Os artigos desta página são resumos extraídos dos livros acima citados
Estes artigos fazem parte dos livros “Convivendo com a Hepatite C” e “A Cura da Hepatite C” – Proibida sua reprodução total ou parcial sem autorização expressa do autor, Carlos Varaldo
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Evolução da hepatite C
A evolução da doença depende de cada organismo e do tempo da infecção. Nos casos em que se pode ter certeza quanto à data da infecção, o médico terá maiores possibilidades de planejar o tratamento. Após o contato com o vírus, instala-se uma fase de infecção aguda. É aconselhável o tratamento imediato para tentar evitar a evolução para uma infecção crônica.
A hepatite C crônica era chamada por alguns médicos de persistente, diante de conseqüências moderadas sobre o fígado. Porém, a infecção pode evoluir e passar a ser denominada ativa. O vírus prossegue o seu trabalho de destruição do fígado, que pode evoluir para uma cirrose. Atualmente, desaconselha-se diferenciar entre infecções persistentes e ativas, pois em certos casos o dano hepático continua a evoluir mesmo em processos ditos persistentes.
Estimativas e estudos recentes indicam que a evolução para uma cirrose leva de 20 a 30 anos desde o contato inicial com o vírus. A evolução para um câncer geralmente dura, em média, de seis a dez anos após a instalação da cirrose.
Deve-se, obviamente, evitar o acúmulo de danos hepáticos causados por outros fatores tais como hepatite A, hepatite B, álcool, medicamentos tóxicos para o fígado etc.
Quais os fatores que agravam a progressão da doença hepática causada pelo vírus da hepatite C ?
A progressão da doença depende de vários fatores relacionados ao estado clinco do portador e das condições do fígado. Destacam-se como fatores prejudiciais o estado de imunodeficiência, o alcoolismo crônico e a co-infecção com os vírus da hepatite B e da AIDS.
Que fatores podem influir na progressão da hepatite C A hepatite C ainda é uma doença nova ¾ foi reconhecida há apenas 13 anos ¾, sobre a qual conhece-se pouco. Por esta razão, existem poucos dados estatísticos de pacientes acompanhados por um longo período, pelo menos longo o bastante para se saber a história natural da doença. Existem algumas análises retrospectivas e alguns estudos prováveis realizados em curto prazo, porém ainda é incerto afirmar estatisticamente como será a progressão da doença no futuro. Especialistas em hepatite C reconhecem que os níveis das transaminases flutuam e que o grau de inflamação hepática pode flutuar também (situação similar a outras doenças crônicas causadas por vírus como o Herpes Simplex). Entre os fatores do meio ambiente e do estilo de vida do portador que influem no curso e na progressão e que são atualmente apresentados e discutidos nos congressos, podem ser citados os seguintes (os termos são leigos para facilitar a compreensão do portador e não podem servir como referência médica): - O tempo de contaminação - um tempo maior pode resultar em uma maior proporção na progressão. - A idade da pessoa ao ser infectada - pessoas infectadas após os 50 anos de idade podem ter uma enfermidade mais ativa, de progressão mais rápida. - O sexo do portador - as mulheres podem desenvolver uma progressão menos ativa que os homens. - A cor de pele do portador - pessoas de pele escura parecem desenvolver uma forma mais ativa da doença que as pessoas brancas. - A raça do portador - as raças anglo-saxônicas parecem desenvolver uma forma mais ativa da doença que as raças latinas. - A forma de contágio - os contaminados por transfusão parecem ter uma progressão mais rápida. - A carga excessiva de ferro - é verificada uma maior progressão da hepatite C em portadores com altos níveis de ferro no fígado. - A ingestão de bebidas alcoólicas - aumenta consideravelmente a progressão da doença. - A co-infecção com hepatite B - não aumenta a progressão para a cirrose, porém aumenta o risco de desenvolver câncer no fígado. - A co-infecção com o HIV (AIDS) - aumenta a progressão para a cirrose e, nestes casos, verifica-se uma proporção mais alta de cirrose. - Fumantes - é possível que exista um risco maior, neste grupo, para desenvolver câncer no fígado. - A influência da imunossupressão - os esteróides não parecem tornar a hepatite C mais ativa. - A influência da hemofilia - alguns estudos (limitados) fazem pensar em uma menor incidência de fibroses nos portadores hemofílicos.
O que vai acontecer comigo?
De cada 100 infectados, 85 desenvolverão a doença de forma crônica e 15% obtêm a cura de forma espontânea, eliminando o vírus. Considerando somente aqueles que são portadores crônicos, caso não recebam nenhum tipo de tratamento, teremos as seguintes probabilidades: - de cada 100 portadores crônicos, 10 anos após acontecer a infecção, cerca de 5 desenvolverão cirrose; após 20 anos, aproximadamente 12 serão cirróticos, e após 30 anos da infecção, aproximadamente 20, do total de portadores, terão cirrose; - entre aqueles que desenvolveram a cirrose, menos de 1% terão descompensação hepática 10 anos após a infecção, 4 %, após 20 anos da infecção, e somente 6% desenvolvem a descompensação hepática 30 anos após o contágio; - entre os que desenvolveram a cirrose, as probabilidades de aparecimento de um câncer no fígado são de 4% após 4 anos do aparecimento da cirrose, de 7% após 5 anos e de 14% após 10 anos da cirrose.
O que é uma biópsia ?
É muito freqüente que pacientes com hepatite C crônica não experimentem sintomas. Por outro lado, outros reclamam de fadiga excessiva, fraqueza e uma capacidade reduzida para o exercício. Como o dano hepático pode acontecer até mesmo em casos assintomáticos (nenhum sintoma), é importante submeter-se à biópsia para determinar se há dano no fígado, especialmente antes de se iniciar o tratamento com Interferon. A biópsia do fígado indica o grau de necrose celular (morte de células ), inflamação (infiltração celular e inchaço) e cicatrização (tecido cicatrizado).
A biópsia do fígado é um procedimento diagnóstico que retira uma pequena quantidade de tecido, que pode ser examinado num microscópio, ajudando a identificar a causa ou fase da doença . O modo mais comum com que uma amostra é obtida é inserindo uma agulha no fígado por uma fração de segundo. Isso pode ser feito no hospital ou numa clinica, com um anestésico local, e o paciente pode ser enviado para casa após duas ou três horas, se não houver nenhuma complicação.
A biópsia pode ser realizada da forma percutânea ou por videolaparoscopia. Na biópsia percutânea, o médico determina o melhor local, profundidade e ângulo do furo da agulha por exame físico e ultra-som. São anestesiadas a pele e a área debaixo da pele, e uma agulha é passada depressa até o fígado. Na biópsia por videolaparoscopia, o exame é feito por meio de um cateter guiado por uma microcâmera de vídeo.
Aproximadamente a metade dos indivíduos não tem nenhuma dor, enquanto outros experimentam uma dor irradiada que pode repercutir em outros órgãos. Os pacientes são monitorados durante algumas horas, após a biópsia, quando se observa se não existe hemorragia. Alguns pacientes têm uma baixa súbita da pressão sangüínea depois de uma biópsia, causada por um reflexo de vagal e não por perda de sangue, ou seja, causada por irritação súbita da membrana peritoneal. As características que distinguem este evento de uma hemorragia são: 1) pulso lento em lugar de rápido, 2) paciente suando e 3) náusea.
A importância da biópsia hepática
A biópsia é atualmente a maneira mais acurada de determinar a atividade da doença e a magnitude da fibrose. É a base para um prognóstico. Uma biópsia não é obrigatória, porém a cada dia é mais enfaticamente recomendada. Ocorre que o tratamento ainda não é totalmente eficaz e, no seu transcurso, portanto, uma biópsia pode ajudar muito a tomada de decisões.
Se a data em que aconteceu o contágio é conhecida, a progressão a partir deste ponto até a data da biópsia dará valiosa informação sobre a progressão anterior e provavelmente a futura.
A biópsia é um procedimento relativamente seguro e fácil de realizar.
A possibilidade de complicações numa biópsia são:
- dor: uma pessoa em cada trinta sente alguma dor. - sangramento sério: pode acontecer em uma pessoa entre 1.000 até 3.000 biópsias realizadas. - morte pelo procedimento: possibilidades de acontecer em uma pessoa a cada 12.000 biópsias.
Álcool e hepatite C
Está realmente comprovado que o álcool é altamente prejudicial aos portadores de hepatite C.
Efeitos do álcool na replicação do vírus da hepatite C:
O álcool abre o caminho para a replicação em portadores que conseguiram negativar o vírus no organismo. Pacientes alcoólicos com hepatite C possuem maior concentração de ferro no fígado, facilitando assim a ação virótica. Evidências clínicas verificaram o aumento da atividade hepática e aumento da atividade virótica com o consumo de apenas dez gramas de álcool por dia.
Efeitos do álcool no avanço da hepatite C para uma cirrose ou câncer:
Segundo o mesmo estudo, o risco de contrair cirrose ou câncer hepático em portadores de hepatite C dependentes do álcool é 8,3 vezes superior do que em portadores abstêmios.
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Portadores de hepatite C
devem ter cuidados especiais com o seu fígado, já que o mesmo possui, em maior
ou menor grau, algum dano hepático. E muito importante, então,
evitar qualquer possível dano hepático. O dano hepático pode ser
ocasionado por muitos fatores, aprenda a seguir quais são para tomar, dentro do
possível, os devidos cuidados. Alguns fatores
preponderantes que desencadeiam danos hepáticos podem ser por: Causas virioticas: Vírus de Hepatites A, B, C,
D, E, Herpes Simplex, Epstein-Barr, Citomegalovirus, Herpesvirus 6, Influenza
tipo B, Vírus de febres hemorrágicas (Lassa, Ebola, Marburg) Causado por
drogas: Paracetamol (acidental ou
intento suicida), Antibióticos (isoniazida, nitrofurantoína, tetracilina,
ciprofloxacino, eritromicina, amoxicilina-ácido clavulánico), Acido valproico,
Lovastatina, Fenitoína, Tricíclicos, Halotano, Ouro, Flutamida, Antabuse,
Ciclofosfamida, Ectasis, Loratadina, Propiltiouracilo, Diclofenaco, Sulfas,
Amiodarona, etc. Causas toxicas: Amanita Phalloides,
Solventes orgânicos, ervas medicinais (ginseng, valeriana, etc), Toxinas
bacterianas (Bacillus cereus, cianobacterias) Outras causas
conhecidas: Fígado grasso agudo na
gravides, Síndrome HELLP, Hepatite autoinmune, Budd-Chiari, Tromboses portal,
Insuficiência cardíaca direita, Isquemia, Leucemia, Linfoma, Metástasis,
Malária, Tuberculoses, Síndrome de Reye, Doença de Wilson, e outras causas
indeterminadas. Estudo realizado em crianças
alemãs que sofreram cirurgia do coração antes de 1991, quando não existia o
teste da hepatite C no sangue doado na Alemanha, e ficaram infetadas com o
vírus, foram observadas numa média de 20 anos depois da cirurgia, verificando-se
que a hepatite C tinha causado poucos problemas de saúde, os pesquisadores
suspeitam que o vírus pode ser menos prejudicial em crianças que em adultos. Os investigadores testaram
os anticorpos da hepatite C que estão presentes se uma pessoa alguma vez foi
exposta a hepatite C, até mesmo se o vírus já está presente. Também, procuraram
hepatite C RNA que indica se uma pessoa ainda é infetada. Porém, só 37 das crianças
que tinham sofrido cirurgia tiveram resultado positivo para material genético do
vírus (HCV RNA), significando que 30 crianças tinham sido infetadas mas estavam
livres do vírus. Testes de laboratório
adicionais confirmaram que estas 30 crianças já não tinham mais a infecção.
26/07/2000 - Hepatite C e Dano Hepático Foi publicado no último
número de Julho do Jornal da Associação Médica Americana (2000;284;450-456) um
trabalho feito pela equipe do Dr. David L. Thomas do Johns Hopkins Medical
Institutions de Baltimore, Maryland, referente ao acompanhamento de 919
portadores de hepatite C que tinham se contaminado pelo compartilhamentos de
seringas durante o uso de drogas. Os pesquisadores afirmam que
ainda segue sendo um mistério o fato que alguns contaminados evoluem para o dano
hepático avançado e em outros ou o vírus desaparece espontaneamente (em 15% dos
casos) ou não causa dano algum. Do grupo pesquisado, em 10%
o vírus desapareceu do sangue dos portadores não causando nenhum dano ao
organismo. Nestes pacientes a preponderância de portadores brancos que tinham
negativado espontaneamente, era cinco vezes superior que o de portadores de pele
escura, 1,6 vezes superior o percentual de mulheres que o de homens e 2,5 vezes
superior de portadores que nunca tinham tido hepatite B contra os que já
tiveram. Participante que eliminaram o vírus eram na maioria não contaminados
com HIV. Os casos de dano hepático
fatal, foi muito pequeno, porém a proporção de mortes associadas era alto. Entre
os 40 portadores com dano hepático avançado, 35 morreram e 1 precisou de um
transplante de fígado, em media, após 14 anos da contaminação, ao final do
estudo. Os danos hepáticos maiores
foram constatados nos pacientes com maior idade, naqueles que bebiam maior
quantidade de bebidas alcóolicas, naqueles que usaram drogas com maior
freqüência e nas pessoas do sexo masculino. O estudo conclui que ao
igual que outros trabalhos, pode-se afirmar que a hepatite C pode persistir por
décadas numa pessoa sem causar maiores problemas. Nossos
comentários sobre este estudo: Lembramos que na
interpretação do estudo acima, deve-se notar o seguinte:
05/08/2000 - Que fatores podem influir
na progressão da Hepatite C
A Hepatite C ainda
e uma doença nova e desconhecida, somente reconhecida há dez anos. Por esta
razão, não a dados estatísticos de pacientes seguidos por muito tempo, o
bastante para saber a historia natural de esta doença.
Existem alguns
análises retrospectivos e alguns estudos prováveis a corto prazo porém ainda e
algo incerto poder afirmar estatisticamente como será a progressão da doença.
Especialistas em
Hepatite C reconhecem que os níveis das transaminases flutuam e o grau de
inflamação hepática pode flutuar também (situação similar a outras doenças
crônicas causadas por vírus como o Herpes Simplex).
Entre os fatores do
meioambiente e da forma de vida do portador que influem no curso e na
progressão, que são atualmente apresentados e discutidos nos Congressos podem
ser citados os seguintes (Os termos são leigos com a intenção que o portador os
possa entender e não podem servir como referência médica):
O tempo de
contaminação: um tempo maior pode resultar em uma maior proporção na
progressão.
A idade da pessoa
ao ser infectada:
Pessoas infectadas após os 50 anos podem ter uma enfermidade mais ativa.
O sexo do portador:
as mulheres podem desenvolver uma progressão menos ativa que os homens.
A cor do portador:
pessoas de pele escura parecem desenvolver uma forma mais ativa da doença que as
pessoas brancas.
A raça do portador:
as raças Anglosaxonas parecem desenvolver uma forma mais ativa da doença que as
raças Latinas.
A forma de contagio:
os contaminados por transfusão parecem ter uma progressão mais rápida.
A carga excessiva
de ferro:
e verificada uma maior progressão da Hepatite C em portadores com altos níveis
de ferro no fígado.
A ingestão de
bebidas alcóolicas: aumenta consideravelmente a progressão da doença
A co-infecção com
Hepatite B: não aumenta a progressão para a Cirrose porém aumenta o risco de
desenvolver Câncer no fígado
A co-infecção com o
HIV (AIDS):
aumenta a progressão para a Cirrose e verifica-se uma proporção mais alta de
Cirrose
Fumantes:
e possível que exista um risco maior para desenvolver Câncer no fígado.
A influencia da
Inmunosupressão: os Esteroides não parecem fazer com que a Hepatite C seja mais
ativa.
A influencia da
hemofilia:
alguns estudos (limitados) fazem pensar em uma menor incidência de fibroses nos
portadores hemofílicos.
Segundo o
conhecimento atual, a proporção da progressão pode ser assim descrita:
Total de
contaminados que crônificam: de 80 a 85% dos contaminados desenvolvem a doença
de forma crônica.
Quantidade de casos
crônicos que podem desenvolver Cirrose:
Em 10 Anos depois
da infecção de 5 a 6%,
Em 20 Anos depois
da infecção de 12 a 15%,
Em 30 Anos depois
da infecção de 18 a 25%.
Quantidade de casos
que podem desenvolver uma Cirrose descompensada:
Em 10 Anos depois
da infecção, 0.7%,
Em 20 Anos depois
da infecção de 3 a 4%,
Em 30 Anos depois
da infecção de 5 a 7% .
Quantidade de casos
que podem desenvolver Câncer:
Normalmente só
ocorre nos pacientes após o desenvolvimento da Cirrose.
A proporção da
ocorrência após o desenvolvimento da Cirrose e de aproximadamente:
Em 3 Anos depois da
Cirrose, 4% de Câncer em via de desenvolvimento,
Em 5 Anos depois da
Cirrose, 7% de Câncer em via de desenvolvimento,
Em 10 Anos depois
da Cirrose, 14% de Câncer em via de desenvolvimento.
O tempo meio de
desenvolver câncer após o contagio com a hepatite C e estimado em 28 anos,
considerando-se somente os portadores que chegam a desenvolver câncer.
27/01/2001 - As bebidas alcoólicas e a hepatite C Foi
divulgado em 15 de janeiro na edição 16 de Annals of Internal Medicine um estudo
realizado por the National Heart, Lung and Blood Institute Study Group o qual
informa que comparando 836 portadores de hepatite C contaminados por transfusão
de sangue com sua forma de vida foi possível determinar exatamente qual é o
efeito do álcool nos portadores. Em geral
os portadores de hepatite C tinham um 17% de possibilidades de contrair cirrose
em largo prazo, porem se os portadores ingeriam diariamente mais de 80 gramas de
álcool por dia ( 1 garrafa de vinho, ou 2 copos de destilados ou 3 latas de
cerveja) as chances de desenvolver a cirrose aumentavam para 31%. Os autores
aconselham enfaticamente a abstenção total ao consumo de álcool para todos os
portadores de hepatite C.
09/02/2001 - A Fibrose e reversível ?
Matéria publicada
no The New England Journal of Medicine -- February 8, 2001 -- Vol. 344, No. 6,
traduzida por Carlos Varaldo - Grupo Otimismo.
A Cirrose deriva de
uma inflamação crônica e progressiva d fígado que acaba formando cicatrizes y
nódulos.
Geralmente se ha
considerado que a fibrose e irreversível. Esta crença se estabeleceu faz mais de
médio século, quando o diagnóstico das cirroses era clinicamente feito em base
às sinais da doença mais adiantada, como a ascite, as varizes do esôfago, a
icterícia, e a encefalopatia. Estes sintomas continuam indicando um prognostico
ruim e ainda são usados para classificar a severidade da doença avançada em
pacientes que estão esperando um transplante de fígado.
O ponto em que a
cirroses ou a fibroses extensa passa a ser irreversível ainda não esta
perfeitamente definido. As cirroses se diagnosticam agora muito mais
freqüentemente em uma fase precoce, por diferentes métodos de biopsias. Em
muitos casos, os pacientes com cirroses são assintomáticos, com resultados
normais no exame físico, e o problema se descobre inicialmente devido as
transaminases elevadas o a resultados positivos nos testes para as hepatites B
ou C. Os progressos no tratamento médico da doença conseguiram um aumento muito
benéfico para os pacientes com dano histológico avançado, inclusive a cirroses.
Ainda, casos de fibroses e inclusive as cirroses iniciais parecem regredir com o
tratamento.
Neste número do
Jornal, Hammel e outros profissionais descrevem um grupo de pacientes com
fibroses avançada que sofria descompressão quirúrgica de um sistema biliar
obstruído. Os resultados obtidos nas biopsias antes e depois da cirurgia foram
comparados. Em alguns pacientes, a fibroses regrediu significativamente depois
da descompressão. Estes resultados são importantes porque a historia natural de
câmbios histológicos nunca foi bem descrita apos a descompressão biliar nos
pacientes. A implicação deste estudo é que a fibrose causada pela obstrução
biliar é reversível em alguns casos.
O estudo não inclui
um grupo definido. Descreve somente um número pequeno de pacientes selecionados
de um grupo maior que sofria a descompressão biliar por pancreatitis crônico e
estenoses do conduto da bílis comum. Pode assim existir algum prejuízo na
seleção. Porém, um prejuízo sistemático parece improvável, já que os pacientes
tinham pancreatitis crônico que tinha piorado, requerendo a cirurgia.
Outra preocupação e
a possibilidade que os câmbios poderiam ser considerados pela variação dos
fragmentos observados na biopsia. Apesar desta possibilidade não poder ser
completamente excluída, 19 dos 22 espécimes eram espécimes grandes do terceiro
segmento do lóbulo esquerdo do fígado, retirados com visão direta no momento da
cirurgia.
Apesar destas
limitações, a melhora observada nas fibroses depois de que a descompressão
biliar informada por Hammel, adiciona outro exemplo na crescente lista de
doenças com dano hepático avançado, em que as intervenções específicas estão
associadas com a melhora histológica, inclusive a regressão das fibroses. Estas
observações se apóiam ainda em modelos com animais que mostraram, também, que a
fibroses extensa es reversível.
Os informes de
regressão das fibroses avançada nos humanos tem em comum a eliminação da causa
da doença que originou o problema ou a aplicação de um tratamento eficaz. Os
exemplos são muitos e incluem a abstinência do álcool, a inversão cirúrgica do
desvio do jejunoileal, a terapia com imunossupressores para a hepatite
autoimune, o tratamento em longo prazo com lamivudine para a hepatite B,
o tratamento da hepatite C e a hepatite D com o interferon, e o tratamento de cirroses biliares
primarias.
Como o estudo de
Hammel, os outros estudos também incluíram números pequenos de pacientes. Há
também que considerar a possibilidade que os câmbios observados podem ser
atribuídos a variações na biopsia. Porém, dois itens nestes estudos evidenciam
sua validez.
Primeiro,
a regressão histológica das fibroses normalmente foi acompanhada por uma
melhora clínica e bioquímica, inclusive com uma diminuição da fibrogenesis
hepática (aqueles que não requerem uma biopsia) em alguns estudos.
Segundo,
nos grandes ensaios controlados de tratamento com interferon e ribavirina para o
tratamento da hepatite C e no tratamento com lamivudine para a hepatite B, a
fibroses diminuiu nos pacientes que receberam estes tratamentos.
Durante os últimos
15 anos, um progresso substancial foi conseguido para entender melhor a
regeneração celular e molecular das fibroses hepática. Este conhecimento mantém
uma explicação racional sobre a reversibilidade potencial do processo. Está
claro que a acumulação extracelular, o cicatriz, nas doenças do fígado com
fibroses não e uma coisa estática ou um evento unidirecional senão que estamos
em um processo dinâmico e regular que é dócil à intervenção. A ativação de
células d stellate hepáticas (anteriormente conhecidas como as células de
Ito) e o evento central na fibrose hepática. Em todas as formas de lesão
avançada, estas células sofrem, uma conversão de células imóveis que acumulam a
vitamina A para células que são contrácteis, proliferativas e fibrogenicas.
Estas crescentes
evidencias clínicas e científicas sugerem que a fibroses extensa o a cirroses
nos pacientes com a função hepática conservada, no devem ser considerados como
não tratáveis. As terapias atuais e futuras têm o potencial de prevenir a
progressão da doença e reprimir os mecanismos endógenos que levam a degradação
das células, com a conseqüente regressão da fibrose.
Vários problemas
ainda são uma incógnita. A fibroses não progride com a mesma velocidade em todos
os pacientes, e as respostas ao tratamento são muito diferentes. Por
conseqüente, novos estudos são necessários para identificar os fatores
específicos da doença que são associados para uma progressão mais lenta da
fibrose e uma resposta favorável ao tratamento. Também, devem se analisar as
possíveis estratégias durante o tratamento desenvolvido para inverter a
fibroses criticamente.
A terapia em largo
prazo com o interferon pode melhorar a fibroses nos pacientes com hepatite C
crônica, inclusive quando o tratamento não responde e não negativa o vírus.
Somente esta descoberta pode justificar o uso do interferon em largo prazo, em
determinadas circunstancias, nos pacientes sem resposta virológica ao
tratamento. O informe de Hammel deve estimular outros estudos para desenvolver
novos tratamentos para os pacientes com fibroses extensa ou cirroses.
Peter A.L. Bonis, M.D.
Scott L. Friedman, M.D.
New York, NY 10029
Marshall M. Kaplan, M.D. 14/03/2001 - Fibrose hepática
regride em pacientes com hepatite C responsivos ao interferon A fibrose hepática
relacionada à hepatite C regride em pacientes que apresentam resposta virológica
sustentada ao tratamento com interferon, de acordo com um relatório publicado na
edição de abril da Annals of Internal Medicine. O dr. Yasushi Shiratori, da
Universidade de Tóquio no Japão, e colaboradores, examinaram amostras de biópsia
hepática obtidas com intervalo de 1 a 10 anos em 593 pacientes com fibrose
hepática relacionada à hepatite C, destes, 487 haviam recebido tratamento com
interferon. Entre os pacientes tratados
com interferon, 183 apresentavam resposta virológica sustentada, definida como
uma redução sérica do RNA do vírus da hepatite C, e 304 apresentavam resposta
não-sustentada, relatam os autores. O grau de atividade na
biópsia, avaliado por meio de uma escala de quatro pontos, variando de nenhuma a
grave, melhorou em 89% dos pacientes com resposta sustentada, em comparação com
50% a 60% dos pacientes que apresentavam resposta não-sustentada e pacientes
não-tratados, indicaram os estudos. Além disso, o grau de
fibrose, avaliado por meio uma escala de cinco pontos, variando de ausência de
fibrose até cirrose, regrediu em 59% dos pacientes com resposta virológica
sustentada e progrediu em apenas 3%. Em contrapartida, a fibrose progrediu em
38% dos pacientes não-tratados (e regrediu em 5%) e progrediu em 24% dos
pacientes que apresentavam resposta não-sustentada (e regrediu em 19%), observam
os pesquisadores. O índice de regressão da
fibrose foi de 0,28 graus de atividade por ano em pacientes com resposta
sustentada, observam os pesquisadores. Por outro lado, a fibrose progrediu à
taxa de 0,10 graus por ano em pacientes não-tratados e 0,02 graus por ano em
pacientes com resposta virológica não-sustentada. "A comparação nos índices de
fibrose entre os pacientes tratados e não-tratados apresenta certos desvios
incorporados, porque os pacientes não-tratados apresentavam um estágio mais leve
de fibrose e de atividade inflamatória", reconhecem os pesquisadores. No entanto, eles concluem,
"o tratamento com interferon pareceu reduzir a progressão e causar regressão da
fibrose hepática em pacientes com resposta virológica ao tratamento, e reduziu a
progressão da fibrose hepática em pacientes com resposta virológica
não-sustentada". Ann Inter
Med 2000;132:517-524
10/10/2001 - Risco de desenvolver cirrose Foi
publicado um interessante estudo mostrando o risco que um portador de hepatite C
tem de desenvolver cirrose. O
resultado é muito menor daquilo que até hoje se estimava, chegando-se a
conclusão que 10% dos portadores desenvolverão cirroses 20 anos apos a
infecção. Portadores
de hepatite C crônica podem evoluir para cirrose ou câncer no fígado. Muitos
estudos foram realizados para determinar quais fatores estão associados a estes
riscos, porem ainda permanece uma incógnita se saber antecipadamente quem tem
maior risco de chegar a uma cirroses ou desenvolver um câncer.
Pesquisadores Australianos estudaram 145 estudos publicados durante o ano 2000
pela revista Medline. Destes 88 foram excluídos por ser der pouca significância
no número de pacientes. Nos 57 considerados, a maioria era de pacientes com uma
idade entre 42 e 55 anos, com transaminases elevadas no momento da avaliação.
Também a maioria dos estudos foi feita com pacientes onde o risco principal não
foi o uso de drogas intro-venosas. Dependendo
da natureza do estudo foram encontrados resultados que oscilaram entre 0 e 60%
de risco. A
progressão para a cirrose foi de 6,5% quando os estudos foram feitos em grupos
selecionados na comunidade em geral, que se encontravam em tratamento ou
controle hospitalar, e de 23,8% quando os estudos consideravam somente pacientes
que receberam transfusão sanguínea. Nos doadores de sangue, os portadores de
hepatite C, já com cirroses, representam somente 3,7% e se observou 21,9% em
pacientes que procuraram um medico clinico já com sintomas pela doença. Devido as
grandes variações, os autores acreditam que os valores encontrados na comunidade
em geral, em tratamento nos hospitais, podem ser os mais precisos para se fazer
uma estimativa do risco de progressão para uma cirrose, pela qual, 10% devem
chegar a uma cirrose em 20 anos de contaminação. Porem
foram encontrados vários fatores que afetam a velocidade de progressão para uma
cirrose. Entre eles temos a idade do portador, indicando que pacientes com
maior idade tem maiores chances de chegar a uma cirroses em menor espaço de
tempo. Também o sexo masculino progride mais rapidamente que as mulheres. O
consumo de álcool, entre 30 e 50 gramas por dias é um fator que acelera a
progressão para a cirrose, assim como manter as transaminases elevadas. Cabe
destacar que neste estudo foram propositalmente excluídos pacientes co-infetados
com a hepatite B ou com AIDS (HIV), os quais, comprovadamente acelera a
progressão para um maior dano hepático. Os autores
concluiriam que as avaliações de custo beneficio, nas estratégias de tratamento,
ou de controle da doença, requerem o analises da evolução natural se
considerando o grupo de risco, pois as diferenças na progressão tem vários
fatores associados que devem ser considerados m cada caso de forma
independente. Novos
estudos devem ser realizados, pois até o momento a estimativa era que 20% dos
portadores desenvolveriam cirroses em 20 anos de infecção. A diferença
encontrada de somente 10% pode ser uma realidade ou também resultado dos
critérios de seleção dos pacientes que foram incluídos em cada estudo.
Reference: A
Freeman and others. Estimating Progression to Cirrhosis n Chronic Hepatitis C
Virus Infection. Hepatology. 2001; 809-16. Copyright 2001 by HIV and Hepatitis.com.
All rights reserved.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
COMO AVANÇA A FIBROSE
15/08/2002
Perguntas freqüentes
sobre a cirroses O maior medo dos portadores
de hepatite C e algum dia chegar a descobrir que o fígado chegou a cirroses. As
perguntas que recebemos, seja pelo e-mail ou pelo fórum do Grupo Otimismo são as
mais variadas, a maioria delas sem fundamento. Vamos então comentar e responder
as mais freqüentes. O que é a cirroses? Muitas doenças atacam o
fígado, e algumas delas conseguem alterar a estrutura e funcionamento do órgão,
endurecendo o mesmo, o que dificulta a circulação sangüínea. Neste ponto muitas
funções do fígado ficam prejudicadas, deixando de realizar a contento duas
funções, ocasião em que passa a ser chamado de um fígado cirrótico. As doenças mais comuns que
resultam numa cirroses, são as hepatites pelos vírus B, C e D, o consumo de
bebidas alcoólicas, a obstrução do conduto biliar, doenças hereditárias como a
hemacromatoses (deposito de ferro no fígado) ou a doença de Wilson (deposito de
cobre no fígado), agentes tóxicos, e a esquitososmoses, entre outras.
É perfeitamente possível
conviver por anos com um fígado com cirroses, porem e um estado crônico e
irreversível. Atualmente alguns pesquisadores afirmam que em estágios iniciais
e possível regredir o grau de cirroses, porem, esta teoria ainda se encontra em
discussão. Por meio de exames de sangue
ou pela biopsia, na maioria dos casos e possível se determinar a causa da
cirroses, principalmente se a causa e por vírus ou de origem metabólica. A
cirroses por consumo de álcool geralmente e determinada pelo histórico do
paciente. Em alguns casos os resultados dos exames de sangue, ou por imagem,
são concludentes, não sendo necessária a realização de uma biopsia. Deve-se se considerar que
não todos os alcoólatras desenvolvem a cirroses, alguns somente desenvolverão
depósitos de gordura no fígado (esteatoses) e outros nada sofrerão. Até o
consumo diário, social, pode desenvolver cirroses em pessoas com alimentação
inadequada ou fatores genéticos. Nas mulheres a tolerância ao álcool e menor
que nos homens. Estimasse que o álcool acelere a progressão para a cirroses em
pessoas infectadas com as hepatite B e C. Existem dos graus muito
diferentes na cirroses, que são chamados de “compensada” e “descompensada. Em
geral a cirroses compensada não apresenta sintomas significativos, sendo que
alguns podem sentir falta de apetite ou um cansaço um pouco superior ao normal. Na fase compensada o ideal e
tratar as causas da cirroses, por exemplo, nas hepatites por vírus são usados o
interferon e os antivirais, na hepatite auto-imune são usados corticosteroides e
imuno-supressores, e na hemacromatoses podem ser realizadas sangrias.
Tratando as causas é dado ao
fígado chances de regenerar células hepáticas se mantendo o paciente estável por
muitos anos, praticamente sem sintomas. Os pacientes estáveis podem continuar
com suas atividades normais, tanto sociais como no trabalho. Não existe nenhuma
dieta especial para os cirróticos compensados, sendo recomendada uma alimentação
leve, balanceada e saudável. A medida que começam a
aparecer as descompensações podem aparecer sintomas como a icterícia,
caracterizada pela cor amarelada da pele ou do fundo dos olhos; a ascites,
popularmente chamada de “barriga de água” que é a acumulação de fluido no
abdome; as hemorragias digestivas que é identificada pelos vômitos
com sangue ou pelas fezes escuras, é, a encefalopatia, que
representa um dos sintomas de dano hepático mais avançado e se caracteriza pela
desorientação e confusão mental, podendo chegar até o coma. A ascites, a hemorragia e a
encefalopatia requerem tratamento hospitalar. Na ascites e necessário uma dieta
estrita, reduzindo drasticamente o consumo de sal e no acumulo exagerado e
necessário retirar os fluidos por meio de uma punção. A hemorragia e tratada por
diferentes procedimentos, objetivando evitar recaídas, e a encefalopatia, alem
de medicamentos devem ser suprimidas as proteínas de origem animal da dieta do
paciente. Outras complicações que
apresenta o individuo com cirroses, podem ser uma menor resposta do sistema
imunológico, facilitando as infecções, principalmente as bacterianas, também
pode ser necessário diminuir as dosagens de alguns medicamentos, devido a
problemas de metabolização das drogas, dificultando a realização de qualquer
intervenção cirúrgica. O paciente cirrótico pode
tomar medicamentos, porem sempre com controle do médico assistente. Especial
atenção deve ser dada a medicamentos de sedativos, antiinflamatórios,
analgésicos, antidepressivos e antihipertensivos. Pacientes cirróticos tem uma
maior propensão a desenvolver problemas renais, ulcera no estomago, diabetes e
cálculos na vesícula. Finalizando, é necessário
ressaltar que não todos os pacientes com cirroses são candidatos a um
transplante de fígado, pois na maioria dos casos o fígado poderá cumprir suas
funções durante muitos anos. A indicação para o transplante surge quando as
descompensações se repetem é a expectativa de vida do paciente e pequena,
geralmente igual ao tempo de espera por um órgão na fila do transplante.
Regressão ou
progressão da fibrose
23/10/2002 Já esta
comprovado que o consumo de álcool é um fator que pode agravar o dano no fígado,
acelerando a progressão da fibroses ou da cirroses. É o que acontece com os
fumantes? O cigarro é prejudicial? Foi
publicado na revista Hepatology do mês de julho, um estudo mostrando que o
cigarro também pode agravar o dano hepático causado pela hepatite C. Os autores
examinaram as biópsias de 310 pacientes com hepatite C crônica que estavam
sendo hospitalizados para a primeira biópsia. Então compararam as biópsias de
pacientes que eram fumantes (176 pacientes) e as dos ex-fumantes (56 pacientes)
com as biópsias de pacientes que nunca tinham fumado (77 pacientes). Foi
encontrado nos fumantes e ex-fumantes um maior grau de fibrose ou cirrose que a
encontrada nos não fumantes. Os autores concluíram que os pacientes com
hepatite C deveriam ser informados que fumando cigarros podem piorar a doença.
A hepatite
C pode danificar o fígado seriamente. Qualquer estudo objetivando formas de
minorar os danos é potencialmente importante. Porém, sempre uma pergunta deve
ser feita, como foi feito o estudo para chegar a estas conclusões? Como o fato
de fumar cigarros pode ocasionar um maior dano ao fígado? Este
estudo é baseado em fatos observados na pratica diária, não é um estudo de
acompanhamento por vários anos de portadores de hepatite C, já que por ser uma
doença recentemente descoberta as series estatísticas ainda são pequenas, porem
como o mesmo foi realizado por pesquisadores conceituados e ainda são citados
uma serie de estudos publicados em revistas cientificas sobre o tema, alguns
estudos muitos conceituados que estudaram a relação entre o cigarro e o dano
hepático na hepatite B, aceitos pela comunidade internacional. Assim, achamos,
que este estudo deve ser levado em consideração, servindo como um alerta aos
portadores.
O estudo
não consegue determinar o efeito do cigarro no dano hepático causado pela
hepatite C, porem fica evidente a incidência de maior dano hepático nos
pacientes fumantes.
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