10/09/2007
Uma vacina contra o câncer: Vacina contra Hepatite B
Por Silas Rosa*
A Hepatite B é uma doença viral transmitida através de relações sexuais (transmissão horizontal), mas que, assim como a AIDS, também pode passar da gestante para o seu concepto (transmissão vertical). Na Amazônia, como em algumas outras regiões do Globo (alguns países africanos e na China), a doença possui um padrão de transmissão ainda desconhecido: crianças que nascem sem recebê-lo antes e durante o parto, após alguns anos mostram-se infectadas pelo vírus, sem incorrer em qualquer forma clássica de transmissão da doença: relações sexuais, compartilhamento de seringas, transfusão de sangue, tratamento dentário, etc.
A infecção pode limitar-se a uma fase aguda, resolvida à custa das defesas imunológicas, ou pode fazer-se seguir de uma longa fase crônica que dura até a vida toda. Esta fase crônica está associada a duas complicações seriíssimas: cirrose e câncer.
A idade com que a pessoa adquire o vírus faz toda a diferença quanto à possibilidade de cronificar ou não a infecção: enquanto infecções adquiridas na idade adulta e na adolescência têm um pequeno potencial de cronificação (1 a 5%), a infecção adquirida no início da vida (antes do parto, durante ele ou nos primeiros meses de vida) se cronificam em 85 a 90% dos casos. Estas crianças, que adquirem o vírus no início da vida, geralmente não apresentam sintomas durante dezenas de anos, mas podem, finalmente, lá pelos quarenta anos apresentar cirrose ou câncer de fígado.
Existe uma vacina muito eficaz para prevenir a Hepatite B, dada em três doses, num período de 180 dias (0, 30 e 180). Esta vacina é produzida por tecnologia de DNA recombinante e é formada por apenas uma proteína do invólucro viral. Por isso, não oferece risco para quem a recebe. A proteção dada pelas três doses dura pelo menos 10 anos.
O PNI (Programa Nacional de Imunizações) preconiza a vacinação, na rede pública, apenas para crianças e adolescentes (até 19 anos). A razão deste limite etário mostra a preocupação em priorizar as faixas mais suscetíveis de cronificação e complicações posteriores, prevenindo também a transmissão vertical.
A recomendação é de que a primeira dose da vacina seja dada nas primeiras 12 horas de vida. Desse modo poderia impedir até a infecção de crianças que receberem o vírus durante o parto (momento de máxima contaminação, segundo Goudeau & Yvonnet) ou que o receberiam logo depois, pelo convívio íntimo com a mãe infectada ou pelo aleitamento materno. As crianças nascidas nas maternidades públicas de Porto Velho (HB e Maternidade Municipal) são, neste aspecto, melhor assistidas que os recém-nascidos das maternidades particulares. Estes irão receber a vacina somente depois da alta da maternidade, nos Centros e Postos de Saúde, portanto, muito após 12 horas de vida.
No Brasil a Hepatite B é um sério problema de Saúde Pública. A prevalência da infecção, segundo Veronesi, é de 0,5 a 1,1% na região Sul, 1,5 a 3% no Nordeste e Centro-Oeste, 1 a 3% no Sudeste e (pasmem!) 5 a 15% na região Norte. Acreditamos que a vacinação universal (em todas as idades) seja altamente recomendável. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) sugere um calendário bem mais abrangente que o PNI. No calendário da SBIm, que adotamos nas clínicas particulares, a vacina da Hepatite B é recomendada para todas as idades.
*Silas Antonio Rosa, 60 anos, é médico formado pela Universidade de São Paulo (USP), advogado formado pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Tem Especialização em Pediatria, Saúde Pública e Medicina do Trabalho e Mestrado em Biologia Experimental.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
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10/09/2007
Una vacuna contra el cáncer: Vacuna contra la Hepatitis B
Por Silas Rosa*
La Hepatitis B es una enfermedad viral transmitida a través de relaciones sexuales (transmisión horizontal), pero que, así como el SIDA, también puede pasar de la gestante para su hijo (transmisión vertical). En Amazonía, como en algunas otras regiones del Globo (algunos países africanos y en China), la enfermedad posee un padrón de transmisión todavía desconocido: niños que nacen sin contagio antes y durante el parto, después de algunos años se muestran infectadas por el virus, sin incurrir en cualquier forma clásica de transmisión de la enfermedad: relaciones sexuales, compartimiento de jeringas, transfusión de sangre, tratamiento de dientes, etc.
La infección puede limitarse a una fase aguda, resuelta por la propias defensas inmunológicas, o puede hacerse seguir de una larga fase crónica que dura hasta la vida toda. Esta fase crónica está asociada a dos complicaciones muy graves: cirrosis y cáncer.
La edad con que la persona adquiere el virus hace toda la diferencia en cuanto a la posibilidad de cronificar o no la infección: mientras infecciones adquiridas en la edad adulta y en la adolescencia tienen un pequeño potencial de cronificación (1 a 5%), la infección adquirida al inicio de la vida (antes del parto, durante él o en los primeros meses de vida) cronifican en 85 a 90% de los casos. Estos niños, que adquieren el virus al inicio de la vida, generalmente no presentan síntomas durante decenas de años, pero pueden, finalmente, allá por los cuarenta años presentar cirrosis o cáncer de hígado.
Existe una vacuna muy eficaz para prevenir la Hepatitis B, dada en tres dosis, en un período de 180 días (0, 30 y 180). Esta vacuna es producida por tecnología de ADN recombinante y es formada por apenas una proteína del involucro viral. Por eso, no ofrece riesgo para quien la recibe. La protección dada por las tres dosis dura por lo menos 10 años.
El PNI (Programa Nacional de Inmunizaciones) preconiza la vacunación, en los hospitales públicos, apenas para niños y adolescentes (hasta 19 años). La razón de este límite por la edad muestra la preocupación en priorizar las fajas más susceptibles de cronificación y complicaciones posteriores, previniendo también la transmisión vertical.
La recomendación es que la primera dosis de la vacuna sea dada en las primeras 12 horas de vida. De ese modo podría impedir hasta la infección en los niños que pueden se contaminar durante el parto (momento de máxima contaminación, según Goudeau & Yvonnet) o que lo recibirían enseguida, por la convivencia íntima con la madre infectada o por la alimentación con leche materno. Los niños nacidos en las maternidades públicas de Porto Velho (Provincia de Rondonia - Brasil)) son, en este aspecto, mejor asistidas que los recién nacidos de las maternidades particulares. Éstos irán a recibir la vacuna solamente después del alta de la maternidad, en los Centros y Puestos de Salud, por tanto, muy después de 12 horas de vida.
En Brasil la Hepatitis B es un serio problema de Salud Pública. La superioridad de la infección, según Veronesi, es de 0,5 a 1,1% en la región Sur, 1,5 a 3% en el Nordeste y Centro-Oeste, 1 a 3% en el Sudeste y (¡pasmen!) 5 a 15% en la región Norte. Creemos que la vacunación universal (en todas las edades) sea altamente recomendable. La Sociedad Brasileña de Inmunizaciones (SBIm) sugiere un calendario bien más amplio que el PNI. En el calendario de la SBIm, que adoptamos en las clínicas particulares, la vacuna de la Hepatitis B es recomendada para todas las edades.
*Silas Antonio Rosa, 60 años, es médico graduado por la Universidad de San Paulo (USP), abogado graduado por la Universidad Federal de Rondonia (UNIR). Tiene Especialización en Pediatría, Salud Pública y Medicina del Trabajo y Doctorado en Biología Experimental.
Traducción:
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo