Na hepatite B, pode uma aspirina reduzir o risco de câncer no fígado? – “The Liver Meeting® 2017”

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21/12/2017

Pesquisadores de Taiwan apresentaram no “The Liver Meeting® 2017” um estudo no qual demonstram que tomar uma aspirina diariamente está significativamente associado com um risco reduzido de desenvolver câncer de fígado em infectados com a hepatite B.

Foram analisados dados do “National Health Insurance Research Database” coletados entre 1998 e 2012 de 204.507 pacientes com hepatite B. Depois de excluir os que já tinham câncer antes do início do estudo, 1.552 pacientes receberam aspirina por um período superior a 90 dias os quais foram comparados com 6.212 pacientes que nunca receberam aspirina.

Tanto as incidências cumulativas como as taxas de risco para desenvolvimento do câncer de fígado foram analisadas após o ajuste para mortalidade. Os pacientes foram avaliados por meio de pontuação de propensão ao câncer de fígado observando as características antes do início do estudo e uso de medicamentos análogos que estivessem fazendo uso para o controle da hepatite B.

O resultado mostra que a incidência cumulativa de câncer de fígado no grupo que recebeu aspirina foi significativamente menor do que no grupo não tratados com aspirina após cinco anos de acompanhamento, sendo de 2,86% no grupo tratado com aspirina contra 5,59% no grupo sem receber aspirina.

Concluem os autores que a terapia com aspirina é significativamente associada com um risco reduzido de câncer de fígado em infectados com hepatite B.

MEUS COMENTÁRIOS

ATENÇÃO: A aspirina, em pacientes com cirrose ou com problemas de coagulação pode ser perigosa!  Não tome aspirina sem antes consultar o médico!

Pesquisas anteriores sugerem que a terapia diária de aspirina, que é frequentemente prescrita para prevenir doenças cardiovasculares, também pode prevenir o desenvolvimento de câncer. A aspirina foi estudada para explorar seu efeito químio preventivo em cânceres que estão relacionados com inflamação crônica, particularmente na prevenção do câncer colorretal.

No entanto, estão faltando evidências clínicas para comprovar a eficácia da terapia com aspirina na prevenção do câncer de fígado relacionada a hepatite B.  Novos estudos serão necessários para comprovar a descoberta.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:  Association of Aspirin Therapy with Reduced Risk of Hepatocellular carcinoma in Patients with Chronic Hepatitis B – Teng-Yu Lee, Yao-Chun Hsu, Shi-Hang Yu, Jaw-Town Lin, Ming-Shiang Wu, Chun-Ying Wu – The Liver Meeting® 2017 – Oral 223

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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