão pode ser de aproximadamente 10%.
Recentes avanços tecnológicos conduziram, principalmente, ao
desenvolvimento de vários tipos de procedimentos no feto para o diagnóstico e
administração de desordens fetais. Há um risco pequeno mas possível de
transmissão de infecções virais maternas, com os vírus HIV, hepatite B e C,
cytomegalovírus e herpes durante procedimentos invasivos no feto.
Use um alvejante (água sanitária) durante uns 30 minutos. Não há nenhuma prova de que isto elimine tudo, mas você não pode colocar o seu mundo dentro de uma autoclave. Também há desinfetantes químicos que contêm fenóis e outros ingredientes muito caros, mas para uso em casa a água sanitária é o melhor que temos. Água sanitária pode ser muita corrosiva em algumas superfícies, assim, tenha cuidado ao usá-la.
Portadores de hepatite C podem ser doadores de órgãos ou de sangue
?
Lamentavelmente,
os portadores de hepatite C não podem ser doadores de órgãos, tecidos ou sangue.
Escreva este aviso nos seus documentos.