Os artigos desta página são resumos extraídos dos livros acima citados
Estes artigos fazem parte dos livros “Convivendo com a Hepatite C” e “A Cura da Hepatite C” – Proibida sua reprodução total ou parcial sem autorização expressa do autor, Carlos Varaldo
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Prevenção e Cuidados Vacinas - Onde e quais aplicar Aperte aqui para saber
Não compartilhe seringas para aplicar-se drogas ou medicamentos, nem
aparelhos usados para aspirar ou fumar cocaína. Use sempre instrumentos
esterilizados para fazer tatuagens, perfurações corporais (piercing) e para acupuntura.
Use sempre camisinha na relação sexual. Apesar de não estar comprovada a
transmissão sexual, é possível, caso ocorra uma pequena ferida durante o ato. Se
os dois parceiros possuem o vírus da hepatite C, use também camisinha, pois os
vírus podem ser de genótipos diferentes.
Se você é portador do vírus da hepatite C, informe sempre a seu médico e
a seu dentista. Se tiver de tratar de algum ferimento em outra pessoa, use
sempre luvas de borracha descartáveis Como prevenir-se das
hepatites O
fígado, realizando mais de 2 000 funções diferentes, é um órgão fundamental para
o funcionamento do corpo humano. É
necessário prestar muita atenção ao seu funcionamento, pois ele costuma não dar
sinais de que há algo errado, até que fique gravemente
comprometido. As
hepatites causam inflamações no fígado que, se não forem devidamente tratadas
podem persistir, causando danos irreparáveis ao funcionamento do órgão. Prevenir evitando o contágio é o melhor
tratamento das hepatites. Aprenda,
a seguir, quais as diferenças entre elas e como tomar os devidos
cuidados. Hepatite A
Costuma ocorrer em países menos desenvolvidos, devido à precariedade do
saneamento básico. Incide
principalmente em crianças e adolescentes, sendo geralmente pouco sintomática
nesta faixa etária. No Brasil,
estima-se que 60% da população acima de 30 anos tenha desenvolvido imunidade
natural contra a hepatite A. Contágio: ?
É a hepatite de maior disseminação, pois o contágio se dá por
ingestão de água ou alimentos contaminados, principalmente mariscos ou legumes
mal lavados; ?
durante o ato sexual; ?
banho em águas
contaminadas ?
a urina
e as fezes transmitem o vírus; ?
compartilhamento
de pratos, talheres ou copos com uma pessoa contaminada; ?
pela
saliva e o beijo;
Durante
os primeiros sete dias após a infecção o contaminado transmite o
vírus. Prevenção: ?
Melhorias
nas condições de higiene e saneamento básico; ?
Vacinação
contra a hepatite A. Sintomas ?
Algumas
pessoas, especialmente crianças, não apresentam sintomas. Os sintomas mais comuns podem
incluir febre, dor abdominal, náusea, fadiga e icterícia (olhos amarelados e
urina escura). Tratamento ?
Geralmente,
a hepatite A cura-se mesmo sem tratamento. A recuperação completa pode durar de
6 a 12 meses. Hepatite B
? Facilmente contagiosa, pode ser
perigosa, principalmente em adultos.
Recomenda-se a vacinação em massa da população. Contágio O
contágio é muito fácil, podendo se dar por: ?
contato
com sangue contaminado, ?
compartilhando
seringas, na tatuagem ou no piercing; ?
no ato
sexual, é transmitida pelo sêmen ou pelos fluidos
vaginais; ?
na
amamentação, pois o vírus está presente no leite materno; ?
beijos,
saliva, urina e fezes; ?
compartilhamento
de escovas de dentes, aparelhos de barbear ou alicates de
unhas. ?
Os
portadores da hepatite B podem transmitir o vírus por até 60 dias após a
infecção Prevenção ?
Vacinação
contra a hepatite B Sintomas ?
A
maioria dos contaminados apresenta sintomas, que podem incluir febre, dor
abdominal, náusea, fadiga e icterícia (olhos amarelados e urina
escura) Tratamento ?
Repouso,
dieta adequada e controle médico. Se persistir, deve ser tratada com medicamentos, pois,
tornada crônica, a doença pode evoluir para um câncer no
fígado. Hepatite C
Considerada, pela gravidade, a maior epidemia da historia da humanidade,
é a mais perigosa das hepatites.
Recentemente descoberta, já atinge 200 milhões de pessoas no mundo. De evolução lenta, em duas décadas após
contaminação 25% dos portadores desenvolvem cirrose
hepática. Contágio ?
Somente
no contato de sangue com sangue contaminado. ? Não
é transmitida por
beijos, abraços, suor, espirros, tosse, comidas, água,
contato casual, amamentação ou por compartilhar copos, garfos, facas ou
copos. ?
Sexualmente,
é muito difícil o contágio, podendo acontecer se o sexo for violento ou se os
parceiros tiverem algum pequeno ferimento. ?
Compartilhando
seringas, aparelhos de acupuntura ou piercings mal
esterilizados. ?
Pode
ocorrer o contágio na manicure ou pedicure, compartilhando aparelhos sem
esterilização adequada. Prevenção ? Não existe vacina para a hepatite C. Deve-se ser rigoroso nas medidas preventivas. Sintomas ?
Geralmente,
não apresenta sintomas de nenhuma espécie e 85% dos contaminados se tornam
doentes crônicos. Tratamento ?
De alto
custo e longo prazo e ainda com graves efeitos colaterais, o tratamento somente
consegue eliminar a doença em aproximadamente metade dos
tratados. Hepatite D
Ocorre somente associada à hepatite B e pode ser muito perigosa. É altamente recomendável a vacinação
contra a hepatite B para prevenir a hepatite D. A transmissão é idêntica à da hepatite
B Hepatite E
Costuma acorrer na forma de epidemias em áreas sem saneamento
básico. No Brasil, foram detectados
alguns casos na Bahia e, recentemente, em São Paulo e Rio de Janeiro. Os meios
de contaminação e os efeitos são similares aos da hepatite
A Hepatite G
Ainda pouco conhecida, parece apresentar formas de transmissão
semelhantes às hepatites B e C. Os
seus efeitos são praticamente desconhecidos Outras
hepatites
Outros vírus da hepatite estão sendo descobertos, mas são menos comuns.
Quando se trata de um vírus desconhecido, hoje convenciona-se usar o termo hepatite criptogênica
(Não-A-B-C-D-E-G).
Outros vírus como o do dengue, febre amarela, Epstein-Barre e
cytomegalovírus, como também parasitas e bactérias, podem causar hepatite como
um efeito secundário.
Outros tipos de hepatites não viróticas são: a hepatite auto-imune, a doença de Wilson, a hemocromatose,
hepatites causadas por drogas, medicamentos ou produtos tóxicos e a hepatite por
ingestão de bebida alcoólica. Que cuidados devo ter com
o meu fígado ?
?
Consulte
o seu médico regularmente. ?
Não beba
álcool. ?
Fale com
seu médico sobre todos os medicamentos que você tomou, inclusive as ervas e os
naturais. ?
Se você
é portador de hepatite C, vacine-se imediatamente contra as hepatites A e B.
Como posso cuidar do fígado
?
A
maioria das pessoas sabe que o fígado atua como se fosse um filtro e que pode
ser seriamente danificado pelo excesso de álcool. Fora isto, as pessoas têm
muito pouco conhecimento da complexidade deste órgão e das funções vitais que
realiza.
O fígado é o maior órgão do corpo humano e tem um papel vital, regulando
os processos orgânicos, refinando e desintoxicando tudo aquilo que comemos,
respiramos e absorvemos pela pele. Ele converte os nutrientes dos alimentos em
força muscular, energia, hormônios, fatores de coagulação e fatores
imunológicos. Guarda algumas vitaminas, minerais e açúcares, regula os depósitos
de gordura e controla o colesterol.
A bílis é produzida no fígado e ajuda a digerir os alimentos e a absorver
os nutrientes. O fígado, ainda, neutraliza substâncias tóxicas e venenosas e
metaboliza o álcool. Antes do nascimento, serve para formação do sangue. Ajuda
também na resistência a infecções, remove as bactérias do sangue e reserva o
ferro necessário ao organismo.
Além de fazer tudo isso, nunca apresenta queixas para você.
Desafortunadamente, o fígado não nos indica quando está com problemas até que o
dano hepático já esteja avançado. Neste momento, ele precisa da nossa ajuda para
recuperar-se.
A maior qualidade do fígado é a sua capacidade de regeneração. Se forem
retirados três quartas partes do seu fígado, em poucas semanas ele crescerá até
atingir o mesmo tamanho e forma. Porém, uma sobrecarga de trabalho no fígado
danificará suas células, produzindo cicatrizes permanentes. É o que se conhece
como cirrose.
O álcool, as drogas, o cigarro e medicamentos, inclusive os de uso
diário, os vírus, os contaminadores do ambiente e os transtornos metabólicos
podem danificar as células do fígado. Em algumas pessoas, mesmo beber um copo de
vinho por dia é suficiente para causar danos consideráveis. Nunca tome
medicamentos e beba álcool ao mesmo tempo: isso é potencialmente perigoso.
Os inseticidas, os vapores, os solventes de tintas e os aerossóis são
captados pelos pulmões e levados para o fígado, que desintoxica o organismo e
descarrega os resíduos na bílis, sobrecarregando-se. Lave imediatamente qualquer
produto químico que cair na sua pele.
Existem vacinas contra a hepatite A e B e seria muito importante que
todos estivessem vacinados, pois a hepatite B pode causar danos ao fígado. A
hepatite C é um problema maior, pois até o momento não existe vacina contra ela.
Assim, as medidas preventivas são as melhores armas de que dispomos no momento.
Cuidar do seu fígado significa manter uma dieta saudável, fazer
exercícios e respirar muito ar puro, além de evitar coisas que possam danificar
o funcionamento do órgão. Seu fígado depende de seus cuidados para poder cuidar
de você. O fígado e os medicamentos
Às
vezes, você pode ter a necessidade de tomar mais de um medicamento
simultaneamente. Sempre que isso acontecer, há o risco de que um afete o outro.
Uma interação dos medicamentos é uma mudança no efeito de uma droga. Esta
mudança pode ser desejável, adversa, ou inconseqüente. Interações de drogas
resultam em um aumento ou diminuição do efeito de um dos medicamentos.
Para entender melhor como os medicamentos interagem entre si, sigamos uma
droga em sua viagem pelo corpo. A maioria das drogas é tomada oralmente e
dissolve-se no estômago. Uma vez absorvida, principalmente pelo intestino
delgado, a droga é distribuída pelo corpo por meio da circulação sangüínea,
passando às proteínas do sangue (como a albumina). Algumas frações da droga vão
para os tecidos e órgãos, onde produzirão seu efeito benéfico. Neste meio tempo,
o corpo já iniciou o processo de eliminar a droga.
Algumas drogas são solúveis em água, e assim excretadas pelos rins,
aparecendo na urina. Porém, a maioria deve ser alterada pelo corpo antes de ir
para os rins. O fígado, normalmente,
executa essa tarefa. A droga metabolizada, agora mais solúvel, já perdeu a maior
parte de sua capacidade de produzir efeitos (bons ou ruins) no corpo e pode ser
eliminada pela urina. O fígado é o local de muitas interações de
medicamentos. Há vários modos para tentar evitar combinações com efeitos
adversos. Para a maioria das desordens, podem ser usados vários medicamentos
diferentes no tratamento, e pode ser possível selecionar alternativas de drogas
que não causarão problemas. Como
evitar problemas
Não tome remédios a menos que sejam necessários. Mantenha seu médico
informado de todos os medicamentos que estiver tomando, inclusive os naturais.
Você
deve se consultar com especialistas (cardiologistas, gastroenterologistas, ou
reumatologistas, por exemplo), mas também precisa ter um médico clínico
(normalmente clínico geral ou o médico de família) que estará acompanhando o quadro geral de seu
organismo. É importante manter este médico clínico informado de todos os
medicamentos prescritos pelos outros especialistas, dentistas ou terapeutas.
Faça
perguntas
Quando seu médico prescrever um medicamento novo, pergunte se há qualquer
contra-indicação que você deveria evitar. Pergunte se você deveria reduzir ou
deveria se privar de beber álcool. Seu farmacêutico também é uma boa fonte para
este tipo de informação. Siga as indicações…se lhe aconselharam, por exemplo, a
tomar o medicamento duas horas antes das refeições, isso é indicado para ser
melhor absorvido em seu sangue. Posso beber álcool ?
Não,
apesar de alguns médicos ainda acharem que o portador de hepatite C pode beber
socialmente um copo diário, já esta provado que, na presença de álcool no
fígado, a atividade do vírus C é maior, acelerando assim o dano hepático e a
multiplicação do vírus. Não beba nada alcoólico, inclusive vinhos e cervejas.
A cerveja chamada de “sem álcool” também contém álcool, sendo
permitido por lei, conforme a legislação de cada país, até um teor de 0,5 a 0,8%
na sua composição. Cuidado!
O álcool
pode aumentar a replicação da hepatite C e pode produzir um dano mais severo,
independente do dano tóxico induzido pelo álcool. Há uma correlação entre os
níveis de vírus no sangue e a quantidade de álcool consumido. Pacientes
alcoólatras infectados com hepatite C têm concentrações férreas hepáticas mais
altas que podem aumentar a replicação do vírus. Evidências clínicas de atividade
hepática e níveis de atividade viral são significativamente maiores
consumindo-se até mesmo 10g de álcool por dia.
Há um
desenvolvimento mais rápido de cirrose e câncer no alcoólatra com infecção
crônica. O risco para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular em cirróticos
alcoólicos é 8.3 vezes mais alto que nos pacientes com hepatite C.
Preocupações femininas
Mulheres podem ser afetadas através de hepatite C de um modo diferente do
dos homens. É possível que isso se deva a efeitos hormonais.
?
MENSTRUAÇÃO
Os efeitos hormonais do vírus da hepatite C podem desenvolver
irregularidades menstruais, particularmente se você está com hepatite C com
muitos sintomas. É importante que sua saúde geral seja conferida regularmente.
Coloque seus tampões e toalhas higiênicas em sacolas plásticas e feche-as antes
de jogá-las no lixo.
?
CONTROLE
DE NATALIDADE
Se você estiver experimentando sintomas de hepatite significativos,
e vem usando pílulas
anticoncepcionais à base de estrogênio, consulte o seu médico, pois esse
medicamento pode ser desaconselhado. Nestes casos, a pílula de progesterona pode
ser mais indicada. ?
SUPLEMENTOS
DE HORMÔNIOS
Se você tem sintomas de hepatite severos, pode precisar discutir com seu
médico se deveriam ser usados hormônios para sintomas da menopausa. Se este é o
seu caso, cremes vaginais externos são provavelmente melhores do que
pílulas.
Como a hepatite C afeta as crianças
?
As
crianças com hepatite C não podem ser tratadas simplesmente como se fossem
pequenos adultos. Assuntos específicos e perguntas precisam ser feitas ao lidar
com pacientes de idade pediátrica. Nas crianças, é menos provável do que nos
adultos manifestar-se qualquer sintoma da infecção com hepatite C.
De acordo com a informação disponível na história natural da hepatite C,
a percentagem de crianças em que a doença se torna crônica, e os resultados a
longo prazo, são semelhantes à de adultos. Crianças portadoras de doença crônica
têm padrões de crescimento normais. A biópsia parece ser menos útil nas crianças
do que nos adultos. A hepatite C raramente progride para cirrose em crianças.
Muitas perguntas ainda permanecem sobre a hepatite C em crianças. Estudos
adicionais precisam ser feitos para determinar o curso da doença e a sua
progressão, como também o papel do tratamento com Interferon.
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