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21/06/2010


A Fluvastatina aumenta a possibilidade de cura da hepatite C


O "Journal of Hepatology" publica um estudo realizado na Romênia que teve como objetivo confirmar se o uso das estatinas, em especial a Fluvastatina, quando combinada com o interferon peguilado e a ribavirina consegue melhorar a resposta terapêutica no tratamento da hepatite C. Diversos estudos, a maioria retrospectivos, indicam que pessoas que fazem uso de estatinas possuem maior possibilidade de cura da hepatite C. As estatinas são medicamentos utilizados no tratamento do colesterol.

O estudo realizado pelos pesquisadores da Romênia decidiu estudar a Fluvastatina em pacientes que não faziam uso dela por não apresentarem alterações nos lipídios. Foram selecionados 209 pacientes para realização de um estudo duplo cego, todos infectados com o genótipo 1b da hepatite C e nunca antes tratados, os quais receberam 48 semanas de interferon peguilado e ribavirina. A dosagem de Fluvastatina empregada foi de 20 mg e administrada por 72 semanas, até a realização do PCR confirmatório 24 semanas após final do tratamento com interferon peguilado e ribavirina.

Não foram admitidos pacientes que tivessem utilizado Fluvastatina nos 12 meses anteriores ao tratamento, assim como pacientes com qualquer doença nos rins ou doenças miopaticas. Os 209 pacientes foram divididos em dois grupos similares. Todos receberam interferon peguilado e ribavirina durante o tratamento. Um grupo de 104 pacientes recebeu a Fluvastatina e outro grupo de 105 pacientes recebeu um placebo, para efeito de controle. Os pacientes nem os médicos sabiam quais recebiam Fluvastatina ou placebo.

No total dos 209 pacientes, ao final do tratamento de 48 semanas, 68,9% se encontravam indetectáveis e a resposta sustentada seis meses após o final do tratamento foi conseguida por 59,5% do total dos pacientes que iniciaram o tratamento.

Ao se observar separadamente os pacientes que receberam Fluvastatina ou placebo foi encontrado que no final do tratamento 75,96% dos pacientes tratados conjuntamente com a Fluvastatina se encontravam indetectáveis, contra 61,9% do grupo que recebeu placebo.

A cura da hepatite C ao ser realizado o PCR seis meses após o final do tratamento foi conseguida por 63,46% dos pacientes que receberam a Fluvastatina contra 49,52% do grupo que recebeu o placebo.

Concluem os pesquisadores que a Fluvastatina mostra uma significante (até podendo ser considerada modesta) melhora na possibilidade de se alcançar a cura dos pacientes de hepatite C que são tratados com interferon e ribavirina. Acreditam que a Fluvastatina provoque um efeito sinérgico com o interferon, talvez pela inibição de algumas proteínas relacionadas com o efeito contra os lipídios das estatinas.

É interessante a forma como o estudo foi realizado, pois já existiam evidencias que pacientes que faziam controle do colesterol utilizando as estatinas apresentavam maior resposta terapêutica no tratamento da hepatite C. Neste estudo os pesquisadores estudaram o efeito sinérgico da Fluvastatina em pacientes sem problemas de colesterol e comprovaram que realmente existe um aumento da possibilidade de cura quando os pacientes utilizam a Fluvastatina conjuntamente com o interferon peguilado e a ribavirina, um assunto que deveria ser mais estudado pelos médicos.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Fluvastatin as out-of label enhancer for early (evr) and sustained (svr) virological response in chronic hepatitis c treated with peginterferon and ribavirin - Journal of Hepatology, Supplement No 1, Volume 52, 2010, Page S110 - E. Georgescu, D. Catu, R.M. Stoica, R.I. Ionescu - Medicine 1/Gastroenterology - Filantropia University Hospital, University of Medicine and Pharmacy of Craiova, Craiova, Romania


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






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21/06/2010


La Fluvastatina aumenta la posibilidad de cura de la hepatitis C


El "Journal of Hepatology" publica un estudio realizado en Romanía que tuvo como objetivo confirmar si el uso de las estatinas, en especial la Fluvastatina, cuando combinada con el interferón pegilado y la ribavirina consigue mejorar la respuesta terapéutica en el tratamiento de la hepatitis C. Diversos estudios, la mayoría retrospectivos, indican que personas que hacen uso de estatinas poseen mayor posibilidad de cura de la hepatitis C. Las estatinas son medicamentos utilizados en el tratamiento del colesterol.

El estudio realizado por investigadores de Romanía decidió estudiar la Fluvastatina en pacientes que no hacían uso de ella por que no presentaban alteraciones en los lípidos. Fueron seleccionados 209 pacientes para realización de un estudio doble ciego, todos infectados con el genotipo 1b de la hepatitis C y nunca antes tratados, quiénes recibieron 48 semanas de interferón pegilado y ribavirina. La dosis de Fluvastatina utilizada fue de 20 mg y administrada por 72 semanas, hasta la realización del PCR confirmatorio 24 semanas después del final del tratamiento con interferón pegilado y ribavirina.

No fueron admitidos pacientes que hubiesen utilizado Fluvastatina en los 12 meses anteriores al tratamiento, así como pacientes con cualquier enfermedad en los riñones o enfermedades miopaticas. Los 209 pacientes fueron divididos en dos grupos similares. Todos recibieron interferón pegilado y ribavirina durante el tratamiento. Un grupo de 104 pacientes recibió la Fluvastatina y otro grupo de 105 pacientes recibió un placebo, para efecto de control. Los pacientes ni los médicos sabían cuales recibían Fluvastatina o placebo.

En el total de los 209 pacientes, al final del tratamiento de 48 semanas, 68,9% se encontraban indetectables y la respuesta sostenida seis meses después del final del tratamiento fue conseguida por 59,5% del total de los pacientes que empezaron el tratamiento.

Al se observar separadamente los pacientes que recibieron Fluvastatina o placebo fue encontrado que al final del tratamiento 75,96% de los pacientes tratados conjuntamente con la Fluvastatina se encontraban indetectables, contra 61,9% del grupo que recibió placebo.

La cura de la hepatitis C al ser realizado el PCR seis meses después del final del tratamiento fue conseguida por 63,46% de los pacientes que recibieron la Fluvastatina contra 49,52% del grupo que recibió el placebo.

Concluyen los autores que la Fluvastatina muestra una significante (aun pudiendo ser considerada modesta) mejora en la posibilidad de alcanzarse la cura de los pacientes de hepatitis C que son tratados con interferón y ribavirina. Creen que la Fluvastatina provoque un efecto sinérgico con el interferón, tal vez por la inhibición de algunas proteínas relacionadas con el efecto contra los lípidos de las estatinas.

Es interesante la forma como el estudio fue realizado, pues ya existían evidencias que pacientes que hacían control del colesterol utilizando las estatinas presentaban mayor respuesta terapéutica en el tratamiento de la hepatitis C. En este estudio los investigadores estudiaron el efecto sinérgico de la Fluvastatina en pacientes sin problemas de colesterol y comprobaron que realmente existe un aumento de la posibilidad de cura cuando los pacientes utilizan la Fluvastatina conjuntamente con el interferón pegilado y l ribavirina, un asunto que debería ser más estudiado por los médicos.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Fluvastatin as out-of label enhancer for early (evr) and sustained (svr) virological response in chronic hepatitis c treated with peginterferon and ribavirin - Journal of Hepatology, Supplement No 1, Volume 52, 2010, Page S110 - E. Georgescu, D. Catu, R.M. Stoica, R.I. Ionescu - Medicine 1/Gastroenterology - Filantropia University Hospital, University of Medicine and Pharmacy of Craiova, Craiova, Romania


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 20.6.2010