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03/08/2010


Tratamento da hepatite C em pacientes em hemodiálises


A contaminação da hepatite C entre os pacientes com problemas renais que realizam seções de hemodiálises é um problema muito preocupante, já que lamentavelmente a possibilidade de infecção ainda é grande em algumas clínicas.

Pior ainda e que o teste ANTI-HCV não é o indicado, pois devido à hemodiálise apresenta alto índice de falsos negativos, sendo o indicado que todo paciente em hemodiálise não infectado pela hepatite C realize um PCR Qualitativo a cada três meses, para dessa forma diagnosticar ainda na fase aguda uma possível infecção.

Um paciente com hepatite C em hemodiálise não pode receber o tratamento com interferon e ribavirina, pois a ribavirina não pode ser empregada em quem já apresenta uma anemia provocada pela hemodiálise.

Em geral se utiliza o tratamento com o interferon convencional em monoterapia, mas atualmente já existem estudos que recomendam a utilização do interferon peguilado. A revista Clinical Infectious Diseases publica um estudo onde pacientes em hemodiálise recentemente infectados (infecção aguda) com hepatite C foram tratados com interferon peguilado em monoterapia, obtendo excelentes resultados.

Verificada a possível infecção entre 2005 e 2008 de 35 pacientes foi realizado um PCR Qualitativo na semana 16. Os 28 pacientes positivos no PCR receberam tratamento com interferon peguilado alfa 2-a (Pegasys) na dosagem de 135 mug semanal durante 24 semanas. Os 7 pacientes que na semana 16 apresentaram um resultado indetectável no PCR não receberam qualquer tratamento. Um grupo de controle, formado por 36 pacientes infectados entre os anos de 2002 e 2005 que não receberam tratamento serviram como grupo controle.

O grupo que recebeu tratamento apresentou a cura (resposta sustentada seis meses após o final do tratamento) em 88,6% dos tratados. No grupo controle que não recebeu tratamento somente 16,7% conseguiram se livrar da hepatite C de forma espontânea.

Somente dois pacientes (5,7%) interrompeu o tratamento devido aos efeitos colaterais e ambos não conseguiram resposta terapêutica.

Concluem os autores que o interferon peguilado alfa-2-a em monoterapia é seguro e eficaz para tratamento da hepatite C aguda em pacientes que realizam hemodiálise, sugerindo que todos os pacientes que na semana 16 após a infecção ainda permanecem com o vírus detectável pelo PCR deveriam receber o tratamento.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Pegylated Interferon Alfa-2a Monotherapy for Hemodialysis Patients with Acute Hepatitis C. - Liu CH, Liang CC, Liu CJ, Lin JW, Chen SI, Hung PH, Tsai HB, Lai MY, Chen PJ, Chen DS, Kao JH. - Clinical Infectious Diseases 2010;51:000-000 - electronically published 20 July 2010.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo




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03/08/2010


Tratamiento de la hepatitis C en pacientes en hemodiálisis


La contaminación de la hepatitis C entre los pacientes con problemas renales que realizan secciones de hemodiálisis es un problema muy preocupante, ya que lamentablemente la posibilidad de infección aún es grande en algunas clínicas.

Peor aún es que la prueba ANTI-HCV no es la indicada, pues debido a la hemodiálisis presenta alto índice de falsos negativos, siendo indicado que todo paciente en hemodiálisis no infectado por la hepatitis C realice un PCR Cualitativo a cada tres meses, para de ésa forma diagnosticar aún en la fase aguda una posible infección.

Un paciente con hepatitis C en hemodiálisis no puede recibir el tratamiento con interferón y ribavirina, pues la ribavirina no puede ser utilizada en quien ya presenta una anemia provocada por la hemodiálisis.

En general se utiliza el tratamiento con el interferón convencional en mono terapia, pero actualmente ya existen estudios que recomiendan la utilización del interferón pegilado. La revista Clinical Infectious Diseases publica un estudio donde pacientes en hemodiálisis recientemente infectados (infección aguda) con hepatitis C fueron tratados con interferón pegilado en monoterapia, obteniendo excelentes resultados.

Verificada la posible infección entre 2005 y 2008 de 35 pacientes fue realizado un PCR Cualitativo en la semana 16. Los 28 pacientes positivos en el PCR recibieron tratamiento con interferón pegilado alfa 2-a (Pegasys) en la dosis de 135 mug semanal durante 24 semanas. Los 7 pacientes que en la semana 16 presentaron un resultado indetectable en el PCR no recibieron cualquier tratamiento. Un grupo de control, formado por 36 pacientes infectados entre los años de 2002 y 2005 que no recibieron tratamiento sirvió como grupo control.

El grupo que recibió tratamiento presentó la cura (respuesta sostenida seis meses después del final del tratamiento) en un 88,6% de los tratados. En el grupo control que no recibió tratamiento solamente 16,7% consiguieron se librar de la hepatitis C de forma espontánea.

Solamente dos pacientes (5,7%) interrumpió el tratamiento debido a los efectos secundarios y ambos no lograron respuesta terapéutica.

Concluyen los autores que el interferón pegilado alfa-2-a en monoterapia es seguro y eficaz para tratamiento de la hepatitis C aguda en pacientes que realizan hemodiálisis, sugiriendo que todos los pacientes que en la semana 16 después de acontecer la infección y todavía permanecen con el virus detectable por el PCR deberían recibir el tratamiento.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Pegylated Interferon Alfa-2a Monotherapy for Hemodialysis Patients with Acute Hepatitis C. - Liu CH, Liang CC, Liu CJ, Lin JW, Chen SI, Hung PH, Tsai HB, Lai MY, Chen PJ, Chen DS, Kao JH. - Clinical Infectious Diseases 2010;51:000-000 - electronically published 20 July 2010.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo




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Last updated 2.8.2010