Diretrizes para o tratamento do câncer de fígado apresentadas no EASL 2018

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No Congresso Europeu de Fígado foram apresentadas as diretrizes de consenso para o tratamento do câncer de fígado na Europa.

O câncer de fígado é o quinto câncer mais comum e a segunda principal causa de morte relacionada ao câncer, com cerca de 854.000 novos casos e 810.000 mortes por ano e responsável por cerca de 90% dos cânceres primários do fígado (que se originam no fígado) de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

O painel recomendou programas de diagnostico aprimorados para identificar pessoas em risco de câncer de fígado. A vigilância regular é fortemente recomendada para pessoas com cirrose hepática, com uma recomendação mais fraca para aqueles com fibrose hepática avançada (estágio F3). A ultrassonografia abdominal a cada seis meses é recomendada.

A ressecção hepática e o transplante de fígado são as primeiras opções para pessoas com tumores precoces, de acordo com as diretrizes.

A ablação térmica com radiofrequência é o padrão de tratamento para pessoas com câncer de fígado precoce quando não é indicado para cirurgia, e pode substituir a cirurgia como tratamento de primeira linha para aqueles com câncer muito precoce. A injeção de etanol é outra opção, e a ablação por micro-ondas é promissora, mas há poucas evidências para apoiar a radioterapia externa.

A recorrência é comum após a cirurgia e o acompanhamento é recomendado a cada 3 ou 4 meses durante o primeiro ano.

Tratamentos sistêmicos, ou drogas que afetam todo o corpo, foram as que mais evoluíram desde as diretrizes anteriores em 2012.

O sorafenibe (Nexavar®) é a terapia sistêmica de primeira linha padrão para pessoas com câncer de fígado avançado ou aqueles com tumores precoces que são considerados inadequados ou que experimentam progressão da doença em terapias loco-regionais. Sorafenibe (Nexavar®) está aprovado na maioria dos países.

O regorafenibe (Stivarga®) aprovado nos Estados Unidos e Europa (não no Brasil) é recomendado como tratamento de segunda linha para pessoas que experimentam progressão da doença com sorafenibe.

EASL ainda não recomenda imunoterapia para câncer de fígado. Em setembro passado, a Food and Drug Administration dos EUA aprovou o nivolumab (Opdivo®) como terapia de segunda linha para pessoas com câncer de fígado que foram previamente tratadas com sorafenibe, mas ainda não foi aprovado para essa indicação na Europa nem no Brasil.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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