Estes artigos fazem parte dos  livros “Convivendo com a Hepatite C” e “A Cura da Hepatite C” – Proibida sua reprodução total ou parcial sem autorização expressa do autor, Carlos Varaldo

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Outros tipos de hepatites

Hepatite A

 

        A hepatite A, também conhecida como hepatite infecciosa, é o tipo de hepatite virótica mais comum, transmitida pelo vírus HAV, principalmente pelo contato oral/fecal.

 

            O HAV é facilmente transmitido pela ingestão de alimentos contaminados, especialmente mariscos ou água contaminada, ao trocar as fraldas de uma criança contaminada, ao fazer sexo oral ou anal, ou tomando banho em águas poluídas e contaminadas.

 

            Este vírus também pode ser transmitido dentro de casa ao compartilhar copos, talheres, pratos, roupas ou toalhas com alguém infectado.

 

            O período entre o contágio inicial e o desenvolvimento de sintomas é curto, de aproximadamente 10 a 50 dias. Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor abdominal, náusea e fadiga, podendo também debilitar o organismo.

 

            Nos primeiros sete dias, as pessoas com HAV descarregam o vírus e podem infectar outros. Algumas pessoas, especialmente crianças, não apresentam sintomas, porém transmitem o vírus.

 

            Geralmente, a hepatite A se cura mesmo sem tratamento. A recuperação completa pode durar até 6 ou 12 meses. De 15 a 20% dos casos podem se reinfectar, porém sem passar à fase crônica. A hepatite A raramente é fatal.

 

Hepatite B

 

        A hepatite B é transmitida pelo vírus HBV. Este vírus é transmitido pelo contato com sangue ou outros fluidos corporais infectados, inclusive esperma, fluido vaginal, leite materno, saliva e urina.

 

            Pode-se contrair a infecção através de picadas acidentais de seringas contaminadas, compartilhando seringas ou aspirando drogas, na tatuagem ou no piercing sem esterilização, na acupuntura sem esterilização, compartilhando instrumentos de barbear, alicates de unhas ou escovas de dentes ou fazendo sexo sem camisinha.

 

            Antes de 1972, era possível contaminar-se mediante transfusões de sangue. Porém, desde aquele ano, é feito o teste preventivo. Na etapa avançada da gravidez ou durante o parto, pode-se transmitir a hepatite ao feto.

 

            A hepatite B transmite-se mais facilmente do que a AIDS e o vírus é difícil de ser destruído, podendo sobreviver em sangue seco por até 10 dias e sobre superfícies por até 30 dias. Existem registros de contaminação dentro de casa. Muitas pessoas com o HBV não possuem fatores físicos identificáveis de risco. A duração virótica da hepatite B é de 40 a 180 dias.

 

            Portadores do HBV podem descarregar o vírus e permanecer infecciosas por até 60 dias. Os sintomas iniciais incluem febre, dores de estômago, náuseas, vômito, perda do apetite e dores musculares.  Até 30% dos infectados não possuem nenhum sintoma. De 5 a 10% desenvolvem hepatite B crônica.

 

            Cerca de 90% das crianças menores de 1 ano infectadas desenvolvem a hepatite B crônica. Os infectados crônicos nem sempre desenvolvem danos hepáticos porém sempre transmitem o vírus. A longo prazo, os portadores crônicos podem sofrer danos hepáticos e desenvolver câncer no fígado. Aqueles que se recuperam por completo estão protegidos de uma nova infecção.

 

Hepatite D

 

        A hepatite D, conhecida antigamente como hepatite delta, é transmitida pelo vírus HDV. Este vírus necessita do apoio do vírus da hepatite B (HBV) para atacar as células e reproduzir-se. Assim, a hepatite D somente se desenvolve em portadores da hepatite B. Estas pessoas tendem a sofrer uma fase aguda muito mais severa e são propensas a desenvolver a forma crônica da doença.

 

            O vírus D transmite-se principalmente pelo sangue e, nos Estados Unidos, registra-se entre os toxicômanos e pessoas que receberam transfusões de sangue. A transmissão sexual também pode ocorrer.  O vírus D é comum no Mediterrâneo, no norte da África e na América do Sul.

 

Hepatite E

 

        A hepatite E, também conhecida como hepatite entérica ou epidêmica, é mais comum em países em desenvolvimento, especialmente em partes da África e Sudeste da Ásia, onde 30% da população está infectada. Transmite-se principalmente por via oral ou fecal, sendo comum em áreas sem saneamento básico.   A fase aguda é semelhante à da hepatite A.  A doença é geralmente branda, exceto em mulheres grávidas, que estão sujeitas a graves complicações. Não são registrados casos crônicos ou portadores permanentes do vírus.

 

Hepatite F

 

        O vírus da hepatite F (HFV) foi identificado provisoriamente em pessoas não contaminadas pelos vírus A e E. Esta forma de hepatite ainda é muito pouco conhecida .

 

Hepatite G

 

        O vírus da hepatite G (HGV, também conhecido como HGVB-C) está relacionado com o vírus C. O HGV é transmitido pelo sangue e é comum entre toxicômanos e receptores de transfusões. Foi detectado entre 1 a 5% dos doadores de sangue nos Estados Unidos.

 

O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. Aproximadamente de 10 a 20% dos portadores de hepatite C são contaminados com o vírus G. Acredita-se que o vírus G não produza doença hepática.        

 

Herpetovírus

 

        Além dos vírus das hepatites, os herpetovírus Epstein-Barr (VEB) e o citomegalovírus (CMV) podem provocar hepatite aguda em adultos. Isso, porém, é pouco freqüente. Estes vírus podem ocasionar danos severos ao fígado, especialmente em pessoas com baixa resistência do sistema imunológico.

 

Hepatites tóxicas
e hepatites medicamentosas

 

        Como o fígado processa todas as substancias tóxicas, é possível que se torne debilitado caso o nível de toxinas no organismo for elevado. Muitos medicamentos, incluindo os usados para o tratamento da AIDS e da tuberculose, as sulfas e analgésicos, podem danificar o fígado. Diversos medicamentos podem causar dano hepático, imediatamente ou até 6 meses após a exposição inicial ao produto. Algumas plantas, cogumelos venenosos e toxinas industriais também podem provocar hepatite tóxica.

 

            O uso freqüente de álcool pode causar hepatite a curto prazo e cirrose a longo prazo. A inflamação produzida após tomar um novo medicamento ou produto é um sinal de que o mesmo está ocasionando efeitos adversos. Em alguns casos, deve-se considerar a possibilidade de suspender o medicamento ou produto, para favorecer a recuperação do fígado. O dano hepático poderá ser permanente.

 

 

NASH

Non Alcoholic Steato Hepatitis

Hepatite causada por esteatose não-alcoólica
 

 

            NASH (Non Alcoholic Steato Hepatitis) é o nome que foi dado a um novo tipo de hepatite, ainda pouco conhecida, já considerada como uma nova epidemia mundial.   A NASH é descrita como a inflamação do fígado causada pela acumulação de gordura no órgão, não existindo relação deste depósito com outras causas conhecidas de hepatites, como as produzidas por vírus, que é o caso das hepatites B ou C, ou pelo álcool ou tóxicos, ou por doenças auto-imunes, como a diabetes, ou por acúmulo de ferro ou cobre no fígado.

 

            Descoberta em 1980, a NASH é diferente da simples acumulação de gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática ou fígado gorduroso.  Ainda não se sabe direito  o que pode causar a NASH.  Acreditava-se que as mulheres adultas com excesso de peso, com diabetes do tipo II, provavelmente com colesterol elevado, em alguns casos com problemas arteriais, com hipertensão ou tiroidismo, poderiam ser as mais propensas. No entanto, a doença vem sendo observada também em muitos pacientes que não se incluem nesta descrição, como homens e mulheres magros, sem diabetes, sem colesterol. Aliás, a NASH já foi encontrada até em crianças.  Alguns pesquisadores duvidam que o acúmulo de gordura no fígado seja a causa da inflamação.

 

            Estudos recentes mostram que a NASH não pode ser considerada uma doença benigna, e que até 40% dos pacientes podem desenvolver fibroses, e entre 5 e 10% poderão chegar à cirrose.

 

            O diagnóstico da doença é complexo, e geralmente é feito quando as transaminases se encontram alteradas. Por eliminação, as outras causas prováveis vão sendo descartadas, sendo finalmente necessária a realização de uma biópsia, único exame que pode realmente atestar a doença.  A ultra-sonografia mostra um fígado mais branco que o normal, quando existe esteatose.  O resultado da biópsia mostra um dano muito parecido com o apresentado nos alcoólatras, porém os pacientes com NASH não possuem histórico de ingestão de álcool.  Excluído o uso de álcool pelo paciente, este resultado é o melhor indicador para se diagnosticar a NASH.

 

Resumindo: quando existe gordura no fígado e as transaminases estão alteradas, e todas as formas que poderiam indicar esteatose estão descartadas, é provável que o caso seja de NASH.  Um aumento do tamanho do fígado também é observado, provocando em alguns pacientes um incômodo do lado direito superior do abdômen.

 

            Ainda não há possibilidade de determinar quais pacientes podem evoluir para a cirrose e qual a velocidade do dano hepático, mas a cirrose pode ocorrer em menos de 10 anos. Não existe um tratamento específico para a NASH.  Estão sendo experimentados antioxidantes, que ajudam a eliminar os radicais livres e reduzir a inflamação.  Também estão sendo experimentados medicamentos à base de ácido deoxi-colico (em inglês DeoxyCholic Acid - UDCA).    Indivíduos com excesso de peso, diabéticos, ou com colesterol aumentado são orientados a perder peso e controlar os níveis de açúcar e de colesterol.  Uma dieta com pouca gordura é recomendada para todos, sejam gordos ou magros.

 

            Provavelmente. o segredo para tratar ou prevenir a NASH seja queimar mais calorias do que as que são ingeridas. Assim, um bom programa de exercícios, de preferência os aeróbicos, deveria ser discutido com o seu médico.  Não faça nenhum regime daqueles milagrosos que prometem eliminar muito peso em poucas semanas, pois a gordura eliminada dos músculos será depositada no fígado, agravando seu problema.

 

Fatores que provocam depósitos de gordura no fígado:

 

 

? Alcoolismo

             

? Excesso de peso

           

? Diabetes

           

? Medicamentos

             

 

ALERTA GERAL

 

            Médicos e pesquisadores estão bastante preocupados com a NASH.  Como as principais causas da doença ainda não são conhecidas, trabalha-se com suposições. Por exemplo, devemos considerar que a vida moderna ¾ sedentária, levando as pessoas a adotarem péssimos hábitos alimentares, provavelmente com uma alimentação rica em agrotóxicos, conservantes, espessantes químicos ¾ está gerando uma geração de gordos.  Será que o nosso metabolismo está preparado para assimilar este tipo de alimentação nada natural?

 

            No Brasil, praticamente a metade das ultra-sonografias constata depósitos de gordura no fígado.  Nos Estados Unidos, onde a maioria a população está acima do peso, em algumas cidades 80% das ultra-sonografias registram gordura no fígado.

 

            O aumento do número de diabéticos, de pessoas com colesterol elevado, da detecção dos portadores de hepatite C, e a quantidade de pessoas com excesso de peso, levam a estimar que os problemas decorrentes do fígado serão a grande preocupação dos sistemas de saúde nas próximas décadas, com conseqüências imprevisíveis.

 

 

Vacinas para as hepatites A e B

                                                

 

            Sempre existiram dificuldades para a obtenção da vacina para prevenir a hepatite A, já que ela não é distribuída gratuitamente nos postos de saúde, como acontece com a vacina da hepatite B.

 

            Porém, os portadores de hepatite C, ou doentes crônicos de enfermidades hepáticas, que não possuem imunidades contra estes vírus, têm o direito a receber estas duas vacinas objetivando prevenir futuros problemas.  O governo disponibiliza a vacina para a hepatite A nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

 

            O médico deve emitir receita indicando a condição de portador do paciente e encaminhá-lo a qualquer posto de saúde para aplicar as três doses da vacina contra a hepatite B.  Esta vacina se encontra disponível permanentemente nos postos, sendo aplicada em qualquer pessoa menor de 19 anos ou em portadores de doenças crônicas de qualquer idade, mediante o pedido do médico.

 

            A vacina da hepatite A não se encontra nos postos.  O portador deve ser encaminhado, com receita especificando sua condição, a um dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), onde receberá a vacina para prevenir a hepatite A.

 

            Os CRIE atendem, de forma personalizada, o público que necessita de produtos especiais, de alta tecnologia e de altíssimo custo, que são adquiridos pela FUNASA. Porém, para fazer uso dessa medicação, é necessário que a pessoa apresente a indicação médica e um relatório clínico sobre seu caso.

 

 

ENDEREÇOS DOS CRIE

 

ACRE   Maternidade Bárbara Heliodoro - Av. Getúlio Vargas 811, Centro   (68) 224.1290

 

ALAGOAS  Av. Siqueira Campos s/n Trapiche (82) 221.7771

                       

AMAZONAS     Instituto de Medicina Tropical - Av. Pedro Teixeira, n° 25, Bairro D. Pedro - Manaus - Cep: 69040-000      

(92) 238.1146/238.1711/9981.9726

 

AMAPÁ  Clínica de Pneumologia - Rua Jovino Dinoá s/n.

(96) 212.6149

 

BAHIA Hospital Couto Maia - Rua Rio São Francisco s/n., Monte Serrat - Salvador - Cep: 40425-100       

(71) 312.469/312.0084/316.3084, ramal: 356

 

CEARÁ Hospital Infantil Albert Sabin - Rua Tertuliano Sales no 544, Vila União - Fortaleza - Cep: 60410-790.        

(85)  247.1726/247.1747/234.4673/9181.4672

 

BRASÍLIA Hospital Regional de Taguatinga, Área Especial N 24, Taguatinga Norte - Brasília        (61) 563.2630

 

BRASÍLIA        Hospital Regional da Asa Norte, Setor Médico Hospitalar Norte, Área Especial – Brasília (61) 325.4249/325.4362

 

BRASÍLIA Hospital Materno Infantil de Brasília, HMIB - Av. L 2 Sul, Q 608/609, Bloco A, Asa Sul - Brasília           (61) 443.2322, Ramal: 307

 

GOIÁS Hospital Materno Infantil - Rua R 7 esquina com Avenida Perimetral, s/n Setor Coimbra - Cep: 74510-210  (62) 291.4900

 

ESPÍRITO SANTO Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória - Av. Alameda Meri Ubirajara s/n, Bairro Praia Do Canto – Vitória

(27) 381.2394

 

MARANHÃO Hospital Universitário Materno Infantil - Rua Silva Jardim Centro, Marobão - Passo do Dumior.          

(98) 246.5567/219.1119

 

MATO GROSSO Centro Regional de Saúde - Rua Thogo da Silva Pereira, s/n - Cuiabá - Cep: 78020-500    (65) 623.4259/623.0891

 

MATO GROSSO DO SUL Centro de Especialidades Médicas - Travessa Guia Lopes, s/n, Campo Grande - Cep: 79002-334            

(67) 383.3191/724.2187/783.1991/9982.1444

 

MINAS GERAIS Centro de Saúde Carlos Chagas - Centro Geral de Pediatria Alameda Ezequiel Dias, n° 345 - Belo Horizonte - Cep: 30130-110 (31) 222.4448/277.4431/277.4432

 

PARÁ   Hospital Ofir de Loyola - Av. Magalhães Barata, n° 992  - Belém - Cep: 66063-240            (91) 219.1993/241.5089/224.5089, ramal: 219/9984.4982

 

PARAÍBA Hospital Infantil Arlindo Marques - Rua Alberto de Brito, s/n, Bairro Jaguaribe - João Pessoa - Cep: 58015-320   (83) 241.4505/241.4328

 

PERNAMBUCO Hospital Universitário Oswaldo Cruz - HUOC - Isolamento Infantil - Rua Arnobio Marques, 310 - Recife - Cep: 50100-130         (81) 3413.1300/9976.4567

 

PIAUÍ   Hospital Infantil Lucídio Portela - Rua Gov. Raimundo Artur de Vasconcelos, n° 220 Sul Teresina - Cep: 6400-450 

(86) 221.3435/225.2761/225.2010/981.6038

 

PARANÁ Centro de Referência de Imunobiológicos - Rua Barão do Rio Branco, n° 465 - Curitiba   (41) 322.2299

 

PARANÁ Campus Universitário de Londrina, Ambulatório do Hospital das Clínicas - Londrina        (43) 328.3533/371.5750

 

RIO DE JANEIRO Hospital Municipal Jesus, Rua Oito de Dezembro, n° 717, Vila Isabel - Rio de Janeiro – Cep: 20550-200 (21) 284.4133/569.4088/569.4087, ramais: 207, 214, 247

 

RIO DE JANEIRO Rua 10 de Maio n° 892, Centro, Itaperuna      

(24) 822.1634/822.2839/ 822.0192,

 

RIO GRANDE DO NORTE Hospital de Pediatria da UFRN - Av. Cordeiro de Farias, s/n, Bairro de Petrópolis - Natal          

(84) 215.4400

 

RONDÔNIA  Hospital de Base - Avenida Jorge Texeira, Bairro Industrial - (69) 222.2171

 

RORAIMA Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nasareth - Bairro: São Francisco (95) 623.3300

  

RIO GRANDE DO SUL Hospital Sanatório Partenon - Rua Bento Gonçalves, no 3722,  Bairro Pastelon - Porto Alegre       

(51) 336.5200, ramais: 226, 208

 

SERGIPE  Av. Tancredo Neves s/n, Anexo ao Hospital Dr. João Alves Filho         (79) 259.3656

 

SAO PAULO    Centro de Imunizações do Hospital das Clínicas - FMUSP - Av. Dr. Eneas de Carvalho Aguiar, n° 355, Prédio dos Ambulatórios, Piso Térreo, Sala 8 - São Paulo - Cep: 05403-000 (11) 3069.6392/9128.0778

 

SÃO PAULO    Hospital Das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Av. Bandeirantes 3900, Campos da USP - Cep: 14048-900.            (16) 602.2841/602.2335

 

SÃO PAULO    Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais UNIFESP - Rua Loefgreen, n° 1998,Vila Clementino - São Paulo - Cep: 04040-003 (11) 5084.5005

 

SÃO PAULO    Centro de Imunobiológicos, UNICAMP, Hospital das Clínicas - Campus Universitário Zeferin Vaz , Bairro Barão Geraldo - Campinas - Cep: 13083-220    (19) 3788.7451

 

SANTA CATARINA       Hospital Joana de Gusmão (até 14 anos) - Rua Rui Barbosa, s/n, Bairro Agronomia - Florianópolis           

 

SANTA CATARINA       Hospital Nereu Ramos (adultos) - Rua Rui Barbosa, s/n, Bairro Agronômico - Florianópolis           (48) 228.5333

 

TOCANTINS     Rua 02 Esquina C/ Rua 03 S/N , Setor Rodoviário - Araguaina - Cep: 77818-020   (63) 414.1100, ramal: 237

 

 

 


 

24/10/2000 - Hepatite B

Interpretação dos resultados

 

Recebemos inúmeras solicitações sobre a interpretação dos resultados nos marcadores de hepatite B.

A tabela abaixo serve como simples referencia, consultando sempre a opinião do seu médico.

 

 

 

                  Interpretação dos resultados dos testes para hepatite B

             Teste

           Resultado

 Interpretação

HBsAg
anti-HBc
anti-HBs

negativo
negativo
negativo


Sem imunidade

Deve ser vacinado
  

HBsAg
anti-HBc
anti-HBs

negativo
neg. ou pos.
positivo


  
 Imune
   

HBsAg
anti-HBc
IgM anti-HBc
anti-HBs

positivo
positivo
positivo
negativo


  
Infecção  aguda

HBsAg
anti-HBc
IgM anti-HBc
anti-HBs

positivo
positivo
negativo
negativo


   
Infecção crônica

HBsAg
anti-HBc
anti-HBs

negativo
positivo
negativo


Quatro interpretações

Possíveis   *

* 1. Pode estar em recuperação de uma infecção aguda.
  2. Pode estar com baixa imunidade ou ter um baixo nível de anti-HBs no soro, o que pode dificultar o resultado.

 3. O resultado pode estar alterado com um anti-HBc falso-positivo.
 4. Pode ter um indetectável nível do HBsAg no soro do portador e a pessoa ser de fato uma portadora.

        

 



 

04/03/2001 - Formas de contagio das Hepatites viróticas:

 Formas de contagio

B  

C

Alimentos sólidos ou líquidos contaminados com fezes humanas, e na qual o vírus está presente.

*  

 

 

Entre membros da mesma família_____________________________________________________

*

*

**

Dentro das instituições médicas_______________________________________________________

*

*

 

Contagio com agulhas no descartáveis_________________________________________________

 

*

*

Uso de drogas injetáveis______________________________________________________________

 

*

*

Transfusões  de sangue______________________________________________________________

***

*

*

Hemodiálises_______________________________________________________________________

 

*

*

Via oral___________________________________________________________________________

*

**

**

Via sexual_________________________________________________________________________

***

*

***

Da mãe ao filho,  durante o parto_______________________________________________________

 

*

***

* A contaminação ocorre de este modo.
** A contaminação raramente ocorre desta maneira.
*** Contaminação desconhecida

 





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Last updated 22.11.2004
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