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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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17/03/2008


Transplante de fígado - Comemorar jamais, mas serve como alerta aos arrogantes


O Jornal O Estado de São Paulo do dia 12 de março de 2008 publica matéria com o titulo de "Novo critério de fila por fígado ainda não reduziu mortalidade" com informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, informando que o novo critério de organização da fila do transplante de fígado adotado no país em julho de 2006 o qual leva em conta a gravidade do estado de saúde dos pacientes ainda não teve o resultado desejado - reduzir a espera para todos os casos graves e assim baixar as taxas de mortalidade de pessoas que precisam do órgão.

Lembro que em 2005 e 2006 fui um dos poucos que se posicionaram contra a mudança dos critérios da lista de espera por um fígado, alegando que isso não iria aumentar a captação e que, ainda, poderia aumentar a mortalidade. A reportagem com dados oficiais do estado de São Paulo mostra como eu e alguns poucos mais (Dr. Sergio Mies, Dr. Silvano Raia, Dr. Cláudio Lacerda e mais alguns) estávamos certos na nossa luta para evitar tal inócua mudança. Lamentavelmente, lutando contra um grupo de médicos e ONGs que eram a favor das mudanças perdemos essa batalha.

O resultado após dois anos do novo critério confirmou todos nossos alertas e derrubou todas as alegações dos que defenderam a mudança. Isso deveria nos deixar contentes, pois tínhamos razão, mas pelo contrario, ficamos tristes por culpa do tempo perdido e por todos aqueles que acabaram perdendo a vida nestes últimos dois anos.

A falta de visão e a forma arrogante daqueles que impuseram a mudança do critério foi a resultante desses desastres. Será que eles agora virão a publico a pedir desculpas?

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




Seguem alguns artigos que escrevi na época e que ainda se encontram na nossa página na internet:

Em 24/10/2005 alertei sobre o tema! - Encontrado em: www.hepato.com/materias/transplante_20051024.html

Durante o Congresso Brasileiro de Hepatologia realizado em Campos de Jordão foram apresentados diversos trabalhos sobre transplante de fígado e, alguns deles sobre o impacto da alocação cronologia ou da alocação por gravidade, sistema que deverá ser adotado no Brasil nos próximos meses.

O tema da mudança de critérios e altamente polemico e a mudança que pretende ser feita "na marra" pelo governo foi discutida durante uma mesa redonda onde se apresentaram as propriedades, vantagens e desvantagens de cada critério, os pontos de vista do paciente e do governo, a comparação com outros países e, finalizando, o ponto de vista ético.

Pessoalmente questionei o porquê de se realizar uma mudança drástica, às pressas, na calada de uma noite, relacionando então os problemas que isto poderia causar, responsabilizando em certa forma aqueles que defendem a mudança pelos graves problemas que isto poderá acarretar.

Lamentavelmente o governo demonstrando total descaso em prestar contas e esclarecimentos à população não enviou os dois debatedores previstos e não autorizou que nenhum dos médicos presentes, entre os quais alguns fazem parte da Câmara Técnica em Brasília, pudesse falar em seu nome.

Assim, a mesa de debatedores ficou totalmente desproporcional, com três debatedores defendendo a mudança da lista para a ordem por gravidade e somente um debatedor defendendo a manutenção do atual critério cronológico



Em 09/01/2006 alertei novamente sobre o tema! - Encontrado em: www.hepato.com/p_transplante/transplante_20060109.html

A notícia preocupante de 2006 é que nos próximos meses a ordem da lista de espera por um doador cadáver deverá mudar, deixando de ser cronológica por data de inscrição, passando a adotar o critério de gravidade. A prioridade deverá passar aos pacientes com estimativa de sobrevida inferior conforme o índice MELD.

Se a adoção do MELD no Brasil será positiva ou negativa, somente o tempo poderá julgar. Podemos afirmar sua adoção beneficiará os pacientes mais graves, com menor expectativa de vida. Porém, como a aplicação do novo critério não aumenta o número de captações, continuaremos tendo o mesmo número de transplantes por ano e, conseqüentemente, o mesmo número de mortes na fila. Sem aumentar a captação não podemos esperar milagres e, passados 12 meses, a situação ficará igual à atual ou até mais complicada, pois o número de pacientes que terão evoluído para um quadro grave será maior. Para reduzir o vergonhoso tempo de espera atual de cinco anos, a única solução efetiva é aumentar a captação. Mudanças no critério de alocação de órgãos são necessárias, mas este não é o caminho para uma solução efetiva.





GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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17/03/2008


Trasplante de hígado - Conmemorar jamás, pero sirve como alerta a los arrogantes


El Diario El Estado de San Paulo del día 12 de marzo de 2008 publica materia con el titulo de "Nuevo criterio de fila por hígado todavía no redujo mortalidad" con informaciones de la Secretaría de Estado de la Salud de San Paulo (Brasil), informando que el nuevo criterio de organización de la fila del trasplante de hígado adoptado en el país en julio de 2006 el cual lleva en cuenta la gravedad del estado de salud de los pacientes aún no tuvo el resultado deseado - reducir la espera para todos los casos graves y así bajar las tasas de mortalidad de personas que precisan del órgano.

Recuerdo que en 2005 y 2006 fui uno de los pocos que se posicionaron contra la mudanza de los criterios de la lista de espera por un hígado, alegando que eso no iría a aumentar la captación y que, aún, podría aumentar la mortalidad. El reportaje con dados oficiales del estado de San Paulo muestra como yo y algunos pocos más (Dr. Sergio Mies, Dr. Silvano Raia, Dr. Claudio Lacerda y más algunos) estábamos ciertos en nuestra lucha para evitar tal inocua mudanza. Lamentablemente, peleando contra un grupo de médicos y ONGs que eran a favor de las mudanzas perdemos ésa batalla.

El resultado después de dos años del nuevo criterio confirmó todos nuestros alertas y derrumbó todas las alegaciones de los que defendieron la mudanza. Eso debería nos dejar contentos, pues teníamos razón, pero por el contrario, quedamos tristes por culpa del tiempo perdido y por todos aquéllos que acabaron perdiendo la vida en estos últimos dos años.

La falta de visión y la forma arrogante de aquéllos que impusieron la mudanza del criterio fue el resultante de esos desastres. ¿Será qué ellos ahora vendrán a publico a pedir disculpas?

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




Siguen algunos artículos que escribí en la época y que aún se encuentran en nuestra página en el internet:

En 24/10/2005 alerté sobre el tema: - Encontrado en www.hepato.com/materias/transplante_20051024.html

Durante el Congreso Brasileño de Hepatología realizado en Campos de Jordán, Brasil, fueron presentados diversos trabajos sobre trasplante de hígado y, algunos de ellos sobre el impacto de la distribución cronología o de la distribución por gravedad, sistema que deberá ser adoptado en Brasil en los próximos meses.

El tema del cambio de criterios es altamente polémico y el cambio que pretende ser realizado "en la marra" por el gobierno fue discutido durante una mesa redonda donde se presentaron las propiedades, ventajas y desventajas de cada criterio, los puntos de vista del paciente y del gobierno, la comparación con otros países y, finalizando, el punto de vista ético.

Personalmente cuestioné el porqué de realizarse una mudanza drástica, con presa, en la callada de una noche, relacionando entonces los problemas que esto podría causar, responsabilizando en cierta forma aquéllos que defienden la mudanza por los graves problemas que esto podrá acarrear.

Lamentablemente el gobierno demostrando total descaso en prestar cuentas y aclaraciones a la población no envió los dos representantes previstos y no autorizó que ninguno de los médicos presentes, entre quiénes algunos hacen parte de la Cámara Técnica en Brasilia, pudiese hablar en su nombre.

Así, la mesa de especialistas se quedó totalmente imparcial, con tres especialistas defendiendo el cambio de la lista para el orden por gravedad y solamente un especialista defendiendo el mantenimiento del actual criterio cronológico.



En 09/01/2006 alerté nuevamente sobre el tema: - Encontrado en www.hepato.com/p_transplante/transplante_20060109.html

La noticia preocupante de 2006 es que en los próximos meses la lista de espera por un donador cadáver será alterada, dejando de ser cronológica por fecha de inscripción y pasando a adoptar el criterio de gravedad. La prioridad deberá pasar a los pacientes con estimativa de sobrevivencia inferior conforme el índice MELD.

Si la adopción del MELD en Brasil será positiva o negativa, solamente el tiempo podrá juzgar. Podemos afirmar que su adopción beneficiará los pacientes más graves, con menor expectativa de vida. Sin embargo, como la aplicación del nuevo criterio no aumenta el número de captaciones, continuaremos teniendo el mismo número de trasplantes por año y, consecuentemente, el mismo número de muertes en la fila. Sin aumentar la captación no podemos esperar milagros y, pasados 12 meses, la situación quedará igual a la actual o hasta más complicada, pues el número de pacientes que habrán evolucionado para un cuadro grave será mayor. Para reducir el vergonzoso tiempo de espera actual de cinco años, la única solución efectiva es aumentar la captación. Mudanzas en el criterio de distribución de órganos son necesarias, pero éste no es el camino para una solución efectiva.








Last updated 16.3.2008